Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

20 de setembro de 2021

20/09 – “Excesso’ de professores diz presidente, Paulo Freire não era comunista diz seu biógrafo, 300 angicanos alfabetizados em 40 horas, e mais: as palavras que nos chegaram com os africanos escravizados 

  Bolsonaro diz a apoiadores que excesso de professores atrapalha UOL; 16/09 https://bit.ly/3zqmMpp O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira […]

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Bolsonaro diz a apoiadores que excesso de professores atrapalha
UOL; 16/09
https://bit.ly/3zqmMpp

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (16) que “o excesso de professores atrapalha”. Segundo ele, o Estado foi inchado após um concurso feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a contratação de 100 mil docentes. “Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha”, disse o presidente a apoiadores ao retornar ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Na conversa sobre educação pública, Bolsonaro afirmou que não existem mais “livros que os pais não gostariam que os filhos tomassem conhecimento na escola e não é pouca coisa, não”.


CENTENÁRIO PAULO FREIRE

Aos 100, Paulo Freire segue reconhecido no exterior e sai da mira bolsonarista
Folha de S. Paulo; 19/09
https://bit.ly/3EJYY3U

Ataques contra o educador diminuíram na pandemia, enquanto seu prestígio se manteve intacto.

No intervalo de 48 horas entre o dia 7 de setembro, quando o presidente Jair Bolsonaro proferiu ameaças em um ato golpista, e o dia 9, quando recuou em uma carta, um único livro do educador Paulo Freire foi citado em 23 livros e artigos acadêmicos ao redor do mundo.

O número de obras que a tiveram a edição em inglês de “Pedagogia do Oprimido” como referência, redigidas por autores do Cazaquistão aos EUA, dá uma medida da relevância de Freire a despeito da série de ataques nos últimos anos. Celebrado em seu centenário em eventos, exposições, podcasts e debates no Brasil e no exterior, o educador foi alvo preferencial do presidente e de seu entorno principalmente na eleição de 2018 e no primeiro ano de mandato.

Os ataques arrefeceram junto com a pandemia e os abalos na popularidade de mandatário. Citado 36 vezes em tuítes do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, Freire não foi objeto de nenhuma postagem do atual titular da pasta, Milton Ribeiro.

 

Paulo Freire não era comunista, era crítico, diz biógrafo
Estadão; 19/09
https://bit.ly/3CsJxLl

O pesquisador Sérgio Haddad, biógrafo de Paulo Freire, acredita que os ataques que surgiram no governo de Jair Bolsonaro ajudaram a impulsionar a busca por conhecimento sobre o educador.

Tem muita desinformação na crítica, por exemplo, ele nunca foi comunista. Era, sim, uma pessoa de esquerda, estava do lado dos mais pobres, mas não se alinhava a nenhum governo autoritário, foi crítico com os comunistas. Mas há aqueles que não querem saber, criticam porque foi secretário do PT.

 

Por outro lado: “Educação de péssima qualidade”, diz Eduardo Bolsonaro sobre legado de Paulo Freire
Correio Braziliense; 19/09
https://bit.ly/3tSVKGh

Um dia antes do centenário do patrono da Educação, o filho do presidente Jair Bolsonaro reclama de decisão judicial que proíbe o governo federal de criticar Freire.

“Educação do país de péssima qualidade e não se pode nem criticar o patrono desta bagunça? Isso não é justiça, é militância doentia”, diz. “Nunca foi tão difícil fazer o certo e consertar o Brasil. Mas nós somos chatos e estamos certos, então vamos adiante”, declara.

 

Paulo Freire é o homenageado no
10° Congresso Fepesp, dias 1 e 2 de Outubro.
Saiba mais aqui:
https://bit.ly/3j9RWwl   


Paulo Freire é estudado nas 20 melhores universidades do planeta
Medium.com; 15/09
https://bit.ly/3hL8vh6Não acreditem em mim: confiram os links com os próprios olhos. A lista respeita a ordem do ranking das melhores universidades do mundo do World University Ranking. Em algumas universidades há centenas de referências. Em outras, há algumas dezenas. Mantive todas, incluindo as universidades mais voltadas à engenharia e tecnologia. Preste particular atenção nas universidades que são referência mundial em Educação e Humanidades.

 

Dez coisas que você precisa saber sobre Paulo Freire para ficar bem informado
O Globo; 19/09
https://glo.bo/3hOmTVX

1 – Paulo Freire é o patrono da educação brasileira por reconhecimento ao mérito de seu trabalho que garantiu a alfabetização de milhares de pessoas no Brasil e no mundo

2 – Nascido em Recife, Pernambuco, em 1921, ele era de uma família de classe média, filho de um policial militar e de uma dona de casa. Aprendeu a ler e escrever com os pais, e esta experiência ele levou para seus estudos sobre educação, que consistiam em alfabetizar explorando a realidade do alunos e suas experiências individuais. Além de agricultores, como diretor do Departamento de Educação e Cultura da Indústria, nos anos 1940, Freire alfabetizou jovens e adultos carentes que trabalhavam no setor.

3 – Em um livro sobre a experiência educacional em Angicos, no Rio Grande do Norte, Carlos Lyra conta a saga que resultou na alfabetização de trabalhadores locais, já sob o método de Pauo Freire, no início dos anos 1960. Em “As quarenta horas de Angicos: uma experiência pioneira de educação”, ele relata como cerca de 300 angicanos foram alfabetizados em 40 horas. Um feito junto a agricultores que aprenderam a partir de suas experiências na lavoura a conhecer as palavras, a ler e a escrever.

4 – As ideias de Paulo Freire inspiraram um Plano Nacional de Educação, na gestão de João Goulart. Mas com a mudança no cenário político e o advento da ditadura militar, o grande projeto do educador foi deixado para trás e ele foi preso. Certa vez, em conversa com uma agricultora que tinha alfabetizado no Rio Grande do Norte, anos depois, Freire foi questionado por que ele havia sido preso. Em seu livro sobre a experiência em Angicos, Carlos Lyra conta que ele respondeu: “Porque vocês aprenderam demais”.

5 – Paulo Freire, apesar da perseguiçao que sofreu, se consagrou como uma grande referência internacional. Exilado no Chile, e depois professor em universidades dos EUA, como Harvard, e também da Suíça, ele ganhou mais de 40 títulos honoris causa por sua contribuição para a educação.

6 – Em sua produção literária, o educador escreveu uma série de livros, a grande maioria deles sobre o que passou a ser chamado de pedagogia crítica. O mais conhecido, “Pedagogia do Oprimido”, foi festajado por intelectuais. É um dos livros mais citados em trabalhos acadêmicos da área de ciências sociais do mundo.

7 – Paulo Freire, em sua trajetória, ganhou uma das mais altas honrarias que um educador pode receber, o prêmio Educador para a Paz, da Unesco.

8 – Além de lutar pelo direito de o aluno ser ouvido e que a alfabetização contemplasse a realidade dos estudantes, Paulo Freire foi um grande defensor de planos de qualificação e melhoria salarial dos professores brasileiros. Em um de seus livros, ele faz questão de registrar sua devoção ao trabalho de educar. Em “Professora sim; tia, não”, ele questiona a relação paternalista entre aluno e professor. Ele defendia que a relação entre professor e aluno fosse de diálogo e bilateralidade e não unilateral de transmissão de saberes.

9 – Depois da difusão das ideias do método inovador de Paulo Freire, o Brasil derrubou taxas altíssimas de analfabetismo em poucas décadas: caíram de 40% nos anos 1960 para 6,6% em 2020. O atual Plano Nacional de Educação de Jovens e Adultos (Eja) tem em seus pilares parte das teses defendidas por Freire.

10 – Paulo Freire foi escolhido para nomear 102 centros de pesquisa e mais de 400 escolas Brasil afora, além de nove unidades de ensino em outros países.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Entenda o novo ensino médio, que traz flexibilidade, mas esbarra em falta de vagas
Folha de S. Paulo; 19/09
https://bit.ly/3ExlQDr

Após um ano e meio de pandemia, estudantes e escolas do país todo se preparam para as mudanças do novo ensino médio —ou ao menos deveriam estar fazendo isso.

Aprovada em 2017, a lei que reformou essa etapa de educação previu um prazo de cinco anos para as redes se adequarem ao aumento de carga horária.

O número de horas anuais obrigatórias passa de 800 para ao menos 1.000, ou de quatro para cinco horas diárias.

Essa, porém, não é a principal mudança. A principal inovação da reforma é permitir que o aluno escolha parte das matérias que irá cursar.

 

Falta de emprego e salário baixo levam recém-formados que usaram Fies à inadimplência
Folha de S. Paulo; 19/09
https://bit.ly/3hOP5b6

Segundo o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), gestor do Fies, de janeiro a julho deste ano 1,085 milhão de recém-formados estavam com parcelas atrasadas há mais de 90 dias.

Depois da graduação, o beneficiário do financiamento tem 18 meses de carência até a amortização do contrato começar. Nesse intervalo de um ano e meio, ele paga R$ 50 mensais (ou R$ 150 a cada trimestre) referente aos juros.

O número de inadimplentes representa metade dos 2,1 milhões de financiamentos em fase de pagamento, e poderia ser ainda maior não fosse uma pausa nas cobranças.


Sonhar ser doutor é bom, mas Brasil não dá oportunidade, diz Milton Ribeiro
UOL; 18/09
https://bit.ly/3hOQqi8

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a defender nesta quinta-feira (16) o ensino técnico no Brasil justificando que “graduados não têm campo de trabalho”. O chefe da pasta prestou explicações pela manhã à Comissão de Educação, no Senado, após dizer que a universidade “deveria ser para poucos” e que alunos com deficiência “atrapalham” o aprendizado dos demais. Ele explicou que não quis dizer que “o filho do porteiro não pode ter acesso à universidade”, mas que o país deveria avançar no curso técnico e profissional.

 

CORONAVÍRUS

Documentário da Globo Rural mostra situação da educação no campo durante a pandemia
Globo Rural; 16/09
https://glo.bo/3CqdVGj

Documentário de curta-metragem da Revista Globo Rural mostra os desafios da educação no campo durante a pandemia. Recente pesquisa do DataFolha aponta que 51% dos alunos de rede pública na zona rural pensam em desistir da escola. Para dar vida a este número, nossa reportagem foi até Quixadá, no sertão do Ceará, ouvir jovens, mães e docentes.

Escândalo da Prevent Senior pode prorrogar funcionamento da CPI da Covid
Rede Brasil Atual; 19/09
https://bit.ly/3tSpmn0

O diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, deverá comparecer à CPI da Covid na próxima quarta-feira (22). A operadora de saúde é pivô de mais um escândalo envolvendo temas relacionados à pandemia de covid-19 no Brasil. A empresa teria ocultado nove mortes de pacientes que participaram de um “estudo” para testar a eficácia da hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento da doença. Batista Júnior não compareceu à data prevista alegando que não havia sido comunicado em tempo hábil.

Um grupo de 15 médicos que teriam trabalhado na operadora enviaram um dossiê à comissão. Segundo o documento, a Prevent teria sido um “laboratório” usado pelo gabinete paralelo – ligado a Jair Bolsonaro – para comprovar que o tratamento precoce com o chamado “kit covid” era eficiente contra a covid-19.

 

 

 

Palavras de origem africana para trabalhar com os alunos
EnsinarHistoria.com; 17/09
https://bit.ly/2XyQtHO

Muitas palavras e expressões que utilizamos no dia a dia tem origem nas línguas africanas. Assim, por exemplo, falar que está borocoxô, que foi engambelado, chamar alguém de babaca, dizer que ficou zonzo com a bagunça, fazer um cafuné e cochilar, mandar para as cucuias, chamar uma mulher de velha coroca – são alguns dos milhares de vocábulos de origem africana absorvidos pela língua portuguesa falada no Brasil.

Não é para menos, afinal durante trezentos anos, desde o século XVI até 1850 (quando foi proibida a entrada de africanos escravizados) milhões de africanos foram enviados para o Brasil. Vieram de diferentes regiões da África, em especial de dois grandes grupos: o guineano-sudanês (sudaneses da Costa da Guiné e da Costa da Mina) e o banto (Congo, Angola e Moçambique).

Esses povos falavam muitas línguas (a África tem 2.092 línguas, segundo Bonvini), principalmente o quimbundo e o iorubá. A apropriação de vocábulos dessas línguas pelo português falado pelos colonizadores não foi, contudo, um processo simples nem linear, e sequer começou no Brasil pois já vinha ocorrendo no território africano.

Pergunte aos alunos se eles conhecem palavras de origem africana. É possível que os alunos lembrem de palavras referentes aos cultos e à culinária afro-brasileira. Anote na lousa as palavras ditas por eles para posterior verificação. Em seguida, avise que você fará algumas perguntas para eles responderem usando “palavras de origem africana”. São 10 perguntas simples, de respostas rápidas. O objetivo é levar os alunos a identificarem em seu vocabulário cotidiano a presença de palavras de origem africana. Anote as respostas dadas pelos alunos na lousa.

1.Tipo de mercearia onde se vende frutas, legumes, verduras, ovos etc. R: quitanda.
2. Palavra para chamar garoto, menino. R: moleque.
3. Aglomeração de jovens em bares, praças para diversão e agito. R: muvuca.
4. Objeto onde se coloca o tabaco picado para fumar. R: cachimbo.
5. Jeito meigo da garota, com insinuação sedutora. R: dengo / denguice.
6. Carinho ou afago feito no couro cabeludo. R: cafuné
7. Recipiente grande, de metal, para armazenar entulho, restos de material de construção. R: caçamba.
8. Nome que se dá à pessoa desdentada. R: banguela
9. Instrumento musical usado na capoeira. R: berimbau
10.Dormir de leve, adormecer por pouco tempo. R: cochilar-

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