Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 26 de novembro de 2022

10 de agosto de 2020

10/08 – Professores apreensivos com data de volta às aulas, volta segura com vacina, Covas e os piolhos – e mais.

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VOLTA ÀS AULAS: ADIAMENTO É NECESSÁRIO,
TRANSFERIR DECISÃO A PREFEITURAS É INJUSTO
Fepesp; 07/08
https://bit.ly/3gFeJfN

‘Erra o governador ao ceder à pressão mercantil das escolas e, em uma decisão política e não baseada em critérios sólidos de saúde, abre uma fresta para que a educação privada desrespeite o combate à praga em muitas cidades de São Paulo. Pior, decreta um passa-moleque ao transferir para prefeituras a decisão sobre a reabertura das escolas em atividades opcionais em regiões de grande concentração populacional.

Vamos nos manter em campanha pelo respeito à vida. Continuamos exigindo que os educadores sejam ouvidos em qualquer procedimento de retorno às atividades pedagógicas presenciais. E iremos à Justiça, se necessário, para brecar qualquer insanidade que entregue nossa comunidade escolar à sanha da praga’.


Professores estão apreensivos com volta às aulas em outubro
Estadão; 10/08
https://bit.ly/3ab9W3q

Docentes da rede pública já protestaram na capital e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) sugeriu novas manifestações. Já a Federação dos Professores do Estado de São Paulo entrou com pedido no Ministério Público do Trabalho (MPT) para convocação dos representantes patronais da educação básica e ensino superior para elaborar um protocolo conjunto de retorno ao trabalho. “Nossa ideia é convocar também profissionais da saúde, inclusive psicólogos, para que a gente faça a volta com um protocolo de acolhimento aos alunos e suas famílias”, disse o presidente Celso Napolitano.

Consultas realizadas pela federação mostraram que a maioria dos professores é contra o retorno em setembro e mesmo em outubro, como sugerem o governo e os donos de escolas. “Os educadores não têm segurança sobre a volta. Consultamos professores de todas as áreas e eles colocam os riscos de voltar sem a vacina.



Do aluno ao epidemiologista: o que pensam sobre a volta às aulas
Nexo; 09/08
https://bit.ly/2CdgiTi

O ‘Nexo’ reuniu depoimentos de membros da comunidade escolar sobre as preocupações e as dúvidas que movem o debate sobre o retorno das atividades presenciais no Brasil.

‘Não bastam só protocolos sanitários, tem que ter protocolo psicológico’
Celso Napolitano
, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, entidade que representa profissionais da rede privada de ensino

“Eu penso que o João Doria [governador de São Paulo] sucumbiu a uma pressão das escolas particulares, principalmente das escolas de educação infantil que estão com grande receio em relação ao seu negócio, o que talvez até seja justificável. Mas em vez de o governo ter feito, desde o começo da pandemia, um planejamento socioeconômico e financeiro para esses ramos de atividades que se sabia que teriam problemas, agora fica tapando buraco.

Em que condições vamos voltar no dia 7 de outubro com 30% dos alunos só? E o que fazer com os outros 70%? Um argumento para justificar a volta às aulas é que os pais precisam trabalhar. Mas se as crianças vão voltar uma ou duas vezes por semana, como é que o pai vai fazer nos outros dias? Há que se discutir também de que forma esses alunos voltarão. Não bastam só protocolos sanitários, tem que ter outros tipos de protocolo psicológico e até fonoaudiológico. Como é que um professor vai trabalhar quatro horas de máscara? Como fica a questão do transporte público? Como essa pessoa vai se transportar até a escola?

O que tinha que se pensar, principalmente as escolas, é numa maneira de trabalhar 2020 e 2021 de modo que os conteúdos sejam modificados, em 2020 remotamente, e talvez 2021 presencialmente. Não acho que a perda seja irrecuperável. É uma questão de planejamento. Onde vai ter problema? No último ano do ensino médio. Porque aí a pessoa vai sair da escola, o jovem vai querer ir para a universidade, e deveria haver uma maneira de compensar esse ano que efetivamente foi perdido, talvez uma complementação no ensino superior. Todas as outras etapas são recuperáveis, basta ter um planejamento multidisciplinar nas escolas, com a participação dos educadores e uma gestão democrática para que essas lacunas sejam preenchidas ao longo da vida escolar da pessoa”.

 

Governo de SP se rende às evidências ao adiar volta às aulas, diz Fepesp
Agência Sindical; 07/08
https://bit.ly/33RjbV8

governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta (7) o adiamento da reabertura das escolas públicas e privadas para o dia 7 de outubro. Para a Federação dos Professores do Estado de SP (Fepesp), o governo se rende às evidências sobre a expansão do coronavírus no Estado.

“O mapa estadual mostra que, apesar de algum progresso, ainda não estamos seguros. Estamos em patamar de nível elevado, que não permite relaxar a defesa da vida em nossas comunidades!”, defende a Federação em nota.

Na avaliação da entidade, o distanciamento social ainda é a forma mais indicada pelos epidemiologistas para evitar a propagação do vírus. “Manter alunos e educadores em casa ainda é a melhor forma de prevenção”, diz.

Celso Napolitano, presidente da Fepesp e diretor do SinproSP, afirma: “Quem deve decidir é a ciência. O retorno às aulas deve ser feito quando houver segurança efetiva pra todos os envolvidos, crianças, famílias e educadores, que são os trabalhadores das escolas”.

 

Entrevista: ‘Volta segura às aulas é volta com vacina’, diz presidente Fepesp
Vera Magalhães/BR Político; 07/08
https://bit.ly/31FF879

Apesar dos prejuízos pedagógicos do período de aulas remotas, professores têm relatado se sentirem inseguros para voltarem às escolas. Para o presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), Celso Napolitano, a volta parcial, como o governo do Estado planeja, com apenas 40% dos alunos, não aliviaria o problema.

“Acredito que esse período não vai resolver nada na vida da criança. Essa criança ficou de março a agosto sem aula. Penso que isso não tem como ser recuperado de setembro a dezembro. E com uma insegurança total por parte das famílias”, afirmou.

Em conversa com o BRP, Napolitano aponta as principais preocupações de educadores representados pela Fepesp quanto ao retorno e o que é necessário para uma volta mais segura.

Bruno Covas: escolas não seguram o piolho, imagina com o vírus da covid-19
UOL; 07/08
https://bit.ly/3gOK6oo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), defendeu hoje o adiamento das aulas presenciais para outubro e lembrou que foi criticado quando suspendeu as aulas na fase inicial da pandemia do coronavírus.

“[A iniciativa] Se mostrou uma ação acertada. Vocês imaginem uma sala de aula com 40 alunos, que as escolas não conseguiram segurar o piolho. Imagina segurar o coronavírus?”, apontou o prefeito, em live do grupo Grupo Lide.

 

Brasília: Pais, professores e donos de escola fazem carreata pela volta às aulas no DF
Correio Braziliense; 08/08
https://bit.ly/2XJrUVy

Pais, professores e donos de escolas particulares realizaram, nesta sexta-feira (7/8), uma carreata para pedir a reabertura das escolas particulares no Distrito Federal. Após serem autorizadas a funcionar na terça-feira, as instituições voltaram a ser proibidas de abrir na quinta-feira à noite. Para os participantes, enquanto outros setores econômicos já retomaram as atividades, as escolas ficam injustamente impedidas de funcionar.

 

Estados Unidos: Escolas de NY podem reabrir, mas em outros estados dos EUA ano letivo deve começar remotamente
Folha de S. Paulo/NY Times; 09/08
https://bit.ly/33Nqs8y

As escolas de Nova York podem reabrir para aulas presenciais nas próximas semanas, disse o governador Andrew Cuomo na sexta-feira (7), confirmando a posição do estado como um dos poucos dos EUA com taxa de transmissão de vírus baixa o suficiente para permitir que as crianças voltem às salas de aula, não apenas nas comunidades rurais, mas também na maior cidade do país.

Poucos meses depois que Nova York se tornou o epicentro global da pandemia, o governador abriu a porta para que milhões de alunos em todo o estado retornem às classes, mesmo que a maioria dos estudantes nas escolas públicas do país comece o ano letivo remotamente.

Mas o anúncio de Cuomo não garante que as escolas nos mais de 700 distritos do estado serão realmente abertas nas próximas semanas. Cabe agora aos políticos e superintendentes locais decidirem se reabrirão e como fazê-lo. Seus planos de reabertura presencial também devem ser aprovados pelos Departamentos de Educação e de Saúde do estado nas próximas semanas.

 

 

Covid-19: clique na imagem ou aqui para seguir para o gráfico interativo

 

Brasil supera 100 mil mortes pela Covid-19 sem sinal de quando pandemia acabará
Folha de São Paulo; 09/08
https://bit.ly/2XO9GSS

Menos de cinco meses após registrar a primeira morte causada pelo novo coronavírus, o Brasil superou na tarde deste sábado a marca de 100 mil óbitos decorrentes da doença.

Com o registro de 538 novas mortes desde a véspera até 13h30 deste sábado, o país soma assim 100.240 mortos pela doença, segundo dados coletados com as secretarias estaduais da saúde pelo consórcio formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, o Globo e G1.

 

A extraordinária história da mulher conhecida como ‘computador humano’
F5/BBC Brasil; 09/08
https://bit.ly/31zBknO

A capacidade de Shakuntala Devi de fazer cálculos mentalmente em questão de segundos era tanta que aqueles que a conheciam costumavam descrevê-la como um “computador humano”.

Seu talento com os números lhe rendeu um lugar no Livro Guinness dos Recordes e a transformou em uma celebridade que viajou o mundo demonstrando suas proezas matemáticas em universidades, teatros, estúdios de rádio e televisão.

A vida dessa mulher indiana, que morreu em 2013, aos 83 anos, foi retratada em um filme que tem o nome dela como título e que foi lançado recentemente.

Em 1950, ao participar de um programa de televisão da BBC, deu uma resposta a um problema que não era a mesma de seu apresentador. Isso ocorreu devido a uma falha na pergunta, observou Devi. Quando os especialistas reexaminaram os números, concordaram com ela.

Em 1977, em Dallas, nos Estados Unidos, Devi venceu uma disputa com o Univac, um dos supercomputadores mais rápidos já construídos.

E ela entrou para o Guinness ao multiplicar dois números de 13 dígitos escolhidos ao acaso por um computador em frente a mil pessoas no Imperial College London. O cálculo levou 28 segundos, incluindo o tempo para falar o resultado de 26 dígitos.

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