Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

6 de abril de 2022

06/04 – Uberização na educação fragiliza professores, a suástica no Bandeirantes, o ônibus escolar superfaturado, e mais: jovens brasileiros largam faculdade e entram na lista de novos bilionários

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Aumento da uberização da educação fragiliza professores e professoras

Revista Mátria, via CUT; 18/03
https://bit.ly/3KVwaYi

Segundo a pedagoga Adércia Hostin, do Fórum Nacional de Educação (FNPE), são diversos os tipos de contratação enquadrados nos moldes de afrouxamento das garantias trabalhistas, mas a mais crescente, e que tem se alastrado pelo Brasil, é mesmo a que faz referência ao aplicativo de transporte. É ela quem afirma que “na educação, não foi diferente”.

“Não se faz trabalho remoto apenas migrando o conteúdo das aulas presencias para as plataformas virtuais”, pontua a pedagoga. “Precisamos lidar com o fato de que a imensa maioria dos docentes não tem especialização no uso das tecnologias. E que as próprias instituições de ensino, muitas vezes, não dispõem do aparato tecnológico para essas demandas”, avalia.

Na sua opinião, a prioridade deveria ser garantir o acesso universal dos estudantes às ferramentas tecnológicas de ensino, a capacitação dos professores e os processos de acompanhamento e avaliação das aulas não presenciais.

“A questão é que, em meio ao turbilhão, muitos professores ainda não se deram conta das consequências dessa prova de fogo – fazer com que o trabalho remoto seja aceito a qualquer preço”, alerta a pedagoga. O trabalho no aplicativo cria a falsa sensação de que o trabalhador está inserido no mercado. Mas, na verdade, é ele o responsável pelo produto que vai vender e pelo serviço que vai prestar.

 

Censo da educação superior, mitos e meias-verdades
Extra Classe; 05/04
https://bit.ly/3r5ZdAU

Durante a pandemia e na recente divulgação dos dados do Censo do Ensino Superior de 2020 deu-se, novamente, destaque justamente para a educação à distância devido ter tido mais matriculas de novos ingressantes nesta modalidade do que em cursos presenciais. Torna-se necessário analisar o contexto social e econômico dos estudantes brasileiros para ousar apontar tendências ou conclusões.

Entre 2010 e 2020, o número de ingressos na educação superior variou negativamente 13,9% nos cursos de graduação presencial e nos cursos a distância aumentou 428,2%. Neste período o grau tecnológico registrou o maior crescimento em termos percentuais: 156,7%. Quase 70% das matrículas de cursos superiores de tecnologia (tecnólogos) já são a distância.

As matrículas em cursos de licenciatura presencial representam 40,7%, enquanto a distância são 59,3%. As vagas novas nos cursos presenciais alcançaram 37,6% enquanto nos cursos em EAD apenas 20%. Ou seja, há mais oferta e vagas ociosas na EAD do que nas presenciais.

 

DISCURSO DE ÓDIO

Pais cobram punição após postagem de suástica em rede social de alunos do Colégio Bandeirantes
Estadão; 05/04
https://bit.ly/3DMiSuR

A veiculação de símbolos, ornamentos, emblemas, distintivos ou propaganda relacionados ao nazismo é crime previsto em lei federal.

Pais e alunos do Colégio Bandeirantes, na zona sul paulistana, pressionam a escola para tomar providências depois de uma postagem com a suástica nazista ter sido feita em um perfil nas redes sociais administrado por uma turma do ensino médio. O Bandeirantes diz investigar o caso.

Os estudantes do 3º ano se depararam nesta terça-feira, 5, com uma foto de um tênis com o símbolo nazista e a mensagem: “importei um nike da alemanha, gostaram?”. O perfil do Instagram da sala foi criado pelos alunos e a senha foi compartilhada entre os colegas. O Band afirma também trabalhar o assunto na sala, mas não sabe quem foi o autor,

Segundo famílias ouvidas pelo Estadão, os adolescentes estão com medo porque dizem que um dos alunos da turma já teria defendido o youtuber Bruno Aiub, conhecido como Monark, que foi desligado do Flow Podcast depois de defender a formalização de um partido nazista no País, o que é proibido. Além disso, esse mesmo aluno também teria desenhado a suástica na lousa quando estava no 9º do ensino fundamental na mesma escola, conforme os relatos.

 

Racismo no País está enraizado na educação escolar
Jornal da USP; 04/04
https://bit.ly/3r7dZr3

O Brasil tem a maior população negra do mundo fora da África. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2019, 46,8% dos brasileiros se declararam pardos e 9,4% se declararam pretos. Para o IBGE, a soma de pardos e pretos constitui a população negra no Brasil, 56,2%.

Apesar de serem a maioria, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – normativa que serve como referência obrigatória para elaboração dos currículos escolares e propostas pedagógicas para a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio no Brasil – a matéria de história apresenta apenas um item referente ao ensino da história afro-brasileira, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

 

Artigo: ‘A violência se produz fora das escolas’
Rede Brasil Atual; 05/04
https://bit.ly/3JelBOV

Por Arlete Sampaio, médica,  presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do DF: “É preciso recompor as equipes de profissionais escolares, aumentando a presença de pessoas capazes de contribuir para harmonização desses ambientes. E também de entreter os estudantes, incentivá-los a atividades de aprendizado para que o equilíbrio, diálogo e respeito às diferenças imperem.

O combate à violência deve buscar primordialmente suas raízes, que obviamente se encontram fora da escola. Mas o Estado precisa assumir sua missão legal e constitucional. Promover, junto aos estudantes, por meio de políticas públicas, “o pleno desenvolvimento da pessoa” e “seu preparo para o exercício da cidadania” (art.205, da Constituição Federal). Desse modo, para que as instituições não se tornem, cada vez mais, focos de opressão e desrespeito aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes”.

 

ESCÂNDALO NO MEC

Governo recua e reduz preço de ônibus escolares em leilão; TCU embarga resultado
Estadão; 05/04
https://bit.ly/35NLRSA

O governo recuou e reduziu o preço máximo para a compra de 3.850 ônibus escolares rurais, após o Estadão revelar risco de sobrepreço milionário na transação. Sob ameaça de ter o processo anulado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão presidido por um indicado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, fez um ajuste às pressas na cotação dos veículos na licitação. Por causa da mudança de última hora, o preço total para a aquisição dos veículos sofreu uma redução de R$ 510 milhões.

Ainda assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) preferiu embargar o resultado do pregão. A decisão assinada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues permitiu, no entanto, que a concorrência fosse realizada ontem, e as propostas apresentadas pelos fornecedores. Mas a homologação dos valores só poderá ser feita após a avaliação da Corte de contas.

 

Prefeitos que negaram propina a pastores dizem que não receberam empenhos do MEC
Valor Econômico; 05/04
http://glo.bo/38y8Vpp

Cinco prefeitos que tiveram contato com pastores envolvidos no escândalo que culminou com a queda de Milton Ribeiro do Ministério da Educação (MEC) detalharam hoje os episódios nos quais houve suposto pedido de propina por parte dos religiosos.

Dos cinco prefeitos ouvidos na Comissão de Educação do Senado, três reafirmaram que ouviram pedido de vantagem indevida por parte do pastor Arilton Moura. Outros dois admitiram o contato com os pastores, mas negaram qualquer tratativa de propina.

 

‘Me deu ânsia de vômito’, diz prefeito sobre propina no MEC
Estadão; 05/04
https://bit.ly/3r7dFsw

O depoimento mais contundente foi do prefeito de Bonfinópolis, Kelton Pinheiro (Cidadania). Ele se disse enojado com o pedido de dinheiro feito pelo pastor Arilton Moura. “(Arilton Moura teria dito) ‘Vocês políticos são um bando de malandros, não têm palavra. Se não pegar antes, não paga ninguém’. Aquilo me deu ânsia de vômito”, afirmou Kelton Pinheiro à Comissão de Educação.

“Quando chegou o pastor Arilton na minha mesa e me abordou de uma forma assim muito abrupta e direta, dizendo: ‘olha, prefeito, vi aqui que o seu ofício aqui está pedindo a escola de 12 salas. Essa escola aí deve custar uns R$ 7 milhões o recurso para ser liberado, mas é o seguinte, eu preciso de R$ 15 mil na minha mão hoje'”, relatou.

 

SAÚDE

Covid-19: porque as pessoas pegam a doença de novo?
CanalTech; 05/04
https://bit.ly/3NL62lj

Obter dados sobre o número de reinfecções da covid-19 não é algo fácil. No caso brasileiro, não existem indicadores nacionais que revelem esta condição. Apesar disso, outros países já anunciaram, através de grandes bases de dados, que a reinfecção é mais comum do que se imagina e o cenário se acentuou — e muito — com a chegada da Ômicron.

Um levantamento britânico aponta que, até o dia 6 de fevereiro de 2022, o sistema de saúde local contabilizava mais de 14,5 milhões de infecções primárias e cerca de 620 mil reinfecções apenas na Inglaterra. A partir desses dados, é possível estimar que ocorre uma reinfecção para cada 24 infecções primárias. O curioso dos dados é que mais de 50% de todas as reinfecções foram contabilizadas a partir de dezembro de 2021, quando a variante Ômicron já se estabelecia no país.

 

Com 205 mortes em um dia, Brasil chega a 660.586 óbitos por Covid
G1; 05/04
http://glo.bo/3Je1Wyy

O Brasil registrou nesta terça-feira (5) 205 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 660.586 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 185, abaixo da marca de 200 pelo quarto dia. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -37%, tendência de queda nos óbitos decorrentes da doença.

 


Jovens brasileiros entram na lista de novos bilionários da Forbes
Forbes; 05/04
https://bit.ly/37lOZph

O Brasil tem três novos integrantes na lista de bilionários da Forbes, segundo o ranking publicado nesta terça-feira, 5. São eles Henrique Dubugras, de 26 anos, e Pedro Franceschini, de 25 anos, cofundadores e copresidentes da fintech Brex, ambos com uma fortuna de US$ 1,5 bilhão cada.

Além dos dois jovens, Sasson Dayan, de 82 anos, do banco Daycoval, figura na lista de novos bilionários.

Com pouco mais de 20 anos, os fundadores da Brex são os novos brasileiros bilionários da Forbes. Dubugras, e Franceschi, detêm uma participação de 28% na fintech, o que lhes dá cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 7 bilhões) cada.

A startup tem sede em São Francisco e busca revolucionar a indústria de cartões de crédito corporativos. Em janeiro, a empresa levantou US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão) em uma rodada de financiamento liderada pelas empresas de investimento Greenoaks Capital e TCV, o que lhe garantiu uma avaliação de mercado de US$ 12,3 bilhões (R$ 57,8 bilhões).

Além dos cartões de crédito corporativos, nos últimos anos, a Brex também lançou novas ofertas de software, como um produto de gerenciamento de despesas e um recurso de pagamento de contas comerciais. Foram essas inovações que fizeram com que a empresa atraísse uma enxurrada de capital de risco.

A Brex, hoje com uma equipe de mil pessoas, existe graças a uma animada troca de mensagens no Twitter em dezembro de 2012 entre Dubugras e Franceschi, que residiam em cidades diferentes, mas se tornaram amigos virtuais através de discussões sobre tecnologia.

Em 2013, os amigos lançaram no Brasil a startup Pagar.me, que permitia que comerciantes aceitassem pagamentos online. A empresa tinha 150 funcionários quando foi vendida para a Stone.

Dubugras não revela qual era a participação da dupla na Pagar.me, mas diz que foi o suficiente para bancar a faculdade – ele e Franceschi abandonaram o curso de ciência da computação de Stanford – e guardar algumas economias.

Depois de vender a empresa, a dupla inicialmente queria criar contas bancárias para startups sediadas nos EUA, mas optou por cartões de crédito corporativos como uma rota mais viável.

Dubugras e Franceschi fundaram a Brex em 2017, depois de deixarem Stanford antes do fim do primeiro ano de faculdade. Dois anos depois, ambos foram destaques da lista 30 Under 30 de finanças da Forbes norte-americana. Até então, a startup havia levantado US$ 213 milhões (R$ 1 bilhão) e era avaliada em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,1 bilhões).

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