Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Por Beth Gaspar em 22 de agosto de 2022

22/08 - Os porquês da deliberação de greve no Ensino Superior,  o apoio da Confederação, alunos mais violentos depois da pandemia, e mais: 5 dados sobre temas-chave para o futuro

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Ensino Superior:  Celso Napolitano explica a decisão, ponto por ponto, em entrevista a Rafael Garcia, da Rádio Brasil Atual, com transmissão pela TVT. Para ver, clique aqui: https://youtu.be/KlUUHtzHeew

 

 

 

Ensino Superior privado marca greve
Notícia importante para a comunidade da Educação. Entidades do ensino superior privado marcam greve para dia 5 de setembro. Patrões retardam negociações, irritam professorado e jogam gasolina na greve. Data-base, março.

A Agência Sindical entrevistou Celso Napolitano, presidente da Fepesp, Federação dos Professores do Estado de São Paulo, que representa 25 Sindicatos:

Mudanças no Ensino superior - “A situação piorou muito. A pandemia impôs fortes mudanças no mercado e nas relações de trabalho. O fato é que houve muitas demissões e hoje o professor trabalha mais e ganha menos”.

Reposição salarial - “Nossa reivindicação é de que, ao menos, se reponha a inflação acumulada na data-base que ficou em 10,57%. Mas a primeira proposta patronal foi de apenas 3%. Na verdade, a bancada patronal finge que negocia, não avança, e quando faz alguma proposta fica muito abaixo do INPC – e ainda para pagar em setembro”.

Paciência – “O professor está muito pressionado pelas más condições de trabalho. Dá aulas remotas e tem que arcar com o custo disso. As instituições mandaram muita gente embora e juntaram salas. Dar aula pra 300 alunos virou rotina”.

Demissões – “Em meio à pandemia, em junho de 2020, a UNINOVE demitiu 50% do corpo docente. Professor que restou, e dava 30 horas/aula, hoje está dando 18 aulas. A perda salarial é de 40%”.

Prazo – “Da assembleia de decretação, dia 17, até o começo da greve, há um prazo de 20 dias. Esperamos que os patrões façam proposta aceitável. Senão, haverá greve e ida ao Tribunal”.

Intransigência – “É da parte deles. Já propusemos até arbitragem ou mediação, mas eles não querem ficar diante de um mediador ou participar de procedimento pré-processual na Justiça do Trabalho”. Agência Sindical, 19/08  https://bit.ly/3PIjx4V

 

Se não negociar, o ensino superior vai parar! – Professores/as e técnicos/as administrativos/as que trabalham em instituições de ensino superior em São Paulo decidiram, em assembleias realizadas simultaneamente em todo o estado, entrar em greve a partir de 5 de setembro se as instituições de ensino não apresentarem proposta de recuperação de defasagem salarial e condições de trabalho adequadas diante da expansão do ensino remoto. Contee, 22/08  https://bit.ly/3QZWYtr

 

TRABALHO

Para 65,8% dos professores, alunos estão mais violentos após pandemia –  Seis em cada dez professores do país avaliam que os alunos estão mais violentos desde que retornaram às aulas presenciais, após terem ficado dois anos em atividades remotas por causa da pandemia. Para 97,9% dos educadores, o aumento da agressividade atrapalha o aprendizado.O resultado é de uma pesquisa feita pela Nova Escola, organização social que atua para apoiar professores da educação básica. Dos entrevistados, 65,8% responderam que os alunos estão mais violentos neste ano, sendo que 22,9% disseram que os casos de violência acontecem mais de uma vez por semana na escola em que atuam. Folha de S. Paulo, 21/08  https://bit.ly/3wm6IGt

 

Adoção do estudo em tempo integral melhora resultados no ensino médio - Os primeiros dados sobre os efeitos atribuídos ao tempo integral surgiram em Pernambuco. O Estado apostou no sistema no início dos anos 2000. Pernambuco amargava em 2007 um dos piores desempenhos no ensino médio público do país. Estava na 21ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), segundo o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Valor Econômico, 22/08  http://glo.bo/3KfstOe

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Janguiê Diniz, da Ser Educacional, cria Sociedade de Crédito Direto - O empresário José Janguiê Bezerra Diniz, dono do grupo de ensino Ser Educacional, obteve autorização do Banco Central para criar uma Sociedade de Crédito Direto. Batizada de Ser Finance, ela tem capital social de R$ 3 milhões. No fim do ano passado, a Ser Educacional anunciou a criação de um banco digital, batizado de b.Uni. A ideia é atender, inicialmente, sua base formada por cerca de 325 mil alunos e 13 mil funcionários. Valor Econômico, 19/08  http://glo.bo/3AG751r


Ricardo Nunes propõe pagar mensalidade de alunos para manter Liceu Coração de Jesus - Para evitar o fim das atividades escolares no Liceu Coração de Jesus, na região central de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes propôs que a prefeitura custeie as mensalidades de mais 200 alunos no colégio. A proposta foi apresentada à direção da escola na tarde desta sexta-feira (19). A parceria proposta pelo prefeito seria nos moldes do que ocorre hoje com as creches credenciadas da cidade. O modelo é inédito, já que não há nenhum convênio desse tipo para o ensino fundamental. Folha de S. Paulo, 19/08  https://bit.ly/3pyytYG


A cracolândia e a escola - O colégio paulistano Liceu Coração de Jesus anunciou o encerramento das atividades de ensino por problemas financeiros e queda nas matrículas. A penúria decorre dessa queda, e a queda, da insalubridade e insegurança que envolvem a escola: ela está a poucos quarteirões da Cracolândia. Por décadas os prefeitos se sucedem, instituições fogem da região, edifícios apodrecem – só não muda a Cracolândia. Estadão, 21/08  https://bit.ly/3dNXvk0

 

Do desmate ao ensino: 5 dados sobre temas-chave para o futuro
Nexo, 20/08
https://bit.ly/3T83eBu

‘Ponto Futuro’, nova editoria do jornal Nexo, quer pensar futuros possíveis a partir de cinco temas que são chave para transformar o Brasil e o mundo nos próximos anos: Amazônia, ciência, clima, gestão pública e infância.

São áreas que passaram por transformações profundas nos últimos anos, de crises decorrentes da pandemia de covid-19 e desmontes governamentais, e demandam um esforço de reconstrução coletivo daqui para a frente. A Ponto Futuro quer contribuir com esse debate.

Abaixo, o Nexo traz cinco dados essenciais para entender os temas que serão foco da Ponto Futuro – do histórico de desmatamento na Amazônia às urgências educacionais que afetam a infância no país.

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