Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

7 de abril de 2022

07/04 – Sindicatos rejeitam proposta do Ensino Superior, ‘3% é inaceitável’, a precarização e proletarização do trabalho docente nas IES, e mais: robôs para escolas sem internet e nem água encanada?

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Professoras, professores, pessoal administrativo no Ensino Superior: fiquem atentos aos avisos do sindicato! Vamos discutir as formas de pressão diante das mantenedoras. Leia tudo aqui: https://bit.ly/3v27UgO

  

 

ENSINO SUPERIOR

Sindicatos rejeitam proposta econômica de mantenedoras no ensino superior: ‘3% é inaceitável’, diz Celso Napolitano
Rádio Peão Brasil; 06/04
https://bit.ly/3ramB06

A proposta econômica apresentada pelos representantes das mantenedoras no ensino superior privado foi sumariamente rejeitada na sessão de negociação desta quarta-feira, 06/04, pela comissão de negociação dos sindicatos, coordenada pela Fepesp.

As mantenedoras ofereceram reajuste de 3% a ser pago a partir de abril, com abonos de 15% pagos em agosto e 15% em outubro – que não são integrados ao salário, é bom lembrar.

“Esse patamar é baixo ao extremo”, diz Celso Napolitano, coordenador da comissão de negociação. “Essa proposta é ofensiva, inadmissível, e foi recusada de pronto”.

O acumulado da inflação, lembra Napolitano, atingiu 10,57% nos 12 meses entre março de 2021 e fevereiro de 2022.

Os sindicatos e as mantenedoras devem voltar em nova rodada de negociações na próxima semana, no dia 13. “Essa proposta coloca a negociação em um patamar baixíssimo e sugere uma intenção de postergar as negociações. Isso não nos interessa”, afirma Napolitano, “as negociações não podem se alongar indefinidamente”.

 

Ensino Superior: assembleias rejeitam cortes de direitos
Agência Sindical; 06/04
https://bit.ly/38mRs31

Em assembleias realizadas entre os dias 31 de março e 4 de abril, os educadores rejeitaram propostas de cortes em direitos estabelecidos em Convenção Coletiva.

O setor patronal sugeriu a eliminação da garantia semestral de salários, corte em 50% nas bolsas de estudo, flexibilização de férias e recesso, redução de carga horária, entre outras. Os negociadores dos Sindicatos já haviam recusado discutir essas ideias antes de receber uma proposta econômica.

Mobilização – Os Sindicatos preparam sessões de esclarecimento e mobilização junto a professores e pessoal administrativo, conforme foi discutido nas assembleias. Aos trabalhadores: fiquem atentos aos avisos de sua entidade sindical.

“Vamos discutir as formas de pressão diante das mantenedoras. Não deixe de comparecer às reuniões de esclarecimento ou assembleias convocadas pelo Sindicato”, conclui Celso Napolitano.

 

Universidade-fábrica: precarização e proletarização do trabalho docente nas Instituições de Ensino Superior do Brasil.
Revista Redes; 04/04
https://bit.ly/3JhrkU7

Por Felipe Gomes da Silva Vasconcellos: “O presente artigo visa discutir a precarização e proletarização do trabalho docente nas Instituições de Ensino Superior no Brasil, públicas e privadas, a partir de duas perspectivas: a flexibilização de direitos trabalhistas e a precarização do fazer acadêmico.

O estudo busca relacionar, em primeiro lugar, o processo de produção de conhecimento com o modo de produção capitalista em perspectiva mais geral, para, então, traçar um recorte específico de estudo, que é o impacto das medidas neoliberais nas universidades do Brasil, por um lado e, por outro, o impacto da precarização do trabalho em geral no tocante ao trabalho docente em particular. A pesquisa foi realizada a partir de revisão bibliográfica sobre o tema, de análise a fontes primárias disponibilizadas, principalmente, pelo Ministério da Educação e, também, à jurisprudência de Tribunais do Trabalho”.

 

ESCÂNDALO NO MEC

Governo Bolsonaro destina R$ 26 milhões em kit robótica para escolas sem água e sem computador
Folha de S. Paulo; 07/04
https://bit.ly/3Jilu4I

Verba do MEC beneficia empresa de aliado de Lira em AL; pasta não comenta, e presidente da Câmara nega envolvimento

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) destinou R$ 26 milhões de recursos do MEC (Ministério da Educação) para a compra de kits de robótica para escolas de pequenas cidades de Alagoas que sofrem com uma série de deficiências de infraestrutura básica, como falta de salas de aula, de computadores, de internet e até de água encanada.

Todos os municípios têm contratos com uma mesma empresa de aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), responsável por controlar em Brasília a distribuição de parte das bilionárias emendas de relator do Orçamento, fonte dos recursos dos kits de robótica.

Cada kit foi adquirido pelas prefeituras por R$ 14 mil, valor muito superior ao praticado no mercado e ao de produtos de ponta de nível internacional.

 

Opinião: ‘Brasil se habitua ao vexame na área da Educação’
UOL; 06/04
https://bit.ly/3Kzs8Fv

Por Josias de Souza, colunista: “Quando Bolsonaro assumiu a Presidência, em 2019, o novo governo vendeu a ideia de que o Ministério da Educação seria um local ideal na máquina pública para o surgimento de uma gestão inteiramente nova. Caos não faltava.

Hoje, a nove meses do término do mandato, verifica-se que o novo pode ser uma coisa muito antiga. Normalmente, as notícias sobre o MEC saem na editoria de Educação. O excesso de ideologia empurrou o ministério para seção de política. Agora, tomada de assalto por pastores lobistas e prepostos do centrão, a pasta ganhou as páginas policiais.”

 

Artigo: ‘A falta de educação e lisura no MEC’
Carta Capital; 06/04
https://bit.ly/372r2n1

Por Jandira Feghali, deputada federal: “As grandes jornadas pela educação em 2019 levantaram grandes bandeiras de defesa da universidade pública e da educação em todos os níveis. Recentemente conseguimos constitucionalizar O FUNDEB, e lutamos para impedir o crescimento desordenado do ensino à distância de cursos cujo aprendizado presencial é essencial, como na saúde. Está em curso a batalha pelo aumento real do piso nacional dos professores.

Não podemos permitir que o Ministério da Educação se transforme no território da corrupção e dos  desconstrutores da cidadania brasileira, nem tão pouco de péssimo exemplo para as políticas estaduais de educação. Lá não pode faltar educação, nem lisura!”

 

Após Justiça do Paraná proibir homeschooling, Ricardo Barros retoma projeto na Câmara
Estadão; 06/04
https://bit.ly/3v01P4C

A Justiça do Paraná derrubou, na semana passada, a lei estadual que permitia educar filhos em casa. Com isso, defensores da medida, como a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), recorreram a Ricardo Barros (Progressista-PR).

Pressionado por seu reduto eleitoral, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressista-PR), retomou a pauta da educação domiciliar (homeschooling). A expectativa, agora, é que o projeto de lei seja pautado no plenário da Casa na próxima semana.

 

Dieese: custo da cesta básica sobe nas capitais no mês de março
Agência Brasil, via e-Investidor; 06/04
https://bit.ly/3uZDHPp

No mês de março, o preço médio da cesta básica subiu em todas as 17 capitais brasileiras analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A cesta mais cara do país, no mês de março, foi a de São Paulo, onde o preço médio dos produtos que compõem a cesta chegou a R$ 761,19. Em seguida aparece a do Rio de Janeiro, com custo de R$ 750,71. O menor valor foi registrado em Aracaju: R$ 524,99.

 

 

 

SAÚDE

Depois de aumento de 11% nos remédios, planos de saúde podem subir até 18%
Rede Brasil Atual; 06/04
https://bit.ly/3E3wu5j

O setor dos planos de saúde prevê aumento entre 15% e 18,2% nos preços dos planos individuais a partir de maio. O valor será definido nas próximas semanas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Assim, será o maior aumento nas duas últimas duas décadas. O anúncio vem poucos dias depois de o governo ter autorizado, na sexta (1º), aumento de até 10,8% no preço dos medicamentos. Desse modo, a inflação nos próximos meses pode ter mais um fator de pressão, como é o caso dos combustíveis.

O atual recorde de aumento no preço dos planos de saúde é de 13,57% é de 2016. No ano passado, os planos individuais tiveram um desconto de 8,2%, devido à redução da demanda para uso dos serviços médicos oferecidos em 2020.

 

Casos de covid-19 caem nas Américas, mas risco de surtos permanece
Agência Brasil; 07/04
https://bit.ly/3jwCNox

As infecções e mortes por covid-19 caíram na maioria dos países e territórios das Américas nas últimas semanas. O risco de novos surtos, no entanto, não pode ser ignorado à medida que as restrições são relaxadas e 240 milhões de pessoas continuam sem receber a vacina, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

“Muitos países e territórios nas Américas reduziram as medidas de saúde pública, e alguns o fizeram prematuramente”, afirmou a diretora da Opas, Carissa Etienne, lembrando que a contagem de casos aumentou recentemente em lugares que dependem do turismo, especialmente em partes da América do Norte e do Caribe, onde a cobertura vacinal é baixa.

A região continua a registrar mais de 620 mil novos casos a cada semana, disse ela.

 

 

 


Estudo aponta parentesco entre textos da Antiguidade e linguagem de crianças e loucos
Ilustríssima; 04/11/20
https://bit.ly/3pyN1q4

É possível determinar evolução do pensamento nos últimos 4.500 anos a partir de análise de discursos, conclui pesquisa.

Por Marcelo Leite, Colunista, doutor em ciências sociais: “Ao alfabetizar-se, criança refaz caminho da espécie até a forma contemporânea de consciência, conclui estudo com hipóteses formuladas pelo neurocientista Sidarta Ribeiro e equipe multidisciplinar. Análise de 734 textos e transcrições abrangendo 4.500 anos revela que repetições frequentes caracterizam oralidade de crianças e ameríndios. Elas recuam com a aquisição da escrita, mas persistem na literatura mais antiga e irrompem na fala de psicóticos. Percurso paralelo da humanidade e dos indivíduos letrados até a complexidade reforça papel da leitura como antídoto para a exclusão e a puerilidade das redes sociais.

O que pode haver de parentesco entre os primeiros textos da Antiguidade e a fala de crianças, loucos e ameríndios? A estrutura repetitiva, um fóssil da linguagem oral que a educação plena torna obsoleta e que ressurge como assombração quando a pessoa perde a capacidade de organizar os próprios pensamentos.

Não foi fácil chegar a essa cápsula de conclusões após ler um dos artigos mais ambiciosos e intrigantes com que topei em quatro décadas de jornalismo científico. O trabalho sairá em dezembro no periódico Trends in Neuroscience and Education, mas está disponível na página da publicação.

“Os resultados demonstram que é possível fazer ‘arqueologia mental’, usando métodos matemáticos de análise do discurso para inferir o percurso evolutivo da mentalidade de nossos ancestrais”, afirma o neurocientista Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), que formulou as teses centrais do estudo com o físico teórico Mauro Copelli (Universidade Federal de Pernambuco). Ambos atuam também no Neuromat (Centro de Pesquisa e Inovação em Neuromatemática), apoiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).”

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