Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 28 de fevereiro de 2024

1 de novembro de 2022

Primeiro de novembro – Os desafios de Lula na Educação, ações de IES privadas em alta, dicas para o Enem, e mais: deputados negros de hoje que se declaravam brancos nas eleições de 2018 ou 2020  

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Quem financia a baderna? A quem interessa tumultuar a vida dos brasileiros depois de uma eleição limpa, legítima e disputada?  Entidades ligadas aos caminhoneiros condenaram os bloqueios em rodovias: ’É preciso respeitar o resultado soberano das eleições’.

 

 

Ministro da Educação terá que explicar cortes no orçamento para 2023Na próxima quinta-feira, dia 3, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados vai realizar uma audiência pública que deve esclarecer alguns pontos polêmicos sobre o orçamento para 2022. Será ouvido o atual ministro da educação, Victor Godoy Veiga. A reunião será realizada no plenário 10, às 9 horas.

A audiência foi solicitada pelos deputados Rogério Correia (PT-MG), Kim Kataguiri (União-SP) e Dr. Jaziel (PL-CE), eles querem que o ministro esclareça os seguintes pontos: Confisco de recursos das universidades federais, institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); Corte de 96,6% do orçamento das políticas públicas destinadas à educação infantil em 2023; e redução de repasses à educação e pedido do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a uma prefeitura para solicitação de liberação de verba com data retroativa. FDR, 31/10  https://bit.ly/3sPXQHg

 

Desafios de Lula, artigo: na educação, muitos problemas em cenário incerto​ – No curto prazo, recuperar a aprendizagem perdida por causa da pandemia e trazer de volta alunos que abandonaram a escola são tarefas prioritárias. Mas para isso não existe plano mirabolante ou coelho a ser tirado da cartola do MEC. Sendo os municípios e estados responsáveis por 82% das matrículas na educação básica (outros 17% estão na rede privada e apenas 1% em escolas federais), não há outro caminho que não seja o de articular e ampliar o apoio às secretarias municipais e estaduais. Isso vai exigir muita disposição para diálogo, convencimento e competência técnica, no que o governo Bolsonaro deixou a desejar.

O parâmetro baixo de comparação com a gestão anterior, porém, não significa que a vida do novo governo será fácil. Pelo contrário. Uma lista de outros problemas urgentes — e dos mais variados — espera a nova equipe que assumirá o MEC em 1º de janeiro. Entre eles estão a recomposição do orçamento para investimento em todas as áreas, das creches às universidades, reajuste de bolsas de pós-graduação, ampliação do banco de questões do Enem, além de decisões importantes sobre os rumos de políticas como a de alfabetização, elaborada na gestão Bolsonaro, ou a reforma do Ensino Médio, aprovada na de Temer e já em processo de implementação nos estados. Por Antonio Gois, O Globo, 31/10  http://glo.bo/3Wik8yJ

 

Quem Lula vai indicar para ministérios? – Pessoas próximas a Lula dizem que o destino de Haddad é uma incógnita. Seu nome é mencionado para a área econômica, mas o presidente eleito também já teria indicado querer o aliado novamente no Ministério da Educação (pasta que o paulista já ocupou).Folha de S. Paulo, 31/10  https://bit.ly/3DtSkic

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO


No “day after” das eleições, educação em alta e armas em baixa na Bolsa de Valores-
 Com a corrida às armas disparada por Jair Bolsonaro ao longo do seu governo, a fabricante de armas Taurus acumulou taxas de lucros fabulosas. Se de algo valem as movimentações na Bolsa de Valores é interessante observar que no início do pregão desta segunda-feira, as ações da Taurus Armas e da Cogna Educação abriram em completa dissonância. E só por isso a eleição de Lula já valeu a pena. Afinal, como o próprio Lula já disse, o que se deseja é que no Brasil se aposte na força dos livros e não das armas. Blog do Pedlowski, 31/10  https://bit.ly/3foOSNX

 

Ações de educação disparam após Lula se eleger para terceiro mandato –  As ações da Cogna operam em alta de 2,51% na B3, cotadas a R$ 3,26, enquanto as da Yduqs sobem 4,25%, cotadas a R$ 15,95, e as da Ânima avançam 8,59%, cotadas a R$ 6,70.Os papéis da Ser Educacional sobem 7,27%, a R$ 8,70, e os da Cruzeiro do Sul Educacional avançam 1,58%, a R$ 5,79.

Especialistas do mercado já haviam apostado no setor em caso de vitória do petista que prometeu em seu programa de governo e nos debates o fortalecimento dos programas de incentivo à educação, como o ProUni. Valor Investe, 31/10  http://glo.bo/3h25knN

 

Com Lula, o ambiente para a educação tende a ser mais positivo, diz CEO da Cruzeiro do Sul –  “Olhando para o passado dos candidatos é que estou vendo o futuro. Neste contexto, acredito que o Lula teve uma proximidade maior com o setor de educação e acaba sendo uma opção melhor”, disse Fábio Fossen, presidente da Cruzeiro do Sul Educacional. Valor Econômico, 31/10  http://glo.bo/3UfzQsB

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Evento discute aplicações de inteligência artificial na Educação – Promover e contribuir com a troca de experiência entre pesquisadores e profissionais sobre a adoção e implementação de Learning Analytics, fornecer insights e apresentar ferramentas e estratégias, são alguns dos objetivos do 1º Workshop de Aplicações Práticas de Learning Analytics em Instituições de Ensino no Brasil. O evento, que faz parte do 11º Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE 2022),  vai acontecer no dia 16 de novembro em Manaus-AM. Inscrições aqui.

“Learning Analytics é uma área recente que utiliza técnicas de estatística e inteligência artificial para extrair informações úteis e dar suporte à tomada de decisão educacional”, explica o professor Rafael Mello, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), um dos coordenadores do evento e pesquisador do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (Nees) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).UF Alagoas, 31/10   https://bit.ly/3fm9uGy

 

Veja dicas para se preparar para a reta final do Enem 2022- Neste ano, o exame será aplicado em dois domingos, nos dias 13 e 20 de novembro. O Inep, órgão do Ministério da Educação que organiza o exame, divulgou nesta segunda-feira (24) os locais de aplicação da prova (veja aqui). A máscara de proteção não será exigida nos estados ou municípios onde o uso em local fechado esteja liberado por decreto ou ato administrativo de igual poder regulamentar. No estado de São Paulo, não é necessário utilizar o acessório, já que desde 9 de setembro de 2022 a obrigatoriedade segue vigente somente em hospitais e unidades de saúde. Folha de S. Paulo, 31/10   https://bit.ly/3Wnkp3m

 

 

19% dos deputados negros eleitos se declaravam brancos nas eleições de 2018 ou 2020
Jota, 30/10
https://bit.ly/3TWQBJg

A eleição de 2022 é a primeira desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a ter políticas afirmativas para pessoas pretas e pardas.

Dos 135 deputados pretos e pardos eleitos em 2022, um total 26 — ou seja, 19% — se declaravam brancos nas últimas eleições que participaram, em 2018 ou 2020. Porém, considerando também eleições anteriores — 2016, 2014, entre outros anos —, 51 dos deputados negros eleitos neste ano — 38% do total — já foram registrados como brancos em outros pleitos.

Em 2020, o TSE determinou que os candidatos negros — que correspondem aos pretos e pardos, segundo os critérios do IBGE — recebam recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do tempo de propaganda eleitoral gratuita proporcionais ao total de candidaturas pretas e pardas de cada partido. O objetivo da Corte era evitar que esses candidatos recebessem menos recursos dos partidos do que candidatos brancos, o que acontece historicamente.

A decisão foi tomada após provocação da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), mas o entendimento não foi firmado em lei. Assim, não existem critérios para a autodeclaração e nem fiscalização para combater casos de afirmação da cor por conveniência.

A eleição de 2022 é a primeira eleição geral em que a regra do FEFC foi aplicada. Antes disso, os partidos não eram obrigados a repassar recursos levando em consideração critérios raciais.

Além das declarações preenchidas por outras pessoas, os candidatos podem, ao longo da vida, alterar a forma como se identificam, sem que isso necessariamente aponte uma má-fé na declaração. Além dos 26 deputados eleitos neste ano que mudaram a autodeclaração recentemente, outros 25 parlamentares (18,5%) também se declaravam brancos nas eleições de 2016, 2014 ou de outros anos anteriores, e passaram a se entender como negros posteriormente.

Ao todo, 51 dos deputados pretos e pardos eleitos em 2022 — 38% do total — já foram registrados como brancos em outras eleições.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2012 e 2021, o número de pessoas que se declararam pretos e pardos passou de 53% para 56,1%. Enquanto o Brasil cresceu 7,6% em número de pessoas, o aumento foi de 32,4% entre pretos e 10,8% entre pardos. Isso significa que as declarações de PPIs aumentaram a uma taxa superior à do crescimento da população.

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