Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 04 de fevereiro de 2023

8 de fevereiro de 2021

08/02 – greve estadual na volta às aulas, metade da Grande SP só volta em março, abstenção recorde no Enem, e mais: sindicato é essencial, diz pesquisador Chomsky.

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Um comitê paritário para a fiscalização das condições sanitárias das escolas.
Saiba mais aqui: http://bit.ly/2YPsdi3
  

 

Campanha Salarial 2021: Professores discutiram volta às aulas e campanha salarial.
Sinpro SP; 07/02
http://bit.ly/2MK2HZ0

Reunidos em assembleia [do Sinpro SP] neste sábado, dia 06, professoras e professores da educação básica aprovaram, por 94% dos votos, encaminhamento da Diretoria do SinproSP que prevê a criação de um comitê intersindical para definir protocolos de retorno das aulas presenciais, receber denúncias e tomar providências para que o cumprimento das normas pelas escolas. Uma nova assembleia foi marcada para o próximo sábado, dia 13, quando poderão ser apresentadas novas contribuições sobre protocolos que garantam segurança e condições de trabalho.

Campanha Salarial – A Assembleia também aprovou a pauta de reivindicações para a Campanha Salarial 2021 e autorizou a sua unificação em todo o estado.

A proposta apresentada prevê a renovação, por mais dois anos, de todas as cláusulas do Dissídio Coletivo de Trabalho de 2019/2020, reajuste com reposição inflacionária e aumento real e participação nos lucros de 24%.

Há ainda uma segunda parte com reivindicações específicas para o período de pandemia e que teriam vigência apenas durante esse período de excepcionalidade.

 

 



SP: Professores mantêm greve para esta 2ª; governo diz que escolas abrirão
UOL; 08/02
http://bit.ly/3aGPEzC

A greve dos professores no Estado de São Paulo está mantida para esta segunda (8), mas as escolas abrirão, de acordo com o governo estadual. De acordo com o sindicato dos profissionais, os professores darão aula virtualmente, enquanto o estado garante o funcionamento das unidades.

O retorno das aulas foi programado pelo governo estadual para esta segunda, com capacidade reduzida a depender da fase do Plano São Paulo em que a cidade está. Na última sexta (5), a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) anunciou uma greve contra o retorno presencial “no pior momento da pandemia”.

 

Mais da metade das cidades da Grande SP começam aulas presenciais só em março
G1; 06/02
http://glo.bo/3aMgLsS

Das 39 cidades que compõem a região questionadas pela produção do SP2, 33 responderam e a maioria informou que estão oferecendo aulas à distância para os estudantes. Dessas, 21 cidades programaram o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais para o mês de março. Em outros casos, como o de Vargem Grande Paulista, o retorno é previsto para abril.

 

SP recua e torna opcional volta às aulas em escolas públicas e particulares na fase amarela
Estadão; 06/02
http://bit.ly/3aJeApV

O governo estadual paulista suspendeu a obrigatoriedade de presença dos estudantes nas escolas, públicas ou particulares do Estado, durante a fase amarela do plano de flexibilização da quarentena. A medida foi informada ao Estadão pela Secretaria Estadual da Educação.

Uma resolução do Conselho Estadual de Educação do dia 13 de janeiro havia estabelecido a obrigatoriedade de o aluno frequentar pelo menos 1/3 das aulas na escola. Dias depois, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, revogou essa obrigatoriedade nas fases vermelha e laranja, mas manteve nas demais etapas. Nesta sexta-feira, 5, voltou atrás também sobre a obrigatoriedade na fase amarela.

 

Entrevista: ‘A escola não é lugar para ir com medo’, diz professora premiada, contrária à volta
Folha de S. Paulo; 08/02
http://bit.ly/3tCiI3N

“[Me sinto] bastante aflita e um pouco triste. Esta é uma época do ano em que eu costumo estar muito motivada, ansiosa pelo primeiro contato com os alunos, com ideias fervilhando. Por outro lado, este ano que passou basicamente inexistiu. Então as duas opções postas —o ensino remoto e à volta à escola neste momento, com risco de contágio pelo coronavírus— são bastante frustrantes”.

 

Dirigente de Educação de SP manda professores ‘roçarem mato’ das escolas antes de retorno às aulas
G1; 06/02
http://glo.bo/39Vt8DQ
Link vídeo:   http://glo.bo/2Z2h3WZ

Em reunião virtual com equipes pedagógicas, o dirigente regional de Ensino da Secretaria da Educação de São Paulo, João Bosco Arantes Braga Guimarães, sugeriu que os professores pegassem roçadeiras para capinar as escolas enquanto não começasse o ano letivo, para que os pais e responsáveis não reclamassem do “mato alto”. Em nota, a pasta estadual afirmou que o dirigente se “expressou de maneira inadequada”. Guimarães, por sua vez, diz que a fala foi no sentido figurado e foi retirada de contexto.

João Bosco Arantes Braga Guimarães é o dirigente regional responsável pelos municípios de Bertioga, Guarujá, Cubatão e Santos, na Baixada Santista. A declaração, que repercutiu negativamente entre os professores estaduais, por sugerir desvio de função, foi dada durante uma reunião remota sobre o planejamento escolar para 2021, realizada no último dia 21 de janeiro.


ENEM 2021
Inep foi alertado por servidores de alteração indevida no gabarito do Enem
Folha de S. Paulo; 07/02
http://bit.ly/3jvjHhB

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pela realização do Enem, foi alertado por servidores que o gabarito da prova deste ano sofreu alteração indevida após sua elaboração.

O instituto, no entanto, ignorou o alerta e só corrigiu o gabarito da prova um dia depois de tê-lo divulgado, após repercussão negativa nas redes sociais.

Duas questões do Enem 2020 que abordavam o racismo tiveram as respostas corretas alteradas no gabarito divulgado pelo órgão.

Com a alteração, uma das questões apontava como correta a alternativa que considerava a decisão de uma mulher negra de não querer alisar os cabelos como uma “postura de imaturidade”. A pergunta foi elaborada tendo como resposta certa a que identificava o comportamento da mulher como “atitude de resistência”.

 

Abstenção recorde no Enem reflete descaso com educação
O Tempo; 08/02
http://bit.ly/3p4k3wB

O descaso do governo com o setor é evidente com a notícia mais recente de que Milton Ribeiro, ministro da Educação, solicitou ao Ministério da Economia a antecipação de R$ 422 milhões para o fechamento do mês de janeiro. Caso receba uma negativa do ministro da Economia, Paulo Guedes – o que é muito provável –, o pagamento de bolsas da Capes e de programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estarão comprometidos.

Acreditar, portanto, que, em alguns anos, o Brasil disporá de educação de qualidade e, sobretudo, inclusiva; é mera utopia, considerando a conjuntura atual. Em um sistema que finge ouvir os apelos populares, o que resta aos brasileiros, que realmente se importam com o desenvolvimento humano e econômico por meio da educação, é torcer para que a alta taxa de abstenção não migre para escolas e universidades.

 

Com atraso da vacinação, novas variantes do coronavírus podem surgir no Brasil
Rede Brasil Atual; 07/02
http://bit.ly/39Zne4v

O descaso do Brasil com a covid-19 pode fazer do país um potencial “exportador” de novas variantes do coronavírus. Especialistas alertam que as poucas vacinas aplicadas, a falta de uma coordenação nacional para a imunização e a ausência de medidas de restrição para enfraquecer o contágio podem fazer com que o vírus replique mais rápido, tornando o território nacional uma espécie de “covidário”.

Até o momento, três mutações do coronavírus chamam a atenção, com origens diferentes: África do Sul, Reino Unido e Brasil. Cientistas alertam que a variante brasileira, encontrada pela primeira vez em Manaus, é 56% mais infecciosa que a cepa original e já foi detectada em pelo menos outros dois outros países, Japão e Estados Unidos.



Essencial é a palavra que define papel dos Sindicatos, diz Chomsky
Agência Sindical; 05/02
https://bit.ly/3aIRzDD

A revista ‘Época’ desta semana entrevista o linguista, filósofo e escritor Noam Chomsky. Conhecido por seu combate ao neoliberalismo e também a defesa ambientalista, Chomsky responde sete perguntas de Amelia Gonzales. Numa delas, ressalta o papel dos Sindicatos, para ele, mais ainda que importante, “essencial”, por defender o trabalhador e também a sociedade.

Aos 93 anos, ele fala também das expectativas frente ao governo do democrata Joe Biden. Mas seu alvo mesmo é o sistema capitalista, com suas crises permanentes. “O capitalismo descontrolado, quase por definição, produz duas crises: o aumento da desigualdade e a destruição do meio ambiente”, critica Chomsky.

Época – No livro Crise climática e o Green New Deal global, o senhor diz que o resgate do movimento sindical é tarefa essencial para a causa da crise climática. Por quê?

NC – Usar a palavra “importância” é um eufemismo. Em vez disso, eu digo que é essencial. O movimento trabalhista tem sido vanguarda, tanto na mudança social progressista quanto na transformação social. Os poderosos, e aqueles que cumprem suas ordens, sabem disso muito bem. Quando (o presidente americano Ronald) Reagan e (a primeira-ministra da Inglaterra Margaret) Thatcher lançaram o ataque neoliberal sobre a população, seus primeiros atos foram no sentido de atacar os Sindicatos. Para que o ataque tivesse sucesso, foi necessário destruir os meios primários que os trabalhadores usam para se defender e para defender a sociedade. Hoje, muitos dos mais respeitados economistas dizem que a destruição dos Sindicatos é o principal fator que originou esta imensa desigualdade social criada nos últimos quarenta anos”.

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