Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 13 de agosto de 2022

21 de junho de 2021

21/06 – o abono para professores e auxiliares no Ensino Superior, 500 mil mortos e a insistência na volta às aulas sem segurança, ‘tribunal ideológico’ no Enem, e mais: eleições na SBPC em defesa da ciência

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Ensino Superior – todos os direitos da convenção coletiva preservados e mais: abono de 50% do salário conquistado na campanha salarial mais dura de todos os tempos! Fique atento para o pagamento, e veja os detalhes do seu acordo aqui:  https://bit.ly/2SgQuhh

 

Professores de São Paulo discordam de volta às aulas com até 100% dos estudantes antes de concluir vacinação
UOL; 18/06
https://bit.ly/3gFuE09

Para garantir a segurança e evitar a transmissão do novo coronavírus com a ampliação das aulas presenciais em agosto, infectologistas avaliam a necessidade de uma melhora nos índices da pandemia e ventilação adequada nas salas de aula. Os pontos não foram colocados como regras em anúncio feito ontem pelo governo de João Doria (PSDB). A partir do segundo semestre, as escolas poderão receber os alunos de acordo com sua capacidade física. Para isso, protocolos sanitários devem ser cumpridos. Até o momento, as instituições estavam autorizadas a receber 35% dos alunos..

“O ideal é esperar uma porcentagem de profissionais com a imunização completa”, disse o médico Paulo Lotufo, professor da USP (Universidade de São Paulo. Lotufo também aponta que o plano deveria considerar a ventilação nas salas de aula. “Tem escola, inclusive particular, que tem péssima estrutura para ventilação do ar”, disse.

O médico do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Paulista de Infectologia, Evaldo Stanislau, reforçou a importância de “renovação do ar, janelas e portas abertas” e de professores terem condições de dar aula sem precisar falar alto. “Disponibilizar microfone e ter cuidado com essa questão do áudio é fundamental


Irresponsáveis: representantes de escolas particulares de SP comemoram que poderão ampliar atendimento presencial
Monica Bergamo, 19/06
https://bit.ly/3xBtJDv

Representantes de escolas particulares de SP comemoraram o anúncio do governo paulista de que esses estabelecimentos poderão ampliar o atendimento presencial de alunos em agosto. “As crianças do Brasil são as mais prejudicadas do mundo com um ano e meio sem aula”, diz Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo. “Estávamos ansiosamente esperando essa decisão”, diz o presidente da Associação Brasileira de Escolas Particulares, Arthur Fonseca Filho.

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP acha a decisão preocupante e afirma que em agosto a imunização dos profissionais da educação não estará completa.


Brasil ainda precisa aplicar 204 milhões de doses e pode atingir cobertura vacinal apenas em 2022, diz estudo
Monica Bergamo, 19/06
https://bit.ly/3zI5Jk7

O Brasil ainda precisa aplicar cerca de 204 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para atingir a desejável cobertura de 90% da população acima de 18 anos —uma meta segura para controlar a epidemia da Covid-19.

Apesar do novo calendário acelerado de vacinação, na velocidade atual a cobertura vacinal completa desta população pode ser alcançada apenas em meados de 2022. Os dados e as conclusões são de um estudo feito por professores da USP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com base no banco de dados oficial do Ministério da Saúde.

 

Avenida Paulista, 19/06 – foto de Ricardo Stuckert

 

Manifestantes ocupam a Paulista pelo Fora Bolsonaro: ‘A culpa é dele’
Rede Brasil Atual; 19/06
https://bit.ly/3zIXDYr

Os manifestantes pedem “mais máscara e menos cloroquina”. Eles atribuem à negligência do governo federal o agravamento dos impactos econômicos da pandemia. “Seu comércio está falindo porque Bolsonaro não comprou vacina”, dizia o cartaz carregado por uma mulher. “A culpa é dele!”, registrava outra participante.

Assim como nas diversas cidades pelo país ao longo do dia, os participantes da mobilização usavam máscaras de alta proteção e mantiveram distanciamento dos demais. O boneco inflável conhecido como “capitão cloroquino” marcou presença na Avenida Paulista.


CORONAVÍRUS

500 mil mortos por Covid: de cada 425 brasileiros, um foi levado pela pandemia
Fantástico, 20/06
https://glo.bo/3zLb8qq
Vídeo: https://globoplay.globo.com/v/9620799/

O Brasil atingiu, neste fim de semana, uma marca desoladora, um número que é um choque e mostra quão fundo é o abismo da Covid-19. São mais de 500 mil vítimas da doença no nosso país. Meio milhão de mortos. Mais de 500 mil pessoas que se foram e deixaram famílias despedaçadas, projetos à deriva, esperanças sufocadas, potenciais perdidos. Mais de 500 mil vidas que se apagaram.

Um estudo internacional mostra que, em média, cada vítima poderia ter vivido mais 18 anos no Brasil. A Covid já roubou 9 milhões de anos de vida dos brasileiros. De cada 425, um foi levado por essa pandemia de mortes solitárias, longe de quem se ama.

 

 

POLITICA EDUCACIONAL

DPU envia ao Inep recomendação contra ‘tribunal ideológico’ do Enem
Folha de S. Paulo; 21/06
https://bit.ly/3gLrKHr

O presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, recebeu uma recomendação da Defensoria Pública da União em SP para que a prova do Enem não seja acessada antecipadamente pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. O MEC estuda criar um “tribunal ideológico” para avaliar as questões do exame, como revelou a Folha.

SEM CABIMENTO – “Não é, de forma alguma, razoável que haja interferência política, por parte do poder Executivo, em detrimento de critérios técnicos adotados por especialistas”, afirma o defensor federal João Paulo Dorini em ofício.


O que é o ‘tribunal ideológico’ que o MEC quer criar para avaliar o Enem
Guia do Estudante; 19/06
https://bit.ly/2SI1xQV

Recentemente o ministro da Educação, Milton Ribeiro, falou em entrevista da possibilidade de analisar pessoalmente as questões do Enem para evitar “perguntas muito subjetivas e até mesmo com cunho ideo lógico. . Tempos depois, ele voltou atrás e disse que não terá acesso às questões do exame.

Iniciativa desse tipo não é novidade no governo Bolsonaro. Em 2019, foi criada uma comissão para inspecionar os itens do Enem. O parecer desaconselhava o uso de 66 questões na prova, além de sugerir a troca da palavra “ditadura” por “regime militar” em uma das perguntas do exame, defendendo que o termo geraria “leitura direcionada da história”.

Educação na pandemia: o que avaliar e por quê?
Extra Classe; 17/06
https://bit.ly/3zKBNDS

Avaliar em educação só tem sentido sério se tiver um objeto e uma finalidade definida, como: avaliar uma política pública de educação implementada na pandemia, um programa de apoio às escolas, política de formação de professores para uso de tecnologias, políticas de apoio à conectividade dos estudantes ou uma rede de proteção social às crianças e jovens impactados pela covid-19 e pela desigualdade social e tecnológica.

A finalidade da educação básica – e de seus processos avaliativos – deve ser a formação da autonomia intelectual do estudante, a promoção de nova ética do estudo, da dignidade do trabalho, das experiências, das vivências, do sucesso, do fracasso, da natureza humana e da vida em sociedades justas. Encontrar um caminho para além da política polarizada do nosso tempo, diz Michael Sandel, exige levar em consideração o mérito. Entretanto, a meritocracia de hoje endureceu, tornando-se uma aristocracia hereditária.

 


O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Yduqs ainda tem R$ 2 bi em caixa para aquisições após comprar a QConcursos
Estadão; 18/06
https://bit.ly/3xDdciB

A Yduqs, segunda maior empresa de educação do Brasil e dona de universidades como Estácio, Ibmec e Damásio, decidiu fazer sua aposta no mundo das edtechs, como são conhecidas as startups do setor de educação. Ontem, a companhia anunciou a aquisição da QConcursos, de ensino a distância (EAD) para alunos que buscam passar em concursos e também em vestibulares. O negócio, que não teve o valor revelado, foi o primeiro da Yduqs com uma empresa totalmente digital. E não deve ser o único nos próximos meses.

A empresa tem R$ 2 bilhões em caixa para aquisições, tanto em ensino virtual quanto no presencial. De acordo com Eduardo Parente, CEO da Yduqs, trata-se de um bom momento para ir às compras. “Tem uma fila de pessoas oferecendo negócios, já que o momento de dificuldade é grande. Há muita coisa boa aparecendo”, afirma.

 

Cogna, Yduqs, Ânima, Afya e mais: é a hora da recuperação do setor de educação na Bolsa? Confira as expectativas dos analistas
InfoMoney; 17/06
https://bit.ly/3gKZ01y

Os resultados das empresas de educação do primeiro trimestre mostraram que muitas das estratégias para recuperação em meio à pandemia do coronavírus estão se mostrando acertadas, como o foco no digital e cursos considerados premium (com tíquete médio mais alto). Porém, muitas das companhias ainda têm um longo caminho a percorrer até apresentarem números que realmente empolguem os investidores.

Desta forma, apesar da valorização recente de muitas ações, principalmente com as perspectivas mais positivas para a economia com a aceleração da vacinação – como foi o caso da Cogna (COGN3), com alta de cerca de 10% e Yduqs (YDUQ3) com ganhos de 5% no acumulado de junho -, muitos analistas seguem seletivos sobre quais são os papéis promissores do setor. Apesar da alta recente, COGN3 tem ganhos modestos em 2021, de 0,65%, após cair 59,5% em 2020, enquanto YDUQ3 avança 5,22%.

 

TRABALHO

Cinco anos depois, STF começa a julgar ultratividade dos acordos coletivos
Rede Brasil Atual; 18/06
https://bit.ly/3cX8uEz

Cinco anos depois de um pedido de vista, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, ontem (17), ação sobre a chamada ultratividade dos acordos coletivos. É o princípio pelo qual cláusulas continuam válidas mesmo após passado o período do acordo ou convenção, até que venha outra norma coletiva. O pedido contrário à ultratividade veio, previsivelmente, de uma entidade patronal, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 323.

A ação anda em ritmo lento. A confederação protocolou a ADPF em 2014, e apenas em 2016 o relator, ministro Gilmar Mendes, se manifestou. Ele concedeu cautelar determinando “a suspensão de todos os processos em curso e dos efeitos de decisões judiciais proferidas no âmbito da Justiça do Trabalho que versem sobre a aplicação da ultratividade”.

 

‘Bom dia, você está demitida’: Justiça vê abuso em dispensa por WhatsApp e manda pagar indenização
Folha de S. Paulo; 18/06
https://bit.ly/3qfLq9x

O alerta do WhatsApp saltou na tela do celular. “Bom dia. Você está demitida. Devolva as chaves e o cartão da​ minha casa. Receberá contato em breve para assinar documentos”, escreveu o chefe, sem rodeios.

Mensagens enviadas a uma empregada doméstica levaram a Sexta Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) a manter uma indenização por dano moral. Para a Justiça, faltaram consideração, cordialidade e educação.

Em tempos de home office e ferramentas virtuais, a decisão acende o alerta, dizem especialistas. Na forma, demissões por aplicativos têm sido aceitas, mas se deve zelar pelo respeito no conteúdo.

Julgamentos recentes têm debatido o uso de aplicativos de mensagens no ambiente de trabalho, incluindo nas dispensas —e é preciso ficar atento, pois as decisões tendem a condenar abusos, tanto do empregador como do empregado.

 

 

SBPC faz eleições em meio a cenário paradoxal da ciência na pandemia
Folha de S. Paulo; 20/06
https://bit.ly/3iXukvj

A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), mais influente órgão a congregar os pesquisadores do país, elege nesta segunda-feira (21) sua nova diretoria enfrentando um cenário paradoxal.

De um lado, o impacto da Covid-19 trouxe a pesquisa científica para o centro do debate público no Brasil e no mundo. De outro, porém, esse bônus de interesse e exposição em sido acompanhado pelo ônus das fake news e teorias da conspiração. Ao adotar uma postura negacionista e, ao mesmo tempo, agravar um cenário de falta de verbas para a pesquisa nacional que já dura anos, o governo federal e seus apoiadores mais ferrenhos colocaram a maior parte dos cientistas brasileiros em sua lista de inimigos.

A eleição na SBPC, que tem se desenrolado em formato online desde o fim de maio, está sendo disputada por duas chapas. Uma delas é encabeçada por Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia política na USP e ex-ministro da Educação, e a outra por Carlos Alexandre Netto, médico de formação, professor de bioquímica da UFRGS e ex-reitor da universidade federal gaúcha.

As bandeiras defendidas por ambos os candidatos à presidência da SBPC têm muitas semelhanças, a começar pela luta para recompor o orçamento federal dedicado à ciência e tecnologia, demanda que mais tem mobilizado a comunidade científica nos últimos anos de vacas magras. As duas chapas propõem mobilizar o considerável prestígio do órgão em defesa das liberdades democráticas ameaçadas pelo bolsonarismo e da inclusão social, bem como intensificar as iniciativas de popularização da ciência nas quais a SBPC é pioneira.

“Não estou vendo, nessa campanha, um conflito entre as chapas”, disse Janine Ribeiro à Folha. “Eu diria que o nosso projeto dá mais ênfase ao pós-tragédia, ao pós-horror”, afirma o professor da USP, referindo-se aos efeitos da Covid-19 no Brasil.

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