Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Por Beth Gaspar em 20 de outubro de 2020

20/10 - a advertência do sanitarista sobre a saúde do educador na pandemia, ameaça ao ProUni e mais, para sua aula: a descoberta de geoglifo no deserto do Peru.

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Saúde de professoras e professores em tempo de pandemia - melhores momentos da live, aqui:  https://bit.ly/2IP2SzZ
  

 

Saúde do Educador: quando será seguro voltar à escola?
Fepesp; 20/10
https://youtu.be/H16BEpko75U

Em live na tarde desta segunda, feira, 19/10, o professor Gonzalo Vecina, sanitarista da Faculdade de Saúde Pública da USP, afirmou que o plano de retomada de aulas em São Paulo pelo governo do Estado “tem muito mais preocupações econômicas do que sanitárias”. O debate em formato de live foi organizado por uma série de instituições ligadas ao trabalho, como o Ministério Público do Trabalho, o Centro Estadual de Saúde do Trabalhador, além do Sinpro ABC, Apeoesp e outras instituições.

O professor Vecina lembra que os primeiro lote de vacinas deverá estar disponível no final deste ano ou início de 2021 através de contrato com o governo do Estado de São Paulo, E, então, deverá haver uma decisão pode parte dos governos estadual e federal, quando São Paulo receber sua encomenda:  “As vacinas serão destinadas a paulistanos, paulistas ou brasileiros?”

Segundo o especialista, o primeiro grupo a receber a vacina deverá ser o dos trabalhadores em Saúde, seguidos por profissionais de Educação, população com comorbidades e finalmente os demais jovens e adultos. ‘Não há como garantir o retorno” às aulas, disse o professor Vecina, que alertou contra o retorno de pessoal em grupos de risco, bem como crianças, jovens e profissionais em contato com pessoas em grupos de risco.

‘Havendo retomada, deveremos acompanhar muito de perto e saber como retroceder” havendo casos de covid ou de número de óbitos em decorrência da volta aulas, afirmou o professor Vecina no debate.

 


O que esperar na saúde brasileira no futuro próximo?
Estadão; 20/10
https://bit.ly/3kh6k42

Por Gonzalo Vecina, fundador e ex-presidente da Anvisa, professor da Eaesp/FGV e Faculdade de Saúde Pública da USP: “Em todo o Brasil, nós sociedade, temos que fazer o que nos cabe - vigiar nossos representantes eleitos. Assim o prioritário é acompanhar a luta pela manutenção das condições de financiamento do SUS nas três esferas de poder. Mas não só. Temos que caminhar na reforma administrativa para conseguir aumentar a eficiência da gestão publica e conseguir construir propostas que consigam resolver melhor do que hoje os desastres que são a regulação de acesso em todo o território nacional, bem como o arranjo assistencial na atenção primaria e a confusão sobre a questão da assistência medica de urgência, o funcionamento das UPAS e o necessário atendimento à demanda assistencial por parte da população.

Os novos governos municipais têm que ser indagados de como irão propor a retomada da importância da estratégia da saúde da família levando a cobertura do programa a cerca de 80% da população. E temos que retomar as ações prioritárias dos municípios em relação às coberturas vacinais.

Mas sobretudo temos que cobrar dos novos prefeitos que busquem os governadores para conseguir repactuar o modelo de regulação de acesso - a organização do que foi chamado durante a epidemia de FILA ÚNICA. A solução não é simples, mas tem que ser enfrentada. Na mesma linha está a melhoria da condição de uso da tecnologia da informação na atenção primária e também no controle das parcerias com o setor privado para garantir suas entregas contratadas”.

 


Rio de Janeiro: Aulas para alunos do 3º ano voltam devagar e com muitas dúvidas
Estadão; 19/10
https://bit.ly/3dI1nPc

O primeiro dia de retorno às aulas presenciais na rede pública fluminense desde o início da pandemia de covid-19 foi tímido e marcado por incertezas. Autorizada apenas para alunos do 3º ano do Ensino Médio ou que estejam no último ciclo da Educação para Jovens e Adultos (EJA), a volta levou apenas parte dos alunos às escolas. A reabertura atraiu sobretudo interessados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para janeiro. No início da noite, o governo anunciou uma redução no número de escolas reabertas.

Brasília: Alunos do ensino fundamental II voltam às escolas privadas nesta semana, expectativa é de salas vazias
Metropoles; 19/10
https://bit.ly/3dG0fvJ

Conforme avalia o diretor jurídico do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), Rodrigo de Paula, poucos alunos devem voltar às aulas presenciais a partir de agora. “Já tivemos baixo movimento neste primeiro momento. Achamos que esse índice pode ser ainda menor nos outros seguimentos (ensino fundamental II e ensino médio), porque é onde a educação remota tem funcionado bem”, avaliou.

“Até agora, tivemos 10 casos de professores que nos procuraram dizendo que foram contaminados. Fizemos a notificação e solicitamos o afastamento, assim como a testagem de funcionários que tiveram contato com eles. Mas, no geral, os protocolos estão sendo seguidos”, disse.

 

Bolsonaro quer direcionar recursos da educação para obras
Veja; 19/10
https://bit.ly/3jjGISJ

Um projeto do governo pretende remanejar R$ 1,1 bilhão da Educação para agraciar os ministérios da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional (na foto, Bolsonaro e Rogerio Marinho).

A faca envolve 707 milhões de reais em projetos de apoio ao desenvolvimento da educação básica. Outros 71 milhões de reais seriam cortados de projetos de reestruturação e modernização de instituições federais de ensino, como as universidades.

A concessão de bolsas para a educação básica também sofreria, se aprovado o remanejamento, ceifada em mais de 23 milhões de reais. Segundo o documento, o Ministério da Educação informou que “revisou o planejamento de execução nas políticas públicas educacionais, mediante remanejamentos orçamentários internos, restando preservada parcela de execução de parte dos programas do Ministério”. “Foram adotadas medidas visando à mitigação dos efeitos das programações bloqueadas para cancelamento, com o intuito de assegurar os compromissos firmados no âmbito de políticas prioritárias”, completa. O projeto também prevê o corte de quase 600 milhões de reais destinados ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

 


Investimento público na educação ajudou a distribuir renda no Brasil, afirma levantamento
G1; 19/10
https://glo.bo/3dFxPC2

Um estudo que analisou investimentos públicos na educação brasileira entre 2001 e 2015 indica que os recursos aplicados na área contribuíram para distribuir renda no país e diminuir desigualdade social. Em valores não corrigidos pela inflação atual, o investimento por estudante na educação básica passou de R$ 899 em 2000 para R$ 7.273 em 2015, enquanto o da educação superior foi de R$ 8.849 para R$ 23.215.

Os pesquisadores examinaram os impactos desses investimentos públicos na área ao analisar medidores de desigualdade do período, como o índice de Gini. O estudo diz que os aportes destinados à melhoria da educação brasileira são um dos fatores (que incluem também programas sociais) para redução da desigualdade, problema apontado como característico da sociedade brasileira.

O levantamento foi produzido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará e o Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense em parceria com a ONG Oxfam Brasil e a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação.

Apesar de a pesquisa ir até o ano de 2015, os autores expressam preocupação sobre a diminuição de recursos para a área educacional.

Usando dados do sistema de informações sobre orçamento público federal, eles apontam queda de 8,8% nos recursos destinados ao Ministério da Educação nos últimos cinco anos. A conclusão é de que o enxugamento de recursos se refletirá em aumento da desigualdade de renda.


Opinião: ‘A CBS e seus impactos negativos sobre o Prouni’
Valor Econômico; 19/10
https://glo.bo/35jhQ8G

Por Luiz Bichara e Elizabeth Guedes: “Ao acabar com o Prouni, o projeto do governo provoca efeitos nefastos a longo prazo sobre a economia.

Ao acabar com o Prouni, o projeto do governo não apenas cerceia o acesso ao ensino superior das camadas menos favorecidas da população, como provoca efeitos nefastos a longo prazo sobre a economia. Esse tipo de benefício fiscal, que é acompanhado de uma política pública educacional, estimula a equiparação de oportunidades entre as diversas camadas menos favorecidas da população, como provoca efeitos nefastos a longo prazo sobre a economia. Esse tipo de benefício fiscal, que é acompanhado de uma política pública educacional, estimula a equiparação de oportunidades entre as diversas camadas da sociedade e promove a qualificação de mão de obra, tão necessária no momento em que os projetos de reforma tributária buscam atrair capital estrangeiro e estimular a industrialização nacional.

Desse modo, qualquer medida que deponha contra a continuidade deste programa seria um triste e lamentável retrocesso. Estaremos nos movendo rapidamente em direção ao passado”.

 

Direitos: Com hora extra e terceirização à frente, cresce número de processos trabalhistas
Rede Brasil Atual; 19/10
https://bit.ly/31priq8

O Tribunal Superior do Trabalho recebeu 313.837 processos de janeiro a setembro, 19,3% a mais do que em igual período de 2019. As ações julgadas somaram 251.845, crescimento de 8%. Os dados são da edição mais recente do Relatório de Movimentação Processual, divulgado pelo TST.

Do total recebido, 276.687 são casos novos. Há ainda 36.590 recursos internos e 560 retornos para nova decisão. Dos julgados, a maioria (152.571) foi em decisões monocráticas (individuais). Os demais 98.914, em sessões.

Em relação à origem dos casos novos, a maior parcela vem do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, que abrange a Grande São Paulo e a Baixada Santista: 45.678. Logo depois, está o TRT da 15ª Região, no interior paulista, com 44.582.

 

Segunda onda da covid-19 no Brasil é ‘risco iminente’, alerta Nicolelis
Rede Brasil Atual; 19/10
https://bit.ly/35fMqA7

O médico e neurocientista Miguel Nicolelis emitiu ontem (18) um alerta para o risco iminente de retomada da curva de contágio pelo novo coronavírus. “O Brasil precisa se preparar já para a segunda onda da covid-19“, disse. Nicolelis é um dos principais nomes da pesquisa científica do país e atualmente é coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, criado para combater a pandemia na região.

“É preciso se organizar em nível nacional: formar, treinar e equipar brigadas de emergência de saúde em todo o país, aumentar a testagem, estocar medicamentos, equipamentos de proteção e aumentar a adesão ao aplicativo Monitora Covid-19”, alerta o cientista.

Nicolelis observa que o aumento de casos da doença que vem ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos pode também chegar ao Brasil, onde a média de casos tem baixado nas últimas semanas. O país registra oficialmente 154.176 mortos e 5.250.727 casos de covid-19, de acordo com balanço de hoje do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass.

 

História antiga: Geoglifo de gato de 2 mil anos é encontrado em Nazca, no Peru
Revista Galileu; 19/10
https://glo.bo/357unMA

Um novo geoglifo foi encontrado por arqueólogos no deserto de Nazca, ao sul do Peru. A descoberta do desenho em forma de gato, anunciada na quinta-feira (15) pelo Ministério da Cultura peruano, entra para uma longa lista de figuras do tipo: as Linhas de Nazca, que em 1994 foram designadas Patrimônio Mundial pela Unesco.

Elas foram criadas entre 100 a.C. e 300 d.C. pela população que vivia na região. Sua função, entretanto, é até hoje um mistério — os especialistas sugerem que eram utilizadas para fins ritualísticos e para situar viajantes em relação a onde estavam.

"As linhas e geoglifos constituem uma paisagem cultural de profundo significado e simbolismo, pois expressam o mundo mágico e religioso das sociedades pré-hispânicas Paracas e Nasca, que por mais de 1.500 anos os desenharam nas areias e montanhas do deserto", afirma o governo peruano, em declaração à imprensa. "Hoje, elas são um testemunho do gênio criativo dos antigos colonos americanos e dos conceitos e formas únicas de expressão religiosa que desenvolveram ao longo de sua história."

A nova figura foi encontrada na lateral de uma colina e, segundo os pesquisadores, mal era visível: devido à sua localização e aos efeitos da erosão natural, o desenho estava desaparecendo. O geoglifo tem 37 metros de comprimento e, de acordo com suas características estilísticas, é anterior às famosas figuras do Pampa Nazca, datando de 100 a.C. a 200 a.C.

Em 1994, quando as Linhas de Nazca foram classificadas como Patrimônio Mundial da Unesco, apenas 30 desenhos do tipo haviam sido encontrados. Com o passar dos anos, pesquisas revelaram mais 40 geoglifos até 2015 e, no fim de 2019, mais 143 figuras foram encontradas. "Com essa descoberta [do gato], mais uma vez, revela-se o rico e variado legado cultural que guarda a zona, que também se insere na área inscrita na Lista do Património Mundial da Unesco", disseram os porta-vozes do Ministério.

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