Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Por Beth Gaspar em 20 de junho de 2022

20/06 - Estado de greve no Ensino Superior, EaD ameaça qualidade de cursos privados, Governo de SP monitora redes sociais, e mais: as 5 principais propostas para a Colômbia do presidente eleito Gustavo Petro

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ENSINO SUPERIOR – O estado de greve significa que os trabalhadores estão avisando formalmente as instituições de ensino que é possível ocorrer uma greve a partir do mês de agosto. Os trabalhadores decidiram manter-se em assembleia permanente. Nova assembleia deverá ser convocada imediatamente após a volta às aulas.
Leia mais aqui: https://bit.ly/3Qpg9NL

 

 

Educação a distância ameaça qualidade de cursos privados
Folha de S. Paulo; 18/06
https://bit.ly/3y6Xf7w

Crescimento de cursos mal avaliados põe em risco a formação dos estudantes

Os resultados do Censo da Educação Superior de 2020, publicados pelo Ministério da Educação (MEC) no início deste ano, mostram um cenário preocupante para a qualidade da formação oferecida em cursos de graduação públicos e privados no país.

A primeira constatação é uma tendência contínua de crescimento da Educação a Distância (EaD) nas instituições privadas: se em 2007 o volume de estudantes na EaD era pouco mais de 7% do total, em 2020, saltou para 44%. Tendência que se intensificou ainda mais em relação aos ingressantes, que em 2017 eram 37% e passaram a 60,5% em 2020, como já mostrou estudo do SoU_Ciência.

Esse forte crescimento de matrículas em cursos EaD nas universidades privadas não se justifica apenas pela pandemia. É um fenômeno mais antigo, fruto de fusões e aquisições entre instituições privadas, que visam conquistar mais espaço no mercado do ensino superior, reduzir a concorrência e aumentar lucros.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Governo de SP monitora redes sociais para evitar violência nas escolas
UOL; 18/06
https://bit.ly/3QAhb9O

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo tem uma equipe responsável por fazer, todos os dias, uma "varredura" nas redes sociais. O monitoramento passa por publicações de jovens e adultos, estudantes ou não, vídeos virais e hashtags que possam incentivar ou resultar em possíveis atos de violência, ameaças e incidentes dentro do ambiente escolar.

O grupo faz parte do Gabinete Integrado de Segurança e Proteção Escolar, criado em 2019 pelo governo estadual —meses após o massacre em uma escola de Suzano. "Temos uma equipe que faz a varredura nas redes para identificar qualquer tipo de citação sobre a rede estadual ou a educação", diz Patrick Tranjan, subsecretário de Articulação .

 

MEC não se importa com cortes em sua própria pasta, denunciam especialistas
SBPC; 17/06
https://bit.ly/3bg4gcQ

Os sucessivos bloqueios e cortes orçamentários no Ministério da Educação (MEC) foram tema de audiência pública realizada na manhã da última quarta-feira (15/06) na Câmara dos Deputados. Entre as diversas denúncias oriundas de cientistas, representantes das entidades federais e membros do Poder Legislativo, uma das principais queixas é a não-mobilização do próprio ministério contra a sua redução orçamentária.

“Às vezes nos parece que o MEC se submete de maneira acrítica às pressões do Ministério da Economia. O que nós vimos, especialmente na gestão do ex-ministro Abraham Weintraub, foi uma certa docilidade diante dos cortes, das expectativas de diminuição de recursos para a educação, o que não foi visto em ministros anteriores que, diante da expectativa de cortes orçamentários, se plantavam às portas do gabinete presidencial e defendiam a pasta porque acreditavam nela. Parece que o MEC não tem agido em favor da sua própria pauta”, denunciou o deputado federal Professor Israel Batista (PSB-DF), autor do requerimento para abertura da audiência pública.

 

Na educação infantil, 55% das turmas não separam tempo para leitura de histórias para crianças
Plural; 16/06
https://bit.ly/3zLEoju

Em pouco mais da metade (55%) das turmas de educação infantil, não há um momento de leitura de livros de histórias para as crianças como rotina, e 90% delas não oferecem aos alunos o acesso livre aos livros. Os dados são de um estudo com 3.467 turmas em 1.807 unidades de educação infantil, públicas e conveniadas, de todo o Brasil.

O levantamento, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV) em parceria com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (Lepes) da Universidade de São Paulo (USP), incluiu pesquisa em campo em 12 cidades de todas as regiões do país, em 2021. Do total de turmas visitadas, 1.683 eram de creche e 1 784, de pré-escola.

 

Fake news em sala de aula
Sinpro Campinas; 19/06
https://bit.ly/3HFPWH6

Na próxima quarta-feira, 22, o Sinpro Campinas, em parceria com a Apropucc e o CES, transmite ao vivo a palestra "Como tratar o tema das fake news em sala de aula?", ministrada pela jornalista Luana Meneguelli Bonone, doutoranda em Comunicação e Cultura na UFRJ e integrante do Grupo Marxiano de Pesquisa em Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (ComMarx). Luana foi também diretora de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE) e presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG).

 

SAÚDE

 

Casos de Covid-19 aumentam 1.471% em escolas de Piracicaba: 'voltem a usar máscara', alerta infectologista da Unicamp
G1; 18/06
http://glo.bo/3n01D1J

Os casos de Covid-19 em escolas das redes pública e particular de ensino de Piracicaba (SP) passaram de sete notificações, em abril deste ano, para 110 registros na primeira semana de junho, segundo levantamento feito pelo g1 a partir dos dados disponíveis no Sistema de Informação e Monitoramento da Educação (Simed) e de informações solicitadas à prefeitura.

A médica infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raquel Silveira Bello Stucchi, aconselha o retorno do uso das máscaras de proteção contra Covid-19 em locais fechados, incluindo as escolas, ainda que a medida não seja obrigatória.

 

 

 

As 5 principais propostas para a Colômbia do presidente eleito Gustavo Petro
CNN; 19/06
https://bit.ly/3mZWmqO

Eleito à Presidência da Colômbia neste domingo (19), Gustavo Petro será o primeiro líder esquerdista no país historicamente conservador. O programa do Pacto Histórico encabeçado por Petro — que se define como um esquerdista “progressista” em um país altamente tradicional e de direita — levanta a necessidade de reformas profundas em áreas tão diversas como o modelo econômico e o funcionamento das Forças Armadas. Veja abaixo um resumo de suas principais propostas.

  1. Mudança no modelo econômico: promoção da produção agropecuária e reforma agrária - O programa de Petro e Márquez propõe uma mudança radical no modelo econômico que promove a produção agrícola.
  2. Compromisso com o cuidado do território e mudança na matriz energética - O programa detalha as medidas de proteção dos ecossistemas e dos recursos naturais, com uma menção ampliada à água, recurso que, segundo eles, deveria ser o eixo do ordenamento do território.
  3. Medidas para promover a igualdade para as mulheres - Propõem aumentar a participação política das mulheres para que ocupem “50% de todos os cargos públicos em todos os níveis e poderes” e que haja um Ministério da Igualdade encarregado de articular as políticas relacionadas ao gênero.
  4. Mudanças nas forças de segurança: desmantelamento da Esmad, fim do serviço militar obrigatório e mais - O programa de Petro e Márquez propõe avançar para a “desmilitarização da vida social”, afirmando a prevalência das autoridades civis sobre as militares.
  5. Reforma tributária: impostos sobre “as 4 mil maiores fortunas” - Para o Pacto Histórico, o atual sistema tributário tem “claro viés a favor dos excessivamente ricos”.

 

Conheça a vida de Gustavo Petro, eleito presidente da Colômbia, em fatos e números
CNN; 19/06
https://bit.ly/3xF1ci9

Gustavo Petro, novo presidente eleito na Colômbia neste domingo (19) com com 50,47% dos votos, disputou as eleições como candidato da esquerda à Presidência do país latino-americano pela terceira vez.

No primeiro turno, Petro conseguiu mais de 40% dos votos e passou para o segundo, onde enfrentou o candidato Rodolfo Hernández.

O novo presidente da Colômbia, um político de esquerda, iniciou muito cedo sua vida política. Além de guerrilheiro do M-19, Petro foi vereador, prefeito de Bogotá e senador.

1980: Representante de Zipaquirá, Cundinamarca, região onde fica Bogotá.

1984 e 1986: Conselheiro de Zipaquirá, Cundinamarca.

1990: Assina os acordos de paz com o governo de Belisário Betancourt como membro da guerrilla M-19.

1991-1994: Representante na Câmara de Cundinamarca pelo partido Aliança Democrática M-19.

1994-1996: Adido diplomático dos Direitos Humanos na embaixada da Colômbia na Bélgica.

1998-2006: Representante na Câmara por Bogotá com o Movimento Vía Alterna.

2006-2010: Senador pelo Polo Democrático.

2010: Candidato a Presidência pelo Polo Democrático Alternativo. Recebeu 9,15% dos votos.

2012-2015: Foi eleito prefeito de Bogotá.

2013: A Procuradoria Geral da República o destituiu e determinou que ficasse por 15 anos sem ocupar um cargo público por lidar com uma crise relacionada ao sistema de coleta de lixo em Bogotá.

2014: A Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou sua restituição como prefeito de de Bogotá. No mesmo ano, o Tribunal Superior de Bogotá determinou sua restituição como resposta à ordem da Corte Interamericana. Em abril de 2014 o presidente Juan Manuel Santos restituiu Petro em seu cargo.

2018: É candidato ap cargo de presidente pela Colômbia Humana. Em sua segunda candidatura para a Presidência, Petro se candidata pelo Movimento Significativo dos Cidadãos – Colômbia Humana e teve mais de 8 milhões dos votos. Usa pela primeira vez o Estatuto da Oposição pela e por isso, ao ficar em segundo lugar nas eleições contra Iván Duque, volta ao Senado entre 2018 e 2022.

Março de 2022: Petro vence as consultas internas da coligação de esquerda com mais de 4,4 milhões de votos. Ele se torna o candidato presidencial do Pacto Histórico. Dez dias depois, Petro elege Francia Márquez – uma líder negra, ativista ambiental e que foi pré-candidata na consulta- como sua chapa à Vice-Presidência.

Abril de 2022: Petro diz em uma cerimônia de encerramento da campanha em Barranquilha que “pretende acertar as eleições” em 29 de maio, suspendendo os órgãos que regem o processo eleitoral na Colômbia. O candidato não deu detalhes de sua reclamação ou quem tomaria a decisão. O presidente Iván Duque disse um dia depois que as eleições presidenciais não serão suspensas e negou que ocorresse um golpe.

Maio de 2022: No primeiro turno das eleições presidenciais, Petro obtém mais de 40% dos votos, indo assim para o segundo turno onde enfrentou o candidato Rodolfo Hernández.

19 de junho de 2022: Petro vence o segundo turno e é eleito o presidente da Colômbia para a gestão de 2023 a 2026, com 50,44% dos votos. Petro recebeu 11.281.013 milhões de votos em uma eleição histórica para o país.

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