Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 28 de novembro de 2022

2 de março de 2020

02/03 – quarentena de escolares, fake News sobre vírus, uberização de professores – e mais.

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CAMPANHA SALARIAL 2020
SESI/SENAI: ASSEMBLEIAS APROVAM PROPOSTA

Em assembleias maciças, professores e técnicos de ensino do Sesi e Senai de São Paulo mostraram sua disposição em defender direitos – todos seus direitos! – já conquistados e ajustados nos seus acordos coletivos de trabalho. Veja o que foi aprovado, e mais, aqui:  http://bit.ly/2VydeZ5

 



Escola de SP contraria ministério da Saúde e coloca alunos em quarentena por coronavírus
Folha de S. Paulo; 02/03
http://bit.ly/2TsLsL2

A escola Pueri Domus, de São Paulo, decidiu decretar quarentena de 15 dias a alunos que tenham viajado a 16 países onde foram detectados casos de coronavírus.

A medida contraria o Ministério da Saúde e é criticada por infectologistas, como David Uip, coordenador do Centro de Gestão do Coronavírus do Estado de São Paulo. “Além de não ser efetivo, não é pertinente, nem conveniente, nem ajuda”, diz Uip.

Para o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, é lamentável.  “Parece que estamos na idade média, quando os países tinham os lazaretos. Fazer qualquer medida contra um país específico é, no mínimo, irracional, pois não vai impedir a introdução da doença caso a origem não esteja na orientação da escola.”

“Se isso vira moda entre alunos de escolas, o que vai acontecer com todas as outras atividades, como bancos e indústrias?”, afirma.

“As condutas para o enfrentamento da doença são hierarquizadas e devem ser de atribuição do Ministério da Saúde”.

Cuidado com fake news sobre coronavírus
Rede Brasil Atual; 29/02
http://bit.ly/2Tfzi9u

Em reportagem do Jornal da USP, a farmacêutica-bioquímica Laura de Freitas desmente algumas das muitas informações falsas que estão circulando país afora. Mestra e doutora em Biociências e Biotecnologia, a pesquisadora da USP pede para quem receber alguma mensagem duvidosa ou tiver mais dúvidas, entrar em contato com a equipe do Nunca vi 1 Cientista, pelo Facebook ou Instagram.

E, claro, nunca compartilhar mensagens sobre as quais não se possa checar a fonte das informações. Isso vale para qualquer mensagem, não só as que tratam do coronavírus.

“Se uma mensagem cita um artigo, mas não o mostra, desconfie. São grandes as chances de ser uma mensagem falsa”, ressalta a pesquisadora.

Por exemplo, lembra ela, não existem artigos que tenham medido quanto tempo o vírus dura nas mãos, mas é verdade que as mãos são as principais transmissoras de vírus e bactérias. “Lave as mãos após cumprimentar várias pessoas e tocar em objetos públicos, como corrimãos e maçanetas, e após usar o transporte público. Se não tiver como lavar as mãos imediatamente, o álcool em gel é uma boa alternativa.”

Laura Freitas ressalta: não há motivo para pânico. “Em pessoas jovens (menos de 40 anos) ele causa uma gripe e a taxa de mortalidade é de 0,2%, ou seja: morrem 2 pessoas a cada 1.000 infectadas.”

 

Os aplicativos para professores e a ‘uberização’ do trabalho
Estadão; 29/02
http://bit.ly/2PFoLCt

Artigo, por Bianca Canzi: ‘Atualmente, está presente na mídia, no meio acadêmico e em diversos outros espaços de debate o modo como aplicativos têm transformado o cotidiano das pessoas em relação ao transporte nas grandes cidades, à alimentação e ao consumo de modo geral. Tal avanço tecnológico tem sido apoiado por muitos, ao facilitar o dia a dia e reduzir preços de diversos serviços e produtos. Por outro lado, também é criticado ao propiciar a redução de direitos trabalhistas e a exploração dos trabalhadores.

A “Prof-e” é uma startup educacional que promete suprir o maior problema nas escolas, que é a falta de professores e as conhecidas “aulas vagas”. No entanto, ainda que possua um lado positivo, como a tentativa de acabar com as aulas vagas, a nova modalidade pode gerar irregularidades no exercício da profissão do docente, como ao não respeitar o piso salarial e a manutenção dos direitos trabalhistas. Muitos profissionais já têm reclamando do aplicativo, com o receio da profissão perder seu valor, assim como ocorreu com os taxistas após a chegada da Uber.

Quanto à utilização da plataforma no setor privado, seu impacto também é preocupante, visto que pais e alunos contam com a rede particular de ensino não apenas pela sua estrutura, mas principalmente pela qualidade de seu corpo docente’.

Prioridade do governo, pós com nota alta em cidade pobre não existe
Folha de S. Paulo; 02/03
http://bit.ly/2TiNcb7

Novo critério para distribuição de bolsas da Capes inclui número de formados e favorece municípios com IDHM baixo. O governo federal anunciou em fevereiro que irá privilegiar a concessão de bolsas de mestrado e de doutorado para alunos dos cursos mais bem avaliados do país que, ao mesmo tempo, estejam nas cidades mais pobres. O problema é que, de acordo com cruzamento de dados feito pela Folha, as duas características caminham completamente separadas.

O que a Capes parece não saber é que 95% dos 4.285 programas de pós-graduação ativos hoje no Brasil estão em 287 municípios com IDHM alto ou muito alto. Ou seja: considerar o índice como critério de seleção de bolsa não faz sentido.

Pesquisadores questionam critérios da Capes em novo modelo de concessão de bolsas
Folha de S. Paulo; 01/03
http://bit.ly/2PEDrBE

“Cada universidade tem seus parâmetros, tempos de curso, e colocar isso como critério é colocar pressão sobre os pós-graduandos”, diz Flávia Calé, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos. Presidente da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) e professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Miriam Grossi analisou as portarias. Para ela, é certo que haverá redução de bolsas para humanidades.

Justiça nega pedido de liminar da OAB para barrar cursos de direito a distância
Folha de S. Paulo; 29/02
http://bit.ly/38gEb6z

A Justiça negou pedido de liminar da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nesta sexta-feira (28) para tentar impedir que novos cursos de direito a distância sejam autorizados. Segundo a decisão, cabe ao MEC fiscalizar a modalidade.

Sólon Caldas, diretor-executivo da Abmes (associação de mantenedoras de ensino superior), diz que o ensino a distância é uma tendência mundial. Já a OAB argumenta na Justiça que falta regulamentação para autorizar os programas. Procurada, a entidade diz que vai recorrer ao Tribunal contra a decisão de primeira instância.

Justiça suspende intervenção do MEC na Universidade Brasil
R7; 29/02
http://bit.ly/2I7QKGy

A desembargadora federal Monica Nobre, do TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, suspendeu trechos da decisão que obrigava o Ministério da Educação a intervir na Universidade Brasil, investigada pela Operação Vagatomia por supostos esquemas de vendas de vagas no curso de medicina, irregularidades no exame de revalidação de diplomas e fraudes no Fies e no ProUni.

Em recurso, o governo federal alegou que uma intervenção na universidade não atingiria a extensão pretendida pelo juiz, visto que o mero afastamento do corpo da reitoria da Brasil não garante acesso à administração da mantenedora que financia a instituição, que é privada. Além disso, a União alega que a divulgação de informações de ex-alunos viola a presunção de inocência, pois essas pessoas sequer podem ser relacionadas às fraudes investigadas na Vagatomia.

 

Centrais definem calendário de ações em defesa dos direitos e da democracia
DIAP; 01/03
http://bit.ly/38l8LvX

Representantes das centrais sindicais estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (27), na sede do Dieese, em São Paulo, para definir o calendário de ações em defesa das instituições e do Estado Democrático de Direito. Participaram da reunião representantes de 9 centrais sindicais: CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CGTB, CSP-Conlutas e Intersindical.

Acompanhe o calendário que indica como mobilizações a serem fortalecidas e organizadas pelo conjunto do Movimento Sindical:

  • 03/03 – reunião dos partidos e organizações da sociedade civil em defesa do Estado Democrático de Direito e das instituições republicanas que ocorrerá no Congresso Nacional, às 10h;
  • 08/03 – atos em defesa dos direitos das mulheres (Dia internacional da mulher);
  • 14/03 – atos em memória da luta da vereadora Marielle Franco (RJ);
  • 18/03 – ato em defesa dos serviços públicos, empregos, direitos e democracia; e
  • 1º/05 – 1º de Maio Unificado das centrais.


Metodista, Sinpro ABC
Sinpro ABC; 02/03
http://bit.ly/3cl8rjL



‘Viva, Paulo Freire’, grita Daniela Mercury no fim do Carnaval de São Paulo
UOL; 01/03
http://bit.ly/2IdmYQE

Daniela Mercury encerrou o Carnaval paulistano na noite deste domingo com ironias políticas, gritos pela diversidade e homenagens ao axé durante 6h30 de bloco. É a quinta vez que a Pipoca da Rainha, seu bloco, fecha a festa em São Paulo.

“Quem quer continuar vivendo num país livre? Precisamos muito da democracia! A gente vai resolvendo as coisas aos poucos, mas vamos seguindo lutando pela nossa Constituição cidadã, pela democracia”, declarou a cantora.

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