Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

24 de agosto de 2022

24/08 – Clipes curtos chamam para a greve do Ensino Superior, cai inadimplência dos cursos presenciais, as dinâmicas de lucro das empresas de educação, e mais: os indícios precoces de um superdotado

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Ensino Superior: os motivos da chamada de greve, em imagens. Compartilhe nas suas redes: clipes curtinhos, todos os motivos da decisão das assembleias em marcar a greve de professoras, professores e administrativos no Ensino Superior! Assista e copie os links do YouTube aqui: https://bit.ly/3wtYA6Z

Ensino Superior: os grandes conglomerados mercantis dominam as negociações – Nestas negociações, o patronal tem se ancorado em uma prática perversa: enrola e não negocia. Aumentam as mensalidades, reduzem custos (inclusive sobrecarregando de trabalho seus professores e funcionários) e se negam a recuperar a defasagem salarial causada pela inflação. Muito disso é resultado da forte presença de representantes de grandes conglomerados mercantis que unicamente visam lucro em suas operações.Fepesp, 23/08  https://bit.ly/3CBueDg


Rio de Janeiro: Grupo Yduqs, dono da Estácio/IBMEC, dificulta negociação salarial da educação superior e quer tirar direitos dos professores – A Estácio/Ibmec, que é a maior faculdade do Município do Rio, quer impor sua vontade na mesa de negociação. E é justamente ela a ÚNICA instituição que remunera, hoje, abaixo do piso estabelecido na CCT atual, pois ainda não pagou o reajuste salarial de 3,31% estabelecido em 2020. Isso já levou o Sinpro-Rio a entrar com uma Ação Coletiva na Justiça, que está em andamento. Então, seja qual for o reajuste obtido para os professores/as da Ed. Superior, a Estácio terá que pagar, além dele, mais 3,31% que a instituição deve aos professores/as, desde 2020. Contee, 23/08  https://bit.ly/3pJ1tx8

 

 

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Inadimplência em cursos a distância sobe 8% no 1º tri; na graduação presencial, houve queda de 11,1% –  A taxa de inadimplência em cursos de ensino superior on-line aumentou 8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2021. Já na graduação presencial, houve queda de 11,1%, de acordo com pesquisa do Instituto Semesp e Fundacred, feita com base em dados de 357 instituições de ensino superior que representam 31% dos alunos matriculados no país. Valor Econômico, 23/08  http://glo.bo/3wqJqzu

 

Diferentes dinâmicas de lucro e impacto de despesas financeiras: o 2º tri de 2022 para as empresas de educação – Entre as empresas Cogna (COGN3), Yduqs ([ativo=YDU3]) e Ser Educacional (SEER3), o investimento em capital aumentou 16%, 20% e 49% na primeira metade do ano na base de comparação anual, respectivamente. O dado reflete o investimento contínuo em tecnologia e melhoras de experiências online, bem como melhorias no campus (após a retomada total do presencial). Na avaliação do Itaú BBA, Ânima (ANIM3) e Cruzeiro do Sul (CSED3) apresentaram os melhores resultados, enquanto a Yduqs apresentou os piores. InfoMoney, 23/08  https://bit.ly/3cllvKL

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Restrição de dados federais de educação já afeta pesquisas, dizem entidades – A decisão do Inep, autarquia ligada ao Ministério de Educação, de deixar de tornar públicos os microdados das avaliações de ensino e levantamentos oficiais já afeta o trabalho de pesquisadores, apontam especialistas e entidades da área. As bases de dados referentes ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), por exemplo, não disponibilizam mais os números de desempenho de cada instituição de ensino. No caso do Censo Escolar, as informações referentes ao perfil racial dos estudantes não estão mais disponíveis. Folha de S. Paulo, 23/08  https://bit.ly/3cijL56

 

‘Teremos uma escola pública dentro do Liceu Coração de Jesus, diz prefeito de SP’ – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu o convênio com o Colégio Liceu Coração de Jesus, nos Campos Elísios, região central de São Paulo, em entrevista ao Estadão. O modelo prevê que 200 matriculados no Liceu para o próximo ano sejam bancados pelo Tesouro, a custo menor do que se entrassem diretamente na rede pública de ensino. Com o convênio, a ideia do Executivo municipal é criar “uma escola municipal que funciona no prédio da instituição”.  Estadão, 23/08  https://bit.ly/3R99sPo

 

Jovens denunciam descaso na educação e cobram medidas por ensino mais inclusivo – Em manifesto, jovens brasileiras denunciam o descaso sofrido pela educação pública e propõem medidas para tornar o ensino mais inclusivo. Apoiado pela ativista paquistanesa e Nobel da Paz Malala Yousafzai, o manifesto intitulado “Meninas Decidem” foi elaborado por um comitê de 20 adolescentes dos quatro cantos do Brasil que apontam as demandas para uma educação ampla, pública, plural e de qualidade. O documento foi lançado na última semana pela Rede de Ativistas pela Educação do Fundo Malala no Brasil, que é formada por representantes de 11 organizações da sociedade civil.  Rede Brasil Atual, 23/08  https://bit.ly/3AeiLXE

  

‘Como descobri que meu filho é superdotado’: os indícios precoces de altas habilidades
Folha de S. Paulo, 22308
https://bit.ly/3AmsGdG

O conceito de superdotação é polêmico. Por um lado, neurocientistas, neuropsicólogos e afins afirmam que apenas crianças com QI (quociente de inteligência) acima da média são superdotadas. Do outro, psicopedagogas e treinadores de esportes, por exemplo, dizem que a superdotação é mais ampla e que crianças com altas habilidades em diversas áreas também são superdotadas. A discussão vai longe.

Contudo, há um consenso de que crianças que realizam um teste de QI, métrica que mensura a inteligência, e alcançam um percentil acima de 97, o equivalente a 130 pontos em testes utilizados no Brasil, são superdotadas.

“O que está faltando são estímulos do governo e das nossas escolas para dar a essas crianças o que elas precisam para que sejam “usadas” da melhor maneira possível. Nós, por exemplo, tivemos que entrar com um recurso judicial para conseguir adiantar o Theo do 1º ano. Mas, na verdade, nós teríamos que ter um incentivo para que isso fosse feito, não ao contrário. Então, é como se o governo educacional estivesse segurando essas crianças intencionalmente para elas não avançarem”, lamenta Ribeiro.

O Ministério da Educação (MEC) foi contatado diversas vezes por e-mail e telefone para explicar o motivo de os pais terem que entrar na justiça para que essas crianças avancem na escola. No entanto, até a publicação desta reportagem, não tivemos resposta desse e nem de outros questionamentos.

“A escola que realmente desenvolve talento é aquela que oportuniza, e não a que espera o pai entrar no ministério público para conseguir um direito que é assegurado por lei”, defende Patrícia Gonçalves, neuropsicopedagoga, doutora em cognição, e especialista em superdotação.

COMO IDENTIFICAR UMA CRIANÇA SUPERDOTADA? – Para começar, apesar de ser um bom indício, sinais de precocidade não define superdotação — que só pode ser considerada conclusiva após uma bateria de testes, especialmente de QI, que visam entender a capacidade de processamento intelectual. A avaliação é feita por psicólogos, neuropsicólogos e/ou psicopedagogos e especialistas no assunto.

Dito isto, algumas características apontadas pela Secretaria da Educação Especial do MEC (2006) podem indicar uma eventual superdotação. Estas são:

·         Curiosidade aguçada;Vocabulário avançado para a idade;

·         Facilidade de aprendizagem e potencial intelectual muito elevado;

·         Raciocínio rápido;

·         Liderança e autoconfiança;

·         Ótima memória;

·         Criatividade;

·         Habilidade para adaptar ou modificar ideias;

·         Observações perspicazes;

·         Persistência ao buscar um objetivo.

Em contrapartida, crianças que não são identificadas precocemente mostram-se desinteressadas pela escola e podem ter problemas de conduta.

“Há muitos superdotados que não tiram boas notas na escola por falta de interesse nos estudos, falta de estímulo. Às vezes, o método de ensino repetitivo e o contexto da sala de aula irrita muito o superdotado e ele não desenvolve suas habilidades”, assinala Fabiano de Abreu, PhD em neurociências e biólogo.

No Brasil, não existe um sistema de identificação para pessoas superdotadas. Elas são “descobertas” pelos próprios familiares, escola ou amigos. Frente a isso, pesquisadores estimam que o número de crianças identificadas seja muito menor do que a realidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, estima que 5% da população tem altas habilidades.

E para se ter ideia, de acordo com o Censo Escolar do Brasil, realizado em 2020, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas 24.424 estudantes identificados com perfil de altas habilidades/superdotação estavam matriculados na educação especial. “Então esse número não chega nem perto dos 5% que os especialistas dizem que temos”, comenta Priscila Zaia, supervisora nacional de psicologia da Mensa Brasil.

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