Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 25 de setembro de 2022

12 de agosto de 2022

12/08 – Assine aqui a Carta que movimentou milhares neste 11 de agosto, veja como mulheres são mais afetadas pela síndrome de burnout, o novo campus das Estácio em SP, e mais: repensando o computador na sala de aula

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Carta aos Brasileiros defende eleições sem golpe, chega a mais de um milhão de assinaturas – e você ainda pode assinar, também! Veja como aqui:  https://bit.ly/3zCPQ08

 

Análise: Desde os atos pelas Diretas Já não se via tantos opostos reunidos – ‘Se as três horas que duraram o ato pela democracia na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP, tivessem que ser resumidas em dois minutos estes seriam aqueles em que Miguel Torres, da Força Sindical, subiu à tribuna. Disse que, como todo sindicalista, ele também tinha mania de assembleia e de votação. Que todos que estivessem de acordo que só a luta faz a lei se dessem as mãos e levantassem os braços sob um grito de ordem: “A sociedade unida jamais será vencida”.’. Maria Cristina Fernandes em Valor Econômico, 12/08  http://glo.bo/3SIbY0O


Atos em defesa da democracia ocorrem em quase 80 faculdades de Direito em 26 Estados e no DF –  Com críticas ao presidente Jair Bolsonaro, manifestações reuniram entidades da sociedade civil; em Fortaleza, ex-preso político leu a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros: “O Brasil tem enfrentado dificuldades em sua trajetória, em que correntes autoritárias tomaram o governo”, disse. “Mas se em 77, aquela carta assinada por juristas deu um impulso contra a ditadura, a de hoje se diferencia pelo amplo apoio que recebeu, alcançando quase 1 milhão de assinaturas. Essa carta de agora é endossada pela população”, afirmou Inocêncio Uchôa, juiz aposentado e ex-preso político durante a ditadura militar (1964-1985). Estadão, 11/08  https://bit.ly/3SLTT24

 



Carta pela democracia ultrapassa 1 milhão de assinaturas em dia de ato – ​Aberto ao público em 26 de julho, o documento começou com a assinatura de 3.000 pessoas, entre empresários, juristas, artistas e diversas outras personalidades. A carta, embora não cite Jair Bolsonaro (PL), faz uma defesa enfática do respeito à democracia e às eleições, ameaçadas pelo atual presidente. Folha de S. Paulo, 11/08  https://bit.ly/3Pe5aoI


‘Carta aos Brasileiros’: Como foi a leitura do manifesto da USP na ditadura, em 1977 – Havia cerca de mil pessoas apinhadas no Pátio das Arcadas, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o chamado “território livre” do Largo de São Francisco. O evento tinha sido marcado para acontecer na Sala dos Estudantes, mas apareceu tanta gente que os organizadores optaram por um lugar mais amplo. O Globo, 11/08  https://bit.ly/3dl8t05

 

Vai ter eleição, não vai ter golpe! Leia e assine aqui a ‘Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito’ – ‘O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias’. Fepesp, 11/08  https://bit.ly/3zCPQ08

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Vetos de Bolsonaro a despesas em educação recebem críticas de senadores – Foi sancionada com vetos a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023. O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) criticou a impossibilidade de reajuste dos valores da merenda escolar. Já a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) lamentou o veto aos artigos que impediam cortes nas verbas das universidades públicas, incluindo as bolsas de estudo. Agência Senado, 11/08  https://bit.ly/3dvLZty


Educação e saúde podem perder recursos com vetos à LDO-  O aumento de recursos para educação e saúde estão entre os dispositivos vetados pelo governo ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – Lei 14.436/22) incluindo artigos que impediam que esses setores tivessem, em 2023, dotações inferiores ao Orçamento deste ano. O Brasilianista, 11/08  https://bit.ly/3bQoNp6

 

Promoção da equidade racial por meio da educação é urgente –  As ações afirmativas no Brasil foram e são fundamentais para o alcance de avanços significativos no país quando o assunto é promoção de equidade racial e enfrentamento ao racismo, em especial no campo da educação.  Folha de S. Paulo, 11/08  https://bit.ly/3AgGfMR

 

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Estácio assume novo campus em São Paulo – A rede de ensino superior Estácio, da Yduqs, vai assumir um novo campus em São Paulo, na Liberdade. A unidade vai funcionar no antigo Colégio São José com capacidade para mais de 3.000 alunos. Segundo a empresa, serão oferecidos 300 cursos de graduação e pós-graduação no campus Liberdade, como direito, administração, biomedicina e análise de sistemas. Painel S/A, 12/08  https://bit.ly/3JNI5bt

Rede nacional de ensino compra tradicional escola de Florianópolis – A Inspira Rede de Educadores, uma das maiores operadoras de escolas do Brasil, comprou o Centro de Ensino Guroo, que atua há 33 anos em Florianópolis. O colégio da Capital tem mais de 520 alunos da educação infantil ao ensino médio e é oitavo a ser integrado pelo grupo em 2022, além de ser o primeiro de Santa Catarina. Colaboradores da unidade já foram comunicados. NSC, 12/08  https://bit.ly/3PfietT

 

 

SAÚDE

Mulheres são mais afetadas pela síndrome de burnout – A pandemia gerou mudanças no sistema escolar e uma sobrecarga de trabalho on-line em casa. A pressão das duas escolas e das mães dos alunos fez com que Mariele chegasse ao seu limite. “Ninguém chama o professor para conversar e ouvir sua versão, eu não senti apoio em nenhum dos casos”, reclamou. Correio Braziliense, 10/08  https://bit.ly/3zUtEO4

 

 

 

Repensando o computador na sala de aula
Valor Econômico, 12/08
http://glo.bo/3zS25F9

Já há décadas, pais e educadores ouvem que precisam investir em computadores a fim de preparar as crianças para o mundo contemporâneo. Mas não há evidências de melhorias em matemática ou linguagem.

Você se lembra do quanto os computadores eram temperamentais? De quando quebravam sem motivo e de quando você tinha de clicar “salvar” a cada 5 minutos, por medo de que poriam todo o seu trabalho a perder?

Senti essa velha frustração recentemente, em visita a uma escola de segundo grau de Londres, onde estava ajudando a dar uma aula sobre fake news. As crianças todas receberam laptops para preencher um questionário on-line. Mas a maioria deles não conseguia se conectar ao WiFi. Meia hora depois, um professor tomou emprestado um conjunto de laptops de aparência mais nova no departamento de matemática. Eles também não funcionaram. Vi, horrorizado as crianças, brilhantes e curiosas no começo, ficarem entediadas e rebeldes. “É sempre assim”, disse um membro da equipe dando de ombros.

Já há décadas, pais e educadores ouvem que precisam investir em computadores a fim de preparar as crianças para o mundo contemporâneo. No Reino Unido, um aumento significativo em gastos com tecnologia teve início no governo Tony Blair [1997-2007] e, em 2019, havia 3,3 milhões de computadores em todas as escolas de primeiro e segundo graus. Durante a pandemia, o governo prometeu entregar mais 1,8 milhão de laptops para crianças de baixa renda, para poderem estudar a partir de casa.

Mas os resultados das pesquisas sobre se os computadores melhoram ou não a educação são desencontrados. O programa The One Laptop Per Child, lançado em 2005, distribuiu laptops de baixo custo carregados com livros e com software educacional para milhões de crianças de países em desenvolvimento. Mas em 2012 o primeiro estudo de grande escala sobre seus efeitos não detectou evidências de que ele tenha melhorado as habilidades em matemática ou linguagem dos destinatários, embora tenham parecido, de fato, elevar seus resultados de testes cognitivos. As crianças usavam os computadores principalmente para digitar, acessar a jogos e música.

Há estudos que mostram efeitos positivos, entre os quais em dar uma aula em diferentes velocidades, de acordo com suas capacidades. Mas, embora a prodigalidade de Blair com tecnologia tenha parecido melhorar os resultados em inglês e em ciências, seu impacto sobre os resultados dos testes em matemática foi “muito próximo de zero”.

Uma grande quantidade de pesquisas, naturalmente, prova o que todo progenitor já sabe: o YouTube e os jogos tendem a ser mais divertimento do que dever de casa. A Brookings Institution observou em 2020: “As evidências sugerem que as crianças não aprendem mais do contato com laptops do que do contato com livros didáticos”.

Talvez estejamos abordando a tecnologia da maneira errada. Nas escolas, as crianças aprendem um novo tema ou uma nova habilidade na aula e depois simplesmente reforçam o conhecimento com o uso de um computador, por exemplo.

Deveríamos ensinar as crianças a fazer as perguntas certas e a traduzi-las em termos matemáticos passíveis de serem entendidos por um computador. Quando o computador tiver feito o cálculo, os alunos precisam saber como checar os resultados e como interpretá-los. É isso o que desperta o interesse das crianças, de qualquer maneira. Na nossa aula de fake news, a maioria tinha uma compreensão mais sofisticada de como interpretar a internet do que eu, discriminando com facilidade informação incorreta, desinformação e informação maliciosa (a informação criada deliberadamente para prejudicar).

Será que não podemos automatizar uma parcela maior do nosso trabalho para que possamos focar nas áreas em que os seres humanos agregam valor? Me parece que, se continuarmos usando nossos computadores para tarefas triviais, sem nos dar ao trabalho de questionar seriamente a maneira pela qual eles se encaixam em nossas vidas, pode vir um tempo de inversão radical de papéis e em que o papel enfurecedor, temperamental e frustrante dessa relação deixe de ser desempenhado pelo meu velho laptop e passe a ser desempenhado por mim.

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