Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 13 de agosto de 2022

13 de maio de 2022

13/05 – Crescem (muito!) as matrículas no ensino superior privado, a assembleia desta sexta, a semana de saúde mental na UFMG, e mais: cinco possíveis temas de redação no Enem 2022

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Opa!

Veja as Noticias do Dia desta segunda, dia 16, aqui: http://fepesp.org.br/noticia-do-dia/16-05-22/

 

 

Participe da sua assembleia nesta sexta-feira, dia 13. Veja horário e link no seu sindicato, ou aqui: https://bit.ly/3w1gTRl

  

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Kroton e Yduqs veem volta da demanda por curso presencial
Valor Econômico; 13/05
http://glo.bo/3wp9YAm

Os dois maiores grupos de ensino superior privado, Kroton e Yduqs, tiveram crescimento de dois dígitos no número de novas matrículas na graduação presencial, marcando uma retomada dessa modalidade, que foi duramente afetada nos dois últimos anos de pandemia, quando as aulas migraram para o formato on-line. No entanto, como vem sendo observado no setor, as líderes desse mercado também não estão conseguindo reajustar a mensalidade.

 

 

Neste primeiro semestre, a Yduqs matriculou 101 mil calouros, uma alta de 39% quando comparado ao mesmo período de 2021. Já o tíquete médio caiu 6% para R$ 650. Considerando os cursos de medicina, o movimento é contrário e o valor médio das mensalidades cresce 2%.

Com a entrada dos calouros, a base de alunos presenciais da Kroton aumentou 7,5%. Na Yduqs, a alta foi de 3% e de 10% no grupo de estudantes de cursos premium (medicina e Ibmec).

Apesar da dificuldade de reajustar a mensalidade neste momento, Eduardo Parente, presidente da Yduqs, se mostra otimista. O executivo acredita que há espaço para reajustes e que o movimento de queda visto nos últimos anos vai se reverter.

 

CAMPANHA SALARIAL 2022

Ensino superior vai a assembleia enquanto patronal insiste em redução geral de salários
Rádio Peão Brasil; 11/05
https://bit.ly/3w6JnZH

Assembleias simultâneas na sexta-feira, 13, irão deliberar sobre proposta patronal, reajuste oferecido está muito abaixo da expectativa, instituições estão ‘esticando a corda’.

  • VEJA AQUI HORÁRIO, FORMATO E LINK PARA A SUA ASSEMBLEIA

Na negociação desta quarta (11/05) desta campanha salarial do Ensino Superior, os representantes das mantenedoras tentaram dourar a pílula amarga de suas propostas aos professores e auxiliares de administração: aos míseros 4% que haviam oferecido como reajuste salarial em rodadas anteriores acrescentaram mais 2%, a serem pagos só em janeiro do ano que vem.

“O patronal está esticando a corda”, disse Celso Napolitano, coordenador da comissão de negociação dos sindicatos integrantes da Fepesp. “Querem ter o melhor trabalho docente pagando o menor preço possível, isso não é aceitável”, disse.

 

Sindicatos insistem em recuperação de perdas da inflação
Fepesp; 09/05
https://bit.ly/3KMPB5f

As instituições reclamam da economia, do valor das mensalidades, da sua arrecadação, mas não apresentam as suas contas para que se julgue se estão mesmo em dificuldades ou não, argumentou Napolitano. “Nós queremos repor a defasagem inflacionária do período, recuperar o valor perdido nos salários. Não basta reclamar, é preciso mostrar suas contas, seus balanços”.

Na descrição de Walter Alves, presidente do Sinpro Santos e membro da comissão de negociação, negar a reposição da inflação para um auxiliar de administração escolar que receba o piso salarial da sua categoria representa, por exemplo, “negar um botijão de gás por mês a um trabalhador que já enfrenta muitas dificuldades. [4% de reajuste] não é uma proposta humana”, disse.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Especialistas dizem que a formação de jovens politizados passa por uma educação mais crítica e de qualidade
Zero Hora; 12/05
https://bit.ly/3w8MwZ0

O que os estudiosos explicam é que o valor da democracia, o funcionamento da política e as expressões da cidadania não são conhecimentos naturalmente adquiridos. Esses saberes dependem de investimento permanente da sociedade na formação dos jovens.

— As crianças não são criadas em um ambiente politizado, e se espera que aos 16 anos tirem o título de eleitor e votem. A escola tem um papel crucial nesse processo. Os professores precisam se empoderar. A escola precisa funcionar como um espaço de liberdade controlada onde as coisas possam ser discutidas — diz a psicanalista Aline Santos e Silva.

Aumentar a capacidade crítica dos alunos depende de uma educação menos conteudista e mais preocupada em formar cidadãos.

A afirmação é da diretora do Centro em Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Claudia Costin, que defende salas de aula com professores abertos às diferentes ideias dos alunos e sem margem para a censura reivindicada hoje por alguns grupos políticos.

— Sem dúvida há grupos atuando para evitar o debate em sala de aula. É importante pensar que, se por um lado, o professor apresentar uma verdade como única é errado, também é errado não discutir os temas. As direções de escolas devem evitar censurar professores — afirma Claudia, que também é professora visitante em Harvard (EUA).

 

Brasília: protesto da educação reúne 5 mil profissionais em assembleia
Correio Braziliense; 12/05

https://bit.ly/3FFAVE9

Cerca de cinco mil profissionais da educação se reuniram, nesta quinta-feira (12/5), em frente ao estacionamento da Funarte, para a quarta assembleia geral do ano. O protesto, organizado pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) reivindicou a recomposição salarial e melhores condições de trabalho nas escolas, além de concurso público para a categoria, ainda sem data marcada. A paralisação, que teve início às 9h, suspendeu a aula de mais de 600 mil estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal.

 

 

Nota sobre o plano de recuperação judicial das metodistas
Contee; 12/05

https://bit.ly/3PcOuPL

A Contee, os Sinpros ABC, Campinas e Região, Juiz de Fora, Minas, Rio e a Fesaaemg divulgaram, nesta quinta-feira (12), nova nota sobre a situação envolvendo as instituições de ensino metodistas. O documento trata da proposta de alteração no plano de recuperação judicial da rede, analisando como as modificações podem trazer ainda mais prejuízos aos/às trabalhadores/as. Confira: https://bit.ly/3PcOuPL

 

Relatório denuncia perseguição a professores que discutem gênero e sexualidade
Rede Brasil Atual; 12/05

https://bit.ly/3FPOb9i

A organização Human Rights Watch (HWR) lançou nesta quinta-feira (12) o relatório Tenho medo, esse era o objetivo deles: esforços para proibir a educação sobre gênero e sexualidade no Brasil. O documento analisa 217 projetos de lei apresentados e leis aprovadas, entre 2014 e 2022, destinadas a proibir explicitamente o ensino ou a divulgação de conteúdo sobre gênero e sexualidade nas escolas.

A organização também documentou um “esforço político” para desacreditar e restringir a educação sobre gênero e sexualidade, reforçada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, apontou essa tipo de ação do governo e de outros políticos como forma de que tirar proveito político da exploração desses valores conservadores em parte da sociedade. Para o pesquisador HWR Cristian González Cabrera, esses grupos “criam um problema que não existe”.

 

SAÚDE

Semana de Saúde Mental completa uma década e discute ‘direito à cidadania’
UFMG; 13/05
https://bit.ly/39buk8a

Após ser realizada integralmente em modo remoto em 2020 e 2021 em virtude da pandemia de covid-19, a Semana de Saúde Mental e Inclusão Social da UFMG volta a ter atividades presenciais na edição deste ano, que marca o aniversário de uma década de evento.

Evento ocorre de 16 a 20 de maio com ampla programação, que alterna atividades presenciais e remotas. Veja como participar aqui.

A programação – que conta com oficinas, debates, palestras, rodas de conversas e atividades culturais – se alternará entre os modos presencial e remoto, com atividades ministradas por meio do aplicativo de conferências Zoom. Algumas atividades requerem inscrição prévia por meio de formulários disponíveis no próprio site da Semana de Saúde Mental e Inclusão Social.

O evento – cuja programação é integralmente gratuita – sediará palestras sobre a saúde mental associada aos mais diferentes subtemas, como a pandemia, o racismo, a surdez, os transtornos alimentares e o próprio retorno às aulas após dois anos de regimes de ensino remoto ou híbrido; e outros.

 

 

 

Enem 2022: veja 5 possíveis temas de redação
Estadão; 12/05
https://bit.ly/3Mbzyj1

Analisando que ir bem na redação pode ser o diferencial para conseguir ingressar na universidade por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a professora de Redação do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), Vanessa Bottasso, elencou cinco possíveis temas. Segundo a docente, que justificou cada um dos palpites, os assuntos são atuais e relevantes e os estudantes devem estar cientes de suas conjunturas para não serem pegos despreparados, caso um deles seja o escolhido.

O Enem é apontado atualmente como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, pois sua nota é utilizada para os programas federais Sisu, ProUni e FIES, além de ser considerada por diversas faculdades privadas.

Possíveis temas de redação para o Enem 2022:

Direitos da infância – Em decorrência da degradação da condição socioeconômica populacional e também dos impactos da pandemia, a proteção aos direitos das crianças ganha centralidade no debate público.

Valorização do trabalho docente – Baixos salários, cortes de planos de carreira, hipervigilância e responsabilização individual, desvalorização da qualificação profissional, precariedade na estrutura escolar e conflitos no ambiente escolar. Esses são alguns dos antigos problemas que se intensificaram na pandemia e tornam ainda mais evidente essa questão social.

Juventude, trabalho e projeto de vida – A reforma do ensino médio e a nova realidade socioeconômica do país colocam em xeque as escolhas dos estudantes do ensino médio em relação à sua preparação para a atuação no meio social e, por isso, esse tema tem ganhado destaque no debate público.

Percepção sobre bem-estar e felicidade – Pesquisas recentes têm demonstrado uma importante queda na percepção dos brasileiros em relação ao bem-estar do País e à felicidade futura, apontando para um período de maior pessimismo que pode afetar as ações de retomada do desenvolvimento do Brasil.

Insegurança alimentar – O aumento dos preços de alimentos que constituem a cesta básica, o desemprego em alta e a desvalorização do poder de consumo têm contribuído para o retorno da fome como um problema social cotidiano em todo o Brasil.

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