Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 20 de julho de 2024

Por Beth Gaspar em 16 de julho de 2020

16/07 - ensalamento sobrecarrega professor, patronal embolsa lucro e nega reajuste no Superior, analfabetismo com atraso de quatro anos - e mais.

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Aproveitando a pandemia para turbinar lucros: reestruturação das instituições privadas de ensino superior apoia-se em portaria editada pelo MEC em dezembro de 2019 para substituir ensino presencial por ensino remoto, recorre ao “ensalamento” para juntar turmas diferentes numa única aula e corta o emprego de centenas de professores. Veja o que diz Silvia Barbara, do Sinpro SP, aqui: https://bit.ly/2ZtcgyZ


Fepesp; 15/07
https://bit.ly/32q9D34

Profissionais de educação tem merecido todo reconhecimento e homenagens durante esta emergência da pandemia, por manter aulas mesmo com as limitações de ensinar de casa, com pouco treinamento, tendo que rever todo planejamento pedagógico e pondo horas e mais horas de trabalho enquanto dura a suspensão de aulas motivada pelo combate ao coronavírus.

Mas o patronal não quer reconhecer esse esforço.

Nesta terça-feira, 15/07, houve nova rodada de negociações na campanha do Ensino Superior e o q ue se ouviu, mais uma vez? Que as instituições estão sem condições de oferecer qualquer reajuste aos seus professores e auxiliares de administração escolar. Reconhecem que houve inflação em 2019, reajustaram suas mensalidades, mas negam reajuste aos seus profissionais.

Para a Fepesp e as demais federações na comissão de negociação essa negativa é inaceitável.

 

UNE: defesa de alunos e professores nas universidades particulares

União Nacional dos Estudantes começa hoje, 16/07, a sua Semana em defesa dos estudantes e professores das universidades privadas. A primeira mobilização é pela aprovação do Auxílio Emergencial Estudantil e Redução das mensalidades. Diz Iago Montalvão, presidente da UNE: "Os estudantes não estão conseguindo pagar as mensalidades e estão desistindo de seus sonhos. E nosso país sofrerá com a falta de futuros pesquisadores e profissionais! Ajude a nossa luta."  Nas fotos, Liz e Bruno, diretores de ensino privado na UNE.

A campanha inicia com tuitaço nesta quinta-feira.  Para ajudar: poste sua mensagem com as hashtags #AprovaAuxilioEstudantil #ReduzMensalidades

 

 

‘Volta às aulas é impraticável’, dizem professores a secretário de Covas
Rede Brasil Atual; 15/07
https://bit.ly/2WnJU7e

Em live para debater o protocolo de saúde para a volta às aulas em São Paulo, Bruno Caetano ouviu rechaço unânime de professores e profissionais da educação.

Os profissionais da educação apontam que é preciso garantia de oferta de equipamentos de proteção individual (EPIs), de testagem para trabalhadores e famílias, que os protocolos elaborados a partir das unidades e do olhar dos trabalhadores da educação. A minuta de protocolo se aplica aos Centros de Educação Infantil (CEIs), Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emeis), Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 

 

Mais de 10 milhões de jovens de 14 a 29 anos não concluíram ensino médio; 70% deles são pretos ou pardos
Estadão; 15/07
https://bit.ly/2Ckx431

Os dados sobre a escolarização da população brasileira vêm melhorando, mas ainda mostram uma forte desigualdade, especialmente a partir da adolescência, quando parte expressiva dos jovens ainda interrompe os estudos. O País tem 10,1 milhões de jovens de 14 a 29 anos que não frequentam a escola nem concluíram o ensino médio, sendo que 7,2 milhões deles são pretos ou pardos.

As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados mostram que o abandono escolar se agrava a partir dos 15 anos. Metade dos rapazes que abandonaram a escola alegar que precisavam trabalhar. Entre as mulheres, quase um quarto delas (23,8), deixaram os estudos porque ficaram grávidas.

 

IBGE revela que 6 em cada 10 jovens que concluem o ensino médio param de estudar para trabalhar
Estadão 15/07
https://bit.ly/2WpIvNs

Ao menos seis em cada dez jovens que concluem o ensino médio não continuam a estudar porque precisam trabalhar ou porque não têm recursos para bancar os estudos, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que o ensino superior é hegemonicamente privado no Brasil. Apenas um quarto dos estudantes de graduação (26,3%) estão matriculados em instituições de ensino superior públicas.

O País tem 13,810 milhões de jovens de 15 a 29 anos que já têm ao menos o ensino médio completo mas não puderam prosseguir com os estudos e ingressar no ensino superior: 44,4% deles argumentaram que precisavam trabalhar, e outros 17,5% alegaram falta de recursos para bancar os estudos.

“Esse motivo da falta de dinheiro é presente principalmente entre essas pessoas que estariam aptas a cursar o ensino superior. A gente tem preponderância do ensino superior privado no Brasil”, lembrou Marina Aguas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

 

 Necessidade de trabalhar é principal motivo para abandonar escola
Agência Brasil; 15/07
https://bit.ly/3fuXai5

De acordo com o levantamento, quando perguntados sobre o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado a escola, esses jovens apontaram a necessidade de trabalhar como fator prioritário, resposta dada por 39,1% dos entrevistados. Considerando apenas os homens, essa foi a resposta dada por 50% deles. Já entre as mulheres, o percentual cai para 23,8%.

De acordo com o levantamento, quando perguntados sobre o principal motivo de terem abandonado ou nunca frequentado a escola, esses jovens apontaram a necessidade de trabalhar como fator prioritário, resposta dada por 39,1% dos entrevistados. Considerando apenas os homens, essa foi a resposta dada por 50% deles. Já entre as mulheres, o percentual cai para 23,8%.

 

MP 927: Governo não consegue votar, e medida que altera direitos vai ‘caducar’
Rede Brasil Atual; 16/07
https://bit.ly/32jUjop

A apenas quatro dias do término de sua validade, o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 18, originário da Medida Provisória (MP) 927, saiu mais uma vez da pauta do Senado. Isso deveria ocorrer nesta quarta-feira (15), mas os parlamentares se voltaram a outras duas MPs, deixando por último essa matéria, que permite a redução de regras trabalhistas durante o período da pandemia. Em sessão encerrada às 22h25, eles concordaram em adiar novamente a votação da MP 927, que vai “caducar” no próximo domingo (19). O projeto também não está na pauta desta quinta.

Aprovada na Câmara em 17 de junho, a medida entrou na pauta do Senado na semana passada, mas a votação foi adiada devido a divergências entre os senadores. O relator do projeto, senador Irajá (PSD-TO), incluiu 11 emendas. Hoje, ele divulgou nova versão de seu parecer, afirmando ter buscado o máximo de consenso. O total de sugestões chegou a 1.082.

 

 

Brasil passa de 75 mil mortos por Covid-19, aponta consórcio de veículos da imprensa
O Globo; 16/07
https://glo.bo/2Owg5x3

O Brasil ultrapassou, nesta quarta-feira, a marca de 75 mil mortos pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram notificadas mais 1.261 mortes pela doença, elevando o total de óbitos para 75.523. O país deve atingir, amanhã, a marca de 2 milhões de infectados pelo Sars-CoV-2. Com 39.705 casos registrados até às 20h desta quarta, o Brasil chegou a 1.970.909 pessoas que estão ou já foram contaminadas.

As informações são do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

O Sudeste registrou 42% das novas mortes e 32% dos casos confirmados nas últimas 24 horas. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 30% das mortes absolutas desta quarta-feira e 31% dos novos infectados.

 

Com atraso, Brasil se aproxima de meta de alfabetização... de 2015!
UOL; 15/07
https://bit.ly/2CDIcrt

O Brasil se aproxima de cumprir uma meta de alfabetização estabelecida pelo PNE (Plano Nacional de Educação), mas com quatro anos de atraso. Em 2019, a taxa de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabia ler ou escrever um bilhete simples ficou em 6,6% —percentual que fica próximo dos 6,5% que deveriam ter sido cumpridos em 2015, mas que ainda não chega a esse objetivo.

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua Educação 2019, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo a pesquisa, o país ainda tem 11 milhões de analfabetos, apesar de pouco mais de 200 mil pessoas terem deixado essa estatística de 2018 para 2019.

"Estamos muito próximos da meta [do PNE], só que era para ela ter sido alcançada em 2015. Chegamos em 2019 com 0,1 ponto percentual abaixo desse alvo", diz Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE.

Em meio a esse atraso, o Brasil tem um desafio ainda maior à frente: a erradicação do analfabetismo, prevista pelo PNE para acontecer até 2024 —isto é, daqui a outros quatro anos. Para isso, no entanto, será preciso enfrentar uma série de desigualdades etárias, raciais e regionais.

 

Analfabetismo entre negros é quase o triplo que entre brancos
UOL; 15/07
https://bit.ly/30hJRuR

A taxa de analfabetismo entre pretos ou pardos no Brasil é quase três vezes maior do que o percentual observado entre brancos. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua Educação 2019, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano passado, 3,6% das pessoas de 15 anos ou mais de cor branca eram analfabetas (isto é, não sabiam ler ou escrever um bilhete simples). Entre pessoas de cor preta ou parda, a taxa foi de 8,9%.

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