Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 19 de março de 2024

Por Beth Gaspar em 4 de março de 2022

04/03 - O atraso de aprendizado no Ensino Médio, Conape recebe trabalhos até 30/03, o apagão de dados em 2022, e mais: por que o Brasil ainda trata os direitos das mulheres sob a perspectiva penal?

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Atenção: as notícias desta segunda-feira, 07/03, estão aqui.

 

 

 

Acompanhe o noticiário e as edições especiais marcando o Dia Internacional da Mulher de 2022, todo dia, no site da Fepesp (aqui).

 

 

 

SP: Aluno do ensino médio sai da escola com defasagem de quase 6 anos
UOL; 03/03
https://bit.ly/3MnvjRO

Um estudante da rede estadual de São Paulo terminou o ensino médio em 2021 com uma defasagem de quase seis anos em matemática. Em língua portuguesa, este aluno saiu da escola pública com um desempenho adequado para adolescentes que estão no 8º ano do ensino fundamental — ou seja, quatro anos antes.

Há dois anos, a proficiência era de 276,6. Em 2021, ficou em 264,2. A média de proficiência em matemática entre os alunos da 3ª série do ensino médio foi a pior da série história — os últimos 11 anos.

 

 

USP, Unesp e Unicamp formam 25% menos mestres e doutores na pandemia
Folha de São Paulo; 03/03
https://bit.ly/3sCysFr

O número de titulações de mestrado e doutorado nas três universidades estaduais paulistas caiu 25% durante a pandemia.

Juntas, em 2021, as instituições formaram 5.600 mestres e 3.623 doutores, num total de 9.223 titulações, o menor número dos últimos dez anos —em 2011, foram 9.925.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

A educação em 2022: redução de recursos e apagão de dados
Extra Classe; 24/02
https://bit.ly/36VOz8F

Desde 2010, o Brasil não tem dados censitários atualizados. Em plena pandemia, o Ministério da Saúde não protege suas informações estratégicas. Plataformas privadas vendem e vazam nossos dados com frequência. Agora o MEC/Inep censura microdados educacionais. A quem e a que interesses tudo isso serve? Sem informações atualizadas sobre as reais condições de vida e de educação dos 212 milhões de brasileiros estamos numa caverna da ignorância. Prense!

Portanto, 2022 é o ano em que precisamos pensar mais e melhor para exercermos o direito e o dever de escolhermos governantes e gestores mais comprometidos com a educação, a ciência, a cultura e a tecnologia em prol de uma nação soberana.

 

Primeira chamada do Sisu vai até 8 de março
Agência Brasil; 27/02
https://bit.ly/3hDlXDj

Até o dia 8 de março estudantes selecionados na primeira chamada do processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem fazer matrícula na instituição de ensino na qual foi selecionado. O programa permite que estudantes com melhores desempenhos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) conquistem vagas em universidades públicas. O Ministério da Educação (MEC) recomenda que os estudantes fiquem atentos aos dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição divulgadas em seus próprios editais.

A lista com os candidatos aprovados pode ser acessada por meio do boletim do candidato, na página do Sisu, aqui.

 

Vai até 30 de março prazo para apresentação de trabalhos acadêmicos na Conape
Contee; 27/02
https://bit.ly/3pEqREC

A etapa nacional da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) será em Natal – RN, dias 15, 16 e 17 de julho de 2022. Os resumos dos trabalhos devem ser encaminhados até 30 de março.

A Conape terá em sua programação sessões de apresentação de trabalhos na modalidade Comunicação Oral, tendo por base seus eixos temáticos e a temática geral, “Reconstruir o País: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es”. O Lema é “Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”.

 

CORONAVÍRUS

Como as aglomerações de carnaval podem impactar a pandemia
Nexo; 03/03
https://bit.ly/3MyWmKb

Apesar de as comemorações de carnaval de 2022 terem sido afetadas pela proibição de blocos de rua, desfiles improvisados ocorreram em parte do país e festas particulares — que foram permitidas — reuniram milhares de pessoas nas principais capitais.

Especialistas em saúde divergem sobre o impacto dessas aglomerações na fase atual da pandemia, marcada pela desaceleração de novos casos de covid-19 após o pico da onda causada pela variante ômicron entre janeiro e fevereiro. Para eles, o que ocorrer após o feriado será importante para entender o futuro da crise sanitária no país.

 

ABC: Covid faz 8.414 estudantes da rede privada migrarem para a municipal
Diário do Grande ABC; 03/03
https://bit.ly/35oZV4T

O número de alunos matriculados nas escolas da rede municipal do Grande ABC cresceu 5,1% neste ano. No início de 2021 eram 155.124 estudantes inscritos, enquanto que em 2022 as instituições de ensino registraram 162.696 matrículas, segundo levantamento realizado pelo Diário com dados das prefeituras de Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires.

A administração de São Caetano informou que recebeu, neste ano, 569 matrículas de alunos que estavam vinculados a rede privada. Desta maneira, as cinco prefeituras da região registraram, juntas, 8.414 novas inscrições. A Prefeitura de Rio Grande da Serra não informou o número total de matrículas e a administração de Mauá não retornou a demanda.

 

 

 

Para 83% dos paulistanos, violência contra mulheres cresceu em 2021
Agência Brasil; 03/03
https://bit.ly/3trPw09

A percepção de que o número de casos de assédio sexual e violência contra as mulheres aumentou na cidade de São Paulo cresceu 9 pontos percentuais (p.p.) ao passar de 74% em 2020 para 83% em 2021. Somente entre as mulheres esse aumento foi de 6 p.p., passando de 82% para 88%. Pelo menos dois terços dos paulistanos (64% e 63%) sempre têm medo de ser roubado ou furtado nos espaços públicos e três em cada dez não têm medo de assédio sexual ou estupro (31% e 35%).

Os dados são da pesquisa da Rede Nossa São Paulo, divulgada hoje (3) e mostram que as mulheres sentem-se mais vulneráveis nos espaços públicos da cidade, já que a maioria delas tem medo de sofrer os mais variados tipos de violência, enquanto os homens se preocupam mais com roubo e furto. Segundo os dados, 72% das mulheres temem ser roubadas, 73% temem ser furtadas.

 

Por que o Brasil ainda trata os direitos das mulheres sob a perspectiva penal?
Conjur; 02/03
https://bit.ly/35IOODv

No que concerne à dramática questão da gravidez não desejada, no território francês existe a interrupção voluntária da gravidez em até 12 semanas (com projeto legislativo de ampliação para 14 semanas) e o parto anônimo (accouchement sous X), medidas que evitam a morte de mulheres no âmbito de abortos clandestinos, e, no segundo caso, protegem a vida de recém-nascidos que seriam abandonados em situações de desespero.

É imprescindível que o ordenamento jurídico pátrio proteja, resguarde e preveja direitos às mulheres para que todas se sintam protegidas e não punidas. É imperativa a adoção de um olhar mais humano, colocando-se a mulher como sujeito de direito e não objeto. Situações como o accouchement sous X e a interrupção voluntária da gravidez são dramáticas e indesejadas. Entretanto, sob pena de perda de sua legitimidade, a lei não pode continuar abandonando essas mulheres, deixando-as às margens do direito, notadamente, com alta taxa de natalidade e de abandono pelos genitores no Brasil

 

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