Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 28 de fevereiro de 2024

28 de julho de 2022

28/07 – Hackers tentam mas não derrubam site do manifesto pelas eleições, mais de 100 mil assinaturas em 24h. Lá vem o 6º presidente do Inep, a 4 meses do Enem, e mais: no homeschooling, surras educam?

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Defender as eleições é também defender nossos direitos! Contra o golpismo, contra o retrocesso, queremos o Brasil de novo. Assine os manifestos pelo respeito às eleições pelo Estado de direito, aqui: https://bit.ly/3zCPQ08



Vai ter eleição, não vai ter golpe! –  O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias. Assine os manifestos pelas eleições, pelo Estado de Direito. Contee via Fepesp, 27/07  https://bit.ly/3zbO6JX


Manifesto em defesa da democracia e do sistema eleitoral chega a 100 mil assinaturas em um dia –   O manifesto em defesa da democracia e do sistema eleitoral do país, a ser lançado em ato na Faculdade de Direito da USP no dia 11 de agosto, alcançou 100 mil apoios nesta quarta-feira, apenas um dia após ser divulgado. Ontem ele havia somado 3 mil assinaturas.  Valor Econômico, 27/07   http://glo.bo/3vld3BA

 

Site de carta pela democracia sofre mais de 1.500 ataques hacker  Além dos ataques que tentam tirar o site do ar, detratores têm usado xingamentos e nomes falsos para tentar tumultuar a lista de signatários. Monica Bergamo, 27/07    https://bit.ly/3zE3lwF

 

Sindicalistas definem adesão a manifesto pela democracia e discutem protesto de rua   As centrais sindicais se reúnem nesta quinta (28), na sede da UGT, para determinar a adesão do grupo à “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”. Na prática, a reunião no fórum das centrais será a oficialização do apoio ao documento, que já vem sendo individualmente definido entre as entidades nos últimos dias. Painel S/A, 27/07     https://bit.ly/3PVmYpek

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Presidente do Inep pede demissão e órgão passa pela 5ª mudança sob Bolsonaro –   O ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou nesta quarta-feira (27) a quinta troca no comando do órgão responsável pelo Enem durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Danilo Dupas Ribeiro pediu demissão, segundo publicação do ministro. Dupas estava no cargo desde fevereiro de 2021, e havia sido levado ao cargo pelo ex-ministro Milton Ribeiro, de quem é próximo. Folha de S. Paulo, 27/07     https://bit.ly/3SkLanl


Órgão responsável pelo Enem tem seu 6º presidente –  O novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Carlos Moreno, afirmou que sua missão será garantir a estabilidade no órgão. Moreno buscou tranquilizar os candidatos que realizarão exames tocados pelo instituto, como o Enem, o Enade e o Revalida. As provas do Enem estão marcadas para acontecer em novembro deste ano. Valor Econômico, 28/07    http://glo.bo/3vJXQKP


Enem: mudança de presidente do Inep pode afetar realização das provas?- Servidores do órgão e especialistas em educação ouvidos pelo Estadão avaliam que a prova deste ano não deve ser afetada, mas destacam que o novo presidente terá bastante trabalho pela frente. Estadão, 27/07     https://bit.ly/3OzNrry

 

 

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Vivo e Ânima vão criar empresa de educação continuada e capacitação profissional –  A Vivo e a Ânima Educação vão criar a Vivae, empresa que oferecerá cursos de educação continuada e formação para o mercado de trabalho por meio de uma plataforma online. No anúncio feito nesta quarta-feira, 27, as companhias informaram que o início da operação está previsto para acontecer ainda no segundo semestre deste ano. Estadão, 27/07    https://bit.ly/3BoKJSL

 

SAÚDE

Cientistas testam vacina universal para coronavírus, desde covid-19 às constipações Investigadores de um instituto britânico estão a testar em ratinhos uma vacina contra todos os coronavírus que, esperam, protegerá contra as variantes actuais e futuras da covid-19, bem como contra os vírus que provocam constipações. Público (Lisboa),  26/07   https://bit.ly/3oDBc2s

 

 



Artigo: ‘Quando surras educam?’
Folha de S. Paulo; 27/07
https://bit.ly/3Q3SUbl

Por Juliano Spycer, antropólogo, criador do Observatório Evangélico: “Na semana seguinte à que Chico Buarque declarou que a “luta dos evangélicos contra a cultura da morte é da maior importância”, escreverei sobre violência doméstica. Meu ponto de partida uma denúncia. A Agência Pública reportou que uma rede de defensores do homeschooling no Brasil recomendou o uso de castigos físicos para educar crianças. Vi e ouvi muito sobre esse tema durante a minha pesquisa de campo, mas não como algo relacionado a evangélicos.

A primeira questão que me intrigou como antropólogo vivendo em um bairro periférico de Salvador foi notar como o termo “violência” era usado para falar sobre criminalidade e uso de armas de fogo e não sobre pais e mães aplicando surras em seus filhos.

É preciso, antes de seguir, descrever o que significa “aplicar surras” para os moradores desse bairro, para entender porque soava estranho que assaltos e assassinatos fossem entendidos como atos violentos e a atitude disciplinadora dentro das casas não fosse.

Primeiro, havia a brutalidade desse tipo de procedimento familiar que lembrava – provavelmente não por acaso – práticas para disciplinar escravos.

Fui apresentado a uma variedade de produtos vegetais usados para punir filhos. Trata-se de uma tecnologia que parte do conhecimento apurado de ramos de árvores e cipós resistentes, que não se rompem durante a aplicação dos castigos. Havia uma variedade de fontes desses produtos nos quintais ou próximos das casas, disponíveis a qualquer momento em caso de necessidade. E eles podiam ser adaptados para aumentar a experiência da dor. Por exemplo, acrescentando nós na ponta dos cipós e outras soluções que não descreverei porque isso causaria desconforto ao leitor.

Essas surras não eram, em muitos casos, atos ocasionais e, sim, ações recorrentes. Às vezes havia um motivo claro – ter roubado fruta no quintal de um vizinho -, mas, em outras ocasiões, aconteciam apenas pela deliberação soberana dos pais. Por exemplo, a falta de um filho poderia se tornar precedente para seus os irmãos e irmãs apanharem junto.

Na minha experiência como pesquisador vivendo por 18 meses em bairro popular baiano, os lares evangélicos eram os que recorriam menos à violência física contra a mulher e também contra crianças.

E da posição declarada de quem não conhece pormenores sobre o caso reportado nem sobre homeschooling, interpreto essa declaração de outro modo. Dita para os meus interlocutores, essa fala poderia soar como uma reprovação do tipo de violência intensa e feroz de graceja em lares nos rincões da sociedade. Uma violência extrema e comum que nós, vendo as coisas de longe e de fora, não conhecemos”.

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