Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Por Beth Gaspar em 3 de outubro de 2022

03/10 - De olho na PLR da Educação Básica, as plataformas eletrônicas no ensino, a bolsa vitalícia para dois jovens estudantes, e mais: prepare-se para o segundo turno nas eleições 2022

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Educação Básica - professoras, professores e pessoal administrativo na região dos sindicatos integrantes da Fepesp tem direito a 15% de PLR ou abono – conquista da campanha salarial! Se a escola não pagar até dia 15, procure imediatamente o seu sindicato!

 

 

 

Campanha Salarial 2022: acordo divulgado para auxiliares não vale para professores do ensino superior –  O Semesp, sindicato patronal do ensino superior, e a Fepaae – Federação Paulista dos Auxiliares de Administração Escolar (trabalhadores em Educação exceto professores) divulgaram comunicado, informando sobre acordo para assinatura de convenção coletiva, com o conteúdo de algumas cláusulas, entre elas a de reajuste salarial. É importante afirmar que esse acordo não vale para as professoras e professores do ensino superior [e nem para auxiliares da base dos sindicatos integrantes da Fepesp]  cujo reajuste será definido pela Justiça do Trabalho.

O comunicado Semesp/Fepaae está datado de 20 de setembro. No mesmo dia, o sindicato patronal entregou sua defesa ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e anexou cópia da mesma proposta aceita pela Federação dos Auxiliares, mas rejeitada à exaustão pelas assembleias de professores e muito abaixo do que o próprio Tribunal havia indicado na audiência de conciliação de 25/08 : 10,8%*, retroativo a março/2022. Sinpro SP, 29/09  https://bit.ly/3Eg8QV5

 

Secretaria da Educação de SP tem parecer favorável para prorrogar 39 mil contratos - A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) obteve parecer favorável para a prorrogação do contrato de 39.250 professores categoria “O”, que teriam seus contratos encerrados no fim deste ano. O documento da consultoria jurídica segue agora para análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que avaliará a proposta antes do envio para a Assembleia Legislativa do Estado (Alesp).   O Regional,  01/10  https://bit.ly/3UZJlNC

 

Estudo analisa uso de plataformas tecnológicas em educação na pandemia - A pandemia de covid-19 levou escolas, alunos e professores a se adequarem ao ensino remoto, até então pouco adotado no Brasil, passando a utilizar plataformas tecnológicas estrangeiras, fenômeno conhecido como “plataformização da educação” [indica estudo] feito pelo Grupo de Trabalho sobre Plataformas na Educação Remota do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

O estudo mostra que somente 14% das escolas públicas urbanas usavam algum tipo de plataforma de ensino a distância antes da suspensão das aulas presenciais. Em números gerais, 28% das instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas, localizadas em áreas urbanas, contavam com essa tecnologia. As escolas localizadas em áreas urbanas tiveram maior presença em redes sociais, sendo 73% entre as públicas e 94% entre as particulares – números que, respectivamente, eram de 67% e 76% em 2018. Correio Braziliense,  01/10  https://bit.ly/3EfTQqe

 

Jovens brasileiros são selecionados para programa vitalício de estudos - Dois jovens brasileiros devem ter seus projetos acadêmicos financiados por uma instituição filantrópica americana, a Rise, durante toda a vida. Arthur Constant e Kesney de Oliveira, ambos de 16 anos, estão entre os cem estudantes selecionados no mundo para receber o benefício a partir deste ano. O programa, chamado Rise, oferece benefícios vitalícios, incluindo bolsas de estudo, mentorias e acesso a oportunidades de desenvolvimento de carreira, a adolescentes de 15 a 17 anos que tenham projetos de interesse social.

Os dois brasileiros selecionados fazem parte do instituto Ismart. A entidade atua na identificação de jovens de baixa renda, de 12 a 15 anos, para conceder bolsas integrais em escolas particulares.

Arthur Constant é natural de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele sempre estudou em escolas particulares como bolsista, ganhou medalhas em olimpíadas científicas e, neste ano, foi selecionado para um curso de verão na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, sua primeira experiência fora do país.

Kesney de Oliveira nasceu em Alagoas e veio para São Paulo aos cinco anos. Ele começou a se destacar em olimpíadas científicas, conquistando medalhas, e hoje é bolsista do Colégio Bandeirantes. Yahoo Notícias,  02/10  https://bit.ly/3rr1BCc

 

Prêmio Nobel 2022 começa a ser anunciado nesta segunda-feira- A partir desta segunda-feira (3), serão anunciados os ganhadores do Prêmio Nobel 2022. O anúncio poderá ser acompanho pela internet, no canal oficial da premiação no YouTube. São premiadas pessoas ou organizações que se destacaram ao contribuir em seis categorias: Física, Química, Medicina ou Fisiologia, Literatura, Paz e Economia.

Os laureados recebem uma quantia em dinheiro, proveniente pela Fundação Nobel, uma medalha e um diploma. O valor do prêmio nesta edição chega a 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 900 mil dólares). Folha de S. Paulo,  01/10  https://bit.ly/3dVDZCJ

 

ELEIÇÕES 2022

Lula e Bolsonaro vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais  Com 99,49% das seções apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) estão confirmados no segundo turno das eleições presidenciais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula tem 48,3% e 56.839.853 votos válidos contabilizados. Em segundo lugar, aparece Bolsonaro, com 43,31% e 50.959.153 votos computados. Simone Tebet (MDB) tem 4,17% e 4.906.935 votos. Ciro Gomes (PDT) tem 3,05% e 3.588.330 votos.

Em pronunciamento feito em São Paulo logo após o resultado, Lula disse que “nem sempre é possível ganhar no primeiro turno”. Reafirmou que conseguiria a vitória na segunda etapa. “É apenas uma prorrogação”, afirmou. Na sequência, destacou que, “para desgraça de alguns”, teria mais 30 dias para fazer campanha. Valor Econômico, 02/10 http://glo.bo/3M4MTdI

 

Problemas com biometria causam filas em diversos locais de votação - A demora tem sido atribuída à coleta de dados da biometria, que ainda não é obrigatória em todos os municípios. Em Campinas, na Escola Estadual Coronel Firmino, a lentidão provocou espera de várias horas entre os eleitores. Na capital paulista, eleitores de bairros como Indianópolis, Higienópolis e Santa Cecília reclamaram do tempo de espera, mas em menor grau. O problema também tem sido visto em outros Estados.

Eleitores que não têm a biometria cadastrada podem votar apenas apresentando um documento, mas mesários têm solicitado a coleta da digital mesmo para quem não possui registro anterior, o que tem deixado alguns eleitores confusos e aumentado a espera nas seções eleitorais. Estadão,  02/10  https://bit.ly/3SxFtC4

 

Guarde a sua ‘colinha’ para não esquecer em quem votou e poder cobrar depois; leia análise  Estudos mostram que, historicamente, a maior parte dos eleitores costuma se esquecer em quem votou para os cargos de deputados e senadores, logo após as eleições. Esse esquecimento é situação mais comum entre aqueles que não pesquisaram previamente sobre seus candidatos, ou acabaram por se basear apenas nas preferências de alguém próximo.

A “colinha” com os números dos candidatos, portanto, não tem valor apenas no dia das eleições. É preciso guardar esses números, enviar para arquivos pessoais, fotografar, para que, depois, seja exercido, ainda com mais rigor, a cobrança pelo trabalho que esta ou este parlamentar vier a exercer no Congresso Nacional. Estadão,  02/10  https://bit.ly/3Ruk4Ze

 

 

A revolução do Emprego Digno Garantido
Outras Palavras, 30/09
https://bit.ly/3EbXK3j

As eleições mais importantes da história do Brasil parecem marcadas por dois afetos. O primeiro é uma alegria ansiosa, diante da expectativa de superar o pesadelo. O segundo é a incerteza sobre o que virá, após a possível vitória de Lula – neste domingo ou em 30 de outubro. Será possível sonhar com a reconstrução do país em novas bases — com um governo que, além de restaurar os chamados “programas sociais”, inicie as reformas estruturais necessárias para começar a vencer 500 anos de colonialismo? Ou este projeto permanecerá bloqueado pela gargalheira de ferro neoliberal, que estrangula o país há quatro décadas?

Ganhou impulso esta semana uma ideia que pode ser abre-alas de uma saída não-conformista. É o Programa de Garantia de Emprego (PGE). Na segunda-feira (26/9), foi o núcleo de uma carta aberta dirigida a Lula pelo IFFD1 — um think-tank que reúne jovens economistas e velhos mestres, como Luiz Gonzaga Belluzzo e Antonio Correia de Lacerda. O texto está publicado também por Outras Palavras. Um dia depois, o PGE foi o tema de uma palestra da economista norte-americana Pavlina Tcherneva (Bard College), introduzida por seu colega André Lara Resende e moderada pela professora Simone Deos, da Unicamp.

Embora de nome singelo, o Programa de Garantia de Emprego tem enorme potência antissistêmica. Como política social, ele é remédio para o drama de dezenas milhões de pessoas desempregadas e precarizadas. Como ferramenta política, pode anular, na prática, anos de desconstrução das leis trabalhistas (com a vantagem de socorrer, além dos CLTs, também os trabalhadores de plataforma). Como vislumbre pós-capitalista, assinala a possibilidade de desmercantilizar o trabalho, dissociando-o da submissão a um empregador e aproximando-o da realização de tarefas necessárias à comunidade. E além destes papeis múltiplos, o PGE tem uma vantagem adicional: ele apresenta-se não como uma proposta ideológica abstrata — mas como solução concreta e viável para problemas reais que afligem e sensibilizam as maiorias.

O que parece fantasia, nas condições selvagens do neoliberalismo, já existiu no passado e existe no presente. Construído em teoria pelo economista Hyman Minsky, o PGE foi adotado de forma embrionária nos EUA, durante o New Deal proposto pelo presidente Franklin Roosevelt. Existe hoje na Índia, com enorme popularidade e eficácia. Por meio da Lei Mahatma Gandhi de Garantia Nacional do Emprego Rural (NREGA, em inglês), o Estado emprega e remunera, por 100 dias ao ano, centenas de milhões de agricultores, o que contribui de modo decisivo para a preservação da agricultura camponesa. Embora em escala menor, está presente na Argentina, por meio do plano Jefas y Jefes de Hogar.

Em que trabalharão estas pessoas – no caso brasileiro, milhões? Em sua palestra, Pavlina Tchernova referiu-se a um tema contemporâneo crucial: o desemprego tecnológico e como responder a ele. A automação e a robotização, lembrou ela, não precisam nem deveriam eliminar trabalho. Poderiam, ao contrário, liberar o esforço humano de tarefas insalubres ou exaustivas, e permitir direcioná-lo para atividades muito necessárias, ligadas ao cuidado e à coesão social. Na visão da economista, os afazeres abrangidos pelo PGE podem variar segundo a capacitação dos trabalhadores, indo dos mais simples (fazer manutenção de instalações públicas ou cuidar de jardins) aos mais complexos (organizar uma biblioteca).

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