Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Por Beth Gaspar em 18 de outubro de 2022

18/10 - Manifestações nesta terça contra cortes no MEC, Educação é assunto mais comentado no Twitter, ‘é mentira’ que aplicativo alfabetize crianças, e mais: ‘pintou um clima’ e a violência contra mulheres e meninas

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Celso Napolitano, presidente da Fepesp e diretor do SinproSP comenta sobre Educação e apresenta o Manifesto de Apoio à Volta do Brasil aos Brasileiros no programa de entrevistas Tutaméia, dos jornalistas Rodolfo e Eleonora Lucena, ex-editores da Folha de S. Paulo e agora produzindo o melhor jornalismo de profundidade nos meios digitais. Hoje ao meio dia, no YouTube.

 

 

 

ORÇAMENTO DA EDUCAÇÃO

Estudantes vão às ruas neste 18 de outubro contra os cortes na educação pública – Estudantes e trabalhadoras/es de todo país vão às ruas nesta terça-feira (18) para denunciar os constantes ataques de Jair Bolsonaro e dizer basta para o governo que é o inimigo número 1 da educação. A afirmação é da presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Brelaz, em vídeo no Twitter da entidade.

Em São Paulo, os atos serão realizados nos seguintes locais:
SP - São Paulo, MASP, 14H
SP - Sorocaba, Praça da catedral, 9H30
SP - Baixada Santista (Ato Unificado) - Estação da Cidadania - 17h30
SP - IFSP Hortolandia (Ato Unificado), Campo Do Remanso Campinheiro, 14h00

O ato nacional foi convocado pela UNE e a ANPG (Associação Nacional dos Pós- Graduandos) depois que o Ministério da Educação (MEC), no início do mês, comunicou o corte de R$ 2,4 bilhões, que impactaria e inviabilizaria o funcionamento de universidades e institutos federais em todo país. CNTE, 17/10  https://bit.ly/3Sb4XnF

 

Pró-reitores convocam comunidade acadêmica para ato em defesa das Ifes –  Em defesa das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) e contra os cortes e bloqueios no orçamento, a gestão da Universidade Federal de Alagoas se une ao movimento de servidores e estudantes Brasil afora “Vamos levar banners e cartazes e preparar uma comunicação de cinco minutos para a comunidade. Vamos mostrar que as instituições públicas federais fazem ensino, pesquisa e extensão e têm muita prestação de serviços para a sociedade”, reforçou a professora Sandra Lira, vice-presidente da Associação dos Docentes da Federal de Alagoas. UF Alagoas, 17/10  https://bit.ly/3s1HomT

 

Educação é assunto mais comentado em discussões sobre eleições no Twitter - Educação foi o tema mais comentado por usuários do Twitter sobre as eleições deste ano desde o final do primeiro turno. Entre os assuntos que mais geraram publicações na rede social estão as perspectivas de investimento no ensino superior e as pessoas que, no primeiro turno, votaram nas escolas que estudaram, explica a Head de Comunicação do Twitter no Brasil, Ticá Almeida.

Na semana de 3 a 9 de outubro, logo após a eleição do primeiro turno, 27% das publicações na rede social faziam menção à educação. CNN BRasil, 17/10  https://bit.ly/3Sbf7oz

 

Ensino para jovens e adultos cai 40% em quatro anos no Brasil – Relatório do Movimento pela Base sugere que a educação para jovens e adultos está em crise. O investimento neste segmento de ensino, que já vinha em queda desde 2012, caiu ainda mais sob Jair Bolsonaro. Desde 2018, os recursos caíram 40%. Com isso e a falta de atualização do material didático, o número de alunos também recuou de 3,5 milhões, em 2018, para 2,9 milhões em 2022. O Movimento pela Base é uma rede apartidária que monitora a implantação da base nacional comum curricular. Estadão,  16/10  https://bit.ly/3gdcNA1

 

ELEIÇÕES 2022


Nesta terça, 18/10, ao meio dia: o manifesto dos educadores no YouTube – O programa TUTAMÉIA entrevista Celso Napolitano, presidente da Fepesp – Federação dos Professores do Estado de São Paulo, diretor do Sinpro SP e um dos subscritores do MANIFESTO DE APOIO À VOLTA DO BRASIL AOS BRASILEIROS: PELO VOTO EM LULA 13 E HADDAD 13, lançado por educadores de São Paulo. Conheça a íntegra do texto clicando aqui.

Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA,  https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena. YouTube, 17/10  https://www.youtube.com/watch?v=iIAASnqzKig

 

 

‘Bolsonaro declarou guerra a este país’ – site Tutaméia entrevista Fernando Haddad   “A parafernália bolsonarista ainda não foi plenamente acionada. Você vai ter indústria de fake News, você vai ter o depósito do auxílio Brasil nos próximos sessenta dias… Então eu não descarto que nós teremos ainda dias turbulentos pela frente, até a eleição e mesmo após a eventual e provável vitória do presidente Lula”, disse Haddad nesta entrevista. Tutaméia, 12/10   https://bit.ly/3VyGawT

 

Todos pela Educação desmente Bolsonaro: “É mentira que Grapho Game alfabetize crianças”  No primeiro debate do segundo turno entre os candidatos à Presidência da República, na Band, Jair Bolsonaro, do PL, candidato à reeleição, ao ser questionado sobre os prejuízos educacionais de crianças na pandemia, apresentou como solução para o problema o aplicativo Grapho Game, um jogo eletrônico que vem sendo usado pelo Ministério da Educação. Segundo Bolsonaro, o Grapho Game seria “capaz” de alfabetizar uma criança em seis meses, a partir dos jogos e interações que propõe. Ao Congresso em Foco, a presidente executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, alerta: “O que Bolsonaro disse no debate é mentira”. Congresso em Foco, 17/10   https://bit.ly/3TxLkHM

 

Graphogame, aplicativo do MEC citado por Bolsonaro em debate, quer ensinar letras com tiro de canhão O Graphogame é um jogo para celular que relaciona letras aos seus sons; em uma das atividades, a criança precisa jogar uma bomba de canhão na resposta que considera certa. Especialistas ouvidos pelo Estadão são unânimes em afirmar que um aplicativo não pode ser encarado como uma política de alfabetização porque somente o professor - com diversas ferramentas e metodologias - consegue ensinar uma criança a ler e a escrever.

O Graphogame foi desenvolvido por uma empresa finlandesa e o Ministério da Educação (MEC) pagou R$ 274,5 mil para a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) para que fosse traduzido para o Brasil em 2020.

O ministro era Milton Ribeiro, que no lançamento do programa disse que as crianças deveriam ficar “no máximo quinze minutos por dia” no aplicativo. Ribeiro foi preso e depois solto por suspeita favorecer municípios em verbas da educação a pedido de pastores, como denunciou o Estadão. Estadão, 17/10  https://bit.ly/3CGQmL8

 

País do cabresto: número de empresas denunciadas por assédio eleitoral já é 77% maior do que em 2018  O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu, até o início da tarde desta segunda-feira (17), 376 denúncias relacionadas a assédio eleitoral. Ou seja, a tentativa de empresas e/ou empregadores de influenciar no voto dos empregados, seja por meio de ameaças ou oferecendo algum tipo de benefício. Uma conduta que pode caracterizar crime. Em relação a 2018 (212), já houve crescimento de 77,3% no número de denúncias recebidas, que deve aumentar até o segundo turno. Rede Brasil Atual, 17/10  https://bit.ly/3s2odsP

 

 

 

 


“Pintou um clima”: a base de um gigante iceberg de violências contra meninas e mulheres
Estadão, 16/10
https://bit.ly/3Scq5tE

São anos de conversas com meninas adolescentes, vítimas de abuso e exploração sexual. A grande maioria violentadas por homens mais velhos que se entendem no poder diante de corpos vulneráveis. Vulneráveis por precisarem do dinheiro, por não terem oportunidades. Vulneráveis pelo medo de pedirem ajuda, pelo medo de ameaças, vulneráveis por não saberem o que o abuso significa.

Falo sobre homens que buscam exercer seu poder, a todo custo, através do corpo da tal “novinha” – uma das expressões mais pesquisadas por brasileiros no site PornHub em 2014. Não à toa, são meninas com menos de 13 anos[1] as mais violentadas no país.

De onde vem isso? O que faz um homem chegar ao ponto de pagar por sexo com uma menina de 13 anos? – me perguntam frequentemente.

Um conjunto de fatores responde essa pergunta. Aqui chamo atenção para o que acredito ser um dos principais: a pornografia – hoje, principal fonte de educação sexual acessada por nossos meninos.

Então não, homens não são “assim mesmo”. A masculinidade como vimos hoje é construída e ensinada. E que papel a linguagem tem nesse processo?

Expressões ditas no cotidiano são como uma base para um iceberg de violências. Imagine um iceberg no mar: no fundo, há tudo aquilo que não percebemos como violência: frases, piadas, estereótipos que reforçam a inferioridade da mulher, objetificam o corpo da menina, culpam e a responsabilizam as vítimas pela violência sofrida.

No topo do iceberg estão as violências que vimos no noticiário – ou parte do que vimos. Ali estão os casos de violência doméstica e estupro.

Precisamos dar importância à essa base, para desconstruí-la. Do contrário, seguiremos enxugando gelo frente às violências contra meninas e mulheres.

Será que, um dia, representantes da nação falarão aos jovens sobre a construção de um país baseado em relações saudáveis, baseadas no amor, consentimento e respeito?

Por Amanda Sadalla, Mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Oxford e Graduada em Administração Pública pela FGV-EAESP. Já atuou com mais de 3000 estudantes e agentes públicos, na prevenção de violências contra meninas e mulheres. É cofundadora e Diretora Executiva da Serenas, organização sem fins lucrativos que atua para garantia dos direitos de meninas e mulheres

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