Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 19 de junho de 2024

Por Beth Gaspar em 10 de junho de 2020

10/06 - comércio reabre, infecções aumentam, ONU pede emprego para professores, particulares promovem vestibulares online - e mais.

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‘Não é o momento de flexibilizar de maneira nenhuma’, diz pesquisadora da Unicamp
Rede Brasil Atual; 09/06
https://bit.ly/2ASqsrF

“Não aprendemos a lição de como fazer isolamento, de como testar, mas deveríamos ter aprendido a lição de que a abertura, mesmo considerando os problemas econômicos, só deveria ser feita quando as curvas de casos e óbitos começassem a diminuir”, afirma a  professora Raquel Stucchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Como o Brasil “está querendo inovar” na flexibilização, a preocupação nos meios médicos é muito grande, avalia Raquel. “A gente vê uma saturação na ocupação das vagas hospitalares de maneira geral. Equipes de profissionais trabalhando no limite físico e emocional, se contaminando com covid por várias razões. Não é o momento de flexibilizar de maneira nenhuma.”
 


Comércio de rua deve reabrir hoje em SP; shoppings abrem na quinta

Estadão; 10/06
https://bit.ly/2BMZyBK

A Prefeitura de São Paulo vai liberar a partir desta quarta-feira, 10, o funcionamento do comércio de rua na capital paulista. No caso dos shoppings centers, a liberação deve ocorrer na quinta-feira, 11. O anúncio foi pela gestão Bruno Covas (PSDB)  na tarde desta terça-feira, 9.

As lojas deverão respeitar o limite de funcionamento máximo de quatro horas por dia, e se comprometeram a abrir das 11h às 15h. Já era parte da negociação que vinha ocorrendo a premissa de que o horário não poderia coincidir com os horários de pico do trânsito (das 7h às 10h e das 17h às 19h).

 

Após abertura, interior tem segunda onda de infecção de Covid-19
Folha de S. Paulo; 10/06
https://bit.ly/37iCOoU

Cidades do interior do Brasil que reabriram as atividades econômicas nos últimos dias ou semanas estão registrando um aumento súbito de infecções e mortes causadas pelo novo coronavírus.

É como se uma segunda onda, provocada pela maior circulação de pessoas, estivesse se sobrepondo a uma primeira leva de infecções, quando o vírus migrou das capitais em direção ao interior.

Segundo Suzana Margareth Lobo, presidente da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), a chamada interiorização da Covid-19 vai sendo engrossada pelo fim do isolamento.

 

Professores estudam greve em estados e municípios que planejam volta às aulas
Folha de S. Paulo; 10/06
https://bit.ly/2UwhQhd

Professores da rede pública anunciaram que farão greve em estados e municípios que decidirem reabrir escolas sem um protocolo rigoroso de segurança contra o coronavírus. Em ao menos duas cidades, Fortaleza e Búzios, paralisações já foram marcadas.

Com a flexibilização da quarentena e a retomada do funcionamento de comércios e serviços em diversas regiões do país, governos planejam a volta das aulas presenciais, já que as famílias, ao terem de retornar ao trabalho, não têm com quem deixar os filhos. Na rede particular, há locais em que escolas já foram reabertas.


Secretário de Educação de SP está na UTI com coronavírus
Folha de S. Paulo; 09/06
https://bit.ly/2Utatae

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, foi transferido nesta terça-feira (9) para a UTI do Hospital 9 de Julho. Ele foi internado logo após receber o diagnóstico de que tinha sido infectado pelo novo coronavírus, na terça (2).

Segundo o boletim médico do hospital, Soares apresentou “episódios de falta de ar e redução de saturação de oxigênio no sangue”, por isso foi transferido para um leito de UTI.

O secretário, que foi ministro da Educação no governo Michel Temer, tem 41 anos e está consciente.

 


Weintraub reivindica liberdade de expressão ao ser processado, mas processa quem o critica
FSP; 08/06
https://bit.ly/3fb4UFi

Enquanto clama por liberdade de expressão, ao enfrentar as consequências de ataques ao Supremo Tribunal Federal e à China, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, processa jornalistas e comunicadores, como o youtuber Felipe Neto, que publicaram reportagens ou comentários que o desagradaram.

Weintraub move ao menos sete processos por dano moral, calúnia ou difamação.

Ele ainda lança mão para sua defesa nas ações de escritórios de advocacia de dois de seus assessores mais próximos no MEC (Ministério da Educação), o que é visto com ressalva por especialistas.

 

Pandemia faz universidades privadas de SP adotarem vestibular online e nota do Enem
Estadão; 09/06
https://bit.ly/2XRF9Eq

As principais universidades privadas de São Paulo promoveram alterações em seus vestibulares de inverno, como consequência das restrições impostas pela pandemia do coronavírus. A realização de provas online e a aceitação de notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão entre as soluções encontradas para admitir novos estudantes no segundo semestre de 2020. Ainda não há cronograma definido para quem deseja ingressar em 2021. As aulas presenciais no ensino superior têm previsão de retorno para o início de agosto.

A exceção aos vestibulares online fica por conta do Mackenzie. Mesmo diante das recomendações de isolamento, a universidade manteve as provas presenciais para todos os cursos. A instituição garantiu que “serão respeitadas todas as orientações de saúde dadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com distanciamento social em todas as salas de aulas onde ocorrerá a prova”.

 

Maioria das escolas brasileiras não tem plataformas para ensino online
Agência Brasil; 09/06
https://bit.ly/2XOl29P

A maioria das escolas do país não possuía plataformas específicas para o ensino online e grande parte dos estudantes não tinha, em casa, acesso aos equipamentos adequados para acompanhar disciplinas de forma remota, pela internet. Esse é o cenário do Brasil até o final do ano passado, poucos meses antes da suspensão das aulas presenciais devido a pandemia do novo coronavírus (covid-19), de acordo com a pesquisa TIC Educação 2019.

A pesquisa mostra que 28% das escolas localizadas em áreas urbanas têm ambiente ou plataforma virtual de aprendizagem. Essa porcentagem é maior entre as escolas privadas, 64%. O número aumentou em relação a 2018, quando 47% das particulares possuíam esse serviço. Já entre as públicas esse percentual, que era 17% em 2018, caiu para 14% em 2019.

 

MEC suspende cursos a distância da Universidade Brasil
DL News; 09/06
https://bit.ly/30uPrM7

O Ministério da Educação (MEC) decidiu suspender a abertura de novos cursos a distância da Universidade Brasil, de Fernandópolis. A portaria nº 168 é assinada pelo secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Ricardo Braga.

De acordo com a portaria, a suspensão ocorre devido ao processo administrativo aberto no MEC, devido a supostas irregularidades cometidas pela instituição na oferta de cursos de Ensino a Distância (EAD). A portaria determina "a suspensão de ingresso de novos estudantes na modalidade a distância" e "impedimento de protocolização de novos processos regulatórios pela IES (Instituto de Ensino Superior) na modalidade a distância".




Rede global de governos e organizações pede apoio a profissionais de educação durante pandemia
ONU BR; 09/06
https://bit.ly/37iEa2Y

‘Preservar empregos e salários’ de professores é uma das prioridades.

A Força-Tarefa Internacional para Professores pela Educação 2030 fez um chamado à ação para garantir que estes profissionais sejam protegidos, apoiados e reconhecidos durante a pandemia de COVID-19.

A iniciativa é uma rede mundial composta por mais de 90 governos e cerca de 50 organizações internacionais e regionais, incluindo agências da ONU, organizações da sociedade civil, de ensino e fundações, que trabalham para promover questões relativas aos professores e ao ensino. Seu secretariado está abrigado na sede da UNESCO, em Paris.

O documento pede “liderança e recursos financeiros, bem como materiais para os professores, a fim de garantir que o ensino e a aprendizagem de qualidade possam continuar sendo oferecidos à distância durante esta crise e também para que a recuperação seja rápida”.

A Força-tarefa convoca governos, fornecedores e financiadores de educação – públicos e privados – e todos os principais parceiros a:

1 – Preservar o emprego e os salários: esta crise não pode ser um pretexto para baixar o nível de padrões e normas ou desconsiderar os direitos trabalhistas. Os salários e os benefícios de toda a equipe de apoio ao ensino e à educação devem ser preservados.

2 – Priorizar a saúde, a segurança e o bem-estar de professores e estudantes: os professores precisam de apoio socioemocional para enfrentar a pressão extra exercida sobre eles para proporcionar aprendizagem em um momento de crise, bem como para fornecer apoio a seus estudantes em situações de ansiedade.

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