23 de setembro de 2019| ,

Projeto do MPT visa aprimorar conhecimento sobre adoecimento docente

Análise de afastamentos por motivo de saúde auxilia na articulação de uma medicina preventiva voltada aos educadores do ABC

Procurador propôs criação de banco de dados sobre a saúde dos professores

O procurador Ricardo Ballarini, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP), apresentou na última sexta-feira (20/9) um projeto para analisar os afastamentos de profissionais da educação por motivo de saúde nas sete cidades da região do ABC. O projeto é resultado de uma parceria entre o MPT-SP e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), e foi apresentado durante reunião do Grupo de Trabalho (GT) Educação da entidade regional.

O objetivo da proposta é criar um banco de dados da região coletando o número de afastamentos de educadores, tanto na rede pública como na rede privada. Com o banco de dados em mãos, torna-se possível identificar e correlacionar causas, períodos em que os afastamentos ocorreram massivamente, qual gestão e quais políticas estão em operação e compõem o plano de fundo da atuação da categoria, etc. A metodologia estatística é um importante instrumento de diagnóstico, largamente utilizada em áreas de estudo da Saúde Pública e epidemiologia.

A proposta prevê que as secretarias municipais responsáveis pelo armazenamento dos dados encaminhem essas informações, por meio do Consórcio ABC, ao MPT-SP.

 

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“Só na cidade de São Paulo, em 2018, ocorreram 22 mil afastamentos, sendo 62 por dia. Ter conhecimento do número do Grande ABC será importante para podermos fazer uma comparação com o país e sabermos as causas predominantes, realizando, assim, políticas públicas para solucionar esse problema”, disse o Procurador.

Adoecimento mental do docente – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta a categoria docente como sendo a segunda a apresentar mais doenças ocupacionais. Um estudo realizado no Paraná, em março de 2018, mostra o sofrimento mental como o problema de saúde mais citado pelos professores estaduais: 29,73% da categoria relatou alguma forma de adoecimento como depressão, ansiedade e estresse, entre outros. Ademais, baixos salários, péssimas condições de trabalho e violência nas escolas são marcadores relevantes que colaboram para o quadro nacional de sofrimento mental dos professores.

 

 

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