17 de setembro de 2020

17/09 – até a Folha critica entrevista desastrada de Viviane Senna pela volta às aulas, associações, sindicatos e conselhos de saúde contra volta agora, 31 anos do Sinpro Sorocaba – e mais.

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Charge de Bennet, publicada na Folha de S. Paulo desta quinta, 17/09, satiriza entrevista de Viviane Senna que defendia volta às aulas apressada. Leia artigo de Celso Napolitano sobre a entrevista desastrada aqui:  http://fepesp.org.br/artigo/a-entrevista-da-empresaria/

 

Covas decide empurrar para novembro decisão sobre volta às aulas presenciais em SP
Folha de S. Paulo; 16/09
https://bit.ly/35I11Gw

“A opção foi pela indefinição para não desagradar ninguém, nem os que querem a volta nem os que defendem o retorno só no próximo ano”, diz Celso Napolitano, presidente da Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), que representa os docentes da rede privada.

“Ao adiar, ele causa incerteza entre os professores e famílias, prejudica o planejamento pedagógico para o encerramento das atividades deste ano.”

Para esta quinta também está prevista a apresentação do resultado do novo inquérito sorológico feito com alunos da cidade de São Paulo. O último estudo do tipo indicou estimativa de que mais de 123 mil estudantes (18,3%) tenham anticorpos para a doença —comparando ao inquérito anterior, houve aumento da prevalência, que antes era de 16,1%.

Foi com o resultado desse inquérito que Covas decidiu não autorizar a reabertura das escolas para atividades extracurriculares em setembro, como planejava o governo Doria. A decisão do prefeito impediu a retomada também nos colégios da rede estadual.

 

Covas pode suspender férias de verão se aulas voltarem em 2020
Monica Bergamo; 16/09
https://bit.ly/35LchBS

A possibilidade de volta às aulas na cidade de São Paulo ainda neste ano, embora ainda não confirmada, deve levar a prefeitura a suspender as férias de verão na rede municipal.

A proposta, que pode alterar planos de famílias que organizariam algum passeio, já gera estresse também entre a administração e os sindicatos que representam funcionários e professores.

Em uma reunião realizada há alguns dias com seis sindicatos da área, o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, comunicou aos representantes que pretende suspender as férias de janeiro e fevereiro para que os alunos tenham aulas e recuperem o conteúdo de 2020.Ainda assim, os dados indicam que 31% das escolas municipais, onde está a maior parte das matrículas dos anos iniciais, têm Ideb inferior a 4,9, ou seja, abaixo da meta.

Os professores se posicionaram contrariamente, alegando que seguem trabalhando mesmo com a suspensão das aulas presenciais.

 

Artigo: ‘Volta às aulas? A entrevista da empresária
Fepesp; 16/09
https://bit.ly/35OnJN9
Rádio Peão Brasil; 16/09
https://bit.ly/2ZLGUUe

Por Celso Napolitano: “A entrevista da empresária Viviane Senna, no jornal Folha de S. Paulo desta quarta, 16/09 (“Está claro que a reabertura das escolas não agrava a pandemia”, página B3) está repleta de ingenuidades, inverdades, e mesmo falácias sobre assunto que merece ser tratado com maior seriedade.

A entrevistada mostra também desconhecer, de forma ingênua, a realidade social da escola pública: ao ironizar sobre os ‘campeões da educação’, deveria lembrar-se de que o Brasil e seus vizinhos são também os campões da desigualdade social. Como comparar protocolos de retorno às aulas elaborados por um pequeno conjunto de escolas de elite com as condições limitadas de outras três mil pequenas escolas particulares que compõem a rede privada de ensino na cidade de São Paulo?”

 

👆🏽Folha de S. Paulo, 17/09 – Painel do Leitor

 

 

Associações e sindicatos de professores de SP são contra volta às aulas em outubro
Estadão; 17/09
https://bit.ly/35Mej50

Na última semana, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de  São Paulo (Afuse), o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e o Centro do Professorado Paulista (CPP) já haviam entrado com uma ação para impedir as aulas presenciais no Estado, após o governo João Doria (PSDB) liberar atividades de reforço em municípios que estão há mais de 28 dias na fase amarela do plano de reabertura. Após ter uma liminar negada, o grupo recorre com um agravo de instrumento e tenta uma decisão favorável.

O presidente da Fepesp, Celso Napolitano, considera que uma retomada para atividades extracurriculares é “muito discutível”. “Pedagogicamente, é muito complicado, é ineficaz. Não tem sentido um retorno agora”, diz. “Vamos aguardar a manifestação do prefeito Covas e fazer a discussão depois com a diretoria do sindicato.”

A entidade defende que as aulas presenciais sejam retomadas em 2021. Para Napolitano, não há como comparar a situação paulistana com a de países europeus que tiveram reabertura de escolas, pois vivem momentos epidêmicos e sociais distintos do Brasi.

“Em países como a França, há uma grande proteção social, os alunos vão à escola a pé, de bicicleta, é mais perto de casa. Aqui, tem que tomar transporte coletiva, às vezes mais de um, os alunos passam 40, 50 minutos dentro de um transporte. Sem contar os educadores, que ficam até 2 horas para chegar na escola.”

Posicionamento semelhante é defendido por Chico Poli, presidente do Sindicato dos Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), que também é contrário à retomada. “A nossa posição é que, neste momento, é impossível e irresponsável a volta das atividades presenciais nas escolas.”

 

Conselhos da Saúde de São Paulo são contra a volta às aulas em outubro
Rede Brasil Atual; 17/09
https://bit.ly/2EfjIpO

Os Conselhos Municipal e Estadual da Saúde de São Paulo posicionaram-se oficialmente contra a volta às aulas. A previsão de retomada é em 7 de outubro. Os colegiados, que reúnem representantes de várias áreas, definiram seus posicionamentos em reuniões separadas, realizadas na segunda-feira (14). As notas técnicas ainda não foram divulgadas oficialmente, mas a RBA confirmou as decisões com integrantes dos conselhos. Para os conselheiros municipais, a retomada das atividades presenciais “coloca em risco a saúde e a vida dos profissionais da área de educação e da população paulistana em função do potencial aumento do número de casos de covid-19”.


Bauru: sindicatos divergem sobre retomada da rede particular
JC Net; 17/09
https://bit.ly/3hCnsPx

Sebastião Clementino da Silva, o professor Macalé, presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Bauru e Região (Sinprobau), acredita que a volta presencial ainda é arriscada porque o patamar da Covid-19 segue elevado na cidade.

“Diversas pesquisas apontam que as crianças são assintomáticas, mas podem levar o vírus para outras pessoas. Ou seja, estamos pensando na saúde dos professores, dos alunos e dos seus entes queridos”, sinaliza.

O presidente também aponta que não são todas as instituições que atendem aos critérios de segurança e que os locais precisam ser fiscalizados com antecedência. “Os professores nos procuram dizendo que estão com medo de voltar, principalmente os que são do grupo de risco”, observa. Vale lembrar que os integrantes dessa faixa não são obrigados a trabalhar.

 

São Vicente: Prefeitura anuncia que não retomará aulas presenciais em 2020
G1; 16/09
https://glo.bo/2RyISCy

A Prefeitura de São Vicente, no litoral paulista, anunciou que as aulas presenciais da rede municipal não retornam neste ano. A decisão foi divulgada pelo prefeito Pedro Gouvêa (MDB) nas redes sociais, na tarde desta terça-feira (15). A administração municipal, por meio da Secretaria de Educação, informou que vai manter o sistema de aulas à distância.



Faculdades particulares dizem que país pode ter apagão de mão de obra
Painel S/A; 15/09
https://bit.ly/2RGNx5r

Associações de faculdades particulares enviaram uma carta a Bolsonaro dizendo que estão preocupadas com os estudos para acabar com as deduções dos gastos com educação no Imposto de Renda. Segundo o cálculo das empresas, mais de 90% dos beneficiados com as deduções estão nas classes média e baixa.

“Nosso setor já vem impactado pela pandemia. Se houver mais choque com a carga tributária, desestimulando as pessoas a optarem pela escola particular, o estado terá de investir mais em ensino. Vamos ter gente deixando de estudar e o país pode ter apagão de mão de obra em alguns anos”, diz Celso Niskier, diretor presidente da Abmes (associação de mantenedores do ensino superior).



Sinpro Sorocaba: 31 anos de resistência e luta
Sinpro Sorocaba; 16/09
https://bit.ly/3mv3OJ1

Para as professoras e para os professores da rede particular de Sorocaba e Região, 16 de setembro de 1989 registrou o momento em que a categoria se fortaleceu com a organização do Sindicato: cerca de 30 professoras e professores – reunidos/as em assembleia convocada pela Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Fetee-SP), no prédio da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba, atual Uniso – deram o primeiro passo para a fundação do Sinpro, indicando o prof. Waldir Guedes Machado para presidir a entidade.

 


Sinpro Campinas: protocolos de higiene protocolados no MPT
Sinpro Campinas; 16/09
https://bit.ly/3c9iHMA

O Sinpro Campinas e região requereu a intermediação da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região para tratar da volta às aulas presenciais, como já previamente divulgado à categoria.

Na audiência, a promotora que mediou a sessão, Dra. Carolina Marzola Hirata Zedes, concedeu ao sindicato patronal cinco dias para que fossem apresentados os protocolos de higiene para o retorno das atividades presenciais. Após a apresentação do documento, o Sinpro deveria apresentar eventuais necessidades de mudança ou aprimoramento dos protocolos ao Ministério Público do Trabalho.

O Sindicato informa que já recebeu os protocolos de higiene encaminhados pelos representantes patronais e vai encaminhar suas considerações ao MPT nesta semana, reiterando ser contra a volta às aulas no momento e exigindo que se garanta o livre acesso às instituições para fiscalização da execução adequada dos protocolos.


Brasil registra 987 mortos por covid-19 em 24h; novos casos seguem em patamar alto
Rede Brasil Atual; 16/09
https://bit.ly/35JLXbn

O Brasil registrou hoje (16) mais 987 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, em março, são 134.106 vítimas do novo coronavírus no país. Os números são fornecidos diariamente pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Já o número de novos casos foi de 36.820 doentes. Desde o início do surto, 4.419.083 brasileiros foram infectados pela covid-19. Isso, sem contabilizar a subnotificação que é denunciada por cientistas e reconhecida por autoridades. Apenas cerca de 6% dos brasileiros passaram por algum teste de sorotipo para o coronavírus.

 

Número de mortes por covid-19 aumentará em outubro e novembro, afirma diretor da OMS Europa
UOL; 14/09
https://bit.ly/3krEn9r

A pandemia de covid-19 será “mais dura em outubro e novembro”, meses em que deve aumentar a mortalidade, afirmou à AFP o diretor para a Europa da OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Vai ser mais duro. Em outubro, em novembro, vamos observar uma mortalidade mais elevada”, afirmou em uma entrevista o médico belga Hans Kluge, no momento em que a Europa registra uma aceleração dos contágios, mas a taxa de mortalidade permanece estável.

O aumento da mortalidade diária será consequência do surto da epidemia na Europa, indicou a OMS. “Estamos em um momento no qual os países não têm vontade de ouvir este tipo de notícia ruim e eu entendo”, afirmou Hans Kluge, que ao mesmo tempo citou a “mensagem positivo” de que a pandemia “vai parar em um momento ou outro”.

“Não sabemos se a vacina vai ser eficaz para todos os setores da população. Recebemos alguns sinais de que será eficaz para alguns, mas não para outros”, acrescentou. “E se precisarmos encomendar vacinas diferentes será um pesadelo logístico”, explicou. “O fim desta pandemia será o momento em que, como comunidade, conseguirmos aprender a viver com ela. E isso depende de nós. É uma mensagem muito positiva”.

O número de casos diários aumenta em grande velocidade há algumas semanas na Europa, particularmente na Espanha e França. Na sexta-feira, os 55 países da OMS Europa registraram 51 mil novos casos, um número superior ao registrado durante o pico do mês de abril, segundo os dados da organização.

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