Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Por Beth Gaspar em 6 de outubro de 2022

06/10 - Mais cortes no MEC, reitores e estudantes protestam, os apoios no segundo turno, e mais: o que é maçonaria? E por que ela virou assunto nas redes?  

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Em antecipação ao dia da Professora, do Professor, neste 15 de Outubro, o pensamento de Paulo Freire: “O professor que pensa certo deixa transparecer aos educandos que uma das bonitezas de nossa maneira de estar no mundo e com o mundo é a capacidade de, intervindo no mundo, conhecer o mundo”.

 

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Governo Bolsonaro corta R$ 2,4 bi do MEC, e universidades veem situação insustentável - O governo Jair Bolsonaro bloqueou R$ 2,4 bilhões do orçamento do MEC (Ministério da Educação) deste ano. Os impactos recaem sobre as atividades da pasta e também sobre universidades e institutos federais de educação, que têm passado por enxugamentos.

O bloqueio foi anunciado nesta quarta-feira (5) em ofício enviado para as federais, que criticam a decisão e temem pela continuidade dos serviços. "Diante desse contexto financeiro e orçamentário caótico, quem perde é o estudante, que será impactado na continuidade de seus estudos, pois os recursos da assistência estudantil são fundamentais para a sua permanência na instituição", diz nota da Conif, conselho que agrega os institutos técnicos e profissionais do país. Folha de S. Paulo,  05/10  https://bit.ly/3T3XkAv

 

Universidades federais alegam que novo bloqueio no Orçamento coloca atividades em risco - A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirmou nesta quarta-feira, 5, que o governo federal bloqueou mais R$ 328,5 milhões de recursos do Ministério da Educação que seriam destinados às universidades federais.

Na última sexta-feira, 30, o Planalto editou um decreto com contingenciamento (bloqueio de despesas) adicional de R$ 2,6 bilhões no Orçamento, mas não detalhou as áreas afetadas. Estadão,  05/10  https://bit.ly/3CaHkWt

 

UNE divulga calendário de lutas contra o confisco – A executiva nacional da União Nacional dos Estudantes deliberou por um calendário de mobilização, com início na próxima segunda-feira, contra a redução do orçamento0 das universidades e institutos federais determinada ao MEC. UNE,  04/10  https://bit.ly/3Czh5ue

 

PROFESSORAS, PROFESSORES

Professor e escola sob fogo cruzado – No Brasil, outubro é considerado o Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação. Dia 15 de outubro é o Dia do Professor(a). Em âmbito internacional, no dia 5 de outubro é celebrado o Dia Mundial dos Professores, o qual marca o aniversário da subscrição da recomendação da OIT/Unesco sobre o Estatuto dos Professores (1966). Este Estatuto mundial dos docentes foi atualizado em 1997 para incluir pesquisadores e professores do ensino superior.

Enquanto o descaso para com a ciência, a educação e a docência se agrava a cada ano, a maioria dos brasileiros assiste com relativa naturalidade. O “apagão” docente expresso na falta de professores que já se faz sentir se agravará ainda mais; a queda de número de matrículas na educação básica é um paradoxo inaceitável e, o aumento de jovens sem emprego e sem continuar os estudos é um juvenicídio destas gerações. Extra Classe,  05/10  https://bit.ly/3ryFNV5

 

Artigo/Educação: as dores da avaliação remota – A digitalização de processos, acelerada pela pandemia do novo coronavírus em 2020 e 2021, dá sinais de que veio mesmo para ficar. Seja pela adoção de etapas completamente virtuais, seja pela implementação de modelos híbridos, como muito se vem notando nos últimos meses. Na educação formal — básica, superior ou de ensino de idiomas —, esse trajeto segue o mesmo mapa. Colégios, faculdades, cursos de inglês, professores particulares: todos se renderam aos benefícios dos serviços de comunicação por vídeo, inclusive, para etapas avaliativas e seletivas.

Costumo dizer que devemos dançar conforme a música. Trabalhando para o mercado lusófono, sabemos por exemplo que em Portugal há a exigência governamental de uma certificação por parte dos centros de formações que desejam receber verba pública; já no Brasil, são outros os gargalos, como as dimensões continentais e a inequidade de acesso à internet. No entanto, na condição de gestores, desenvolvedores ou educadores, precisamos entender as dores de cada mercado e provê-los com as melhores soluções que, sabiamente, darão acesso a esse direito básico e universal: a educação. Por Rafaela Manes, Diretora de desenvolvimento de negócios em mercados de língua portuguesa da TestWe, Correio Braziliense,  04/10  https://bit.ly/3REGzur

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Ações para difundir o ensino a distância (nas escolas em franquias) - “Este é um momento não só de retomada, mas de evolução. O segmento de Educação a Distância (EaD) é confiável. As franquias que prestam serviços educacionais perceberam, por conta da pandemia, que é possível apostar em tecnologia, isto é, na modernidade, e, ao mesmo tempo, preservar a metodologia educacional.”

O insight, exposto pela coordenadora do Comitê de Educação da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Sylvia Barros, reflete, segundo ela, o sentimento atual das 101 redes de educação associadas à entidade, que operam 10,7 mil unidades e registraram faturamento de R$ 11,7 milhões entre o terceiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre deste ano, uma recuperação financeira de R$ 500 mil em relação ao período anterior. Valor Econômico,  05/10  http://glo.bo/3CeY12S


Aplicativos de educação gratuitos usam dados pessoais de usuários, aponta estudo distância -
A chegada da pandemia e a emergência de um ensino remoto acelerou um processo que já ocorria: o uso de redes sociais, de aplicativos de mensagens e de reuniões virtuais pelas escolas públicas – a chamada Plataformização da Educação. A problemática é que o uso comercial dos dados coletados são a base do modelo de negócio desses aplicativos.

Esse é um dos focos do primeiro de três estudos do Instituto Educadigital e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), “Educação em um cenário de plataformização e de economia de dados: problemas e conceitos” (veja aqui), que foi lançado agora em setembro. “As plataformas oferecerem videoconferências para escolas como algo grátis e as instituições acreditam nisso porque não têm conhecimento da economia de dados. Nela, grátis não existe, tudo é pago com os nossos dados”, explica a educadora, pesquisadora e diretora do Instituto Educadigital Priscila Gonsales. Instituto Claro,  05/10  https://bit.ly/3CaTNJD

 

ELEIÇÕES 2022

Na primeira pesquisa para o segundo turno, Lula tem 51% e Bolsonaro, 43%  Na primeira pesquisa relativa ao segundo turno presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com oito pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o levantamento divulgado no início da noite desta quarta-feira (5) pelo Ipec, Lula tem 51% das intenções de voto e o atual presidente, 43%. Assim, fica acima da margem de erro, que é de dois pontos.

Considerando os votos válidos, Lula fica na frente com 55% a 45%. Além dos dois candidatos, houve 4% de entrevistados que declararam votar em branco ou nulos. Outros 2% ainda estão indecisos. Rede Brasil Atual, 05/10  https://bit.ly/3fOBl23

 

Repercussão das alianças – os apoios a
Lula e Bolsonaro no 2º turno


Alianças em torno de Lula pela democracia repercutem mais que apoios ‘reciclados’ de Bolsonaro  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma apoios importantes para o segundo turno da eleição presidencial, em disputa no próximo dia 30. Diferentemente de Jair Bolsonaro (PL), o petista conseguiu parceria de rivais antigos e recentes em defesa da democracia. Já Bolsonaro coleciona aliados “reciclados” – ou seja, só recebeu confirmação de que já apoiava, mas alguns sem ênfase. Como resultado, a repercussão nas redes sociais das alianças em torno de Lula superam em mais de duas vezes as de Bolsonaro.

Lula aumentou ampliação das alianças em torno de uma frente democrática com a adesão de nomes como Simone Tebet (MDB), Ciro Gomes (PDT), Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Aloysio Nunes, quadros históricos do PSDB. Também aderiram a Lula economistas como Armínio Fraga e Pérsio Arida. “A luta contra a ditadura contou com a coragem de muitos brasileiros (…) Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social. Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou FHC. RBA,  05/10   https://bit.ly/3RIDBFj


Reitor do Centro Universitário Belas Artes declara apoio a Bolsonaro, e alunos protestam  Um post do reitor do Centro Universitário Belas Artes, Paulo Cardim, publicado no blog da faculdade, gerou reação e protestos de parte dos estudantes. No texto intitulado "Vencer ou vencer", ele defende a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Após o post, publicado na segunda-feira (3), os alunos do curso de artes visuais lançaram um formulário online a fim de fazer um levantamento dos alunos que repudiam o posicionamento do Cardim. Com isso, eles desejam se manifestar contra o fato de a instituição de ensino apoiar Bolsonaro, que, segundo eles, "não mediu esforços para minar a área da educação e da cultura".

Um ato foi convocado para sexta-feira (7), às 18h, em frente ao centro universitário, na Vila Mariana, zona sul. Os alunos afirmam que vão se posicionar contra o reitor que apoia o atual presidente. "Artista não vota em fascista", diz a convocação. Folha de S. Paulo, 05/10 https://bit.ly/3CCPR5R

 

 

 


O que é maçonaria? E por que ela virou assunto nas redes?
Valor Econômico, 05/10
http://glo.bo/3CdwyP9

Um vídeo antigo de Jair Bolsonaro (PL) discursando em uma loja da maçonaria dominou o debate nas redes sociais na terça-feira (4) e causou preocupação na campanha de reeleição do presidente.

A maçonaria não é considerada uma religião e sim uma "sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si" que tem como objetivo a "investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes", de acordo com a Grande Oriente do Brasil, associação que reúne 2.000 lojas (como são chamados os templos maçônicos) pelo Brasil.

Não existe um critério objetivo para uma pessoa ser aceita maçom, mas é necessário ter fé e acreditar em Deus, chamado de "Grande Arquiteto do Universo".

No Brasil, se estima que a maçonaria tenha chegado ainda no século 18 e um dos seus ilustres personagens foi Dom Pedro I. Seus seguidores costumam manter discrição sobre reuniões e encontros, mas a maçonaria não é uma sociedade secreta.

Polêmica com Bolsonaro - Bolsonaro, que é católico e apoiado por diversos líderes evangélicos, foi atacado nas redes sociais e em grupos bolsonaristas pela presença na loja e uma possível ligação com a sociedade.

Para alguns grupos evangélicos, a maçonaria é vista como uma seita oculta, sem conexão com os princípios cristãos. Segundo a BBC, o Vaticano já afirmou que os princípios maçônicos são incompatíveis com a doutrina da Igreja Católica.

Em vídeos antigos, o pastor Silas Malafaia critica cristãos que possuem ligação com a maçonaria e rechaça uma possível ligação com a sociedade maçônica.

“Eu sou da igreja de Jesus, eu sou luz. Eu não ando em trevas e não preciso de nada disso. Eu tenho um Deus que me ampara e cuida de mim”, disse, em 2017.

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