Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 17 de julho de 2024

Por Beth Gaspar em 21 de julho de 2020

21/07 - especial volta às aulas – o recurso da Federação, a pesquisa que mostra receio de professores, o descontrole do vírus, e mais.

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Assista agora, aqui:  
https://bit.ly/30BP010

Celso Napolitano anuncia, nesta entrevista live da Agência Sindical, requerimento ao Ministério Público do Trabalho para a convocação do patronal da Educação Básica (Sieeesp) e do Ensino Superior (Semesp) para ouvir os profissionais da educação  - professores e auxiliares – na elaboração de protocolos de saúde e de acolhimento em qualquer planejamento de volta às aulas com segurança.

 

 

 

Volta às aulas: Fepesp aciona Ministério Público do Trabalho

Fepesp; 21/07
https://bit.ly/39nGp6k

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo entrou com recurso no Ministério Público do Trabalho, em São Paulo, pedido de intermediação para a convocação das representações patronais na Educação Básica e no Ensino Superior (Sieeesp e Semesp, respectivamente) com o objetivo de se elaborar um protocolo de retorno às aulas presenciais, respeitando às condições de trabalho da categoria profissional dos Professores e dos Auxiliares de Administração Escolar.

O requerimento ao MPT foi consequência da insistência dos representantes de donos de escolas, especialmente na Educação Básica, em forçar o retorno às aulas em curto prazo, sem o respeito a condições sanitárias e de segurança, conforme definido por autoridades da área da Saúde.

No caso da Educação Superior, não há consistência em iniciativas específicas nas instituições de ensino.

No Estado de São Paulo, o governo estadual estabeleceu 8 de setembro como data tentativa de retorno, sob a condição de queda de níveis de contaminação pelo novo coronavírus em todo o Estado, mas sem ouvir qualquer representação de educadores na formulação do plano.

Falta de amparo legalEste recurso da Fepesp ao MPT torna-se ainda mais importante diante da falta de amparo legal a questões como regras para o trabalho remoto, cumprimento de jornada d trabalho durante o período de suspensão e aulas, fornecimento d equipamento e treinamento de educadores trabalhando em casa e adiantamento d férias, por exemplo, que estavam previstas na medida provisória 927, que caducou semana passada no Senado Federal.

O recurso ao Ministério Público do Trabalho havia sido anunciado por Celso Napolitano, presidente da Fepesp, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo em 29 de junho (veja aqui https://bit.ly/38g4BqC), após o anúncio do plano de retorno pelo governo do Estado. “O plano de volta às aulas não tem professor”, disse então.

 Veja aqui a íntegra do recurso da Fepesp ao MPT:
https://bit.ly/2ZL2FDO

 “As educadoras, os educadores, os profissionais de educação, não foram devidamente consultados quando se decretou a suspensão de aulas e, agora, não estão sendo levados em consideração quando se fala em relaxar a quarentena”, disse Napolitano. “Os educadores são os elementos principais desta relação e nesse acolhimento no retorno às aulas. Nós, profissionais da educação, também temos que participar desse acolhimento. E temos também que ter nossa opinião levada em consideração e ser respeitada”.

 

 

Gráfico: Brasil lidera numero de mortes confirmadas, no mundo

 


Mesmo liberadas para reabrir, escolas de idiomas ainda mantêm aula online
Folha de S. Paulo; 21/07
https://bit.ly/2WIlcyF

Mesmo liberadas para reabrir em São Paulo, as grandes redes de idiomas avaliam que ainda é cedo para retomar os cursos presenciais. A Pearson, dona das marcas Wizard, Yazigi e Skill, vai formar grupos para ensino online no segundo semestre e o modelo deve seguir mesmo após a pandemia, segundo André Quintela, vice-presidente da empresa. A Wiser Educação não tem previsão de abertura das escolas nas principais capitais. A Cultura Inglesa também vai manter aulas pela internet.



Como está lá fora: Professores processam governador da Flórida contra ordem de reabertura de escolas
Folha de S. Paulo; 21/07
https://bit.ly/3fNlR9L

O sindicato de professores da Flórida entrou nesta segunda (20) com uma ação judicial contra o governador do estado para impedir a reabertura de escolas em meio ao aumento de casos de coronavírus.

Desde o início da pandemia, a Flórida já registrou mais de 360 mil infecções e mais de 5.000 mortes por Covid-19 —e chegou a ter 15 mil novas infecções em 24 horas.

Ainda assim, a administração estadual, liderada pelo republicano Ron DeSantis, ordenou no início do mês que as escolas retomem as aulas presenciais, cinco vezes por semana, a partir de agosto.

 

Descontrole da covid-19 faz professores sentirem medo de retornar às salas de aula
Rede Brasil Atual; 20/07
https://bit.ly/2OJ3VRF

Estudo da UFMG, que ouviu 15.654 profissionais mostra que 69% estão inseguros com o retorno para as salas em meio ao descontrole da pandemia de covid-19

O estudo, intitulado Trabalho Docente em Tempos de Pandemia, recebeu relatos de 15.654 professores das redes municipais, estaduais e federal. A coordenação foi da professora Dalila Andrade Oliveira, do Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente (Gestrado), em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Entre os profissionais que responderam à pesquisa aberta pela internet em todo o país, 78% são mulheres. Do total de professores, 82% estão atualmente trabalhando em suas casas, o chamado home office. Este modelo de trabalho, sem um preparo adequado, também foi alvo de queixas da categoria, que teme, especialmente, a perda de direitos.

Os dados - O principal medo dos trabalhadores, relatado pelo estudo, é o de voltar para as salas de aula, como programam diversos governadores e prefeitos, mesmo com a pandemia fazendo mais de mil mortos por dia há mais de um mês. No total, 69% dos professores disseram estar inseguros para este retorno.

A angústia em relação ao futuro de forma geral está presente em 50% dos profissionais; o temor pela perda de direitos, por sua vez, foi citado por 44% dos entrevistados.

A ampla maioria dos profissionais (89%) entrou na quarentena e passou a trabalhar em casa sem possuir qualquer experiência de ensino à distância, revela o estudo. A falta de preparo dos gestores da educação também é marcante: 41,8% dos entrevistados alegaram não ter recebido qualquer treinamento para o trabalho remoto; 21% teve contato com tutoriais on-line para utilização de ferramentas; 5,1% tiveram treinamento nas escolas; 25,4% receberam treinamento das secretarias estaduais; e 6,8% obtiveram formação na área através de outras instituições..

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