29 de junho de 2020

29/06 – Decotelli não tem doc e nem pós-doc, 76% não querem volta às aulas agora, pior da covid ainda está por vir – e mais

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VOLTA ÀS AULAS: É PRECISO OUVIR O EDUCADOR
► Leia aqui: https://bit.ly/31uAVEK

Em artigo nesta segunda-feira em ‘Tendências e Debates’ do jornal Folha de S. Paulo (aqui: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/o-plano-de-volta-as-aulas-nao-tem-professor.shtml) , Celso Napolitano lembra que professoras e professores se empenharam com ensino remoto durante a suspensão de aulas para combate à pandemia e, agora, devem ser ouvidos antes de qualquer decisão sobre volta às aulas. “Estamos na linha de frente – e as nossas vidas, o nosso bem-estar, também estão em jogo”, diz Napolitano.

 

 

Para 76% dos brasileiros, escolas devem continuar fechadas
Datafolha; 25/06
https://bit.ly/2YMBxUJ

Para 76% dos brasileiros, as escolas devem continuar fechadas nos próximos dois meses por causa da pandemia do novo coronavírus, segundo pesquisa Datafolha. Em todas as faixas etárias e de renda e em todas as regiões do país, a maioria da população defende que as aulas presenciais ainda não sejam retomadas.

“A população está muito consciente dos riscos que está correndo com a pandemia e, ainda que crianças e adolescentes não estejam no grupo de risco, tem receio de colocá-los em uma situação de exposição. As pessoas também devem pensar que retirar os alunos de casa significa expor muita gente ao vírus”, avalia o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Maria Helena Guimarães de Castro, membro do Conselho Nacional de Educação, diz que a infraestrutura e as condições das escolas públicas não ajudam a transmitir segurança às famílias. “Enquanto em países como a Alemanha vemos a testagem de crianças na porta dos colégios, aqui nos questionamos se haverá água e sabão para os alunos lavarem as mãos”.

 

Sob críticas, SP anuncia volta às aulas; veja como é em outros países
UOL; 28/06
https://bit.ly/2VvtqcT

Com o anúncio do governo, o país entra no rol das nações que estão sendo criticadas por um retorno prematuro às aulas presenciais, sob a alegação principalmente por parte de pais de alunos de que não há segurança epidemiológica para os estudantes e que há possibilidades de uma segunda onda de contágio no país. Veja como outros países estão lidando com a reabertura e as críticas que estão recebendo.


Sieeesp contesta declarações de secretário da Educação de SP à Folha
Folha de S. Paulo; 28/06
https://bit.ly/31yMbjk

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) contestou algumas falas dadas pelo secretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, em entrevista publicada pela Folha na sexta (26).

Em carta enviada ao jornal, o presidente da associação, Benjamin Ribeiro da Silva, defende que as escolas privadas do estado possam voltar às suas atividades antes das públicas, caso consigam implementar os protocolos de segurança.

 

Retorno às aulas é planejado com muitos problemas para resolver, pouco dinheiro e calendário apertado
Extra; 28/06
https://glo.bo/2VvsxRB

Entre os principais desafios estão a desigualdade de aprendizagem — que se acentuou durante a paralisação, pois alunos da rede pública e os mais pobres não tiveram o mesmo acesso a aulas on-line — e a retomada do crescimento da taxa de abandono escolar. Tudo isso num cenário de pouco dinheiro e tempo.

Dez capitais já marcaram a data para a reabertura de escolas entre julho e agosto. A decisão, no entanto, vai na contramão do desejo popular: segundo pesquisa Datafolha, divulgada ontem, 76% dos entrevistados são contrários a reabertura das escolas pelos próximos dois meses.

 

Educação Infantil exigirá atenção no retorno das aulas presenciais na Baixada Santista
Tribuna de Santos; 26/06
https://glo.bo/2YFTSmb

Na educação infantil, o distanciamento social de um metro e meio entre os alunos não deverá ocorrer. A secretaria de Educação também alerta para a necessidade do fortalecimento emocional de professores e funcionários para o acolhimento presencial dos alunos.

 

 Universidade alemã nega que Carlos Decotelli tenha obtido pós-doutorado
Valor Econômico; 29/06
https://glo.bo/2NDR2Yr

A Universidade de Wuppertal, na Alemanha, negou nesta segunda-feira que o novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, tenha obtido pós-doutorado na universidade, como o MEC informou inicialmente, na semana passada.

Segundo a universidade alemã, Decotelli teve uma estadia de três meses, iniciada em 2 de janeiro de 2016, para uma pesquisa sob orientação da professora Brigitte Wolf. No entanto, a universidade alemã sinalizou que a passagem do agora ministro foi tímida e aparentemente menos importante do que a nova versão dada por ele.

 

 Após reportagem de época, decotelli, novo ministro da educação, admite rever dissertação de mestrado sob suspeita de plágio
Revista Época; 26/06
https://glo.bo/2YIItlG

O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, admitiu, depois de publicacação de reportagem de ÉPOCA, que pode revisar sua dissertação de mestrado acusada de plágio.

Ele reconheceu ainda que não defendeu sua tese de doutorado na Argentina — outra controvérsia em seu currículo — porque o texto foi rejeitado pela banca examinadora.

 

Ministro da Educação copiou ao menos 4 trechos de outras monografias em mestrado
Folha de S. Paulo; 27/06
https://bit.ly/2ZkPZSH

O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, copiou quatro trechos de outras dissertações de mestrado e textos acadêmicos na introdução de seu trabalho de mestrado, apresentado em 2008 para a FGV Rio de Janeiro, com o título “Banrisul: do PROES ao IPO com governança corporativa”.

De acordo com levantamento feito pelo UOL, Decotelli usou um trecho idêntico na página 18 de sua dissertação à página 111 do texto “Origens e desenvolvimento institucional”, do trabalho de mestrado de Kátia Valéria Araújo Melo e Rezilda Rodrigues Oliveira, apresentado em julho de 2005 —três anos antes de Decotelli.

 

 

 Covid-19: Brasil ultrapassa 55 mil mortos. ‘Pior ainda está por vir’, alerta epidemiologista
Rede Brasil Atual; 27/06
https://bit.ly/2YFDYrT

Apesar de média acima de mil mortos por dia durante a semana, muitas cidades e estados seguem relaxando medidas de isolamento social. Para pesquisador da Fiocruz, ações são equivocadas.

 

Pra onde vai a educação brasileira? Livros para procurar a resposta
Rede Brasil Atual; 27/06
https://bit.ly/38bvjAu

Carlos Decotelli é o novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro. O oficial da reserva da Marinha é o terceiro ministro a ocupar o cargo em apenas um ano e meio de governo. É o décimo militar a ser nomeado para um cargo no primeiro escalão – em um governo que já nomeou cerca de 3 mil militares em posições diversas na administração direta, em estatais e autarquias. A questão que fica é: para onde vai a educação brasileira?

As duas passagens anteriores pelo ministério foram, no mínimo desastrosas, de Ricardo Vélez ao “exilado” Abraham Weintraub. Por que um governo trata tão mal um assunto de extrema importância para o futuro do país? A editora Boitempo traz quatro dicas de leitura que podem ajudar o leitor a encontrar respostas:

  1. Educação contra a barbárie – Organizada pelo especialista em políticas públicas de educação Fernando Cássio, a coletânea propõe um debate franco e corajoso sobre as principais ameaças à educação pública, gratuita e para todas e todos. Neste novo volume da coleção Tinta Vermelha, selo que busca provocar reflexões sobre assuntos atuais, temas como revisionismo histórico, experiências de educação popular, financiamento do ensino público, dilemas da educação a distância e a polêmica ideologia de gênero são abordados com rigor teórico e linguagem acessível.
  2. A educação para além do capital – Ensaio escrito pelo filósofo István Mészáros para a conferência de abertura do Fórum Mundial de Educação, realizado em Porto Alegre, em 2004. Nesse texto, o professor emérito da Universidade de Sussex, no Reino Unido, procura afirmar, entre outras coisas, que a educação não é um negócio, é criação. Que educação não deve qualificar para o mercado, mas para a vida.
  3. A escola não é uma empresa – Obra do sociólogo Christian Laval discute a crise de legitimidade da escola em tempos de avanço neoliberal e coloca em xeque os valores embutidos em termos hoje correntes na educação, como “inovação” e “eficiência”.  A obra faz um diagnóstico geral das mudanças nos sistemas educacionais influenciadas pelo chamado neoliberalismo escolar. Christian Laval mostra como o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre outros órgãos, pressionam os sistemas de educação nacionais a fazer com que as instituições de ensino e os profissionais que nelas trabalham se moldem às necessidades do capitalismo contemporâneo.
  4.  Universidade pública e democracia – O volume reúne artigos escritos ao longo da última década por João Carlos Salles, reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Filósofo e professor de lógica, Salles faz uma defesa apaixonada de um modelo radicalmente democrático de universidade. De um lado, retrata um projeto utópico de educação nacional. De outro, elenca as iniciativas antidemocráticas e os ataques direcionados à educação pública dos últimos anos.

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