Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

5 de setembro de 2022

05/08 – Audiência pública hoje em apoio aos professores da Unib, as pesquisas eleitorais desta semana (serão seis!), ameaça de atentado no Dante, e mais: nos 200 anos da Independência, um ‘historicídio’ em curso no Brasil

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Greve de professores da Universidade Ibirapuera, por falta de pagamento de salários e encargos, entra na sua quinta semana. Na sexta, a universidade se recusou a dar informações ao TRT. Hoje, será denunciada em audiência pública na Assembleia Legislativa. Não falte! Leia aqui:  https://bit.ly/3TJi9lJ

 

 

 

Assembleia Legislativa convoca audiência pública: greve de professores da Unib –  Nesta segunda-feira, dia 05, às 19h, a Assembleia Legislativa realiza audiência pública para tratar da crise na Unib. Professores em greve convidam a todos –  alunos, seus familiares e a comunidade envolvida nos afazeres da universidade –  a participar deste encontro. Fepesp, 05/09    https://bit.ly/3TJi9lJ

Estudantes da Unib se mobilizam em apoio à greve dos professores – Alunas e alunos de diversos cursos da Universidade Ibirapuera estão se organizando em solidariedade às professoras e professores, em greve desde o dia 09 de agosto. Eles disponibilizaram um abaixo-assinado no google, no qual cobram os salários de seus professores e também denunciam a falta de comunicação e transparência da mantenedora. Sinpro SP, 01/09    https://bit.ly/3AMbxvn

 

Abaixo assinado: ‘Paguem os professores. Queremos ter aula!’ –  Não há educação de qualidade sem respeito aos alunos(as) e professores de uma instituição de ensino. Qual de vocês, alunos(as), nos últimos tempos não se sentiu desrespeitado pela UNIB ? Quer seja pela falta de comunicação e transparência, quer seja pela imposição de novas regras e alterações de deveres no meio do curso, o fato dos nossos professores  e professoras não receberem os seus salários também afeta nós alunos, por esse motivo precisamos apoiar. Google Docs, 01/09   https://bit.ly/3qa5j2o


ESCOLAS

Escola de elite de SP avisa pais após rumor de plano de atentado a tiros– A direção do Colégio Dante Alighieri, uma das escolas particulares mais caras e tradicionais de São Paulo, enviou circular aos pais dos alunos, na quinta-feira (1º/9), para informar que medidas foram tomadas em relação à segurança interna da instituição. Circulavam rumores de que um aluno planejava ataque a tiros no centro de ensino. Metrópoles, 02/09  https://bit.ly/3qa9ZoY


Escola técnica é pichada com suástica nazista e ameaça de massacre em SP –
Estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Parque da Juventude, na zona norte da capital paulista, foram surpreendidos quando entraram em um dos banheiros da unidade, nesta terça-feira (30/8), e encontraram uma mensagem pichada na parede em tom de ameaça: “massacre sexta 02/09” com desenhos de suástica nazista ao redor do texto. A direção da escola, que é de responsabilidade do Centro Paula Souza, emitiu um comunicado a alunos e professores avisando que acionou a polícia. Ponte, 302/09 https://bit.ly/3RkxWWG


Educadores falam sobre violência no ambiente escolar e como combatê-la O ambiente escolar é um local que deve passar a sensação de segurança e conforto, além de harmonia entre funcionários e estudantes. No entanto, é neste mesmo lugar que podem ocorrer agressões físicas, verbais, psicológicas e sexuais, além do conhecido “bullying”, termo em inglês que significa ‘agressões contínuas’.  Em qualquer caso, o Ministério Público deve ser acionado. O promotor de Justiça, ao ser comunicado, irá mobilizar as autoridades competentes na busca da solução do problema e apurar a irregularidade ou crime praticado.   Cada Minuto, 04/09   https://bit.ly/3wXXkt8

 

ELEIÇÕES 2022

Eleições 2022: Quais pesquisas para presidente serão lançadas nesta semana? Veja quando sai cada uma  Pelo menos seis pesquisas para presidente serão divulgadas esta semana, segundo informações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre esta segunda-feira, 5, e o próximo sábado, 10, serão lançados levantamentos feitos pelos institutos Ipec, PoderData, Quaest, Paraná Pesquisas, Ipespe e Datafolha. A Corte eleitoral exige que os levantamentos sejam registrados em seu sistema até cinco dias antes da divulgação. Portanto, pesquisas incluídas no decorrer dos próximos dias ainda podem sair até o fim da semana. Terra 05/09  https://bit.ly/3RkDHDD


Datafolha: saúde e educação são as áreas mais importantes na hora de definir voto para presidente
 Dados da última pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, divulgados nesta sexta-feira (2) mostram que Saúde e Educação são as áreas mais importantes para os eleitores na hora de definir o voto para presidente. Somando as respostas das três colocações, a saúde concentrou a maioria das respostas (81%), seguida de educação (75%), emprego e renda (57%), combate à violência (32%), combate à corrupção (29%) e defesa dos valores da família (22%). G1, 02/09   http://glo.bo/3D0Ymsg

 

‘Vitória de Lula em 1º turno é difícil, mas não improvável’, diz Marcos Coimbra/Vox Populi –  O sociólogo Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populi, afirmou à Rede TVT na sexta-feira (2) que as mais recentes pesquisas sobre intenções de voto para a presidência da República mostraram estar mais difícil uma vitória de Lula no primeiro turno, porém não improvável. Marcos Coimbra voltou a reforçar o caráter monotemático da eleição, com dois núcleos duros bem definidos, e vê apenas oscilações pontuais na classe média. Ele ainda confirmou ineficácia dos programas de auxílio na captação de votos por Bolsonaro. Rede Brasil Atual, 04/09   https://bit.ly/3TFXKxY

 

 

Independência, 200 anos: ‘Há um ‘historicídio’ em curso no Brasil’
Folha de S. Paulo 03/09
https://bit.ly/3BgHrka

É comum que professores de história ouçam em conversas casuais frases como: “Eu gosto muito de história!”, “Os jovens precisam conhecer mais a nossa história!” ou “O brasileiro não tem memória!”… Quem nunca?

Já outros manifestam perplexidade ao lerem por aí que o nazismo era de esquerda ou que a ditadura militar brasileira foi uma “revolução democrática”(!). Eles, os perplexos, ainda lembrarão a importância de saber história “para que os erros não se repitam”. A verdade é que certas pessoas odeiam a história e o seu ensino. Fosse diferente, não estaríamos assistindo inertes ao “historicídio”, com o perdão do neologismo, que está em curso em São Paulo e no Brasil.

É um desastre cognitivo o que está em curso, um verdadeiro “historicídio” promovido por negacionistas que desejam falsificar a história. Mas também produzido por aqueles que desejam, simplesmente, se livrar dela expurgando-a do seu estudo escolar. Excluir a história do currículo é apagar o passado e ameaçar o futuro. Precarizar a formação docente favorece a deformação e a desinformação. Não sendo revertidas essas medidas, a cidadania ficará privada do mais básico conhecimento de nossas histórias. Será esta a nossa contribuição ao futuro no bicentenário da Independência?

 

As mulheres que tiveram extrema importância para a independência do Brasil
Aventuras na História; 04/09
https://bit.ly/3QqidEk

Nas comemorações do bicentenário da Independência, enaltecer as forças femininas durante o período vira livro e podcastAo se debruçar na história da Independência do Brasil à procura da atuação feminina nos acontecimentos políticos de 1822, depara-se, sim, com mulheres. Algumas, como Maria Leopoldina e Maria Quitéria, não caíram no anonimato como outras tantas, porém, mesmo elas não foram reconhecidas ao longo dos últimos 200 anos.

Para resgatá-las e trazer à tona outras biografias femininas que desempenharam papel importante na luta e no processo de libertação do país, a historiadora e idealizadora do projeto, Heloísa Starling, e a roteirista Antonia Pellegrino lançam o livro ‘Independência do Brasil – As Mulheres Que Estavam Lá’ (Editora Bazar do Tempo). Às vésperas do lançamento da obra, a revista Aventuras na História conversou com as autoras.

Como foi a participação feminina nas lutas pela separação do Brasil de Portugal? – Seja no Brasil colonial ou na Europa, os usos e costumes do final do século 18 e daprimeira metade do século 19 não recomendavam às mulheres se arriscarem para fora da esfera doméstica; se fosse o caso de tentar, elas podiam até ganhar a vida como próprio trabalho, sustentar maridos ou, na Europa, manter salões ilustrados.

Mas de jeito nenhum deveriam reivindicar participação política. Isso era proibido. Havia mulheres, contudo, decididas a governar a própria vida, que ameaçavam as convenções morais e sociais estabelecidas e dispostas a desafiar o mundo proibido da participação política.

Também levaram a sério um projeto de Independência para o Brasil. Viveram esse projeto de maneiras diferentes, partiram de patamares sociais desiguais, e atuaram de forma diversa: algumas dessas mulheres empunharam armas, outras se engajaram no ativismo político. Mas todas elas recusaram o lugar subalterno que lhes era reservado.

Essa participação atingiu todas as classes sociais e regiões do país? – Sim, o livro tem histórias que se passam em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará… ou seja, as mulheres estiveram no “front” em todo o Brasil.

A obra retrata a atuação de mulheres pouco reconhecidas, como Maria Quitéria e Leopoldina, e de outras ainda bem desconhecidas. Por que essas histórias ficaram tanto tempo esquecidas? – Algumas destas personagens são nomes de ruas, praças e monumentos. Ou seja, não ficaram exatamente esquecidas, mas ficaram obscurecidas. Apagadas nas sombras do tempo. O que estamos fazendo agora é lançar luz sobre este conjunto de sete mulheres que fizeram, há 200 anos, o que, até hoje, é o mais proibido para a mulher: se meter com política.

Entre os relatos do livro, há a luta de uma menina de 10 anos de idade. Quem foi ela e o que ela fez? – Um panfleto foi composto, em versos, na cidade de Salvador, em 1822. Chama-se “Lamentos de uma Baiana”. Escrito por uma menina de 10 anos, nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro de 1822. Seus versos inflamados contra a tirania da Coroa Portuguesa estão incluídos na história.

Sabemos que faz parte da sequência de acontecimentos que tecem a Independência e temo sacesso direto a ele. Mérito do trabalho notável de reunião e análise dos panfletos da Independência, realizado pelos historiadores Marcello BasilleLúcia Bastos e José Murilo de Carvalho, e publicado pela Editora UFMG, em 2014. Mas sobre a sua autora pesa um enorme silêncio.

Não sabíamos nada sobre ela – até a historiadora Patrícia Valim mergulhar em arquivos para retirá-la do esquecimento. O esquecimento é portador do silêncio, da indiferença e da obscuridade. Esconder-se ou esconder algo no esquecimento: o verbo esquecer, em grego, é ambíguo “eu me esqueço” pode ser entendido também como “eu me escondo”. A autora do panfleto – a jovem mulher que fala na cena pública – ficou escondida, permaneceu fora do relato que a história faz da Independência por 200 anos até aqui. Seu apagamento acaba nas páginas deste livro.

Indo além da atuação pela Independência, vocês notaram algo em comum entre essas mulheres? – Elas têm em comum o fato de serem mulheres pioneiras, de terem se insurgido contra as regras do seu tempo. E várias delas gostam de botânica. Nossa hipótese é que o espaço da natureza era um espaço de reflexão.

Que lições podemos aprender com elas 200 anos depois? Ou qual a importância de trazê-las à tona em pleno século 21? – Em 2022, o Brasil vive um tempo sombrio e existe risco real para a democracia no país. Convocar a força dessas mulheres e conferir permanência à ação política que elas realizaram para mostrar onde estão fincadas as raízes das ideias de liberdade, soberania e república entre nós pode nos dizer muita coisa sobre o brasileiro – e a brasileira – que um dia já fomos – ou poderíamos ser.

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