Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

terça-feira, 7 de junho de 2022

Por Beth Gaspar em 7 de junho de 2022

07/06 - Sindicatos ganham confiança, ponto abonado na assembleia do Ensino Superior, ‘aulão’ dos professores em greve em MG, e mais: com tantos massacres, por que os EUA não conseguem mudar a lei das armas

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Já sabe: professores e auxiliares administrativos terão no Ensino Superior estarão em assembleia na quarta, dia 15, em horário de aula:  é direito de convenção coletiva, as escolas estão avisadas.
Veja aqui: https://bit.ly/3acLKlj

 

 

Sindicatos ganham confiança, mostra Datafolha
Agência Sindical; 05606
https://bit.ly/3O0dxny

Pesquisa Datafolha, publicada sábado (4) na Folha de S. Paulo, mostra que a percepção da população sobre os Sindicatos melhorou. À época da reforma trabalhista de Temer, em 2017, 58% dos brasileiros consideravam que as entidades sindicais serviam mais pra fazer política do que defender os trabalhadores. Hoje, esse número chega a 50%.

A visão de que Sindicatos são importantes para defender os interesses dos trabalhadores subiu de 38% para 47%. Segundo João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, essa pesquisa demonstra que, mesmo com o enfraquecimento das entidades, elas mantiveram suas ações e sua luta. “Agora que a realidade se impõe, o trabalhador vê o quanto perdeu com a reforma”, afirma.

 

CAMPANHA SALARIAL 2022

MG: em greve, professores protestam durante “aulão” na assembleia legislativa
Sinpro Minas; 04/06
https://bit.ly/3tH1yUv

Em greve, professores/as  de escolas particulares de BH participaram de uma aula pública, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na manhã desta segunda-feira (6/6), em protesto contra a proposta dos donos de escolas para a campanha reivindicatória deste ano.

Na aula, a presidenta interina do Sinpro Minas, Thaís Fonseca, abordou as reivindicações da categoria e criticou a proposta do patronal, que retira direitos e precariza a Convenção Coletiva da categoria. “Não aceitaremos retrocessos e vamos seguir lutando por melhores condições de vida e trabalho”, ressaltou Thaís FonsecaAlém da capital mineira, a greve de segunda-feira vai atingir escolas de 400 cidades do estado abrangidas pelo Sindicato das Escolas Particulares do Estado de Minas Gerais (Sinep-MG).

Nesta terça (7/6), os/as  professores/as  farão uma manifestação, às 14h30, em frente ao Sinepe MG, o sindicato patronal (Rua Araguari, 644, Barro Preto). Nesse horário, está marcada mais uma rodada de negociação.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Menos público, mais online: as mudanças do ensino superior
Nexo; 05/06
https://bit.ly/3zmftTA

Enquanto as matrículas na rede pública encolhem, cada vez mais brasileiros recorrem às aulas a distância oferecidas pela rede privada.

Em contrapartida à redução do número de matrículas no ensino público em 2020, houve uma forte expansão do número de matrículas no ensino privado e a distância, puxado pelo aumento do número de ingressantes. Foram quase dois milhões de alunos novos, 401 mil a mais do que em 2019. Já nos cursos presenciais privados houve queda, assim como na rede pública.

O número de ingressos no ensino a distância, o EAD, chegou a superar o número do ensino presencial pela primeira vez na história, abarcando mais de 53% das entradas no ensino superior. Com isso, o número total de matrículas nessa modalidade inflou.

Especialistas no setor avaliam que as restrições sanitárias impulsionaram essa expansão do formato digital no ensino superior, assim como aconteceu em diversos outros setores.

Eles ressaltam, porém, que o EAD cresce continuamente há mais de uma década, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e as demandas dos estudantes. “O ensino a distância é o responsável pela maior parte da expansão do ensino superior brasileiro desde os anos 2000”, disse ao Nexo o sociólogo e economista Marcelo Medeiros.

 

Educação superior: mais retrocessos e falácia eleitoral
Extra Classe; 06/06
https://bit.ly/3znunJ4

Enquanto isso, no Brasil, a Rede Pública Federal composta de Universidades e Institutos Federais vêm sendo sistematicamente fragilizada e inviabilizada.

Paralelamente, o segmento educacional privado, com dois terços das matrículas do ensino superior, sob o efeito da financeirização, da EaD e sob ataque dos empresários do setor, colocam os professores enquanto categoria em extinção nessas faculdades.

Já dizia Florestan Fernandes: o intelectual, seja professor ou pesquisador, não cria o mundo no qual vive. Ele faz muito quando consegue ajudar a compreendê-lo, como ponto de partida para a sua alteração real.

Portanto, não será com privatização da educação, nem com educação a distância, muito menos com ensino domiciliar (homeschooling), com pactos paralelos pela educação, com educação meritocrática ou empreendedorismo individual (“Crie o impossível”) que vamos priorizar a educação como pilar para reconstruir e transformar o Brasil.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Ciência e Tecnologia e Educação lideram bloqueio orçamentário
Agência Brasil; 06/06
https://bit.ly/3moHfqw

Os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações e da Educação foram as pastas com o maior volume de recursos contingenciados (bloqueados) no Orçamento de 2022, informou hoje (6) à tarde o Ministério da Economia. Os números constam do detalhamento do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do segundo bimestre, divulgado no fim de maio.

Com R$ 2,5 bilhões contingenciados, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações lidera o bloqueio. Em seguida, vem o Ministério da Educação, com R$ 1,598 bilhão bloqueados. O Ministério da Saúde ocupa a terceira posição, com R$ 1,253 bilhão. Os demais órgãos tiveram cortes abaixo de R$ 1 bilhão.


Opinião: ‘Ensino superior e mundo do trabalho estão desconectados’
Folha de S. Paulo; 0/06
https://bit.ly/3Q2iazt

Por Oscar Hipolito, professor titular da USP, é assessor educacional da Numbers Talk-Business Analytic: “Sabe-se que a formação superior deveria cumprir um papel econômico vital, não apenas de preparar profissionais cada vez mais habilitados, mas também elevar o nível cultural e político da sociedade, com reflexos positivos no aumento da produtividade e do PIB do país.

É bem verdade que ao longo dos anos as instituições de ensino, observando uma mudança na percepção sobre seu próprio valor, buscaram ajustes na esperança de preparar melhor os alunos para a trabalhabilidade.

Infelizmente, muito pouco tem sido feito nesse sentido, principalmente porque o Ministério da Educação, como órgão regulador do sistema de ensino superior, não tem exigido das IES um desempenho mínimo de empregabilidade dos formandos em seus processos avaliativos”.

 

SAÚDE

SP aplica 4ª dose contra covid em maiores de 50 anos e profissionais de saúde a partir desta segunda
Estadão; 06/06
https://bit.ly/3awBPXU

A vacinação com a quarta dose da vacina da covid-19 para adultos a partir de 50 anos e profissionais de saúde a partir de 18 anos começa a partir desta segunda-feira, 6. Pessoas acima de 50 anos também estão elegíveis para receber a vacina contra a gripe.

É necessário ter tomado a primeira dose de reforço (terceira dose) da vacina da covid há pelo menos quatro meses para receber a segunda dose de reforço (quarta dose).


Cidades do interior de SP voltam a registrar alta no afastamento de servidores pela covid-19
Estadão; 06/06
https://bit.ly/3NXW27v

O aumento nos casos de covid-19 volta a causar o afastamento de profissionais de saúde em cidades do interior de São Paulo. Há impacto também na educação e em outros setores de serviços públicos. A média móvel de novos casos de covid-19 no Brasil aumentou 100,3% em duas semanas, conforme dados do consórcio de veículos de imprensa. Com isso, a média voltou aos níveis do final de março deste ano. Embora não haja um levantamento geral, várias prefeituras estão sendo obrigadas a substituir servidores afastados devido à doença.

Em Campinas, o número geral de servidores afastados por covid-19 subiu de 32 em abril para 207 em maio. No mês de março, tinham sido 35.

 

 

Violência: EUA registram 10 massacres com armas no fim de semana
Valor Econômico; 06/06
http://glo.bo/3GXljfM

Os Estados Unidos registraram 10 casos de tiroteio em massa durante o final de semana. Os ataques deixaram 60 pessoas feridas e 10 mortos em locais que vão desde ruas turísticas até supermercados.

Os eventos acontecem dias depois do massacre de Uvalde, onde um atirador de 18 anos abriu fogo em uma escola, deixando 21 mortos, a maioria crianças. Dias antes, um supremacista branco abriu fogo em um supermercado em Buffalo, matando 10 pessoas.

A situação de violência armada vem escalando nos EUA nos últimos anos. Segundo o Gun Violence Archive, o país teve 246 massacres com arma em 2022, o mesmo número do ano passado até o mesmo período.

Em 2020 os EUA registraram 161 massacres até 5 de junho e em 2019 esse número foi de 154.

Segundo o Gun Violence Archive, é considerado um massacre ataques armados em que pelo menos quatro pessoas são baleadas, excluindo o atirador.

Abaixo a lista dos dez massacres ocorridos nos Estados Unidos no último final de semana.

Phoenix, Arizona: Uma garota de 14 anos abriu fogo em um shopping, matando uma pessoa e ferindo outras oito

Mesa, Arizona: Duas pessoas mortas e dois feridos

Summertown, Carolina do Sul: Uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas durante uma festa de formatura.

Macon, Georgia: Uma pessoa morta e outras três feridas

Saginaw, Michigan: Três pessoas mortas e duas feridas

Socorro, Texas: Quatro pessoas ficaram feridas após um atirador abrir fogo no meio de uma multidão reunida para uma formatura de ensino médio. Todos os atingidos são adolescentes, dois estão em estado grave.

Philadelphia, Pensilvânia: Uma briga de rua fez com que dois homens abrissem fogo no meio de um distrito turístico. O conflito resultou em duas pessoas mortas e 11 feridos.

Omaha, Nebraska: Uma pessoa morta e outras três feridas

Chattanooga, Tennessee: tiroteio em uma casa noturna matou duas pessoas e deixou 14 feridos

Chesterfield, Virginia: Uma pessoas morta e outras cinco feridas

 

Por que os Estados Unidos não conseguem mudar a lei das armas
CNN  Brasil; 25/05
https://bit.ly/3x93A0p

Mudar a lei das armas é algo que tem pairado sobre as várias presidências norte-americanas nos últimos anos. Uns com mais afinco, outros nem tanto, mas todos os mandatos presidenciais têm falado sobre o tema, que volta sempre à tona quando uma tragédia acontece.

Mas então, por que será tão difícil mudar uma lei que permite o acesso a armas, muitas vezes de forma indiscriminada?

O lobby das armas - A lei norte-americana é pródiga na realização de lobby, formas de pressionar o poder legislativo de modo a conseguir um determinado objetivo. Um dos mais fortes é, sem dúvida, o lobby das armas.

A Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla em inglês) é uma das grandes responsáveis pelo lobby. Organização importante nos Estados Unidos, foi criada com o intuito de “promover e encorajar as armas numa base científica”.

O efeito filibuster - Na prática, esta é a grande razão pela qual a lei continua sem sofrer alterações. Trata-se de um mecanismo legislativo que faz com que todas as leis, no caso relacionadas a armas, acabem por sofrer adiamentos intermináveis na câmara alta do Congresso, o Senado.

A figura do filibuster pode ser utilizada por uma minoria de senadores, algumas vezes até por apenas um dos 100 que foram eleitos, para adiar ou evitar alterações legislativas. O que acontece é que os senadores em causa podem utilizar tempo ilimitado para falarem sobre um assunto antes de ele ser votado, o que geralmente acaba sempre em uma de duas formas: ou a proposta de lei é alterada ou é retirada.

Exemplo prático - Uma das leis que deverá ser votada em breve no Senado está precisamente relacionada com as armas. O objetivo é fechar a “Charleston loophole”, uma lacuna na lei que continua a permitir existência da vendas de armas sem que seja necessária uma verificação do histórico do comprador.

Como aponta a CNN, esta lacuna permitiu que um homem comprasse a arma que utilizou para matar nove pessoas numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul, em 2015. É esse ataque que dá origem ao nome da proposta.

O calendário da votação está em discussão, mas ainda não é claro sequer se ela vai chegar a existir.

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