Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Por Beth Gaspar em 3 de novembro de 2022

02/11 - Escolas aumentam mensalidades acima da inflação, os possíveis indicados ao ministério da Educação, torcidas organizadas contra a baderna, e mais: a ‘realidade paralela’ das redes sociais

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A derrota eleitoral de Bolsonaro é só o começo: ‘É preciso manter elevados os nossos níveis de indignação contra o que esse projeto abjeto tem provocado e continuará provocando em nossas escolas e universidades’. Artigo, por Fernando Cássio, no site da Fepesp:  https://bit.ly/3gVs8FH

 

Donos de escolas se preparam:  Mensalidade escolar vai subir até 12% em 2023, mais que o dobro da inflação – Levantamento do Grupo Rabbit, consultoria especializada em educação, mostra que as mensalidades escolares vão subir entre 9% e 12% no ano que vem. É mais que a inflação prevista para 2022, de 5,61%, segundo dados do último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. É uma alta bem superior aos reajustes aplicados nos últimos dois anos,

Em São Paulo, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do estado, os reajustes devem ficar entre 10% e 12%. O Globo, 02/11  http://glo.bo/3sVOnOA

 


POLÍTICA EDUCACIONAL

Lula precisará reerguer MEC e lidar com efeitos da pandemia na educação - Sob Jair Bolsonaro (PL), o setor da educação viveu momentos de inédita turbulência. O MEC (Ministério da Educação) esteve afundado em polêmicas ideológicas, disputas entre alas, falhas de gestão, ingerência política e até casos de corrupção que culminaram na prisão de um dos três aliados que comandaram a pasta.

A emergência para recuperar os prejuízos causados pela Covid e a retomada do papel de coordenador do MEC são alguns dos principais desafios do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente neste domingo. Folha de S. Paulo, 02/11  https://bit.ly/3UjrU9M


Lula pede a Haddad indicação de nomes da Educação para equipe de transição -  Ex-ministro da Educação, o petista Fernando Haddad recebeu a incumbência de indicar nomes da área para a equipe de transição de governo. O pedido, segundo fontes, foi feito pelo próprio presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira, 1º. Na conversa entre os dois, houve uma sinalização de que Haddad não deve ser o coordenador da área educacional nos próximos dois meses, mas caberá a ele a escolha do time. Estadão, 02/11  https://bit.ly/3T2AJDG

 

Governadora do Ceará é mais citada para Ministério da Educação de Lula -  A governadora do Ceará, Izolda Cela, é a mais citada entre aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ocupar o Ministério da Educação, um dos mais cobiçados do futuro governo. O estado é considerado exemplo na área. Também contam a favor de Cela o fato de ela ser mulher e nordestina. Ela é egressa do PDT, partido que deixou após romper com Ciro Gomes por não conseguir se candidatar à reeleição.

Outro nome que vem sendo mencionado é o de Ricardo Henriques, especialista da área de educação atualmente ligado ao Instituto Unibanco. Painel FSP, 01/11  https://bit.ly/3fr5fK1

 

Mercadante será coordenador técnico da equipe de transição de Lula-  O ex-ministro Aloizio Mercadante --que foi responsável pela elaboração do programa de governo do petista-- será coordenador técnico da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A coordenação da equipe de transição foi anunciada na manhã desta terça-feira (1º).

Sob a coordenação geral do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), Mercadante se dedicará a um levantamento técnico programático antes da designação de coordenadores temáticos.. Yahoo, 01/11  https://bit.ly/3Dv4w2p

 

CIDADANIA

Torcidas organizadas desfazem bloqueios. PRF diz que 563 pontos foram liberados​

Sem solução das autoridades para o problema, algumas torcidas organizadas resolveram por conta própria romper bloqueios nas estradas. O movimento tem sido promovido desde a noite de domingo (30) por caminhoneiros que não aceitam o resultado das eleições e a derrota de Jair Bolsonaro.

Na BR-381, próximo à cidade de Belo Horizonte, a torcida organizada do Atlético Mineiro registrou em vídeo a derrubada de bloqueios na estrada, que vai para a capital paulista, onde o time enfrentou o São Paulo ontem (1º) pelo Campeonato Brasileiro.

Outra torcida que se opôs aos bloqueios foi a Gaviões da Fiel. Também na noite de ontem, integrantes da torcida organizada do Corinthians se juntaram para desfazer um bloqueio que bolsonaristas radicais faziam na Marginal Tietê, em São Paulo. Em uma série de vídeos, a torcida aparece gritando pela democracia, retirando bandeiras que pediam intervenção militar e fazendo os caminhoneiros desobstruírem o caminho. Rede Brasil Atual, 03/11  https://bit.ly/3UjNTxl

 

SINDICATOS

Campanhas salariais avançam em setembro, mas resultado no ano ainda é negativo - No acumulado do ano apenas 21,6% de um total de 15.028 convenções e acordos coletivos resultaram em ganho real. Foram 36,5% com índice equivalente ao do INPC e 41,9% abaixo da inflação. A variação média é de -0,79%. Rede Brasil Atual, 01/11  https://bit.ly/3DUf38H

 Nota: estamos acima da média! - O reajuste salarial do Ensino Superior para 2022 é de 10,78% (INPC) retroativo a 1º de março; na Educação Básica o reajuste aplicado para 2022 foi a média aritmética dos índices inflacionários do período compreendido entre 1º de março de 2021 e 28 de fevereiro de 2022, apurados pelo IBGE (INPC) e FIPE (IPC).

 

BH: em assembleia, trabalhadores em educação aprovam indicativo de greve - Em Assembleia lotada realizada na tarde de hoje (01), na Praça da Estação, trabalhadores em educação aprovaram indicativo de greve para a próxima assembleia que acontecerá no dia 09/11. Durante a assembleia foram apresentadas as principais mudanças na aposentadoria dos servidores municipais com a reforma da previdência proposta pelo governo Fuad. Após a assembleia, os trabalhadores seguiram em caminhada até a porta da prefeitura em protesto contra a reforma da previdência. SindRedeBH, 01/11  https://bit.ly/3U31Xvu

 

 

A realidade paralela das redes sociais
Folha de S. Paulo, 01/11
https://bit.ly/3sTfxW7

Artigo, por Átila Iamarino: “Sem punição a quem gerar fake news, os ataques à democracia continuarão”

Enquanto os grandes líderes mundiais reconhecem a legitimidade das eleições de 2022, a vida de muitos brasileiros segue prejudicada por quem não aceita seu resultado. E sem punir quem gera desinformação em redes sociais, os ataques à democracia continuarão.

A adoção de uma nova tecnologia acontece em fases. Como o rádio. Uma coisa foi a comunicação entre os primeiros adeptos, que usavam o radiotransmissor para mandar e receber mensagens entre conhecidos. Outra foi a comunicação inaugurada com a radiodifusão e a comunicação em massa, quando as pessoas passaram a ter receptores em casa, o aparelho de rádio pelo qual só podem ouvir sem responder.

As redes sociais online passaram pelo mesmo. Enquanto incipientes, com usuários entre os mais educados e com mais acesso à tecnologia, elas foram o meio onde surgiram iniciativas de comunicação descentralizadas, quando movimentos como a Primavera Árabe de 2010 inspiraram a noção de que um iluminismo digital mudaria o mundo, trazendo educação e a verdade para todos.

Com a entrada de bilhões de usuários, as redes sociais viraram algo bem diferente. Aqui, isso aconteceu com a adoção em massa do celular. Chegamos a 280 milhões de chips de celular em 2014, mais de um por brasileiro. Um grande motivador dessa popularização foi o WhatsApp, instalado em 99% dos celulares, segundo a pesquisa Mensageria no Brasil.

Não temos celular, temos número de Zap. Em parte porque contornava o custo por SMS. Em parte pois mensagens de voz são mais acessíveis a quem é parcialmente alfabetizado. E muito pelo efeito de redes sociais onde cada novo usuário torna mais importante e valioso participar também. Serviços, vendas, pagamento, atendimento, entregas, briga de familiares, tudo isso já podia ser feito pelo Zap antes da pandemia.

Conforme as mídias tradicionais transitaram de redes sociais para meios de comunicação em massa, todas, jornais, rádio e televisão, foram cercadas e reguladas. Era claro para os governantes que todos esses meios tinham um alcance grande demais para serem usados sem responsabilização. Vivemos uma transição dessas, onde redes sociais se tornaram meios de comunicação em massa —meios de desinformação em massa, em muitos casos.

Sem a responsabilização para quem faz isso, mesmo que o resultado dessa eleição seja aceito, os meios para questionar qualquer eleição futura (ou a próxima pandemia) continuam funcionando. Como as conspirações do culto qanon contra a eleição do atual presidente dos EUA, que prevalecem circulando em outras redes sociais. E como mostra o caso de Nancy Pelosi, política também dos EUA que teve seu marido atacado em casa com uma martelada na cabeça desferida por um conspiracionista que gritava por ela, mesmo figuras de alto escalão correm risco.

Atila Iamarino é Doutor em ciências pela USP, fez pesquisa na Universidade de Yale. É divulgador científico no YouTube em seu canal pessoal e no Nerdologia

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