Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 16 de novembro de 2024

Por Beth Gaspar em 29 de novembro de 2022

29/11 - ‘Massacre de Aracruz mostra que país está doente’, novo bloqueio de verbas nas Federais, sumário completo do dissídio no site da Fepesp, e mais: ‘gaslighting’, a palavra do ano

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“A fala de políticos, a abordagem incontinente de pessoas no espaço público, os atos terroristas dos golpistas fomentam o mesmo caldo de cultura no qual é possível que um jovem entre numa escola para matar quem estiver pela frente.” (Vera Iaconelli, Folha). Nossa solidariedade às famílias atingidas pelo atentado em Aracruz e esperança de que este ambiente belicoso não prospere em nosso país.

 

 

 Massacre de Aracruz mostra que o país está doente – Na semana passada, o Terra divulgou com exclusividade um relatório que mostra o crescimento assustador do nazismo na internet brasileira. Em apenas um ano, o número de células de grupos de ódio mais que dobrou. São 1.117 células, atingindo quase 300 municípios, segundo a pesquisadora Adriana Dias (Fiocruz).

 Esse discurso de ódio alimenta grupos organizados e os chamados lobos solitários, pessoas que, individualmente, decidem promover ataques e massacres. Ainda não se sabe se o adolescente de Aracruz agiu como um lobo solitário. É cedo para descartar qualquer hipótese. A única certeza é a de que o ódio matou Selena, Peinha, Flávia e Cybelle. Quatro mulheres. O ódio a mulheres, aliás, é também uma característica desses movimentos. Portal Terra ­­­ 29/11  https://bit.ly/3ATK3nk

 

Tragédia em Aracruz não é caso isolado – O pai do atirador de Aracruz (ES), tenente e psicanalista, quando questionado sobre a postagem de "Minha Luta", de Adolf Hitler, em sua rede social, respondeu: "Li e odiei". Não duvido, mas resta saber se odiou o livro ou aquilo que o livro leva a odiar: o semelhante.

Detalhe não menos assustador: o jornal Estadão estampa a notícia com uma mão negra segurando uma arma. O jovem é branco.

A fala de políticos, a abordagem incontinente de pessoas no espaço público, os atos terroristas dos golpistas fomentam o mesmo caldo de cultura no qual é possível que um jovem entre numa escola para matar quem estiver pela frente. Artigo, por Vera Iaconelli, Folha de S. Paulo 28/11  https://bit.ly/3VzO08z

 

 

Ataque em Aracruz: atirador que invadiu escolas tinha livro de Hitler dado pelo pai – Em depoimento, ele confessou ter lido trechos do livro de Hitler. A informação foi confirmada pelo portal UOL Notícias, que ouviu o delegado André Jaretta nesta segunda-feira (28).

"Esse adolescente leu parte desse livro", disse o delegado, responsável pela investigação do caso.

Segundo apuração do UOL, o adolescente pediu o livro ao pai que comentou com colegas de trabalho ter visto nisso uma forma de se aproximar do rapaz, que não tinha amigos e falava pouco com familiares dentro de casa. Yahoo Notícias 29/11  https://bit.ly/3ijKpx6

  

Nota de repúdio aos ataques a escolas em Aracruz – A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee expressa seu repúdio ao assassinato de duas professoras da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti e uma estudante do sexto ano do Centro Educacional Praia de Coqueiral, no município de Aracruz, no Espírito Santo.

A Confederação também repudia a banalização do uso de armas de fogo, escancarado pelo governo Bolsonaro, e manifesta toda a solidariedade às famílias das vítimas, aos feridos, às comunidades escolares das duas instituições e à sociedade de Aracruz.. Contee 25/11  https://bit.ly/3gKvbRm

 

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Entidades dizem que governo federal fez novo bloqueio de verbas na educação superior -  Entidades ligadas à educação superior no Brasil disseram nesta segunda-feira (28) que o governo federal efetuou um novo bloqueio de verbas para as instituições de ensino. Representantes dos reitores, dos estudantes e dos pós-graduandos tratam um comunicado obtido junto ao Tesouro Nacional como a efetivação de um bloqueio que pode chegar a R$ 1,68 bilhão no Ministério da Educação.

Por sua vez, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) divulgou nota na qual não cita um valor, mas alerta para o risco de o bloqueio virar um corte definitivo no orçamento deste ano. G1  28/11 http://glo.bo/3AQ5Vjq

 

 ‘Sou contra  “escola em casa” porque as famílias não estão com a bola toda’ -  Sou contra. "Homeschooling", ou "escola em casa", é uma daquelas modinhas que a direita brasileira importou da direita americana, como arma para todos e fake news como liberdade de expressão. O maior argumento contra os bobocas da direita hoje é eles terem vícios semelhantes aos inteligentinhos da esquerda: importar todo tipo de lixo americano. Os EUA são o maior produtor de lixo cultural do mundo. Artigo, por Luiz Felipe Pondè, em Folha de S. Paulo  27/11 https://bit.ly/3ip3NZP

 

Ensino Superior: todas as cláusulas do dissídio - o texto do julgamento do dissídio de Auxiliares e de Professores no Ensino Superior, condensado pelo nosso Departamento Jurídico para facilitar consultas, está publicado no site da Fepesp. Aqui: https://fepesp.org.br/categorias-noticia/convencoes-coletivas-ensino-superior/

 

 

 

 

'Gaslighting' é eleita palavra do ano pelo dicionário Merriam-Webster
G1, 28/11
http://glo.bo/3ATdsya

O dicionário norte-americano Merriam-Webster elegeu "gaslighting" como palavra do ano. O título veio após um aumento de 1.740% nas buscas pelo termo no site do dicionário em 2022, em comparação com 2021.

Segundo o dicionário, gaslighting é "o ato ou prática de enganar alguém grosseiramente, especialmente para [obter] vantagem pessoal".

Em português, o termo não tem uma tradução equivalente, mas é comumente traduzido como manipulação e é associado a abuso emocional, como um tipo de violência psicológica.

Algo curioso apontado pelo Merriam-Webster é que não houve um acontecimento específico que tenha causado ou estimulado a busca pelo significado do termo.

"Nesta era de desinformação – de fake news, teorias da conspiração, trolls do Twitter e deepfakes – gaslighting surgiu como uma palavra para o nosso tempo", diz a publicação.

Como o termo surgiu - O site do Merriam-Webster lembra que o termo foi usado pela primeira vez em referência ao filme norte-americano "Gaslight", de 1944. O suspense, traduzido como "À meia luz" no Brasil, mostra o relacionamento abusivo de um casal, em que o marido manipula a esposa e a trata como louca.

Neste contexto, a definição adotada foi a seguinte: "Manipulação psicológica de uma pessoa geralmente durante um longo período de tempo que faz com que a vítima questione a validade de seus próprios pensamentos, percepção da realidade ou memórias e normalmente leva à confusão, perda de confiança e autoestima, incerteza de seu emocional ou estabilidade mental, e uma dependência do perpetrador".

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