Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 25 de setembro de 2022

25 de abril de 2022

25/04 – Patronal protela na negociação do Ensino Superior, grupo Ânima desrespeita direitos autorais de professor, fraudes na política de cotas raciais, e mais: qual a melhor idade para se aprender a ler?

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Na última rodada de negociação na Campanha Salarial do Ensino Superior os negociadores dos sindicatos criticaram a tentativa dos mantenedores de postergar as negociações. Vão continuar com a conversa mole na quarta-feira, quando teremos nova rodada? Saiba mais aqui: https://bit.ly/3EIxFHv

 

 

Ensino superior: negociação prolongada, sem reposição de inflação, irá levar a impasse
Rádio Peão Brasil; 21/04
https://bit.ly/3xLxpGi

“A reposição da inflação nos salários é essencial, e é condição necessária para continuarmos as tratativas”, disse Napolitano, ao lembrar que essa reposição foi garantida para os demais segmentos – Educação Básica, Sesi, Senai e Senac – nas convenções e acordos coletivos celebrados. “Apenas as mantenedoras do ensino superior privado se recusam a aceitar a reposição da defasagem inflacionária nos salários dos professores e dos auxiliares administrativos. Reafirmamos nossa intenção de reivindicar a reposição inflacionária como premissa para outras discussões”, completou.

Regramento da EaD, ultratividade – Celso Napolitano voltou a lembrar que, além da reposição inflacionária, a Fepesp e seus sindicatos insistem na reivindicação de regramento das condições de trabalho no ensino hibrido e na EaD. E, ainda, voltou a reivindicar que seja acordada a manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva de trabalho de 2020/2021 até o encerramento das negociações (o que é conhecido como ultratividade das normas).

 

Negociação do Ensino Superior está emperrada
Agência Sindical; 19/04
https://bit.ly/3MwO44G

“A reposição da inflação nos salários é essencial e é condição necessária pra continuarmos as tratativas”, explica o presidente da Federação. Ele lembra que esse mesmo índice de reajuste foi conquistado para os professores da Educação Básica, Sesi, Senai e Senac.

“Apenas as mantenedoras do Ensino Superior privado se recusam a repor a defasagem inflacionária nos salários dos professores e auxiliares administrativos. Reafirmamos nossa reivindicação de repor integralmente a inflação”, ressalta Celso Napolitano.

Próximo – Nova reunião de negociação entre os representantes dos trabalhadores e o setor patronal deve ocorrer na quarta, dia 27.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Grupo Ânima tenta se apossar de direitos dos professores
Agência Sindical; 20/04
https://bit.ly/3veOtCZ

O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), que representa os profissionais das instituições particulares na Capital paulista, recebeu denúncias contra o grupo Ânima, que agrega as universidades Anhembi Morumbi e São Judas. Trata-se de uma tentativa de se apossar de direitos autorais.

Segundo informam os trabalhadores, a mantenedora praticamente obriga o professor a aceitar um termo de cessão de direitos autorais quando o mesmo tenta inserir questões de avaliação das unidades curriculares. O material poderá ser usado em qualquer instituição pertencente ao grupo Ânima na elaboração de provas ou atividades acadêmicas. Sem o aceite do termo, não é possível inserir as questões no sistema.

De acordo com Celso Napolitano, diretor do Sinpro-SP e presidente da Federação dos Professores no Estado de SP (Fepesp), a entidade já atua a fim de preservar os direitos dos profissionais.

“Estamos indicando aos docentes que não assinem esse termo. Já estamos nos reunindo com o grupo Ânima para discutir relações de trabalho. Mas o principal é que os professores não se submetam a isso”, afirma Celso. Ele conta que a mantenedora emprega cerca de 1.500 profissionais apenas na cidade de São Paulo.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Opinião: ‘Quem confia no Enem desse MEC?’
Estadão; 19/04
https://bit.ly/3LecoaZ

Por Renata Cafardo, editora de Educação: “O desmonte é tamanho que a impressão é a de que o Ministério da Educação (MEC) já ruiu e agora só pode voltar a funcionar em 2023, em um próximo governo. A reboque dos pastores, da Bíblia e do ouro, vieram as obras paradas, escolas fake, ônibus escolar superfaturado. Mas a educação brasileira ainda precisa ficar oito meses nas mãos dessa turma e, no meio do caminho, há um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A prova, além do desenho e metodologia complexos, que muita gente no MEC não entende até hoje, é esperança de futuro para milhões de jovens no País. Define vagas em todas as federais e na Universidade de São Paulo (USP), entre muitas outras. Em meio às denúncias de corrupção, o Inep, que faz parte do MEC e já havia passado pela maior crise da sua história em 2021, avisou que quer usar questões repetidas no Enem este ano porque tinha acabado o estoque de perguntas”.

 

1 em 4 candidatos ‘muda de cor’ ao se inscrever de novo no Enem
Folha de S. Paulo; 24/04
https://bit.ly/3K7nlKl

Em um intervalo de apenas seis anos, mais de 1 em cada 4 participantes alterou sua declaração de raça/cor ao se inscrever uma nova vez no Enem. No saldo geral, as mudanças tendem a elevar a parcela de pardos em detrimento da de brancos e a de pretos em detrimento da de pardos e brancos.

O resultado, presente em estudo recém-publicado na revista acadêmica Dados, corrobora as evidências do chamado processo de escurecimento da população brasileira, mostra que ele está ocorrendo de forma acelerada ao menos entre os mais jovens e destaca o caráter dinâmico da identificação racial, que envolve outros fatores além da pigmentação da pele.

 

Fraudes na política de cotas raciais
Folha de S. Paulo;  22/04
https://bit.ly/3KcC7zw

A política de cotas raciais para acesso às universidades públicas brasileiras tem sido um instrumento fundamental de inclusão social da população negra, que é maioria no país, como já mostramos aqui.

No entanto, desde a promulgação da Lei (2012), tem sido possível acompanhar notícias de fraudes reiteradas nos sistemas. Candidatos de fenótipo branco se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas, fazendo uso indevido do direito às vagas reservadas para o ingresso nas instituições públicas de ensino superior.

É preciso lembrar, ainda, que as denúncias de fraudes posteriores ao ingresso, quando apuradas e comprovadas, não têm efeito retroativo que permita devolver às populações negra e indígena as vagas indevidamente ocupadas. Em alguns casos, essas comprovações só ocorrem após a conclusão do curso, implicando em cassação do diploma do estudante que fraudou o sistema de ingresso. Um enorme prejuízo individual e para toda a sociedade brasileira.

 

Aluna negra sem coque é impedida de entrar em escola militar na Bahia
Folha de S. Paulo;  22/04
https://bit.ly/3EYOnCN

A Polícia Civil da Bahia investiga um suposto caso de racismo contra uma menina de 13 anos, estudante de uma escola militar na região metropolitana de Salvador.

Ela foi impedida de entrar na unidade sob alegação de estar sem rede para penteados femininos (o que é obrigatório) e com o cabelo preso de uma forma que o deixava mais volumoso. O episódio ocorreu em 21 de março. O Ministério Público da Bahia afirma ter instaurado dois procedimentos administrativos para apurar o caso.

 

Valor investido pela União em educação é o menor dos últimos 10 anos
Jornal da Bahia; 24/04
https://bit.ly/38mMsvd

Um levantamento realizado pela organização não governamental Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) indica que em 2021 caiu o investimento público em educação e atingiu seu menor patamar desde 2012. Este é o quinto ano consecutivo de redução nos investimentos.

Segundo o Inesc, entre 2019 e 2021, a execução diminuiu R$ 8 bilhões em termos reais (de R$ 126,6 bilhões para R$ 118,4 bilhões). Para 2022, o instituto observa que o valor autorizado para educação (R$ 123,7 bilhões) é R$ 6,2 bilhões menor que a verba de 2021 (R$ 129,8 bilhões).

A redução de recursos para o setor coincide com a vigência da regra do teto de gastos, que teve início em 2017, pela qual a maior parte das despesas é limitada pela variação da inflação do ano anterior, inclusive os gastos livres com educação.

 

TRABALHO

INSS começa a pagar hoje 13º salário antecipado
Valor Econômico; 25/04
http://glo.bo/3xNqegR

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber hoje (25) a antecipação do décimo terceiro. Até 6 de maio, mais de 31 milhões de segurados receberão a primeira parcela, que será paga conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS).

O extrato com os valores e as datas de pagamento do décimo terceiro está disponível desde a semana passada. A consulta pode ser feita tanto pelo aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, quanto pelo site gov.br/meuinss.

 

SAÚDE

Sem trabalho preventivo, crises de ansiedade são comuns na escola
Jornal de Jundiaí; 24/04
https://bit.ly/3MLdsUr

A volta às aulas fez com que muitos adolescentes e jovens tivessem problemas com a ressocialização ou precisassem lidar de forma diferente com problemas relativos à pandemia e ao isolamento. Isso culminou em uma onda recente de casos de ansiedade e outras doenças psiquiátricas em escolas, ambiente que pode desencadear este tipo de caso e no qual raramente há este tipo de suporte. E, se há, é após um fato já ocorrido.

No fim de março, uma escola estadual da região, em Jarinu, teve um episódio coletivo de automutilação. Nove alunos com idades entre 11 e 12 anos se cortaram com lâminas de apontador. Em uma crise de ansiedade coletiva, as crianças relataram solidão, tristeza e problemas na família.

Psiquiatra e psicanalista, Marta Úrsula Lambrecht diz que esse flagelo é “comum” com pessoas dessa faixa etária. “É nessa fase, adolescência ou pré-adolescência, que ocorre o cutting, a patologia da automutilação, que acontece pela passagem de uma fase. É comum se infligir dor e o adolescente sente prazer em se colocar em risco, sente onipotência em sentir dor e sobreviver, mas não tem a ver com suicídio.”

 

Enquanto escolas privadas criticam manter máscara, professores e médicos concordam com uso em salas de aulas
JC Online; 18/04
https://bit.ly/3xRz5xO

Enquanto os donos de escolas privadas reclamam da decisão do governo de Pernambuco de manter a exigência do uso de máscaras nos ambientes escolares fechados, professores das redes públicas e particular consideram a medida correta. Médicos pediatras também concordam com a determinação do Estado.

“Ainda é cedo pra suspender o uso da máscara em qualquer ambiente fechado. Os governos estão se apressando em flexibilizar, mas entendemos que não é o momento ainda. A máscara é inegavelmente um importante instrumento de proteção. Achamos que alunos, professores e funcionários devem sim continuar usando”, afirma a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Ivete Caetano.


 
 

 

Qual a melhor idade para se aprender a ler?
BBC Brasil via G1; 24/04
http://glo.bo/38kwFgK

Em alguns países, as crianças aprendem aos quatro anos; em outros, só aos sete — afinal qual é a melhor fórmula para o sucesso a longo prazo?

“Eu tinha sete anos quando comecei a aprender a ler, como propõe a escola alternativa Steiner que frequentei.

Minha filha frequenta uma escola padrão inglesa e começou aos quatro anos, como é típico na maioria das escolas britânicas.

Vê-la memorizar letras e pronunciar palavras, numa idade em que minha ideia de educação era subir em árvores e pular em poças, me fez pensar sobre como nossas diferentes experiências nos moldam.

Será que ela está ganhando uma vantagem inicial crucial que vai render benefícios ao longo da vida? Ou ela está exposta a quantidades indevidas de potencial estresse e pressão, em um momento em que deveria estar desfrutando de sua liberdade? Ou simplesmente estou me preocupando demais, e não importa com que idade começamos a ler e escrever?”

Os livros são um aspecto particularmente importante desta rica exposição linguística, uma vez que a linguagem escrita geralmente inclui um vocabulário mais amplo, matizado e detalhado do que a linguagem falada cotidiana.

Isso pode, por sua vez, ajudar as crianças a aumentar seu alcance e profundidade de expressão.

Uma vez que a experiência precoce de uma criança com a linguagem é considerada tão fundamental para seu sucesso posterior, tornou-se cada vez mais comum que as pré-escolas comecem a ensinar às crianças habilidades básicas de alfabetização antes mesmo do início da educação formal.

Quando as crianças entram para a escola, a alfabetização é invariavelmente o foco principal.

Este objetivo de garantir que todas as crianças aprendam a ler e escrever se torna ainda mais premente à medida que os pesquisadores alertam que a pandemia causou uma lacuna de desempenho cada vez maior entre as famílias mais ricas e as mais pobres, aumentando a desigualdade acadêmica.

Em muitos países, a educação formal começa aos quatro anos. Em geral, o pensamento é que começar cedo oferece às crianças mais tempo para aprender e se destacar.

O resultado, no entanto, pode ser uma “corrida armamentista educacional”, com os pais tentando oferecer aos filhos vantagens precoces na escola por meio de treinamento e ensino privado — com alguns pais até pagando para que crianças de quatro anos tenham aulas particulares adicionais.

Uma resposta para “25/04 – Patronal protela na negociação do Ensino Superior, grupo Ânima desrespeita direitos autorais de professor, fraudes na política de cotas raciais, e mais: qual a melhor idade para se aprender a ler?”

  1. EMANUEL APARECIDO DA SILVA disse:

    Eu não sei porque o sindicato não propõe greve geral no ensino superior, todo ano e mesma ladainha, quem são prejudicados somos nos funcionários a UNIESP, NÃO REPASSA REAJUSTE SALARIAL DESDE 2018, ferias tem funcionário com 4 ferias vencidas, simplesmente ninguém faz nada, tem diversas denuncias Ministério trabalho, sindicato simplesmente acata o que eles querem pagar etc, propõe greve geral, tenho admiração pelo sindicato do Bancário o único que funciona no brasil

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