Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Por Beth Gaspar em 16 de abril de 2021

16/04 - sindicatos pressionam e Câmara adia votação de educação ‘essencial, alfabetização em risco no Brasil, cresce o trabalho intermitente, e mais: STF confirma Lula elegível

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Fepesp alerta: patronal mente e, por decisão judicial, as escolas não podem convocar professores para exercer atividades presenciais enquanto não houver segurança contra a transmissão do coronavírus e infecção pela Covid-19.
Aos fatos, aqui: https://bit.ly/3djtkOS  

 

 

Adiada votação do PL que classifica educação como essencial na pandemia
Extra Classe; 15/04
https://bit.ly/3adE2Vm

Pressão de profissionais da educação e entidades levou presidente da Câmara a retirar projeto que obriga reinício das atividades presenciais e pode interferir no direito de greve.

A mobilização sob pressão de profissionais da educação e simpatizantes fez com que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) não pautasse hoje, 15, a votação do Projeto de Lei que classificaria a educação como atividade “essencial” (PL 5595/2020). Desde as 10h, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a Internacional da Educação, o Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE) e o movimento Educação Pública Eu Apoio realizaram manifestações virtuais que não só tomaram as redes sociais como bombardearam por e-mail e WhatsApp os deputados.

As entidades também denunciaram o projeto como uma manobra para que os trabalhadores em educação retornem às comunidades escolares no pior momento da pandemia, além de criar brechas para cercear o direito de greve das categorias profissionais envolvidas na atividade educacional.

 

Artigo: ‘Como fica a relação entre escolas e famílias quando falta dinheiro dos dois lados?’
Folha de S. Paulo; 14/04
https://bit.ly/2RGC9tO

Por Laura Mattos: São números e números que se acumulam na bola de neve das consequências da crise econômica da pandemia para escolas particulares e pais de alunos. Com um lado precisando aumentar o valor das mensalidade e o outro, reduzir, a relação fica tensa e pode se romper, obrigando as famílias a buscar escolas mais baratas ou públicas. Escolas são capazes de informar que a mensalidade vai aumentar para, na sequência, avisar as famílias que várias turmas serão reunidas em uma mesma sala de aula remota e que, sendo assim, os 90 alunos terão que desligar a câmera porque, do contrário, a chamada irá cair.

Nas reuniões, portanto, seja qual for a polêmica do dia, tanto a escola quanto a família têm que contar até mil, lembrar que não está fácil para nenhum dos lados e imprimir esforços mútuos para apaziguar a relação.

Ou é justo que nós, pais ou educadores, protagonizemos barracos virtuais ou presencias enquanto as crianças e os adolescentes têm de lidar com sequelas emocionais e de aprendizagem da pandemia?



CORONAVÍRUS

Em estabilidade ‘alarmante’, Brasil registra mais 3.560 vítimas de covid em 24 horas
Rede Brasil Atual; 15/04
https://bit.ly/3sq0EIa

“Podemos dizer que ‘chegamos ao pico’ na maioria dos lugares”, afirma pesquisador da Fiocruz. Estabilidade neste momento pode significar 270 mil mortes até o meio do ano.

O Brasil registrou, nesta quinta (15), mais 3.560 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, em março de 2020, são 365.444 vítimas. Os números de hoje não incluem dados do Ceará, por problemas no processamento. Em relação ao número de novos casos, foram reportados 73.147, número ligeiramente acima da média móvel, calculada em sete dias, que está em 66.689. Já a média de mortes está em 2.917, em relativa estabilidade desde o dia 30 de março. O pesquisador em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Leonardo Bastos, que trabalha com estatísticas da covid-19, identifica uma tendência de estabilidade. “Podemos dizer que ‘chegamos ao pico’ na maioria dos lugares”, disse.



POLÍTICA EDUCACIONAL

MEC critica base curricular, defende revisão e quer alfabetização já no 1º ano do fundamental
Estadão; 15/04
https://bit.ly/3mZK2WL

Documento apresentado nesta quarta-feira, 14, pelo Ministério da Educação (MEC) sugere fazer uma revisão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na parte de alfabetização. Aprovada em 2017, a BNCC indica o que devem aprender os estudantes em cada etapa de ensino. Em relação à alfabetização, o relatório do MEC afirma que a Base ignora conceitos do método fônico, que põe foco na conexão entre os sons e as letras.

O Relatório Nacional da Alfabetização Baseada em Evidências (Renabe) do MEC foi elaborado após um congresso com especialistas sobre alfabetização, em outubro de 2019. Desde o início da gestão Jair Bolsonaro, os métodos de alfabetização se tornaram terreno de polêmicas.

O secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, encabeça a defesa do método fônico de alfabetização e critica o foco dado ao construtivismo nas escolas brasileiras. Ligado ao escritor Olavo de Carvalho, Nadalim é um dos poucos nomes do primeiro escalão do MEC que continuam no governo.


Alfabetização: maioria dos alunos não consegue compreender o que lê
Agência Brasil; 15/04
https://bit.ly/2OUNaqr

O Ministério da Educação (MEC) lançou hoje (14) o Relatório Nacional da Alfabetização Baseada em Evidências-Renabe (aqui), que traz experiências bem-sucedidas de alfabetização desenvolvidas em diversos países. De acordo com o MEC, o documento visa ajudar na melhoria da qualidade das políticas públicas e nas práticas de ensino de leitura, escrita e matemática no Brasil.

“Ainda que o Brasil esteja próximo da erradicação do analfabetismo absoluto na população mais jovem, a aprendizagem segue muito limitada — a maioria dos alunos não consegue compreender o que lê, conforme revelam as provas padronizadas nacionais e internacionais”, diz o relatório.

 

Nova presidente da Capes é reitora de faculdade na qual ministro da Educação e AGU se formaram
O Globo; 15/04
https://outline.com/HFLqkt

A advogada e professora Claudia Mansani Queda de Toledo foi escolhida pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, como a nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite desta quinta-feira.

Atualmente, Claudia atuava como reitora do Centro Universitário de Bauru (SP), atual nome do Instituto Toledo de Ensino, de qual sua família é fundadora. A instituição é a mesma pela qual os ministros André Luiz Mendonça, da Advocacia-Geral da União, e do ministro da Educação se formaram em Direito.

 

Sisu: candidatos dizem que brecha via QR Code possibilitou ver resultado antecipado
G1; 15/04
https://glo.bo/3uV7mYC

Candidatos relataram na tarde desta quinta (15) que conseguiram acessar os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já na véspera da data programada para a divulgação - esta sexta (16), às 8h da manhã.

Contatado pelo G1, o Ministério da Educação (MEC) ainda não respondeu se houve uma falha e se os resultados visualizados representam a classificação real dos estudantes.

 


TRABALHO

Dieese alerta para avanço do trabalho intermitente
Agência Sindical; 15/04
https://bit.ly/3ajmXcm

Aprovado na reforma Trabalhista no governo Temer, o contrato de trabalho intermitente tem avançado na indústria. Trata-se de uma modalidade de contratação na qual o empregado não tem jornada nem salário fixos.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 15% dos empregadores já contrataram pessoas no regime intermitente de trabalho. A pesquisa ouviu 523 empresas do setor.

Na avaliação do supervisor do escritório do Dieese em São Paulo, Victor Pagani, para os trabalhadores, o modelo de contratação está longe de ser ideal. “O contratado não tem segurança alguma. Você não sabe qual vai ser sua jornada, nem quanto vai receber. Você pode ficar contratado e passar o mês inteiro sem ser chamado para trabalhar”, ele afirma.

 

STF anula condenações da Lava Jato contra Lula e deixa seu caminho livre para 2022
Rede Brasil Atual; 15/04
https://bit.ly/32nP31X

Por 8 votos a favor e 3 contra, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato em Curitiba, em uma vitória estratégica para o petista, que agora tem o caminho livre para disputar as eleições presidenciais de 2022.

Os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Antonio Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Roberto Barroso mantiveram a decisão, tomada por Fachin, que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o ex-presidente, garantindo a manutenção dos direitos políticos do petista. Apenas os ministros Kassio Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux discordaram da decisão e apoiaram o recurso da Procuradoria-Geral da República que pedia o reconhecimento da competência da vara onde trabalhava Sergio Moro, sob a alegação de que havia conexão entre os fatos apurados contra o ex-presidente e a corrupção na Petrobras.

 

Lula diz em entrevista que ‘briga agora é para tentar consertar o Brasil’
Rede Brasil Atual; 15/04
https://bit.ly/3doV1WB

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar “muito tranquilo” em relação ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (15), a respeito da decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações contra ele na Lava Jato.

Ele afirmou que o plenário da Corte “sempre será soberano”. Em entrevista à rádio O Povo CBN, Lula afirmou que a sua briga agora “é para tentar consertar o Brasil”. De acordo com o ex-presidente, o Brasil “piorou muito”, desde o golpe do impeachment, em 2016. A piora se deu “em nível interno, internacional, empresarial, de renda e de emprego”. Lula citou, em especial, o ressurgimento da fome no país.


Eleições 2022: Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno e venceria por 52% a 34%
Rede Brasil Atual; 14/04
https://bit.ly/2Rx6b2Y

Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (14) mostra vantagem de 18 pontos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro num cenário de segundo turno das eleições presidenciais 2022. O instituto aponta um salto de 11 pontos percentuais de Lula em cerca de um mês. Além de queda de dois pontos percentuais de Bolsonaro em relação ao último levantamento, de 17 de março. O ex-presidente aparece agora com 52% das intenções de voto, enquanto o titular do Planalto marca 34%. No estudo anterior do PoderData, Lula tinha 41%, contra 36% das intenções de voto para Bolsonaro.

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