Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

6 de junho de 2022

06/06 – Professores de Minas em greve, Covid suspende aulas em SP, Hitler no Avenues, e mais: Datafolha apura que 49% dos brasileiros se identifica com a esquerda

.

[addthis tool="addthis_inline_share_toolbox_whwi"]

Já sabe: professores e auxiliares administrativos terão no Ensino Superior estarão em assembleia na quarta, dia 15, em horário de aula:  é direito de convenção coletiva, as escolas estão avisadas.
Veja aqui: https://bit.ly/3acLKlj

  

 

CAMPANHA SALARIAL 2022

Professores das escolas particulares de BH entram em greve nesta segunda
Estado de Minas; 05/06
https://bit.ly/3aJhhM3

Uma aula pública com assembleia, prevista para às 10h desta segunda-feira (6/6), vai marcar o início da greve dos professores das escolas particulares de Belo Horizonte. A categoria rejeitou mais uma vez a proposta feita pelos donos de escolas.

A aula pública será um protesto contra a postura dos donos de escolas. Em conversa com o Estado de Minas, a presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro), Valéria Morato, confirmou a paralisação. Além da assembleia, também haverá uma manifestação na porta do sindicato patronal, na terça-feira (7/6), às 14h30.

Uma nova assembleia foi marcada para a quarta-feira (8/6), às 10h, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

Escolas particulares de BH aumentam salários de professores antes de greve
Estado de Minas; 04/06
https://bit.ly/3ao0AWd

O anúncio de greve geral dos professores da rede particular de Belo Horizonte mobilizou várias escolas a negociarem reajustes individualmente com os profissionais. Na tentativa de frear o movimento programado para a próxima segunda-feira (6/6), instituições se anteciparam e garantiram reajustes salariais com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que tem por objetivo justamente estabelecer a correção do poder de compra dos salários.

Os professores reivindicam uma recomposição salarial de 19,7%, acrescida de 5% de ganho real, além das perdas inflacionárias. De acordo com os docentes, a oferta das escolas é de 5% de reajuste para profissionais do ensino básico e 4% para os de ensino superior.

Além da capital mineira, a greve de segunda-feira vai atingir escolas de 400 cidades do estado abrangidas pelo Sindicato das Escolas Particulares do Estado de Minas Gerais (Sinep-MG).

 

SAÚDE

Com o aumento de casos de Covid, escolas de São Paulo suspendem aulas presenciais
CBN; 04/06
http://glo.bo/3mj7gaT

Escolas públicas e particulares de São Paulo voltaram a suspender temporariamente as aulas presenciais de turmas que tiveram casos confirmados de Covid-19. Atualmente, oito escolas estaduais voltaram ao ensino remoto para conter novas contaminações da doença. Por causa do aumento de novos casos de coronavírus, tanto o estado como a capital voltaram a recomendar o uso de máscaras em locais fechados.


Escolas retomam atividades remotas e cancelam festas juninas
Correio Braziliense; 04/06
https://bit.ly/3xn3u6P

A quarta onda de covid-19 no Distrito Federal está afetando em cheio a rotina das escolas públicas e também particulares. Além de suspender turmas inteiras, instituições de ensino particulares decidiram retomar o ensino a distância e até mesmo adiar a realização de festas juninas, na tentativa de conter a propagação do vírus.

O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), afirma que a nova onda da doença “instalou o caos nas escolas”. A inércia do GDF diante da situação levou a força-tarefa de enfrentamento a covid do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) a requisitar à Casa Civil do Executivo informações sobre as medidas para enfrentamento do atual aumento de casos e da taxa de transmissão da à Casa Civil do Distrito Federal.


Comissão de Educação do Senado volta a debater impacto da pandemia na educação
Agência Senado; 03/06
https://bit.ly/3xirgkf

A subcomissão temporária para acompanhamento da educação na pandemia promove na segunda-feira (6), às 10h, audiência pública interativa remota para avaliar os impactos da Covid-19 nas atividades de ensino.

Essa será a 14ª audiência pública promovida pela Comissão, que terá como tema a permanência na escola e a criação de condições para que o estudante se sinta bem no ambiente de ensino, com protocolos de segurança sanitária, oferta de alimentação de qualidade e política de acolhimento socioemocional.

Como participar – O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania (aqui), que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Aluno cita Hitler em anuário da Avenues, escola mais cara de SP
Folha de S. Paulo; 03/06
https://bit.ly/3GQmqxP

Um aluno da unidade de São Paulo da escola Avenues citou uma frase do líder nazista Adolf Hitler no anuário do colégio. Os exemplares foram impressos e distribuídos para parte dos estudantes.

Escrita em inglês, a frase diz que “qualquer um pode lidar com a vitória, mas só os poderosos podem suportar a derrota”. Abaixo da declaração, o aluno inclusive colocou o nome do ditador alemão.

A Avenues é de Nova York. Sua unidade no Brasil é considerada a escola mais cara da capital paulista, com mensalidade acima dos R$ 12 mil. Procurado, o colégio confirmou o ocorrido para a Folha.

Nesta quinta-feira (2), ao perceber a citação, a escola enviou um comunicado aos pais e responsáveis dos alunos. Assinada por John Ciallelo, diretor do ensino fundamental 2 e ensino médio do colégio, a nota afirma que, “embora a frase em si, isoladamente, não seja ofensiva, o fato de ser uma citação de Adolf Hitler é extremamente ofensivo e não tem lugar no nosso anuário, nem em nenhum lugar na nossa comunidade”.

 

Opinião: ‘Educação dá voto?’
Folha de S. Paulo; 04/06
https://bit.ly/3ao69E5

Por Paula Dallari, professora da Faculdade de Direito da USP; ex-secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (2008-2010, governo Lula) e ex-consultora jurídica do ministério (2005-2008, governo Lula): “Educação dá voto? Esta foi a pergunta feita por integrantes do Todos pela Educação a quatro governadores que falaram no ato de lançamento do movimento suprapartidário Educação Já 2022, no dia 26 de abril, em São Paulo. Os depoimentos gravados de pré-candidatos à Presidência da República, apresentados no mesmo ato, também buscaram votos nas suas respostas em favor da educação.

Aparentemente, a educação começou a dar voto no Brasil há cerca de uma ou duas décadas, quando houve um esforço consciente para vincular as duas coisas —sucesso eleitoral e melhoria educacional. Onde esse casamento acontece, ele se explica pela construção de políticas públicas educacionais. Não qualquer programa, mas políticas bem-sucedidas, que melhoram de fato a vida de estudantes, suas famílias e professores, formando jovens para a cidadania e o mundo do trabalho, geralmente reconhecidas por bons indicadores de desempenho educacional.

O que está em jogo nas próximas eleições não são dois padrões equivalentes para o jogo da competição política, mas visões distintas do significado da educação no processo civilizatório. Mobilizar a sociedade para cimentar com o voto a sustentação política das boas políticas públicas educacionais é uma vacina contra o retrocesso”.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Falta professor em 17% das aulas do novo ensino médio na rede estadual de SP
Estadão; 04/06
https://bit.ly/3NpPHSi

O novo ensino médio na rede estadual de São Paulo enfrenta falta de professores para as aulas específicas e menos oportunidades de escolha de trajetória entre os estudantes mais pobres. Essas são as principais conclusões de um estudo realizado por pesquisadores da Rede Escola Pública e Universidade (Repu).

Mudanças curriculares no ensino médio brasileiro preveem que os estudantes escolham as áreas nas quais querem aprofundar os estudos: são os chamados itinerários formativos. A alteração no modelo foi feita para tornar a etapa – um dos principais gargalos da Educação no País – mais flexível e atrativa aos jovens.


Enem 2022 recebe mais de 3,4 milhões de inscrições
Valor Econômico; 03/06
http://glo.bo/38SpGfB

A edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teve 3.396.597 inscrições confirmadas. De acordo com Ministério da Educação (MEC), o número representa um aumento de 11,6% em relação à edição de 2021, que teve 3.040.908 confirmações. O total corresponde às duas versões do exame, a impressa e a digital.

Do total de participantes confirmados, 2.028.353 (59,72%) são isentos da taxa de inscrição e 1.368.244 (40,28%) são pagantes. Os dados são considerados preliminares até a apuração definitiva, tendo em vista que há casos de processamento dos pagamentos pelas instituições bancárias, processos judiciais, comissão de demandas, além de outras situações excepcionais.

Política de cotas é fundamental para o Brasil, afirma pesquisadora Lilia Schwarcz
Rede Brasil Atual; 04/06
https://bit.ly/3mkOmjM

Racismo e branquitude foram temas presentes na conversa entre Juca Kfouri e Lilia Schwarcz no programa Entre Vistas, na TVT, desta quinta-feira (2). Antropóloga, historiadora, professora da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Lilia tem se dedicado ao estudo e à defesa das questões de igualdade racial, posicionamento que mudou ao longo dos anos.

Em 2006, foi uma das signatárias do “manifesto contra as cotas raciais”, documento divulgado por diversos intelectuais que se opunham ao projeto de lei das cotas e ao PL do estatuto da igualdade racial. Durante a conversa com Juca Kfouri, a historiadora afirmou que considera a política de cotas, que está completando 10 anos, uma das medidas mais importantes para o enfrentamento da desigualdade no Brasil.

 

 

Datafolha: Identificação com a esquerda cresce e vai a 49% da população; direita recua
Folha de S. Paulo; 04/06
https://bit.ly/3zlJHGg

A identificação dos brasileiros com o espectro ideológico de esquerda cresceu e alcança hoje 49% da população, segundo o Datafolha. O percentual, que abrange ideias sobre comportamento, valores e economia, é o mais alto da série histórica para a pesquisa, iniciada em 2013.

De 2017, quando foi realizado o levantamento anterior, para cá, o perfil ideológico mudou: antes havia uma divisão mais igualitária entre direita (40%) e esquerda (41%), e agora a segunda opção é predominante.

A pesquisa, feita a partir de respostas dos entrevistados a perguntas sobre temas que separam as duas visões de mundo —como drogas, armas, criminalidade, migração, homossexualidade e impostos—, mostra que 34% têm ideias próximas à direita e 17% se localizam ao centro.

A parcela de direita, que cinco anos atrás totalizava 40% e recuou 6 pontos percentuais, diminuiu principalmente por causa do maior apoio a posições no campo de comportamento e valores associadas ao ideário antagônico, como a pauta dos direitos humanos.

Foi sentida alteração significativa, por exemplo, na questão sobre adolescentes que cometem crimes (juridicamente, atos infracionais). Aqueles que acham que os jovens devem ser reeducados passaram de 25% para 34%. Os que defendem que sejam punidos como adultos eram 73% e agora são 65%.

Está diferente também a percepção sobre sindicatos, que perderam influência com a reforma trabalhista de 2017. Naquele ano, 58% consideravam que as entidades serviam mais para fazer política do que para defender os trabalhadores. Hoje são 50%.

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Copyright © 2018 FEPESP - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por: PWI WebStudio