Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Por Beth Gaspar em 12 de maio de 2022

12/05 - Nesta 6ª tem assembleia do Ensino Superior em todo o Estado, patronal quer redução geral de salários, deputados eleitos com dinheiro de empresários da Educação, e mais: cães ajudam a aliviar estresse em volta às aulas no Chile

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Participe da sua assembleia nesta sexta-feira, dia 13. Veja horário e link no seu sindicato, ou aqui: https://bit.ly/3w1gTRl

 

 

CAMPANHA SALARIAL 2022

Ensino superior vai a assembleia enquanto patronal insiste em redução geral de salários
Rádio Peão Brasil; 11/05
https://bit.ly/3w6JnZH

Assembleias simultâneas na sexta-feira, 13, irão deliberar sobre proposta patronal, reajuste oferecido está muito abaixo da expectativa, instituições estão ‘esticando a corda’.

  • VEJA AQUI HORÁRIO, FORMATO E LINK PARA A SUA ASSEMBLEIA

Na negociação desta quarta (11/05) desta campanha salarial do Ensino Superior, os representantes das mantenedoras tentaram dourar a pílula amarga de suas propostas aos professores e auxiliares de administração: aos míseros 4% que haviam oferecido como reajuste salarial em rodadas anteriores acrescentaram mais 2%, a serem pagos só em janeiro do ano que vem.

“O patronal está esticando a corda”, disse Celso Napolitano, coordenador da comissão de negociação dos sindicatos integrantes da Fepesp. “Querem ter o melhor trabalho docente pagando o menor preço possível, isso não é aceitável”, disse.

  

Sindicatos insistem em recuperação de perdas da inflação
Fepesp; 09/05
https://bit.ly/3KMPB5f

As instituições reclamam da economia, do valor das mensalidades, da sua arrecadação, mas não apresentam as suas contas para que se julgue se estão mesmo em dificuldades ou não, argumentou Napolitano. “Nós queremos repor a defasagem inflacionária do período, recuperar o valor perdido nos salários. Não basta reclamar, é preciso mostrar suas contas, seus balanços”.

Na descrição de Walter Alves, presidente do Sinpro Santos e membro da comissão de negociação, negar a reposição da inflação para um auxiliar de administração escolar que receba o piso salarial da sua categoria representa, por exemplo, “negar um botijão de gás por mês a um trabalhador que já enfrenta muitas dificuldades. [4% de reajuste] não é uma proposta humana”, disse.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Empresários da educação doaram R$ 15,4 milhões a deputados de comissão
Metrópoles; 11/05
https://bit.ly/3w8kzkj

Na eleição de 2018, 55 pessoas com interesses empresariais no setor da educação doaram R$ 15,4 milhões a 28 candidatos que foram eleitos e passaram a integrar a Comissão de Educação da Câmara. Isso aconteceu com um a cada três integrantes do colegiado, que conta com 97 parlamentares.

O dado consta do levantamento “O Congresso na pandemia”, da plataforma Parlametria, que será publicado nesta quarta-feira (11/5). Os trabalhos foram conduzidos pela Open Knowledge Brasil e pela Lagom Data.

Entre os deputados que receberam doações de pessoas envolvidas com o setor de educação, o relatório destacou Felipe Rigoni, do União Brasil do Espírito Santo; Tiago Mitraud, do Novo de Minas Gerais; Tabata Amaral, do PSB de São Paulo; e Marcelo Calero, do PSD do Rio de Janeiro.

 

A educação financeira virou um negócio lucrativo
eInvestidor; 11/05
https://bit.ly/3yxSQer

A educação financeira virou um negócio lucrativo que movimenta bilhões, com influenciadores, infoprodutos, aquisição de clientes pelas instituições financeiras, investimentos e concessão de crédito.

As empresas estão começando a entender que a geração de conteúdo gratuito é uma excelente isca para atrair o público e colocá-lo dentro de um funil de vendas para depois conseguir converter este cliente.

Só para se ter uma ideia, 73% dos novos investidores da bolsa de valores são impactados pelos influenciadores de finanças. Na prática, isso quer dizer que, quem vai trazer novos investidores para a B3 (B3SA3) são os educadores financeiros, que com um celular e uma internet impactam milhões de pessoas todos os dias.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Lula diz que educação não é gasto e não haverá teto em seu governo
Metrópoles; 11/05
https://bit.ly/3L6TGS2

Ao visitar Juiz de Fora, cidade da Zona da Mata mineira, nesta quarta-feira (11/5), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República, disse que em seu eventual governo as despesas com educação não serão computadas como gastos. E repetiu que também não será respeitado o chamado teto de gastos, dispositivo inserido na Constituição Federal durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

“Não vai ter teto de gastos no meu governo. Vamos investir em educação porque é o que dá mais retorno ao país”, argumentou.

Segundo ele, isso não significa que haverá mais gastos do que arrecadação. “Não que eu vá ser irresponsável. O que vai resolver a relação dívida/PIB é o crescimento do PIB. Nós deixamos as maiores reservas internacionais da história, o que está salvando esse país agora”, lembrou Lula, em reunião com reitores de univestidades e institutos federais, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

 

Enem 2022 tem 1 milhão de inscritos no primeiro dia
G1; 11/05
http://glo.bo/3L5zO1t

Se o ritmo de inscrições se mantiver, o número de participantes deve ser maior do que o da edição passada: em 2021, considerando todo o período, foram 4 milhões de estudantes que demonstraram interesse em fazer a prova.

É importante lembrar que essas inscrições só serão confirmadas após o pagamento da taxa de R$ 85, cujo prazo se encerra em 27 de maio. No último Enem, por exemplo, dos 4 milhões de alunos, apenas 3,1 milhões chegaram a pagar o valor -- foi o menor número desde 2005.

 

Pesquisadores defendem novo algoritmo no Sisu para não prejudicar cotistas
Folha de S. Paulo; 11/05
https://bit.ly/3L1s0Ok

A adoção de um novo algoritmo no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) é defendida por pesquisadores para evitar que cotistas sejam prejudicados por notas de corte mais elevadas.

Como mostrou a Folha, o problema atinge um em cada quatro cursos no Sisu, e 5,2% das vagas reservadas para ações afirmativas.

Além da introdução do algoritmo do Sisu, eles defendem: a exigência de o aluno ter cursado também parte do ensino fundamental em escola pública para ter direito às cotas, e não só o ensino médio; impedir o acesso a elas por alunos de escolas públicas que não tenham ingresso aberto a toda a população, como exemplo colégios militares; e ainda atualizar o parâmetro de referência da população de pretos, pardos e indígenas.

 

ESCÂNDALO NO MEC

Ministro da Educação reconhece evento com pastores, mas nega tratativas ilícitas
CNN; 11/05
https://bit.ly/3Pecge1

O ministro da Educação, Victor Godoy, esteve, nesta quarta (11), na Câmara dos Deputados atendendo a convite da Comissão de Educação, de Fiscalização e Controle e do Trabalho para esclarecimentos sobre suspeitas de irregularidades em repasse de recursos do Ministério a municípios. O ministro foi ouvido por mais de seis horas devido o número de parlamentares inscritos.

Ao ser questionado sobre conhecer os representantes de Congregação evangélica, Gilmar Santos e Arilton Moura, o atual ministro afirmou que participou de eventos com eles, mas não teve contato direto.

Milton Ribeiro deixou o posto em março após divulgação de reportagens dos jornais “Folha de S. Paulo” e “O Estado de S. Paulo” que o implicavam em um esquema de favorecimento a pastores dentro do MEC.

 

SAÚDE

Longe de meta, SP vacina contra gripe professores e pessoas com deficiência
Folha de S. Paulo; 11/05
https://bit.ly/39buk8a

Professores da rede pública e privada, indígenas, pessoas com deficiências ou com comorbidades foram incluídos na quinta etapa da vacinação contra a gripe no estado de São Paulo e já podem procurar os postos de saúde para imunização. Até então, a campanha era voltada a profissionais de saúde, idosos, crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes e puérperas.

Todos os grupos que fazem parte da campanha ainda podem procurar os postos para a imunização. "Com as temperaturas mais baixas, a influenza pode evoluir para casos mais graves, por isso é essencial que todos compareçam aos postos para se vacinar", diz a diretora de imunização da pasta, Nubia Araújo, na nota divulgada pela secretaria.

 

 

 

 

Em volta às aulas no Chile, cães ajudam a aliviar estresse
Estadão; 11/05
https://bit.ly/39WZ4dx

"Os cães gostam desse trabalho. Eles são criados para gostar muito do contato com pessoas", explica educadora

"Me sinto feliz e relaxada", diz Teresita, enquanto acaricia Pepe, um cachorro que vai ao campus onde ela estuda para ajudar a aliviar o estresse dos alunos na volta às aulas após a pandemia da covid-19. No Chile, este retorno tem sido marcado pela ansiedade e pela violência.

Uva, um labrador fêmea de sete anos, Pepe, um golden da mesma idade, e Chumi, uma vira-lata, deixam-se acariciar por todos que passam pela "Zona livre de estresse e ansiedade", instalada num dos campi da Universidade Católica (UC).

"Eu poderia passar horas abraçando o cachorro", acrescenta Teresita Valencia, de 23 anos, ajoelhada ao lado de Pepe.

"O retorno tem sido difícil para todos. Temos uma geração que está começando a descobrir o que é ir para a universidade, e isso traz certos momentos de ansiedade", explica Ignacia Pfingsthorn, do Programa de Ansiedade, Estresse e Sono da UC.

Além disso, houve casos de violência entre alunos do ensino médio, professores e até pais, em meio ao clima tenso que a sociedade chilena não conseguiu superar após os protestos de outubro de 2019.

Em 7 de abril deste ano, um aluno do ensino médio em Santa Cruz cometeu suicídio no pátio da escola, após denunciar bullying. Uma semana antes, um professor foi esfaqueado pela mãe de um estudante, após um ato de violência no campus.

Uva, Pepe e Chumi fazem parte dos dez cães da Fundación Tregua, que desempenham funções semelhantes em hospitais pediátricos, fundações para crianças com deficiência e casas de repouso.

No primeiro mês de retorno às aulas, os casos de abuso físico e emocional entre os alunos aumentaram 22% em relação aos níveis pré-pandemia, segundo a Superintendência de Educação.

"Há um estado psicológico bastante desequilibrado no país", alerta Isidora Mena, psicóloga e diretora do Programa de Convivência Escolar da Universidade Católica.

"Os cães gostam desse trabalho. Eles são criados para gostar muito do contato com pessoas", explica a diretora da Tregua, Camila Arteaga.

Nas primeiras semanas de aulas, "detectamos que havia muitos problemas de convivência escolar nos estabelecimentos", disse o ministro da Educação, Marco Antonio Ávila, à AFP.

Às consequências da pandemia, somou-se a tensão herdada dos protestos de 2019 no Chile. Em Santiago, alunos de uma dezena de escolas entraram em confronto com a polícia, em protestos para exigir melhorias na infraestrutura e no fornecimento de professores.

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