16 de agosto de 2019| , ,

Profissionais da Metodista resistem e criam frente

A Metodista mantém uma postura antidemocrática e sem respeito com os profissionais

Professores, professoras e auxiliares administrativos da Universidade Metodista (UMESP), na última segunda-feira (12/08), realizaram uma assembleia para definir as próximas ações de resistência contra a Universidade que continua sem pagar os salários atrasados. Além disso, a instituição mantém uma postura antidemocrática e sem respeito com os profissionais, deixando de cumprir a determinação feita pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2).

Durante a assembleia, os trabalhadores definiram que vão fazer uma frente de resistência e denuncia à sociedade contra os desmandos da Instituição:

 

1) Se o salário de julho não for pago, até da 29/08 é paralisação;
2) Os professores decidiram trabalharem de roupa preta e no 5. dia útil trabalharem com camiseta com os dizeres “Metodista Pague Nosso Salário”;
3) Organização dos professores na justiça: Enviar e-mail para o SinproABC denunciando o atraso de salários e suas dificuldades econômicas para sensibilizar a justiça; 
4) Enviar a história econômica devido aos atrasos de salário para o e-mail: juridico@sinpro-abc.org.br

 

 

Desrespeito e irresponsabilidade

Sem diálogo e desrespeitando ordem judicial, a universidade não pagou os salários e os vales alimentação e refeição até o dia 10 de julho, conforme foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2). A direção também não se intimidou com a multa caso não cumprisse a decisão. As trabalhadoras e os trabalhadores estão sem os salários de junho e julho, sem vale alimentação e refeição e sem os depósitos do (FGTS).

“É um desrespeito sem tamanho da empresa com os professores e funcionários. A universidade não cumpriu o acordo coletivo de dissídio e nem está preocupada se os trabalhadores estão sem salários e sem direitos”, disse o presidente do Sindicato dos Professores de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano – Sinpro-ABC, José Jorge Maggio.

A situação dos auxiliares administrativos também é terrível. Eles não têm dinheiro nem para ir trabalhar. Até os demitidos estão sendo prejudicados, pois o pagamento das rescisões também não foi feito.

 

Fotos da greve de maio dos Professores e Funcionários da Metodista.

 

 

Histórico da Metodista contra os direitos trabalhistas 

Desde o ano passado, diversos sindicatos organizaram-se para denunciar os absurdos que a Metodista comete por todo o país. Linhas de comunicação diretas entre as entidades, frentes nacionais para expor os abusos e encaminhar medidas jurídicas, greves – várias foram e são as medidas de resistência contra o empreendimento escolar da Rede.

Leia mais sobre os casos:

 

Metodista: agora luta sem fronteiras

 

Ação nacional: Rede Metodista chamada às falas

 

19 dias de greve na Metodista do ABC resulta em vitória!

ABC: Reunião para discutir o descumprimento judicial da Metodista; 31/07, às 19h30

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