Até parecia que estávamos nos Anos 80, no Movimento Diretas-Já.
Domingo, dia 21, véspera da Primavera, o povo brasileiro ocupou ruas, avenidas e praças pra dizer NÃO a qualquer possibilidade de afrouxar as penas dos golpistas do 8 de Janeiro e também pra repudiar a PEC da Impunidade, pela qual os congressistas buscam escapar de punições por eventuais crimes cometidos.
O movimento sindical participou das manifestações, repudiando os dois projetos e pleiteando isenção de Imposto sobre salários até R$ 5 mil, como também o fim da escala 6x1.
A multidão de homens, mulheres, adultos, idosos e jovens reafirmou a democracia e a soberania nacional. Mas o foco foi mesmo o Congresso Nacional. A veterana deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) chamou de “PEC da Vergonha” a manobra que tenta livrar de punições até presidentes de partidos, sem mandato.
A Avenida Paulista, em São Paulo, era um mar de gente. A bandeira brasileira tremulou nos braços da multidão. Os atos de ontem reposicionaram a bandeira nacional no alto do movimento, fazendo contraponto à manifestação direitista do 7 de Setembro, na mesma Avenida, quando a direita carregou uma enorme bandeira dos Estados Unidos.
Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília, em Salvador, em Manaus, no Recife, em Porto Alegre, a gente brasileira se manifestou, desmentindo a farsa bolsonarista de que falta liberdade no Brasil. Centenas de milhares, de peito aberto, sem um único incidente, na mais completa paz.
A insatisfação popular é concreta e o recado está dado. Mas não basta entusiasmo pra derrotar a extrema direita, avançar e conquistar nossas reivindicações. Para isso, precisaremos de mais organização na base social e da pressão, organizada e sistemática, junto ao Congresso Nacional.
São Paulo, 22 de setembro de 2025
Fepesp