Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 19 de abril de 2024

Por Beth Gaspar em 14 de abril de 2022

14/04 - Os protestos contra a precarização do ensino superior privado, estudantes reclamam de mensalidades de aula presencial em cursos à distância, o sigilo sobre os pastores no MEC, e mais: há dez anos Paulo Freire foi declarado patrono da Educação brasileira

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Ensino Superior – o protesto contra a precarização do ensino nas instituições privadas de ensino superior, assunto dominantes nesta campanha salarial 2022. Saiba mais aqui: https://bit.ly/3KNTUOr

 

ENSINO SUPERIOR

Protestos contra aulas a distância do grupo Ânima podem gerar CPI na Assembleia de SP
Sul Agora; 13/04
https://bit.ly/3OaZ2yf

As reclamações contra o modelo de ensino a distância adotado pela UniSul, administrada pelo grupo educacional Ânima, estão longe de ser uma exclusividade de Tubarão. Na última segunda-feira (11) uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) tratou do assunto.

Estudantes de ao menos duas universidades particulares do estado administradas pelo grupo (São Judas Tadeu e Anhembi-Morumbi) fazem a mesma queixa registrada em Tubarão: estão pagando mensalidade para cursar aulas presenciais, mas continuam em ensino híbrido com aulas online.

O colunista Lúcio Flávio publicou com exclusividade no Sul Agora no início de março a informação de que alunos da Ânima, assim como em Tubarão, também protestavam em outras cidades pelo Brasil.

Manifestação: ‘Educação não é mercadoria’
Instagram; 12/04
https://bit.ly/3rpJwVE

Por Carlos Giannazi, deputado estadual: “Desde que a Ânima assumiu a administração das universidades Anhembi Morumbi e São Judas, se acumulam denúncias sobre a precarização do ensino, como a superlotação de salas de aula, o aumento abusivo de mensalidades e mudanças repentinas na grade curricular.

“Já acionamos a Defensoria Pública, o Ministério Público Federal e o Ministério da Educação para que tomem providências imediatas contra esse ataque à educação.”

 

Alunos reclamam de faculdades particulares de SP que cobram mensalidade de aulas presenciais, mas continuam em ensino híbrido
G1; 11/04
http://glo.bo/3jGPOfb

As universidades São Judas Tadeu e Anhembi-Morumbi, ambas administradas pelo grupo Ânima Educação, são os principais alvos das reclamações dos estudantes. Alesp realizou audiência pública nesta segunda (11) para tratar do assunto.

Segundo a estudante Nicole Kodama, estudante de Direito na Universidade São Judas Tadeu, após a mudança de administração, alunos de vários anos diferentes passaram a frequentar as mesmas aulas, apesar do ensino presencial não ter retornado na entidade. “Mistura de alunos de diversos semestres. A gente teve um aumento, inclusive, de 11% na mensalidade. E esse aumento, na verdade, se fez à toa porque as aulas presenciais não voltaram, estamos híbridos e com aumento de 11%”, disse Kodama.

Na semana passada, a hashtag "Desânima" ficou entre os temas mais comentados no Twitter.

O que dizem as duas universidades - Em nota, as duas universidades citadas disseram que seguem rigorosamente as diretrizes do Ministério da Educação sobre o ensino presencial e que contam com um modelo inovador de ensino.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

PEC livra prefeitos que não aplicaram mínimo na educação
Folha da Região; 13/04
https://bit.ly/3JGTxDW

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a proposta que susta penalidades aos gestores que não aplicaram o mínimo constitucional de 25% em educação em razão de adversidades enfrentadas durante a pandemia da Covid-19. O pleito conquistado – resultado da atuação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) no Congresso – garantirá a aplicação dos recursos até 2023, além de dar segurança para as gestões locais. Como já foi aprovada pelo Senado, a matéria segue para a promulgação.

 

ESCÂNDALO NO MEC

Presidência impõe sigilo sobre encontros com 'pastores do MEC'
Folha de S. Paulo; 13/04
https://bit.ly/3JGTxDW

A Presidência da República se recusou a divulgar informações referentes a reuniões e visitas ao Palácio do Planalto realizadas pelos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como pivôs do escândalo do balcão de negócios do Ministério da Educação.

Os registros haviam sido pedidos pelo jornal O Globo, através da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados dados referentes às entradas e saídas dos referidos pastores no Palácio do Planalto, incluindo quando as visitas foram feitas diretamente ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro (PL). Procurada pela Folha, a Presidência da República não se pronunciou sobre o caso, incluindo prazo para o sigilo.

 

Bolsonaro ironiza pergunta sobre sigilos impostos pelo Planalto: 'Em 100 anos saberá'
Estadão; 13/04
https://bit.ly/37OT19V

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou nesta quarta-feira, 13, o questionamento feito por um usuário de rede social sobre a imposição de sigilo de um século sobre informações relativas a "assuntos espinhosos".

"Em 100 anos saberá", escreveu o presidente no Twitter.

A resposta de Bolsonaro ocorre após o Palácio do Planalto decretar sigilo sobre os encontros entre ele e os pastores lobistas do Ministério da Educação (MEC), Gilmar Santos e Arilton Moura, suspeitos de pedirem propina para liberar recursos a prefeituras.

O caso foi revelado pelo Estadão. A recusa do palácio foi feita em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação feito pelo jornal O Globo.

 

‘Bolsonaro falou: você vai entregar o FNDE para o Centrão’, diz [ex-ministro da Educação] Weintraub
Estadão; 13/04
https://bit.ly/3jVCbch

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que, quando estava no cargo, recebeu ordem direta do presidente Jair Bolsonaro para dar o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Centrão.

Em entrevista à CNN Brasil, Weintraub disse que tentou protelar a entrega, mas teve que ceder. O FNDE está no epicentro das denúncias de cobrança de propina por pastores, realização de licitação de ônibus escolares com indicação de preços inflados e destinação de recursos para ‘escolas fakes’, como mostrou o Estadão.

 

Opinião: 'Com ou sem CPI, essa história do MEC não é boa para o Governo'
Eldorado FM; 13/04
https://bit.ly/37exlnI

Por Eliane Cantanhede, articulista, em podcast: “O esquema das “escolas fake”, no Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), presidido por um indicado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), se alimenta de emendas do orçamento secreto, o que inviabiliza que as mais de 2 mil novas obras prometidas pelo governo saiam do papel. O mecanismo de direcionamento de recursos públicos com base em critérios políticos e sem transparência, revelado pelo Estadão, não garante a continuidade de repasses. "Essa história, com CPI ou não, estourando às vésperas da eleição, não é boa para o Governo", diz Eliane.

 

SAÚDE

OMS mantém covid-19 como pandemia. 'Não é hora de baixar a guarda'
Rede Brasil Atual; 13/04
https://bit.ly/3rnlH0E

O comitê de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu manter a classificação da covid-19 como pandemia. Por unanimidade, entidade declarou que a doença continua a ser uma “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional”. “Não é o momento de baixar a guarda” disse o presidente do comitê, Didier Houssin, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13) em Genebras.

Houssein disse, no entanto, que a circulação da doença ainda está “muito ativa”, e a mortalidade segue “elevada”. Além disso, ele destacou que o vírus evolui “de maneira imprevisível“. “Não é o momento de relaxar a respeito deste vírus, nem de descuidar da vigilância, dos testes e dos relatórios. Nem de relaxamento nas medidas sociais e de saúde pública, nem de renúncia na vacinação”, ressaltou.

 

 

 

 


Há dez anos: Paulo Freire é declarado patrono da educação brasileira
Fepesp; 14/04
https://bit.ly/3jK0bP7

O educador Paulo Freire (1921-1997) foi oficialmente declarado o Patrono da Educação Brasileira em 13 de abril de 2012. A homenagem, proposta originalmente pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP).foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff como a Lei 12.612/2012.

Paulo Freire nasceu no Recife em 1921, numa família de classe média, mas devido à crise econômica de 1929 e à morte do pai em 1934, viveu uma adolescência difícil. Apesar disso, conseguiu concluir os estudos e, em 1943, aos 22 anos, ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Ele se formou, mas não chegou a exercer a profissão, preferindo dar aulas de língua portuguesa numa escola de segundo grau.

Em 1947, Freire assumiu o cargo de diretor de educação do Serviço Social da Indústria (Sesi), no Recife, quando passou a se interessar pela alfabetização de adultos e  pela educação popular. Na década de 1950, foi professor universitário e concluiu o doutorado em Filosofia e História da Educação.

Nos anos 60 trabalhou com movimentos de educação popular e, no governo de João Goulart, coordenou o Plano Nacional de Alfabetização, com objetivo de tirar 5 milhões de pessoas do analfabetismo. Seu método, conhecido como “pedagogia da libertação”, tinha como proposta uma educação crítica a serviço da transformação social.

Em 1964, depois da ascensão dos militares ao poder, Paulo Freire foi preso e exilado. Morou na Bolívia, Chile, Estados Unidos e Suíça. No Chile, em 1968, escreveu sua obra mais conhecida, A pedagogia do oprimido. Ao longo da década de 70, desenvolveu atividades políticas e educacionais em diversos países da África, Ásia e Oceania. Ele só retornou ao Brasil em 1980 com a Anistia.

Filiado ao PT, atuou em programa de alfabetização de adultos do partido. Em 1989, com a eleição de Erundina para a Prefeitura de São Paulo, foi nomeado secretário de Educação, cargo em que permaneceu até 1991. Freire morreu em maio de 1997.

Fonte: Agência Senado

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