Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Por Beth Gaspar em 1 de julho de 2022

Primeiro de Julho - Sigilo na CPI do MEC, Datena desiste e Haddad dispara em SP, escola antirracista ainda é desafio, e mais: as perguntas do Censo 22

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Duração, início, data de pagamento, quem tem direito?  Essas são algumas dúvidas que podem aparecer quando se trata sobre as férias coletivas das professoras e dos professores.
Confira aqui: https://bit.ly/3ysg2dE

 

 

 

CAMPANHA SALARIAL 2022

Convenção Coletiva do Ensino Superior vai até setembro
Agência Sindical; 30/06
https://bit.ly/3nvWEWL

Quarta (29), houve nova rodada de negociação entre a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), com seus Sindicatos filiados, e representantes do setor patronal do Ensino Superior. Na ocasião, ficou acordada a extensão da Convenção Coletiva de Trabalho até 1º de setembro. A data-base da categoria é 1º de março.

A negociação do Ensino Superior não avança porque o patronal mantém sua proposta de reajuste de 4% agora e 2% em janeiro de 2023, além de Abono de 30% em outubro. Para o professor Celso Napolitano, presidente da Fepesp, esse reajuste é um insulto. “Eles insistem no reajuste de 6% parcelado, mesmo diante de uma inflação crescente. O patronal decidiu que não quer repor a defasagem nos salários”, afirma. Vale lembrar que, à época da data-base, a inflação foi registrada em 10,57%, considerando o acumulado dos 12 meses anteriores.

Ato em agosto – Celso Napolitano destaca que, em julho, durante o mês de férias escolares, os docentes do Ensino Superior entram em férias coletivas, que inclusive é uma conquista sindical, mas as entidades seguirão em negociação e farão a preparação para a mobilização e o ato em agosto.

“Não daremos descanso só porque é período de férias nas escolas”, garante Celso Napolitano. A manifestação dos professores do Ensino Superior ainda não tem data marcada.

 

CORRUPÇÃO NO MEC

STF impõe sigilo no inquérito sobre os pastores lobistas no MEC
Estadão; 30/06
https://bit.ly/3y9lksX

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu colocar em sigilo o inquérito sobre o gabinete paralelo de pastores instalado no Ministério da Educação (MEC) revelado pelo Estadão.

O segredo foi imposto depois que a investigação foi enviada de volta ao STF diante das suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de descer para primeira instância, o inquérito estava público.

 


Para garantir fôlego da CPI do MEC, oposição dará prioridade a quebras de sigilo
Painel FSP; 30/06
https://bit.ly/3R4DncA

Caso a CPI do MEC seja instalada, a oposição já sabe qual será o primeiro foco: pedir quebra de sigilos de envolvidos no escândalo que ainda não foram alvo da operação da PF (Polícia Federal).

A corporação pediu apenas de cinco: o ex-ministro Milton Ribeiro, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, além do assessor Luciano Musse. Os prefeitos, por exemplo, que relataram pedidos de propina, não tiveram seus sigilos quebrados. Desses pedidos, podem sair fatos novos capazes de manter o interesse no assunto em alta.

 

POLITICA EDUCACIONAL

Audiência na Comissão de Educação: debatedores divergem sobre viabilidade da educação domiciliar
Agência Senado; 29/06
https://bit.ly/3a4qP46

Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação (CE) na tarde desta segunda-feira (27), os debatedores divergiram sobre a viabilidade da educação domiciliar. Enquanto os defensores da ideia destacaram o direito dos pais educarem os filhos da forma que considerarem mais adequada, os críticos apontaram que o homeschooling pode prejudicar o desenvolvimento social da criança.

— O homeschooling não é prioridade. A verdade é que a gente deveria estar discutindo mais recursos para o Fundeb. A gente sabe que o que precisa é recurso. Precisamos investir mais em educação pública — defendeu a senadora Zenaide Maia (Pros-RN).


Escola antirracista ainda é desafio no Brasil, dizem
Valor Econômico;  01/07
http://glo.bo/3Aeo9vz

Apesar das inúmeras ações implementadas no Brasil de combate ao racismo, como a lei de cotas, a criminalização do racismo e os avanços dos meios de comunicação e publicidade na questão da diversidade, o Brasil ainda tem muito a avançar quando o assunto é educação inclusiva. A avaliação é das ativistas Bárbara Carine e Angela Figueiredo que  participaram da Live do Valor de ontem, cujo tema principal foi a importância de uma sala de aula antirracista e como construir esse ambiente.

“A educação tem que ser transformadora, decolonial em todos os sentidos e não apenas na sala de aula, senão a gente fica com uma espécie de esquizofrenia, transforma na sala de aula, mas a sociedade não se transforma. É preciso de fato construir mecanismos de reparação histórica pra todos nós, que sempre estivemos à margem das narrativas, da  memória, do recurso e das políticas públicas, de inclusão efetiva da população negra e indígena”, diz Angela.

 

ELEIÇÕES 2022

Datafolha em SP: Sem França, Haddad tem 34%; Tarcísio, 13%; e Rodrigo Garcia, 13%
Estadão; 30/06
https://bit.ly/3ONT9GY

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) lidera a disputa pelo governo de São Paulo com 34% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 30, em um cenário sem o ex-governador Márcio França (PSB). O petista é seguido pelo ex-ministro ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o pré-candidato à reeleição, o governador Rodrigo Garcia (PSDB), ambos com 13%.


Datena desiste de concorrer ao Senado, e enfraquece Bolsonaro em SP
Rede Brasil Atual; 30/06
https://bit.ly/3udHUQc

O apresentador José Luiz Datena (PSC) anunciou hoje (30) que desistiu de concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano. “Pensei bem e resolvi seguir meu caminho”, afirmou Datena durante o programa Brasil Urgente, da TV Band. O apresentador comporia a chapa do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao governo paulista. E também serviria como importante cabo, no maior colégio eleitoral do país, para o próprio Bolsonaro, que tenta a reeleição, agora pelo PL.

“Vou lutar pelo bem comum em muitas arenas que existem aí. A minha todos conhecem. Eu estarei sempre com meu público, disso eu não tenho dúvida. Eu desejo felicidades nessa campanha aos meus quase correligionários”, afirmou. 

 

SAÚDE

Saúde e educação são os temas políticos que mais interessam brasileiros no Twitter, diz pesquisa
Monica Bergamo; 30/06
https://bit.ly/3NFr1o5

Uma pesquisa realizada a pedido do Twitter sobre o consumo de conteúdos relacionados a política no Brasil mostra que 45% dos entrevistados usam a plataforma intensamente para se inteirar sobre o tema. De acordo com o levantamento, 36% dos usuários acessam a rede social ainda pela manhã para se informar sobre os assuntos do dia.

Saúde e educação são os temas de maior interesse dos internautas no âmbito de discussões políticas, sendo apontados por 69% dos respondentes. Na sequência aparecem economia (64%), segurança (62%) e emprego (62%).

 

Fiocruz aponta riscos no combate à covid-19 com vacinação estagnada e desigual
Rede Brasil Atual; 30/06
https://bit.ly/3yzdIl6

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a estagnação e a desigualdade na cobertura vacinal são riscos no combate à covid-19 no Brasil. Tal quadro permite que novas variantes surjam e que a velocidade de contágio da doença aumente consideravelmente. Em nota técnica nesta quarta-feira (29), a entidade afirma que a queda de imunidade na população com esquema vacinal atrasado acende um “sinal de alerta” para possível volta de novos períodos críticos da doença.

O estudo mostra que 83,98% da população brasileira já foi imunizada com ao menos uma dose e 78,93% têm o esquema primário completo (segunda dose). No entanto, dificuldades de avanço na vacinação em todas as faixas etárias persistem. E não só no Brasil, representando um desafio global. Por aqui, a Fiocruz atribui parte desse cenário à falta de ações coordenadas e centralizadas das autoridades desde o início da crise de saúde.

 

 

 

Censo: veja perguntas dos questionários e como a pesquisa será aplicada
Folha de S. Paulo; 30/06
https://bit.ly/3bw2Riy

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está em contagem regressiva para colocar em campo os questionários do Censo Demográfico 2022, após dois anos consecutivos de adiamento da pesquisa.

O início da coleta das informações, por meio das entrevistas, está previsto para 1º de agosto. O IBGE planeja visitar 75 milhões de domicílios espalhados pelo Brasil, onde moram cerca de 215 milhões de pessoas.

Tradicionalmente, o levantamento analisa uma ampla lista de assuntos, que vai desde a estrutura das residências até os traços da população, como cor ou raça e níveis de educação e renda.

Os questionários deste ano estão menores, mas contam com três perguntas novas, que buscam apurar detalhes sobre os grupos quilombolas e a população com autismo.

O Censo é considerado o trabalho mais detalhado a respeito das características demográficas e socioeconômicas do Brasil. A pesquisa foi adiada em 2020 e 2021 em razão das restrições causadas pela pandemia e do corte de verba por parte do governo federal.

Para realizar o levantamento, o IBGE adota dois questionários desde o Censo de 1960: o modelo básico (simplificado) e o da amostra (ampliado). Não será diferente em 2022.

QUESTIONÁRIO BÁSICO - O questionário básico é composto por 26 perguntas neste ano. O modelo está dividido nos seguintes blocos: identificação do domicílio, informações sobre moradores, características do domicílio, identificação étnico-racial, registro civil, educação, rendimento do responsável pelo domicílio, mortalidade e dados da pessoa que prestou as informações.

Esse questionário será aplicado em 89% das residências e pode ser consultado na íntegra no site do Censo.

VEJA EXEMPLOS DE PERGUNTAS DO QUESTIONÁRIO BÁSICO

  • Quantas pessoas moravam neste domicílio em 31 de julho de 2022?
  • Qual a principal forma de abastecimento de água utilizada neste domicílio?
  • A sua cor ou raça é? As opções de resposta são branca, preta, amarela, parda ou indígena
  • Sabe ler e escrever?
  • Qual era o rendimento bruto mensal normalmente recebido pelo responsável pelo domicílio?
  • De janeiro de 2019 a julho de 2022, faleceu alguma pessoa que morava com você(s)?

QUESTIONÁRIO DA AMOSTRA - O questionário da amostra, por sua vez, é mais detalhado, já que reúne 77 perguntas. Conforme o IBGE, esse modelo será aplicado em 11% dos domicílios.

O percentual de locais selecionados para a amostra é chamado de fração amostral. O Censo irá aplicar cinco frações amostrais diferentes, de acordo com os tamanhos dos municípios.

A versão ampliada do questionário investiga, além dos campos contidos no modelo básico, as seguintes áreas: trabalho e rendimento, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, pessoas com deficiência, migração interna e internacional, deslocamento para estudo, deslocamento para trabalho e autismo.

VEJA EXEMPLOS DE PERGUNTAS DO QUESTIONÁRIO DA AMOSTRA

  • Vive em companhia de cônjuge ou companheiro(a)?
  • Quantos filhos e filhas nascidos vivos teve até 31 de julho de 2022 (para mulheres)?
  • Qual é sua religião ou culto?
  • Qual a sua crença, ritual indígena ou religião (questão para aplicação em terras indígenas)?
  • Tem dificuldade permanente para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato?
  • Já morou em outro município do Brasil ou país estrangeiro?

 

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