Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

terça-feira, 23 de junho de 2020

Por Beth Gaspar em 23 de junho de 2020

23/06 - Fepesp combate demissões abusivas na Uninove, o protocolo para volta às aulas, MEC revoga fim de cotas, negros nas escolas de elite -  e mais.

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Via plataforma, a Uninove decidiu demitir professores –  sem aviso prévio, sem apresentação de motivos para cada caso, sem contato pessoal. Demissões abusivas!  A Fepesp já entrou em contato com a Uninove para cobrar explicações e exigir uma reconsideração, mas também já mobilizou os seus advogados para buscar alternativas jurídicas contra as demissões.. .
Veja aqui:  
https://bit.ly/37ShneG

 

 


Prefeitura de SP aguarda aval do Estado para retomar aulas em julho
R7; 22/06
https://bit.ly/2YXOxpb

Um documento obtido com exclusividade pela Record TV indica que os estudantes da educação infantil – crianças de 0 a 5 anos de idade – serão os primeiros a voltar às salas de aula a partir de 20 de julho.

O retorno, porém, está condicionado ao avanço da capital paulista na flexibilização da quarentena, conforme o Plano São Paulo, criado pela gestão Doria para determinar a gravidade da pandemia nos polos regionais do estado. As aulas só voltam se a capital já estiver na fase verde do programa.

Fepesp protocola pedido de entrada no grupo de trabalho para discutir volta às aulas
Fepesp; 23/06
https://bit.ly/3fT08wO

A Fepesp defende que os profissionais da Educação devem participação de toda e qualquer preparação para o retorno às aulas, bem como do estabelecimento de data em que a suspensão de aulas presenciais será encerrada. Além deste pedido oficial, a Fepesp também articulou manifesto e movimento junto com a Apeoesp, que representa o pessoal da rede pública, com a mesma intenção. Não haverá retorno às aulas sem redução drástica da pandemia e sem garantia de segurança sanitária para a comunidade escolar, diz o manifesto.

 

Opinião: ‘Crianças não podem ser relegadas a segundo plano no processo de reabertura’
Folha de S. Paulo; 21/06
https://bit.ly/2VbGGmW

Por Cecília Machado, economista, FGV: “Não é muito pedir um mínimo de continuidade no processo de aprendizagem das crianças, com objetivos e metas previsíveis, com a garantia de recursos materiais para alcançá-los e o estabelecimento de protocolos de segurança em caso de retorno às aulas presenciais.

Elas, que já não são o foco das inúmeras rubricas do Orçamento de guerra, não podem também ser relegadas a um segundo plano no processo de reabertura”.


Bolsonaro altera exoneração de Weintraub do MEC
Estadão; 23/06
https://bit.ly/2NpHX5o

Decreto agora diz que ex-ministro foi exonerado um dia antes de chegar aos Estados Unidos. MP pediu para investigar eventual atuação do Itamaraty na ida dele para Miami.



MEC revoga portaria de Weintraub que acabava com o incentivo a cotas na pós-graduação
G1; 23/06
https://glo.bo/2zWXTJj

O Ministério da Educação revogou a portaria assinada pelo ex-ministro Abraham Weintraub no dia 18 de junho que acabava com normas que estimulavam cotas voltadas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação no País. O ato foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 23.

 

Secretário de Educação do PR, Renato Feder, pode assumir MEC
Terra; 19/06
https://bit.ly/37U38WC

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, pode assumir o cargo de ministro da Educação e suceder Abraham Weintraub. Apontado como de perfil "liberal" e de boa relação com o mundo empresarial, Feder teve o nome sugerido ao presidente Jair Bolsonaro e, segundo integrantes do Palácio do Planalto, iniciou um "namoro" com o governo. Há a possibilidade de o secretário se reunir com o presidente nos próximos dias.

 

 

Ensino a distância e o coronavírus: charge de Ohi.

 

 

 


Brasil tem 51.271 mortos pelo novo coronavírus, informa Conass
Rede Brasil Atual; 21/06
https://bit.ly/37RnK1Z

São Paulo segue como estado mais afetado do país, com 221.973 casos confirmados e 12.634 mortos. Pandemia avança no interior.

O Brasil é o epicentro da pandemia no mundo. O número de casos confirmados e mortos coloca o país na segunda posição deste ranking, atrás apenas dos Estados Unidos. Naquele país, onde medidas mais severas de isolamento foram adotadas, com o ápice da crise no fim de março e início de abril surgem indícios de retorno da pandemia. Em maio o país viu os números reduzirem, mas agora, com flexibilizações por todo o país, a pandemia volta a mostrar suas garras. Em estados como a Flórida, pouco afetados no primeiro momento, o alerta vermelho está aceso.

“As pessoas ficam falando e falando sobre segunda onda. Mas ainda estamos na primeira onda”, disse o epidemiologista Anthony Fauci, principal integrante da força-tarefa contra o coronavírus da Casa Branca.

  

 

Escolas privadas de São Paulo silenciam quando o assunto são alunos e professores negros
El País; 22/06
https://bit.ly/3hTlxrc

Colégios de elite incluem temas ligados à história afro-brasileira e diversidade em suas grades, mas carecem de programas de inclusão racial dentro da sala de aula.

“É preciso problematizar o porquê das crianças estarem em uma escola onde a única pessoa negra que elas veem é a moça da limpeza” – para tentar responder a essa questão, o EL PAÍS tentou contato com 10 colégios privados de São Paulo questionando suas políticas de inclusão racial: Bandeirantes, Vera Cruz, Santa Cruz, Porto Seguro, São Luiz, Dante Alighieri, Rio Branco, Rainha da Paz, Equipe e Gracinha. Desses, somente os quatro últimos responderam e concederam entrevista.

“Existe um silenciamento muito grande na iniciativa privada”, constata Macaé Evaristo, assistente social e ex-secretária de Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (2013 a 2014). “A escola acaba construindo assim uma visão sobre o mundo completamente estereotipada e sem qualquer conexão com a realidade”.

Esse silêncio das instituições privadas, no entanto, não parte somente da direção ou coordenação dos colégios. Ele tem, na maior parte das vezes, a anuência de toda a comunidade escolar, especialmente dos pais e mães.

Maria Claudia Minozzo Poletto, diretora do Rainha da Paz (onde a mensalidade vai de 2.500 a 3.200 reais), conta que, em 2014, quando o colégio, que também fica na zona oeste, instituiu uma política de concessão de bolsas, teve que enfrentar a resistência e até a desistência de muitas famílias. “Muitos disseram que não concordavam em pagar o que pagavam de mensalidade para que seus filhos estudassem junto com crianças da comunidade”, conta.

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