4 de setembro de 2020

04/09 – na Justiça contra a volta às aulas, sucateamento do ensino universitário, o orçamento do governo – e mais.

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Ação conjunta: profissionais da educação privada e pública na Justiça contra volta irresponsável às escolas
 Ação civil pública afirma que “por todos os ângulos que se pretenda olhar a questão, é patente que estabelecer o retorno das atividades presenciais nas escolas de educação básica, sejam elas privadas ou públicas, municipais ou estaduais, é, antes de tudo, um ato irresponsável, e depois, e principalmente para os efeitos da presente ação, ato de todo ilegal, porque fere de morte todo o alfarrábio jurídico que que versa sobre o tema do combate à pandemia mundial”.
Leia aqui:
 https://bit.ly/3510wHb

 

 

Sindicatos dos professores entram com ação na Justiça contra volta às aulas em SP
Estadão; 03/09
https://bit.ly/2Gug5gq

Entidades ligadas aos professores de São Paulo entraram com ação civil pública na Justiça contra a volta às aulas no Estado de São Paulo. O retorno de atividades presenciais para reforço escolar está previsto para o dia 8 de setembro em municípios na fase amarela do plano de reabertura que autorizarem a retomada. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) já informou que o retorno não ocorrerá na semana que vem. Para atividades curriculares em todo o Estado, a volta está prevista para o dia 7 de outubro.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o Centro do Professorado Paulista (CPP), o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse) e a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) argumentam que o retorno às escolas pode aumentar o contágio pelo coronavírus e colocar a saúde dos profissionais em risco.

Mais – repercussão da ação conjunta Fepesp-Apeoesp-CPP-Afuse:

G1: Sindicatos dos professores de SP acionam Justiça contra volta às aulas presenciais no estado
https://glo.bo/3bpHgV7

Carta Capital: Sindicatos de professores de São Paulo entram na Justiça contra volta às aulas
https://bit.ly/32V6AOJ

UOL: Sindicatos de professores pedem suspensão da volta às aulas na Justiça
https://glo.bo/3bpHgV7

Jovem Pan: Sindicatos de professores de São Paulo pedem suspensão de volta às aulas na Justiça
https://bit.ly/2QSmt2L

Agência Sindical: Professores da rede pública e privada entram na Justiça contra volta às escolas
https://bit.ly/3icxV5H

 

 

Bastidores: Covas separa escolas e flexibilização; Estado não cogita avanço
Estadão; 04/09
https://bit.ly/3i0p4Ue

Um dia antes de o governo paulista reclassificar o mapa da covid-19 no Estado, o prefeito Bruno Covas dissociou na quinta-feira, 3, a entrada da capital na fase verde à reabertura das escolas públicas. De qualquer forma, o governo paulista não cogita colocar por ora a capital ou nenhuma outra cidade na fase verde.

O gesto de Covas é uma tentativa de blindar desde o início a Prefeitura de pressões pela reabertura das escolas públicas e privadas após a mudança de status da capital para o modelo mais flexível da quarentena. Ele voltou a dizer na quinta-feira, 3, que a perspectiva da Prefeitura é de que entre 20 de setembro e 10 de outubro a cidade possa entrar na fase verde do Plano São Paulo. Covas frisou, entretanto, que entrar nesta fase não garante retorno às aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino.


Pernambuco: Governador diz que não é hora de retomar aulas presenciais na educação básica
G1; 03/09
https://glo.bo/2DujeLX

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou, nesta quinta-feira (3) que ainda não é o momento de retomar as aulas presenciais na educação básica. O pronunciamento ocorreu horas depois de um protesto de representantes de escolas particulares que pediram uma data para retomada das atividades presenciais, suspensas desde março devido à pandemia.

Sucateamento da Unifacs: Professores com doutorado recebem R$ 400 de salário
Metro1; 03/09
https://bit.ly/2Z8PsE9

Graduação, mestrado, doutorado e um salário de R$ 900 ou até mesmo R$ 400. Essa é a realidade de muitos professores que atuam na Universidade Salvador (Unifacs), do grupo Laureate, uma das instituições mais caras da capital baiana. Com a pandemia causada pelo coronavírus, a instituição agrupou turmas e diminuiu a distribuição para os professores. Com isso, se antes três professores ensinavam para três turmas de 40 alunos cada, agora, apenas um profissional leciona para um grupo de 120 pessoas. 


Fepesp denuncia precarização do ensino universitário a distância
Agência Sindical; 03/09
https://bit.ly/2Z4bwzC

Com a chegada da pandemia da Covid-19, a educação foi obrigada a se reinventar. O ensino universitário à distância (EAD), modalidade que em 2019 já superou os cursos presenciais com 52% do total de matriculados, ganhou ainda mais força. Para comentar os desafios do EAD educadores, o professor Celso Napolitano, presidente da Fepesp (Federação dos Professores do Estado de SP) participou segunda, 31, do programa “Conversa com Bial”, na rede Globo.

Para Celso Napolitano, a Covid-19 serviu como justificativa para empresas acelerarem um processo que deveria ser feito em um espaço maior de tempo. O dirigente criticou a falta de prazo para a readequação, em alguns casos inferior a uma semana, e o pouco caso com as dificuldades dos professores em transformar suas casas em estúdios.

 



Brasil tem mais de mil mortes e 47 mil novos casos de covid-19 em 24 horas
Rede Brasil Atual; 03/09
https://bit.ly/351AnrP

Número diário de mortes está “estável”, mas total de novos casos de covid-19 no Brasil mostra salto em relação à média das últimas 12 semanas

 

Covid-19: por que os números em queda no Brasil exigem cautela
Nexo; 03/09
https://bit.ly/3icp3Nr

Menos pessoas morreram de covid-19 no Brasil em agosto de 2020 em comparação ao mês anterior. Se em julho o país registrou 32.912 óbitos, agosto totalizou 28.947. A redução foi de 12%.

A média móvel de sete dias também registrou queda, de 11%. Nesse caso, a comparação é entre o dado divulgado na segunda-feira (31) e o de 17 de agosto. Foram 971 mortes na data anterior contra 866 no dado mais recente. A média móvel é obtida quando se soma o resultado dos últimos sete dias e se divide por sete, e é usada para nivelar discrepâncias nos registros de óbitos, que costumam cair nos fins de semana.

123.780 – é o número de mortos por covid-19 no Brasil até 2 de setembro de 2020, segundo o Ministério da Saúde

3.997.865 – é o número de casos confirmados da doença no país até a mesma data

“Podemos ainda ter novas ondas em alguns estados e ter que nos preocupar de novo com aumento de mortalidade e maior rigidez no distanciamento. Se novas ondas aparecerem, significa que teremos que conviver com essas idas e vindas por mais tempo, até termos a vacina”, explicou Urbano ao Nexo.

 

 

Orçamento enviado pelo governo ao Congresso: rumo a duas décadas perdidas
Nexo; 03/09
https://bit.ly/3bpJSCl

Fatores estruturais e uma agenda econômica equivocada tornarão o impacto da crise causada pela pandemia muito mais duradouro no Brasil do que em outros países

Por Laura Carvalho: “A queda histórica do PIB brasileiro do segundo trimestre de 2020 veio ainda maior do que o esperado: 9,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e 11,4% em relação ao segundo trimestre de 2019. Considerando que o auxílio emergencial sozinho foi responsável por evitar que os 50% mais pobres reduzissem sua renda média habitualmente recebida pré-pandemia — o que certamente atenuou muito os efeitos da crise sobre o consumo das famílias — é difícil até imaginar qual seria o tamanho do choque provocado pela covid-19 na economia na ausência dessa e de outras medidas de expansão dos gastos públicos aprovadas nesse período.

Não precisávamos nem ter analisado o Orçamento de 2021 ou o anúncio de que o auxílio emergencial passará para R$ 300 para concluir que não chegaremos lá. Com esses agravantes e levando-se em conta também a quantidade de empresas de menor porte que fecharam as portas durante a crise atual e a fragilidade do mercado de trabalho que já vinha de antes, estamos mais próximos de duas décadas perdidas do que de uma. A atual crise pandêmica é claramente sem precedentes, mas seus efeitos no Brasil serão muito mais duradouros não apenas por nosso fracasso em combater o vírus, mas também por fatores estruturais que agravam seus efeitos e pela adoção de uma agenda econômica prejudicial ao crescimento e ao combate às desigualdades”.

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