Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 13 de agosto de 2022

2 de fevereiro de 2022

02/02 – Ômicron e vacinação infantil na volta às aulas: crianças trocam relatos de ‘minhas férias’ por ‘minha vacina’

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Matrículas na rede privada despencam em 2021; veja dados do Censo Escolar
Exame; 02/02
https://bit.ly/3L0Z0HJ

O número de alunos matriculados em escolas privadas no Brasil teve nova queda no ano passado, mostram dados do Censo Escolar divulgados nesta segunda-feira, 31. Enquanto a rede pública teve leve aumento de matrículas entre 2020 e 2021, chegando a 38,5 milhões de alunos, a rede privada caiu de 8,8 milhões para 8,1 milhões de matriculados.

O Censo Escolar foi feito junto às escolas entre junho e agosto de 2021. A pesquisa é divulgada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia ligada ao Ministério da Educação, e constitui uma das principais fontes oficiais de informação sobre a educação no Brasil, sendo usada para distribuição de recursos públicos para as escolas, por exemplo.

O principal impacto da pandemia foi na educação infantil, etapa que inclui creches e pré-escolas, atendendo crianças de até 6 anos. Nos dois anos de pandemia, houve queda de 22% nas matrículas nas creches privadas e de 26% na pré-escola.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Volta às aulas deve ser adiada, avalia dirigente
Agência Sindical; 02/02
https://bit.ly/3ge6l8G

O retorno presencial das aulas deve iniciar nesta semana na maior parte do País. Mas a vacinação contra a Covid-19 ainda não contemplou todas as crianças com faixa etária entre 5 e 11 anos. Por isso, a melhor saída seria adiar essa retomada. É o que avalia o presidente da Federação dos Professores do Estado de SP (Fepesp), Celso Napolitano.

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo sábado (28), o dirigente afirma que a volta à vida saudável virá com o esforço de toda a sociedade, que aderiu à vacinação, e com a colaboração dos gestores educacionais. Seu texto é um contraponto ao que publicou o secretário de Educação no Estado de São Paulo, Rossieli Soares.

“Não terá sentido o esforço de conscientização se a volta ao ambiente escolar ocorrer no início de fevereiro. Além de um programa intensivo de testagem de todos os atores envolvidos na relação ensino-aprendizagem, faz-se necessário adiar o retorno pelo tempo que for preciso para assegurar o combate à disseminação do vírus”, explica o presidente da Fepesp.

 

Avanço da Ômicron já faz governos adiarem volta das aulas presenciais
Estadão; 31/01
https://bit.ly/3IRpKsa

Grande parte das redes públicas já iniciou ou prevê retomar aulas presenciais nas próximas semanas, mas a variante Ômicron atrasará a volta às escolas em ao menos uma rede estadual (Tocantins) e de todos ou parte dos alunos de quatro capitais (Belo Horizonte, Manaus, Belém, São Luís), além de Teresina, que terá rodízio. No interior e em regiões metropolitanas, há adiamentos do ensino presencial para abril.

Apesar da escalada do coronavírus no País, especialistas apontam que a educação deve ser priorizada – a maioria dos governo não tem adotado restrições mais duras em relação a shows, festas e jogos de futebol, por exemplo.

‘Não é com denúncias e ameaças que se atingirá a imunização total nas escolas’
Fepesp; 31/01
https://bit.ly/342nhMH

“Não terá sentido o esforço de conscientização, as campanhas para a universalização da proteção vacinal, se a volta ao ambiente escolar ocorrer precipitadamente, no início de fevereiro. Além de um programa intensivo de testagem de todos os atores envolvidos na relação ensino-aprendizagem, faz-se necessário adiar o retorno às aulas presenciais pelo tempo que for preciso para assegurar o combate à disseminação do vírus”.

– Leia aqui íntegra do artigo de Celso Napolitano na seção de Tendências e Debates do jornal Folha de S. Paulo
– Leia aqui ofício protocolado na Secretaria da Educação do Estado

 

CORONAVÍRUS

Casos de covid detectados pela Fiocruz saltam de 3% em dezembro para 37% em janeiro
Valor Econômico; 02/02
https://glo.bo/3L3JTxi

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou que a chegada da variante ômicron ao Brasil, no fim de novembro, causou um aumento “vertiginoso” dos casos de covid-19 no país. Enquanto em dezembro o percentual de casos detectáveis para Sars-CoV-2 pelos laboratórios da instituição foi de 3%, esse indicador saltou no mês passado, até o dia 24 de janeiro, para 37%.

Brasil registra 929 mortes pela covid em 24 horas, maior número em seis meses
Rede Brasil Atual; 02/02
https://bit.ly/3uhKWDN

O Brasil registrou nesta terça-feira (1º) 929 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. É o maior número desde 19 de agosto, quando foram computados oficialmente 979 óbitos. A média móvel diária de mortos também subiu, para 603 nos últimos sete dias, maior marca desde o início de setembro. No mesmo período, foram mais 193.465 casos da doença confirmados em todo o país. Assim, a média móvel de casos subiu para 186.985, a maior desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020.

 

ENSINO SUPERIOR

Professores do ensino superior têm reajuste de 4% em janeiro
SinproSP; 01/02
https://bit.ly/32UEyXQ

Quem leciona em instituições de ensino superior deve ficar atento ao holerite! É que o salário de janeiro das professoras e os professores deve ser reajustado em 4%. O direito está garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho.

O novo valor servirá de base para o reajuste na próxima data base, em março de 2022, que ainda precisará ser definido nas próximas negociações da Campanha Salarial 2022..

Como calcular – O percentual de 4% deve ser aplicado sobre o salário de dezembro. Havendo mudança de plano de saúde para regime de coparticipação, a mantenedora deve acrescentar ainda 0,86% a contar da data em que a mudança vier a ser adotada. Os salários de janeiro são pagos até o quinto dia útil de fevereiro.

 

REFORMA

Novo ensino médio começa sob questionamentos e críticas
Folha de S.Paulo; 01/02
https://bit.ly/32UEyXQ

Instituído por Medida Provisória de 2016, convertida em lei federal no ano seguinte, o novo ensino médio brasileiro deve entrar em vigor a partir da semana que vem, com o início do ano letivo no país. Há escolas privadas que retomam as aulas já na segunda-feira (31), e no caso do estado de São Paulo, por exemplo, o ensino público volta na quarta.

A norma impõe um aumento da carga horária —das atuais 800 horas mínimas para 1 mil horas, com previsão de aumento progressivo nos próximos anos— e uma grade curricular com optativas em que os alunos poderão se aprofundar mais em áreas como matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagens.

Neste primeiro ano, as mudanças só valem para a primeira série do ensino médio. Assim, gradualmente, só em 2024 todas as três séries estarão sob a nova proposta. Há gargalos para a efetividade da mudança, e tanto especialistas quanto profissionais da educação ouvidos pela DW Brasil apontam dúvidas sobre a real melhoria do ensino.


O MINISTRO TRAPALHÃO

Ministro da Educação nomeia policial rodoviária federal para cargo responsável pela logística do Enem
G1; 01/02
https://glo.bo/3L13EWb

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, designou a policial rodoviária federal Regina Claudia Pereira da Silveira para o cargo de coordenadora-geral de logística da aplicação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A nomeação foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) desta terça-feira (1º).

O ocupante anterior do cargo era Hélio Junio Rocha Morais, que estava no grupo de coordenadores e servidores da entidade que renunciaram semanas antes da aplicação do Enem 2021, em novembro. A exoneração do ex-coordenador foi oficializada no DOU de 19 de janeiro.

Outra mudança recente feita na diretoria foi a exoneração do então diretor da área, Alexandre Avelino Pereira, e a nomeação de Jôfran Lima Roseno para o cargo. A decisão foi assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e publicada no DOU de 19 de janeiro.

 

Ministro da Educação é denunciado por homofobia pela PGR
Folha de S. Paulo; 01/02
https://bit.ly/3IYtIiY

A Procuradoria-Geral da República denunciou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pela prática do crime de homofobia.

A denúncia foi assinada no sábado (29/01) e apresentada pelo vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros.


Milton Ribeiro: veja 6 frases do ministro da Educação que foram criticadas por especialistas
G1; 31/01
https://glo.bo/32S6lbp

  1. Gays ‘vêm de famílias desajustadas’
  2. Universidades ‘para poucos’
  3. Algumas crianças com deficiência são de ‘impossível convivência’
  4. Professores trans não podem incentivar alunos a ‘andarem por esse caminho’
  5. Crítica a ‘questões de cunho ideológico’ do Enem e desejo de intervenção
  6. Defesa de remédios ineficazes contra a Covid-19

 

 

Na volta às aulas, alunos trocam relato ‘minhas férias’ por ‘minha vacina’
UOL; 01/02
https://bit.ly/3L7iwm2

Já acostumadas a levar máscaras e álcool em gel para a escola, as crianças iniciaram nesta segunda (31) o ano letivo com aulas presenciais. Dessa vez, a grande novidade entre eles era contar que já tinha sido vacinado.

A Folha acompanhou o primeiro dia de aulas no colégio Santa Maria, na capital da zona sul. Nos corredores, as crianças diziam animadas que já tinham recebido a primeira dose da vacina contra a Covid e apontavam para o braço, mostrando onde tinha sido aplicada a injeção.

“Eu fiquei muito feliz de tomar a vacina antes de começar as aulas. Agora eu estou mais protegido que antes, quando só podia usar a máscara”, conta Caetano Augusto Marx, de 10 anos. Ele estava feliz de reencontrar a escola cheia e todos os colegas de sala.

As escolas particulares não são obrigadas a exigir a apresentação do comprovante de vacina, mas os relatos dos alunos dão a dimensão de que a adesão pode já ter sido alta.

“Nós não exigimos a comprovação e também não fizemos uma enquete para saber. Talvez a gente faça esse levantamento mais para a frente, mas já conseguimos sentir que a adesão foi alta pela animação das crianças. Elas fazem questão de contar que foram vacinadas”, diz Vanini Mesquita, coordenadora pedagógica do colégio.

A direção está em tratativa com a Prefeitura de São Paulo para montar um posto volante de vacinação dentro da unidade. A ideia é incentivar pais que ainda não vacinaram seus filhos.

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