Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

6 de setembro de 2022

06/09 – A greve legal na Unib em audiência pública, abaixo assinado em apoio aos grevistas, saúde mental de professores negligenciada na pandemia, e mais: os 200 anos da Independência – golpes, instabilidades, revisões e a reinauguração do Museu do Ipiranga

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A greve de professores da Universidade Ibirapuera, na Assembleia Legislativa: professores em greve resistem com firmeza, acompanham o Sindicato e não desistem na defesa dos seus salários e direitos! Veja a audiência pública na íntegra aqui:  https://youtu.be/BqD2J-_4tNk

 

 

Professores da Unib em greve legal, prática antissindical da instituição: audiência pública –  Na audiência pública realizada nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo, o movimento grevista dos professores ganhou a sociedade. “As cartas assinadas pelos professores passam a incluir no processo de conciliação estabelecido pelo Tribunal Regional do Trabalho.”, disse Celso Napolitano, presidente da Fepesp e direitor do SinproSP. “E estamos denunciando essa instituição, a Unib, por prática antissindicsal. Suas atividades vão contra os direitos legítimos dos professores, de se manifestarem por falta de pagamento. Falta de pagamento!” disse na Napolitano na audiência. Fepesp, 05/09    https://bit.ly/3TJi9lJ


Abaixo assinado: ‘Paguem os professores. Queremos ter aula!’ –  Não há educação de qualidade sem respeito aos alunos(as) e professores de uma instituição de ensino. Qual de vocês, alunos(as), nos últimos tempos não se sentiu desrespeitado pela UNIB ? Quer seja pela falta de comunicação e transparência, quer seja pela imposição de novas regras e alterações de deveres no meio do curso, o fato dos nossos professores  e professoras não receberem os seus salários também afeta nós alunos, por esse motivo precisamos apoiar. Google Docs, 01/09   https://bit.ly/3qa5j2o


POLÍTICA EDUCACIONAL

A um mês da eleição, governador (em campanha) autoriza concurso para professores em SP – O governo do estado de São Paulo autorizará nesta terça-feira (6) a realização de concurso público para contratar professores. A decisão será publicada no Diário Oficial e acontece um mês antes das eleições, que o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB) tenta a reeleição. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o concurso prevê a contratação de 15 mil professores —10,7 mil para jornada de 40 horas semanais e 4,3 mil para a de 25 horas. UOL, 06/09 https://bit.ly/3Qpyxot


Governo federal corta R$ 1 bi para orçamento da Educação Básica para 2023 O orçamento geral do Ministério da Educação (MEC) deve ganhar 7% a mais de verbas em 2023 em comparação com 2022, mas a educação básica, que contempla Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), pode perder R$ 1 bilhão, segundo proposta de orçamento para o ano que vem enviada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional na última quarta-feira (31). Gazeta Zero Hora, 05/09   https://bit.ly/3wXXkt8

 

SAÚDE

Saúde mental de professores negligenciada durante a pandemia Conforme análise divulgada pelo Instituto Península, organização sem fins lucrativos que atua na área da Educação, cuidar da saúde mental dos professores continua sendo uma demanda pouco trabalhada no País. A pesquisa, realizada entre maio de 2020 e maio de 2022 com educadores de todo o Brasil, mostra que houve um aumento de quase 30% no percentual de professores que se sentem sobrecarregados. No início da pandemia, cerca de 35% dos profissionais da educação alegaram sobrecarga emocional. Este ano, subiu para 60%. O Povo, 05/09  https://bit.ly/3QgupXX

O plano de saúde negou atendimento? Veja o que fazer nesses casos Em caso de violação dos direitos do consumidor, a empresa deve ressarcir o contratante do plano de saúde. “O CDC garante como direito básico a efetiva reparação dos danos que o consumidor sofrer em virtude de uma ação ou de uma omissão do fornecedor (art. 6º, VI), por exemplo, alguma negativa de cobertura que ocasione transtornos ou agravos à saúde”, explica advogada Simone Magalhães, especialista em direito do consumidor..Correio Braziliense, 05/09  https://bit.ly/3QmplBr

 

ELEIÇÕES 2022

Ipec: Lula cresce entre os que recebem auxílio; Bolsonaro sobe no Sul e cai entre mulheres  A pesquisa Ipec contratada pela TV Globo e divulgada na noite de segunda-feira, na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a dianteira em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PL), com uma diferença de 13 pontos percentuais na intenção de voto (44% a 31%) no primeiro turno, mostrou também uma leve oscilação na preferência de determinados grupos em relação aos dois presidenciáveis. Valor, 05/09 http://glo.bo/3BjIZKd


Eleições 2022: Pedidos para voto em trânsito crescem 278% em relação a 2018; são 333 mil no 1º turno  O número de eleitores que pediu voto em trânsito para o primeiro turno das eleições deste ano cresceu 278% em relação a 2018. Foram 332,5 mil neste ano, ante 88 mil na disputa anterior, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para um eventual segundo turno, foram 314,8 mil solicitações, enquanto em 2018 o número foi de 83,5 mil, um crescimento de 277%.G1, 06/09   http://glo.bo/3cVTdXz

 

Museu do Ipiranga reabre nesta terça (6) com Villa-Lobos e 800 convidados
Folha de S. Paulo, 05/09
https://bit.ly/3Bj7lDU

Depois de 3.385 dias de portas fechadas, o Museu do Ipiranga, um dos mais importantes do país, reabre nesta terça (6) em um evento para cerca de 800 convidados em São Paulo.

O último dia de funcionamento foi 3 de agosto de 2013. Só em 2017, no entanto, foi realizado o concurso para definir o projeto de restauro, e as obras começaram efetivamente em novembro de 2019.Além da restauração do prédio antigo, o chamado edifício-monumento, um novo setor foi construído, dobrando a área da instituição fundada em 1885.

O início da cerimônia de reabertura está previsto para 19h, com a interpretação do hino nacional pela Osusp (Orquestra Sinfônica da USP) na esplanada, em frente ao edifício-monumento.

‘Independência é vista de formas diferentes a cada momento’
Valor Econômico, 06/09
http://glo.bo/3wVwYrt

O evento é o mesmo: em 1822, D Pedro I declara o Brasil um país independente de Portugal. Mas forma como os livros de história e livros didáticos descreveram esse momento-chave da vida nacional mudou diversas vezes ao longo de dois séculos. “A história é filha do seu tempo”, lembra a professora de história da educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Diana Vidal (na foto). A frase sintetiza uma verdade para os historiadores: que a história é escrita sob influência das ideias que circulam em cada momento.

Valor: Essa interpretação passou a estar presente na sala de aula?
Diana:
É muito interessante porque quando o Brasil se torna independente existem dois movimentos: primeiro, são criadas as faculdades de direito em São Paulo e em Olinda, que serão aquelas que vão produzir os novos quadros administrativos do Estado. Houve também a criação do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, em 1837, justamente para formar essa elite que depois vai fazer faculdade de direito. O Instituto Histórico e Geográfico vai ser responsável pela criação de um conjunto de concursos de teses que seriam constitutivos de manuais didáticos que vão ser utilizados no Colégio Pedro II. Quando a gente acompanha a organização curricular do Colégio Pedro II a gente vai ver que a matéria a história do Brasil vai sendo introduzida aos poucos porque era preciso criar esse conteúdo. Em princípio, o que se tinha era mais uma história da civilização, que significava, basicamente, a história da Europa. Pouco a pouco a história do Brasil foi sendo introduzida. O Colégio Pedro II formava um grupo de elite. O próprio Dom Pedro visitava o colégio, comia com os alunos, que seriam o corpo administrativo do Estado e que precisava de uma certa homogeneidade de pensamento, de compreensão sobre o que era o espaço brasileiro. Essa visão chega a esse grupo. E o Instituto Histórico criou os primeiros textos que vão ser considerados textos da história do Brasil.



Golpes e instabilidade marcam política desde Independência do Brasil
Ilustríssima; 04/09
https://bit.ly/3RA68x4O Brasil tinha acabado de nascer como nação independente, há 200 anos, quando dom Pedro 1° dissolveu a assembleia encarregada de elaborar nossa primeira Constituição e impôs uma Carta que lhe concedia amplo comando por meio do Poder Moderador. Desde então, a desconfiança na democracia e na capacidade de a sociedade resolver seus problemas alimenta projetos autoritários e a ideia de que instituições, como as Forças Armadas e o STF, devem atuar como árbitro das disputas políticas.

Quando os deputados eleitos para escrever a primeira Constituição brasileira se reuniram na sessão preparatória de 30 de abril de 1823, a tarefa mais delicada na ordem do dia era definir o lugar que seria reservado para dom Pedro 1º na sala das reuniões e a forma como ele deveria se apresentar quando fosse até o local.

O projeto de regimento interno previa que o trono do imperador ficasse em posição elevada, acima do plenário, e deixava a cadeira do presidente da assembleia em um nível inferior. Um deputado de Minas Gerais sugeriu que os dois sentassem no mesmo plano, mas o paulista Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva bateu o pé.

“Que paridade há entre o representante hereditário da nação inteira e os representantes temporários?”, indagou o parlamentar, irmão do patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva. “Como se pode sem desvario, perdoe-se-me a expressão, igualar o poder influente, e regulador dos demais Poderes políticos, a um membro de um dos Poderes regulados?”

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