Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Por Beth Gaspar em 5 de julho de 2021

05/07 - cresce o ‘fora bolsonaro’ com os protestos de sábado, secretário quer obrigar voltar às aulas em setembro, variante delta do coronavírus ainda mais contagiosa, e mais: paga-se menos ao professor na periferia

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Educação Superior:
amanhã, terça-feira dia 6, todos devem receber seu abono ou PLR: 50% do salário bruto, de uma vez ou em duas parcelas. Veja aqui:  https://youtu.be/rnxdWtoTgmI 

 

 

Com escola estadual esvaziada, SP cogita volta obrigatória
Estadão; 04/07
https://bit.ly/3ylPOq8

O secretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, quer que em setembro as escolas tenham presença obrigatória dos alunos em sala de aula. “A previsão é em 15 de setembro ter vacinado todo mundo acima dos 18 anos com a primeira dose. Ela é muito eficaz, já vai ter um nível de proteção mais alto. Aí é o momento de cravar que é hora de voltar”, disse a Renata Cafardo.

Durante seis meses, o Estadão acompanhou a rotina da Escola Estadual Eliza Rachel Macedo de Souza, no Lajeado, zona leste. Mesmo em uma unidade considerada exemplo, com equipe dedicada e protocolos sanitários bem feitos, pouco mais de 10% dos estudantes voltaram ao ensino presencial no primeiro semestre.


Minas Gerais: Sindicato pede que pais não enviem alunos às escolas
A Tribuna; 04/07
https://bit.ly/36f8coA

A decisão do governo de Minas de autorizar o retorno presencial das aulas para cidades que estão na Onda Vermelha, do programa Minas Consciente, desagradou entidades que representam professores. Diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Paulo Henrique Fonseca opina.

O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro) tem o mesmo pensamento. Presidente da entidade, Valéria Morato afirma receber "diariamente" denúncias sobre "quebra de protocolos, sobre contaminações e notícias de falecimento de professores da rede privada".

 


Na TVT: o fundo solidário do SinproSP ao professor desempregado
TVT; 03/07
https://youtu.be/eCTJZnDOVuw

O Sindicato de Professores de São Paulo criou um fundo emergencial solidário para amparar  professoras e professores sindicalizados demitidos em junho deste ano,  e que não disponham de outra fonte de renda. O fundo solidário do SinproSP foi notícia na TVT. O prof. Celso Napolitano foi entrevistado e explicou como funcionará o auxílio.


Santos: Fórum Social da Baixada Santista também é contra Escola Cívico-Militar
Diário do Litoral; 04/07
https://bit.ly/3ypm4st

Além dos sindicatos, o Fórum Social da Baixada Santista, que reúne entidades, movimentos e coletivos comprometidos com as pautas e lutas sociais, também se opõe à implantação de escolas cívico-militares nos municípios.

O Fórum confirma que estão sendo realizados na Baixada Santista "eventos" denominados audiências públicas que não contemplam a participação ampla de alunos, familiares e professores.

 

‘Fora Bolsonaro’ no Minuto Fepesp: unidade pelo impeachment
Minuto Fepesp; 05/07
https://youtu.be/uuMA76Ebczs

Em todo o Brasil o povo sai às ruas exigindo o fim desse governo inepto e inapto. Vai haver impeachment, com o Congresso que temos? O superpedido tem mais de 120 e tantas violações que justificam apear o genocida do poder. Mas para que isso aconteça vai ser necessária a união de todos, uma unidade forte de todos os progressistas.

Manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro em todas as capitais
Estadão; 04/07
https://bit.ly/3AsOVxS

Denúncias de corrupção no governo federal envolvendo vacinas contra a covid-19 fizeram manifestantes voltar às ruas neste sábado, 3, e continuarem na pressão pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Atos foram registrados em todas as capitais. Os atos deste sábado receberam o nome de "3JForaBolsonaro". A organização contabilizou atos em 347 municípios no Brasil e em 16 países exterior.


Clique na imagem para assistir o vídeo (ou veja aqui: https://youtu.be/uLAU6see6oI
)

Nos últimos dois meses, esta é a terceira manifestação organizada por opositores do governo com atos programados em centenas de cidades do País; o primeiro foi em 29 de maio e o segundo, em 19 de junho. Além do impeachment, os manifestantes pedem a retomada do auxílio emergencial de R$ 600 e a vacinação em massa da população. Este é o primeiro ato após o pedido unificado de impeachment, protocolado na Câmara dos Deputados na quarta-feira, 30.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Aulas presenciais: projeto que torna educação essencial segue sem consenso
Agência Senado; 02/07
https://bit.ly/3wdD7w1

A segunda sessão de debate temático sobre o PL 5.595/2020, projeto de lei que torna a educação um serviço essencial e proíbe a paralisação do ensino durante pandemias, mostrou que o assunto segue longe do consenso. Senadores, representantes de trabalhadores do setor, estudantes e médicos apresentaram nesta sexta-feira (2) visões divergentes sobre o momento mais adequado para a volta às aulas.

Parte dos debatedores considera que o projeto garante que estudantes tenham acesso à educação, direito que estaria sendo violado durante a pandemia. Outros consideram que projeto desconsidera a autonomia de estados e municípios, e impõe que crianças, adolescentes e jovens adultos voltem a circular em um momento em que o país segue com média de cerca de duas mil mortes por covid-19 por dia.

 

Após 1 ano, gestão Ribeiro no MEC é marcada por falhas e pauta ideológica
Folha de S. Paulo; 01/07
https://bit.ly/3dKzg3g

Escolhido para acalmar os ânimos no Ministério da Educação após as confusões de Abraham Weintraub, o pastor Milton Ribeiro completa um ano no cargo no próximo sábado (10) com uma gestão marcada por polêmicas, ineficiência e reforço em questões ideológicas.

A administração do terceiro ministro da Educação de Jair Bolsonaro acumula erros em transferências de recursos e até suspeita de atuar a favor de um grupo educacional religioso. O período ainda é marcado por redução de orçamento e pela ausência de medidas para enfrentar os reflexos da pandemia na educação básica.

 

CORONAVÍRUS

A variante delta do coronavírus, mais contagiosa, se espalha por países da América Latina
El País; 03/07
https://bit.ly/3xjnMeS

A Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Equador, México e Peru já detectaram em seus territórios a variante do SARS-CoV-2 que mais atenção gera no mundo. A delta, detectada primeiro na Índia e já presente em pelo menos 92 países, se destaca de suas predecessoras genéticas por uma capacidade maior de contágio.

A evidência disponível só permite assumir que possivelmente a variante delta infecta mais facilmente do que suas predecessoras, talvez cause mais risco de hospitalização, mas não é necessariamente mais mortal, e certamente várias das vacinas em uso funcionam bem contra ela, apesar de parecer demonstrar uma certa capacidade melhorada para driblar defesas imunológicas já adquiridas. Resta confirmar se todas as vacinas serão igualmente eficientes.


 

O NEGÓCIO D EDUCAÇÃO

Com aquisição, Ser fortalece curso de medicina veterinária e olha para o crescente mercado pet
Valor Econômico; 02/07
https://glo.bo/2VbkwEb

A estratégia da Ser Educacional é gradativamente transformar as clínicas e hospitais de animais que o grupo possui para atender seus alunos da graduação para o mesmo padrão do DOK. Atualmente, as instituições de ensino da Ser contam com 5 mil alunos de medicina veterinária, cuja mensalidade média é de R$ 2,5 mil. O grupo tem essa graduação em 19 campi das 58 unidades que a companhia possui no país.

“Já tínhamos uma parceria com o CDMV, certificamos os cursos deles de pós-graduação e mestrado”, disse Jânyo Diniz, presidente da Ser Educacional. Em 2020, a escola fundada há nove anos contava com 475 alunos distribuídos em unidades localizadas cidades do Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Ilhéus, São Paulo, Manaus, Recife e Salvador.

 

 





Professores de escolas na periferia e com mais alunos negros ganham menos em SP
Folha de S. Paulo 01/07
https://bit.ly/3hBdqjN

Professores de escolas municipais de São Paulo ganham menos em áreas mais pobres e com mais alunos pretos, pardos e indígenas, mostra estudo realizado em parceria entre a Fundação Tide Setubal e a Transparência Brasil.

O trabalho analisou os pagamentos mensais de 2019 aos educadores da rede e os cruzou com três indicadores dos colégios da prefeitura onde eles lecionam: localização, Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) e proporção de alunos pretos, pardos e indígenas.

Medido pela Fundação Seade, o IPVS leva em conta fatores como renda, saúde e escolaridade, entre outros. Na cidade de São Paulo ele varia entre 1, no Jardim Paulista (o melhor), e 3,9, em Lajeado, no extremo leste (o pior). O estudo mostra que, a cada ponto do IPVS, o valor médio da hora do professor cai R$ 4.

A sobreposição de desigualdades salariais não é coincidência. Escolas com maior proporção de alunos pretos, pardos e indígenas estão mais concentradas em bairros com maior vulnerabilidade social.

E o fato de elas, em regra, terem menores médias de vencimentos está ligado a características da progressão da carreira municipal, constatam os autores do estudo.

A progressão leva em consideração antiguidade e merecimento e, para os dois critérios, é considerado o tempo de serviço, seja como parâmetro principal ou secundário. Ele conta ainda para a concessão de adicionais como quinquênios e sexta parte.

Dessa forma, professores há mais tempo na rede municipal tendem a ganhar mais. E, além de salários melhores, eles têm prioridade nos concursos de remoção entre uma escola e outra.

Assim, os professores mais antigos e, portanto, mais bem remunerados acabam por se concentrar em áreas mais privilegiadas da cidade.

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