Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Por Beth Gaspar em 24 de novembro de 2020

24/11 - Donos de escolas desistem de ação por volta às aulas, pandemia e inflação desafiam campanhas salariais, os dados sobre cor de pele nas particulares, e mais.

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Donos de escolas desistem de ação contra Prefeitura de São Paulo pela volta às aulas no Infantil e no Fundamental. Sinpro SP era parte na ação. Fepesp condena volta às aulas sem ouvir educadores e sem garantias contra contaminação.
Veja aqui:  https://bit.ly/395WDmt

 

 

MEC vai receber denúncias de recusa de matrículas após decreto sobre educação especial
Folha de S. Paulo; 23/11
https://bit.ly/33cnOIw

O MEC (Ministério da Educação) planeja criar um canal de denúncias de recusas de matrículas de estudantes com deficiência após o decreto federal que estipulou uma nova Política Nacional de Educação Especial.

O texto, publicado em setembro, incentiva o atendimento de alunos com deficiência, com foco em escolas especiais, em direção contrária aos princípios de inclusão em escolas regulares, e por isso é alvo de críticas.

Antes da alteração apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o modelo tinha de ser o inclusivo, com aprendizado conjunto entre os alunos, com a possibilidade de aperfeiçoamento em contraturno quando houvesse necessidade.

 



Donos de escola desistem de processo pela volta às aulas na educação infantil e fundamental

Rede Brasil Atual; 23/11 - https://bit.ly/35YiY37
Rádio Peão Brasil, 23/11 - https://bit.ly/33dDhb5
Sinpro SP; 23/11 - https://bit.ly/2USV6Yu
Vermelho; 24/11 - https://bit.ly/3nUTr0S

O Sieeesp, sindicato que representa as escolas particulares do estado de São Paulo, desistiu de processo movido contra a prefeitura da capital paulista. Na ação, pedia a volta às aulas para todas as etapas da educação básica – infantil e fundamental.

Em manifestação no último dia (1), véspera do feriado da Consciência Negra, a juíza Renata Barros Souto Maior Baiao reconheceu a desistência do processo pelo Sieeesp e oficiou o Ministério Público. Em despacho de 12 de novembro, o promotor João Paulo Faustinoni e Silva, do Grupo de Atuação Especial de Educação do Ministério Público de São Paulo, manifestou-se contra a concessão de decisão liminar e recomendou encaminhar o processo para manifestação da Prefeitura.

O sindicato dos professores da rede privada (Sinpro-SP) também contestou a ação do Sieeesp, pedindo pela improcedência da ação dos donos de escola pela volta às aulas presenciais. No dia seguinte à manifestação do MP o Sieeesp resolveu abandonar a ação.


Opinião: ‘O preço da escola aberta’
Estadão; 23/11
https://bit.ly/3pTkGuK

Por Renata Cafardo: ‘Não dá para desconsiderar o quanto todos, adultos, jovens e crianças, estamos cansados de uma vida há meses cheia de restrições. E ainda, o fator psicológico de ver as escolas abertas. Como disse à revista Science a pesquisadora de Harvard Jennifer Lerner, que estuda a psicologia da tomada de decisões, quando a educação volta passa a impressão de que tudo está ok. Mas, “existe um enorme benefício de termos escolas funcionando” e para mantê-lo “temos de ter certeza de que vamos reduzir riscos em todos os outros lugares”, diz’.


Negócios: Ânima Educação fará oferta primária que poderá atingir R$ 1,13 bilhão
Valor Econômico; 24/11
https://glo.bo/3kWlcVf

A Ânima Educação informou na manhã desta terça-feira que seu conselho de administração aprovou a realização de oferta primária restrita de 27 milhões de ações ordinárias, com possibilidade de um lote adicional de 35% do total de ações inicialmente ofertadas, o que corresponde a 9,45 milhões de ações.

No final de outubro, a Anima, dona da São Judas, superou oferta de R$ 4 bi da Ser Educacional e deve assumir unidades do grupo norte-americano que controla a FMU e Anhembi Morumbi.

 


Pandemia e inflação aumentaram desafios para campanhas salariais
Rede Brasil Atual; 23/11
https://bit.ly/33dqYf1

As negociações salariais deste ano mostram 41% com reajustes acima da inflação (INPC-IBGE), 31% equivalentes e 28% abaixo, segundo dados do Ministério da Economia analisados pelo Dieese. Mas, na média, a variação real dos acordos fica um pouco abaixo (0,07%) da inflação.

Dos reajustes acima do INPC, pouco mais de 31% foram de até 1%, sendo 18,3% com ganho real de até 0,5% e outros 12,8%, de 0,51% a 1%. Na outra ponta, 8,8% dos acordos resultaram em perdas de até 0,05% e 8%, de 2,01% a 3%.

 

Aumento de casos de covid-19 é reflexo de ‘sabotagem’ do governo, diz ex-ministro
Rede Brasil Atual; 23/11
https://bit.ly/2KCgRdi

O Brasil chegou a 168.197 mortes pela Covid-19, no último domingo, e segue registrando um aumento de casos do vírus. A média móvel de mortes no país, nos últimos sete dias, foi de 484. Em São Paulo, o crescimento de mortos pela doença está em alta há três semanas.

O médico sanitarista e ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão afirma que o Brasil, tecnicamente, não está numa segunda onda, pois não saiu da primeira. “Teve um pico, mas a queda foi muito lenta. A segunda onda só começa após uma brusca queda na primeira, o que nunca houve no Brasil”, explicou, durante participação do programa Brasil TVT, neste domingo (22).

Na variação de sete dias, comparação entre as mortes ocorridas em uma semana com a semana anterior, a cidade de São Paulo registrou um crescimento de 24,5% nos óbitos nesse período, segundo o Boletim Diário Covid-19, publicado pela Secretaria Municipal da Saúde. Temporão afirma que esse aumento é resultado da reabertura das atividades econômicas e a volta de eventos coletivos.

 

Escolas reconhecem falha na coleta de dados da cor da pele de alunos e professores
Folha de S. Paulo; 23/11
https://bit.ly/2J0COlr

Um dos problemas que as escolas privadas de São Paulo tentam solucionar para atender a demanda das famílias por uma educação antirracista é a falha na coleta de dados da cor da pele de seus alunos e professores.

Embora forneçam essas informações anualmente ao Inep —instituto ligado ao Ministério da Educação, que realiza o Censo Escolar— desde 2007, as instituições de ensino admitem que precisam aprimorar suas metodologias.

O quadro de baixa inclusão racial nas escolas da capital paulista foi revelado em uma primeira reportagem da Folha que mostrou que uma em cada dez escolas particulares de São Paulo não têm nenhum professor negro, segundo o Censo.

No caso dos alunos, para reduzir o risco de que os dados não refletissem bem a realidade, a Folha fez um recorte específico que incluiu apenas os estabelecimentos em que o percentual de estudantes com cor da pele declarada fosse superior a 75% do total.

Os resultados confirmam o que emerge da análise de todas as escolas da capital paulista. Na amostra mais restrita, o percentual de alunos negros em instituições privadas é de, apenas, 8,5% do total.

Embora confirmem a baixa diversidade em seu corpo docente e discente, dez entre as 16 escolas que responderam ao jornal afirmaram que pretendem tomar medidas para melhorar a forma como os dados raciais de alunos e professores são levantados.

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