Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 09 de agosto de 2022

29 de novembro de 2021

29/11 – Segundo dia do Enem ignora questões de atualidades, a alta das mensalidades, campanha de sindicalização no ABC, e mais: Paulo Freire em Cambridge entra na luta contra ‘cultura de cancelamento’

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Campanha do Sinpro ABC promove sindicalização, valoriza Sindicato e esclarece os principais pontos da nova convenção coletiva da Educação Básica negociada pela Fepesp, que agora vale até 2025!
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Especialistas avaliam Enem e já demonstram preocupação com 2022
Valor Econômico; 29/11
https://glo.bo/2ZBHirq

O segundo dia de avaliações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, realizado ontem em todo o país, confirmou a falta de atualização do Banco Nacional de Itens (BNI), que reúne as perguntas que formam as provas, e reforçou as preocupações de educadores com a edição 2022. A ausência de questões sobre a pandemia de covid-19 torna mais clara a desatualização do exame, segundo alguns especialistas do setor de educação, e a avaliação é que é de que há pouco tempo para recompor o estoque de questões do exame.

Além disso, alertam, o risco de interferência no conteúdo aumentou. Mesmo quem acredita que o Enem 2021 manteve sua qualidade pedagógica admite que a situação é de alerta e precisa ser acompanhada de perto.

“É muito preocupante não ter questões sobre pandemia, teve sobre dengue e ebola, mas não sobre covid-19. De fato, confirma a precarização do banco de questões. O Enem veio para trazer o que impacta na vida das pessoas […], mas não falar de pandemia mostra mais que retrocesso, um grande atraso”, afirma a especialista em educação e ex-presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Cleuza Repulho.

 

Segundo dia do Enem cobra dengue e carro elétrico e ignora Covid
Folha de S. Paulo; 28/11
https://bit.ly/3CXnzA4

O segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) seguiu a tradição de pautar alguns temas da atualidade, como energia e meio ambiente, mas não abordou em nenhuma questão a pandemia de coronavírus.

A ausência da Covid era esperada em alguns cursinhos devido à necessidade de as questões da prova serem elaboradas com antecedência para serem pré-testadas e à falta de atualização do banco de itens que compõem a avaliação.

 

Educação Básica: Federação dos Professores assina acordo até 2025
Agência Sindical; 27/11
https://bit.ly/3d03sXo

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) assinou quinta (25) o acordo com os patronais Sieeesp, Feeesp e Sinepes, que garante pagamento de Abonos, reajustes salariais e manutenção das cláusulas das Convenções Coletivas de Trabalho até 2025.

UNIÃO – Para o presidente da Federação, Celso Napolitano, a mobilização de toda a categoria e a pressão dos professores deu certo para que o dissídio coletivo virasse Convenção Coletiva.

“Pela intransigência do patronal, tivemos que recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho. Todos os Sindicatos integrantes da Fepesp iniciaram um movimento histórico de organização no local de trabalho. Esse movimento foi vitorioso em todo o Estado de São Paulo”, afirma o dirigente.

“Essa mobilização em cada escola obrigou os sindicatos patronais a recuar e propor nova negociação. A Fepesp negociou com a federação patronal, que resultou em uma proposta de Convenção Coletiva de Trabalho, que consolida as vitórias obtidas no Tribunal”, explica o professor Celso.

 

Centrais lutam contra desmonte na Educação
Agência Sindical; 26/11
https://bit.ly/3ri2CgZ

As Centrais Sindicais emitiram Nota afirmando que a desestruturação das políticas de universalização da Educação de jovens e adultos é ataque à Constituição Estadual e Federal, que garante o acesso de qualidade pra todos.

Na carta, os dirigentes ressaltam que é inaceitável que a Secretaria de Educação do maior Estado do País trate de forma quantitativa a qualidade do ensino, mensurando um número de alunos por professor sem considerar as especificidades da educação de jovens e adultos.

 

Escolas preparam a maior alta de mensalidade desde início da covid
Estadão; 27/11
https://bit.ly/3I0dqWZ

Após de um longo período de colégios fechados, com o valor das mensalidades sem alteração ou com reajustes modestos, o próximo ano deve começar com uma herança pesada da inflação de 2021 para o orçamento das famílias com filhos na escola. Mais da metade (53%) das escolas de ensino fundamental e médio planejam aumentar as mensalidades e as matrículas do ano que vem entre 7% e 10%, aponta pesquisa com 65 estabelecimentos em cinco Estados da consultoria Meira Fernandes, especializada em educação.

“Acredito que o reajuste vai ficar um pouquinho maior até porque a inflação deste ano está em dois dígitos”, diz o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva. Ele espera alta entre 10% e 13%.

 

TRABALHO

STF volta a adiar julgamento de ações que contestam o contrato de trabalho intermitente
Revista Adusp; 25/11
https://bit.ly/3I1Fj0W

Na semana que passou, as ações que contestam o chamado trabalho intermitente, incluído na lei da “reforma” trabalhista (13.467, de 2017), entraram de novo na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não foram julgadas. Até agora, três ministros votaram, dois deles a favor da modalidade.

Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.826, o relator, ministro Edson Fachin, se posicionou contra o trabalho intermitente. Depois dele, Nunes Marques e Alexandre de Moraes votaram a favor. O próximo voto, bastante aguardado, é de Rosa Weber, por sua origem profissional. A atual vice do STF foi juíza do Trabalho em primeira instância. E também desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, durante 15 anos, até 2006, quando foi para a instância superior, o TST. Há quase um ano, em 3 de dezembro, Rosa Weber pediu vista, e o julgamento foi interrompido.

 

CORONAVÍRUS

Ômicron: cientistas correm para entender nova cepa do coronavírus
Rede Brasil Atual; 29/11
https://bit.ly/2ZChNX0

Pesquisadores de todo mundo, em especial os da África do Sul, estão correndo para entender melhor como age a nova cepa (B.1.1.529) do coronavírus, batizada de ômicron, e notificada como “variante de preocupação”. Uma prioridade máxima é segui-la mais de perto à medida que se espalha. Ela foi identificada pela primeira vez em Botsuana no início deste mês e os cientistas estão tentando entender as suas características, se ela pode evitar respostas imunes das vacinas e se pode causar covid-19 de forma mais ou menos grave do que as outras cepas.

O alarme entre os pesquisadores foi disparado por conta do aumento acentuado nos casos da variante ômicron na província de Gauteng, na África do Sul, que abriga Joanesburgo. Os casos aumentaram rapidamente na província em novembro, particularmente nas escolas e entre os jovens, segundo Lessells.

 

 

 

A escultura de Paulo Freire que mira ‘guerra cultural’ na Universidade de Cambridge
BBC Brasil via Folha de S. Paulo; 27/11
https://bit.ly/3IexmWr

Paulo Freire pode não ser muito conhecido no Reino Unido, mas é um dos pensadores mais influentes da educação no mundo.

Seus ensinamentos sobre o pensamento crítico em escolas e universidades moldaram o ensino muito além do Brasil, onde ele nasceu há cem anos. De acordo com levantamento do pesquisador Elliott Green, professor da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, o livro principal da obra do educador, “Pedagogia do Oprimido”, escrito em 1968, é o terceiro mais citado em trabalhos acadêmicos na área de humanidades em todo o mundo.

E agora, um grupo de importantes acadêmicos da Universidade de Cambridge instalou uma escultura de bronze dele na biblioteca da Faculdade de Educação, ao sul do centro da cidade, como um símbolo de “tolerância e diálogo” em um momento de “guerras culturais” no campus.

Em linhas gerais, guerras culturais são descritas por especialistas como o processo em que temas morais como legalização de aborto ou armas se tornam centrais no debate político e opõem conservadores (pessoas de viés mais disciplinador e punitivo) e progressistas (o oposto).

Mas ele morreu no final dos anos 1990, então por que está ganhando destaque agora?

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chegou a ameaçar “entrar no Ministério da Educação com um lança-chamas” para remover todos os vestígios de Freire. O educador é muitas vezes tratado pelo governo Bolsonaro como bode expiatório da má qualidade do ensino público brasileiro ou suposto “doutrinador comunista” nas escolas.

Para especialistas em educação ouvidos pela BBC News Brasil, entretanto, a raiz da controvérsia em torno da pedagogia de Paulo Freire não é sua aplicação em si –mas o uso político-partidário que foi feito dela, historicamente e, mais do que nunca, nos dias atuais.

“Li a maior parte dos livros dele. Minha tese de doutorado foi amplamente baseada em seus ensinamentos. Tenho aplicado seu método de várias maneiras em minha carreira profissional, na prática e na pesquisa”, afirmou a pedagoga Eeva Anttila, professora da Universidade de Artes de Helsinque, na Finlândia, país que é referência internacional no ensino.

“A maior vantagem de sua metodologia é a abordagem antiopressiva e não autoritária, a pedagogia dialógica e respeitosa que ele promoveu. O problema é que suas ideias têm sido usadas para fins políticos –o que, em meu entendimento, nunca foi seu propósito inicial”, disse a finlandesa.

“No Brasil, nossa situação atual é muito, muito difícil”, diz Alex Trindade, um dos alunos brasileiros que tiveram a ideia da escultura de Freire em Cambridge. “Bolsonaro está atacando tudo relacionado à universidade pública, às ideias de Freire. A ideia é (…) impedir que professores ou escolas discutam política ou gênero ou qualquer coisa do tipo, ou que ofereça um caminho para as pessoas desenvolverem suas próprias ideias.”

 

‘CULTURA DO CANCELAMENTO’ – Em seu escritório, cercado por pilhas de livros educacionais e uma coleção impressionante de plantas, a diretora do corpo docente de Cambridge, Susan Robertson, diz que a ênfase de Freire sobre a importância “da escuta, da tolerância e do diálogo” tornou-se ainda mais importante no contexto da “cultura do cancelamento”.

A prática de “cancelar” pessoas porque suas opiniões podem ser ofensivas ou de negar-lhes um espaço para falar se tornou um assunto de debate acalorado não apenas nas redes sociais, mas também nos campi.

Neste mês, a Cambridge Union Society baniu o historiador de arte Andrew Graham-Dixon depois que ele ofendeu estudantes ao imitar Adolf Hitler durante um debate sobre a existência do “bom gosto”.

O presidente da entidade chegou a falar na criação de uma lista dos oradores proibidos, mas mais tarde disse ter se equivocado.

Além disso, a professora Kathleen Stock, acusada de transfobia por suas opiniões sobre identidade de gênero, deixou seu cargo na Universidade de Sussex, dizendo que passou “um momento horrível”. Procurado pela BBC, o Ministério da Educação não quis comentar o tema nesta reportagem.

 

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