Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 19 de abril de 2024

15 de março de 2021

15/03 – Sírio Libanês quer escolas fechadas porque hospitais estão lotados, Covas se assusta e manda fechar tudo em SP, Folha acusa ideologia no MEC, e mais: quem, afinal, mandou matar Marielle?

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Nesta semana voltamos às negociações da Campanha Salarial 2021, com a Educação Básica e o Sesi/Senai. Uma semana dura, na pior fase da pandemia e com um decreto dúbio do governo. Em nosso caso, temos a decisão judicial que proíbe aulas presenciais – e as escolas serão responsabilizadas se não cumprirem a sentença! Assista ao Minuto Fepesp de hoje aqui: https://youtu.be/Q_vx2BksHSw

 

 

VOLTA ÀS AULAS?

Aulas presenciais na cidade de São Paulo serão suspensas a partir de quarta-feira, 17/03
Agora; 12/03
http://bit.ly/30GImXQ

A partir de quarta-feira (17), as aulas presenciais na cidade de São Paulo —tanto na rede pública quanto na privada— serão suspensas. O retorno está previsto para o dia 5 de abril, depois do feriado da Páscoa. A medida é uma tentativa de barrar o avanço dos casos de Covid-19 na capital.

Por ora, o prefeito descarta a possibilidade de endurecer na capital as regras da quarentena já estabelecida pelo governo do estado. Isso porque, segundo ele, para que seja decretada uma restrição de circulação (lockdown), é necessário um “esforço estadual”, já que há muitas vias comuns com municípios vizinhos. “Sozinha, a prefeitura não tem condições de decretar lockdown na cidade de São Paulo.”


Hospital Sírio-Libanês orienta escolas particulares a restringirem atividades presenciais
UltimoSegundo; 11/03
http://bit.ly/3eBN41n

O Sírio-Libanês recomendou , através de uma carta divulgada na última sexta-feira (12), que  escolas particulares restrinjam as suas atividades presenciais. A orientação veio após um grupo que contratou a consultoria do hospital.

A nota é assinada por Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês, e argumenta que, no momento, é ” fundamental adotar medidas mais contundentes que possam mitigar ” a contaminação. o documento, Paulo atesta que atividades escolares, desde realizadas com os protocolos sanitários, têm baixo risco de contaminação.

Porém, devido a escalada no número de casos, Chapchap orienta que é necessário “medidas em diferentes frentes para reduzir toda e qualquer movimentação de pessoas nas cidades”.

 

Fase emergencial mais restritiva começa no estado de SP nesta segunda-feira
UOL; 14/03
http://bit.ly/3liKChw

Começa nesta segunda-feira (15) a fase emergencial do Plano São Paulo, a mais restritiva contra a covid-19 adotada pelo governador João Doria (PSDB) até então. Mais rígida que a fase vermelha, a medida inclui o que o governo chamou de “toque de recolher” entre 20h e 5h e proibição de eventos religiosos e esportivos até o dia 30 de março.

Mesmo com apenas atividades essenciais em funcionamento desde o fim de semana passado, na quinta-feira (11), 53 municípios estavam com 100% da ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para infectados pelo novo coronavírus. No estado, a taxa chegou a 87,6% e não para de subir.


“Não é seguro reabrir escolas em meio à catástrofe no Brasil”
Deutsch Welle; 12/03
https://bit.ly/2OwuMUx

Explosão de infecções pelo coronavírus impossibilita rastrear contágios e evitar transmissão em cadeia a partir de escolas, afirma pesquisador que desenvolveu modelos matemáticos para estimar impacto da volta às aulas.

O físico Roberto Kraenkel, professor da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e pesquisador do Centro de Contingência contra Covid-19 no estado, desenvolveu modelos matemáticos que possibilitam estimar os impactos da reabertura das escolas na sociedade.

Ele é enfático quanto à completa impossibilidade de se pensar no tema em meio ao cenário de explosão de casos no Brasil. “Estamos no meio de uma catástrofe”, diz.


Fepesp acusa governo de irresponsável e notifica patronal
Agência Sindical; 12/03
http://bit.ly/3qUmao0

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) lançou Nota em crítica ao anuncio do governador João Dória sobre as novas restrições no Estado de SP. Para a Fepesp, o governo “deverá ser responsabilizado – se não criminal, ao menos moralmente – pelos casos de contaminação, com necessidade de hospitalização, e pelos óbitos que vierem a vitimar os profissionais de escolas particulares, pela exposição desnecessária e inconsequente ao coronavírus”.

Na avaliação de Celso Napolitano, essa medida dá carta branca para escolas particulares abrirem na pandemia. “É lamentável. O governo dá mau exemplo, desrespeita decisão judicial que barra aulas presenciais na crise sanitária e mostra que seu interesse não é humanitário, mas político”, afirma o dirigente.

A Fepesp já notificou oficialmente o setor patronal (Feeesp e Sieeesp) sobre a decisão que barra aulas presenciais na pandemia. “Não cumprir, seja patronal, seja governo estadual, é crime!”, declara a Federação.

 

Fepesp; 13/03
http://bit.ly/3eEm8Oo

O educador, escritor e jurista Anísio Spínola Teixeira (1900-1971) é considerado o maior idealizador e a maior referência na luta por uma educação pública de qualidade. Criador e reitor da Universidade Brasilia, foi exonerado pela ditadura em 1964 – e desaparecido nos anos 70.

 


POLÍTICA EDUCACIONAL

Opinião: ‘MEC com ideologia’
Folha de S. Paulo; 12/03
http://bit.ly/3lhzql4

Editorial, Folha de S. Paulo: “Recém-nomeada para o cargo de coordenadora de materiais didáticos do Ministério da Educação, Sandra Ramos é adepta do Escola sem Partido, movimento de íntima associação com o bolsonarismo.

A escolha se insere numa teia de disputas internas no MEC, em vitória da ala ideológica da pasta, liderada pelo secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim —que operou alterações no edital do Programa Nacional do Livro Didático, incluindo a retirada de menção à agenda da não violência contra a mulher.

Ramos é pedagoga, professora da Universidade Federal do Piauí, conservadora e colaboradora do Escola sem Partido. O movimento, como é sabido, dedica-se a combater o que considera doutrinação esquerdista em salas de aula.

Será enorme retrocesso se tal ofensiva contaminar as diretrizes pedagógicas definidas pelo MEC. A única maneira virtuosa de combater doutrinações é elevar a qualidade da educação e zelar pela pluralidade dos conteúdos oferecidos”.


Na pós-graduação, mulheres são maioria entre estudantes mas minoria entre docentes
Folha de S. Paulo; 12/03
http://bit.ly/3cvSNTz

O número de docentes na pós-graduação mais do que dobrou desde 2004 no país, mas a proporção de mulheres contratadas segue desigual e praticamente estagnada –apesar de elas serem a maioria dos estudantes nos cursos de pós-graduação brasileiros.

De acordo com dados tabulados pela Folha, o país tinha 33,5 mil docentes contratados para atuar na pós-graduação em 2004 –número que foi para 69,2 mil em 2019. As informações são da Capes, agência do MEC voltada à pós-graduação.

Elas representavam, aproximadamente, quatro em cada dez docentes atuando na pós nas instituições de ensino superior em 2004 (37,6% do total). A taxa subiu um pouquinho e as mulheres chegaram a compor 42,9% dos docentes em 2019. Na média aproximada, no entanto, elas seguem ocupando as mesmas quatro em cada dez vagas de docentes no país.

A minoria feminina entre professoras e pesquisadoras chama atenção especialmente porque, entre estudantes da pós-graduação, elas são maioria há bastante tempo.


Cursinho popular da USP abre inscrições para 2021
Folha de S. Paulo; 12/03
http://bit.ly/38GbHpX

O cursinho pré-vestibular da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) da USP (Universidade de São Paulo) está com inscrições abertas para as novas turmas de 2021.

São oferecidas 120 vagas em cada turma. O curso é gratuito, com cobrança apenas de taxa de inscrição e matrícula.

As inscrições devem ser feitas online até 5 de abril, aqui.

 


CORONAVÍRUS

Covid-19: ‘contágio é exponencial’ e só lockdown impede tragédia maior no Brasil, alertam cientistas
BBC Brasil; 12/03
http://bbc.in/3ezMq4q

“Já em janeiro, com a elevação do número de casos, prevíamos a falência do sistema de saúde e o aumento de óbitos ainda neste mês (março). Se mantivermos essa curva, podemos chegar em agosto a 500 mil mortos no país”, resume o infectologista Marcos Boulos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), referindo-se a estimativas internas de especialistas e órgãos assessorando o governo de São Paulo.

Segundo o infectologista, de hoje para agosto, a curva de óbitos prevista só pode ser freada com um isolamento social cumprido rigorosamente — se possível com fiscalização reforçada por polícias, ele sugere.

“Ano passado, quando o isolamento deu um pouquinho certo, as pessoas realmente se isolaram e usaram máscaras. Hoje, essas medidas estão absolutamente desacreditadas. Mesmo com fases e decretos mais rígidos, o nível de isolamento é pequeno e a circulação está grande. A população está tendo um desapego à vida”, diz.

 

 

Marielle Franco, três anos: trocas, Bolsonaro e Witzel prejudicaram investigações
Rede Brasil Atual; 14/03
http://bit.ly/38GS8h4

O assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson Gomes completou três anos neste domingo (14) ainda sem um desfecho da investigação. Tempo suficiente para “constranger” as autoridades brasileiras que ainda não conseguiram responder quem são os mandantes do crime, segundo os familiares de Marielle e Anderson. Eles ainda cobram transparência do governo e da Justiça do Rio de Janeiro sobre as investigações.

“Estamos vendo empenho das autoridades, mas falta muito para a gente chegar aonde queremos. Pois precisamos saber sobre quem são os mandantes”, ressaltou a advogada e mãe da vereadora, Marinete Silva. O reforço à pergunta que ecoa há três anos, desde a noite do dia 14 de março de 2018, marcou a entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Marielle Franco e a Anistia Internacional, que divulgaram um dossiê com 14 questionamentos ligados ao crime e às apurações ainda sem respostas.

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