Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Por Beth Gaspar em 24 de setembro de 2021

24/09 - Quando Paulo Freire trocou Harvard pelo Conselho Mundial de Igrejas, ensino de libras nas escolas,  Ministério da Saúde volta atrás e libera vacinação de adolescentes, e mais: Laerte, genial, recebe troféu de Intelectual do Ano

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Dissídio 2021 na Educação Básica: reajuste retroativo a 1º de março. Saiba mais aqui:  https://bit.ly/2XEWGSr

  

 

Professores (e auxiliares) da rede particular terão reajuste
Agência Sindical; 23/09
https://bit.ly/3u8R3rI

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) julgou quarta (22) o dissídio coletivo dos professores da educação básica em instituições de ensino particular. Os trabalhadores receberão reajuste salarial de 6,29%, retroativo a 1º de março, e estabilidade de 90 dias.

A divergência entre os Sindicatos dos Professores e as entidades patronais estava nas cláusulas econômicas e em algumas das cláusulas sociais. As escolas queriam manter os direitos existentes na Convenção Coletiva da categoria até 2018, enquanto os profissionais reivindicavam a manutenção dos direitos do Dissídio Coletivo de 2019/2020.

Enquanto aguarda ser publicado o acórdão, para conhecimento do inteiro teor da sentença, Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de SP (Fepesp), informa: “Quem não teve nenhuma antecipação, deverá receber o valor dos retroativos a partir da publicação do acórdão”.

O dirigente reforça: “As mantenedoras deverão arcar com 44% de diferenças salariais, porque pagarão 6,29% a partir de março pra quem não teve nenhuma antecipação”. Por esse motivo, as demais cláusulas deferidas só serão conhecidas com a publicação da sentença. Segundo o advogado Ricardo Gebrim, o acórdão pode levar algumas semanas para ser publicado.

 

Ensino geral de Libras beneficiaria alunos com e sem deficiência, dizem especialistas
Folha de S. Paulo; 23/09
https://bit.ly/3CMJdYb

Reconhecida como meio legal de comunicação em 2002, a Libras (Língua Brasileira de Sinais) ainda é pouco difundida. Isso ocorre ainda que 88,1% de 1,3 milhão de matrículas de alunos com deficiência (além de pessoas com transtornos do espectro autista e altas habilidades ou superdotação) estejam em classes comuns, de acordo com o Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2021.

A introdução da Libras para estudantes com e sem deficiência deve partir das redes públicas, diz Raquel Franzim, diretora de educação do Instituto Alana., inicialmente pela educação infantil, pois a mudança exige qualificação de profissionais e, portanto, não seria possível implementá-la em todos os anos ao mesmo tempo.

O Ministério da Educação não respondeu aos questionamentos sobre o andamento do projeto.

 

CENTENÁRIO PAULO FREIRE

Ocupação Paulo Freire, no Itaú Cultural
Jornal da USP; 22/09
https://glo.bo/3Cw2Of0

No exato dia do aniversário de Paulo Freire, o Itaú Cultural abriu a Ocupação Paulo Freire, no segundo andar de seu edifício. Felizmente, ficará aberta até dezembro e conclamo todos aqueles que o querem cancelar e os que não concordam com a tentativa de destruição do ideário freiriano que a visitem.

Os organizadores da ocupação deram uma aparência alegre à instalação, escolheram recortes de vídeos que o apresentam em conversas descontraídas. Em um dos vídeos, ele, que era um grande contador de casos, conta a história de se surpreender com a assimilação inconsciente das normas e preconceitos culturais que já havia contado para mim e meu marido no passado.

As ocupações do Itaú cultural se constituem num dos primeiros projetos culturais e de curadoria decolonizador em São Paulo. As ocupações se apropriam de métodos de pesquisa feministas e dos métodos baseados em história de vida.

 

Professora de Osasco é destaque em reportagem sobre Paulo Freire
Portal Osasco; 21/09
https://bit.ly/3oiGHF9

Professora da rede municipal de ensino de Osasco, Nilma Sladkevicius Castellani foto), vencedora do Prêmio Educador Nota 10, foi destaque no telejornal do SP1 da Rede Globo na segunda-feira, 20/9. A reportagem exibiu o centenário do pernambucano educador Paulo Freire, que entre as suas diversas contribuições para a educação, construiu um método pedagógico inovador, sendo referência em dezenas de países e patrono da educação brasileira.

Na ocasião, a professora enfatizou que os alunos não sabiam ler e escrever, e após ingressarem na EJA, citou exemplos, que os mesmos estudantes já conseguem ler o destino do ônibus e preencher ficha de emprego, sem precisar da ajuda de outras pessoas. “É uma felicidade imensa perceber e acompanhar essa transformação na vida deles”, explicou.

 

 

 

Paulo Freire sabia que educação sem comunicação não transforma
Folha de S. Paulo; 23/09
https://bit.ly/39zjNAD

Em sua obra "Extensão ou Comunicação?" (Ed. Paz e Terra), Freire diz que: “a comunicação verdadeira não nos parece estar na exclusiva transferência ou transmissão do conhecimento de um sujeito a outro, mas em sua coparticipação no ato de compreender a significação do significado. Esta é uma comunicação que se faz criticamente”.

Ao falar em comunicação, Freire defende, definitivamente, que educação não é transmissão de conhecimento, mas uma construção em comunhão, que envolve participação, perspectiva que reconhece o saber prévio do educando e o valoriza. Assim, Freire propõe o diálogo como método de uma educação comunicativa, capaz de desenvolver autonomia e criticidade.

 

Quando Paulo Freire trocou Harvard pelo Conselho Mundial de Igrejas
Carta Capital; 22/09
https://bit.ly/3i5IPfj

Entre um convite para atuar na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e outro para integrar a equipe do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) como consultor de programas populares, Freire optou pelo CMI e articulou uma proposta que lhe permitiu  permitiu um ano em Havard e um mergulho no movimento ecumênico. Ele assim relatou ao jornal Pasquim, em 1978:

“Eu preferia vir para o Conselho, porque o problema de ser professor para mim não se coloca. Eu me acho professor numa esquina de rua. Eu não preciso do contexto da universidade para ser um educador. Não é o título que a universidade vai me  dar que me interessa, mas a possibilidade de trabalho. E naquela época eu sabia que o Conselho ia me dar a margem que a universidade não me daria. Eu temia, ao deixar a América Latina, perder o contato com o concreto e começar a me meter dentro de  bibliotecas e começar a operar sobre livros, o que não me satisfaria e me levaria à alienação total. Não me interessa passar um ano estudando um livro, mas um ano estudando uma prática diretamente. O Conselho me dava esta oportunidade.

 

Paulo Freire é o homenageado no
10° Congresso Fepesp, dias 1 e 2 de Outubro.
Saiba mais aqui:
https://bit.ly/3j9RWwl

 


POLÍTICA EDUCACIONAL

Lei inclui aulas de prevenção da violência contra a mulher na Educação Básica
Jornal Nacional; 23/09
https://glo.bo/3u7nl6B

As escolas brasileiras começaram a cumprir uma lei federal e incluíram nos currículos da Educação Básica aulas de prevenção da violência contra a mulher.

A lei traz para a sala de aula novidades no currículo da Educação Básica: um conteúdo sobre a prevenção e o combate à violência contra a mulher. Os professores vão decidir qual a melhor forma de abordar o assunto, em palestra ou atividades escolares, de acordo com a faixa etária ou mesmo dentro de outras matérias.

A lei, que vale para todo o país, também cria a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, que deve acontecer todo ano, sempre em março.


'O que determina a qualidade da educação é a pedagogia, não a tecnologia', diz professor de Columbia
portal Terra; 24/09
https://bit.ly/2XOcbYT

É fato: quando, há 18 meses, todas as escolas do País fecharam as portas, o ensino remoto e mediado pela tecnologia foi o único caminho possível para que o aprendizado não fosse paralisado. O uso das ferramentas tecnológicas, que ainda engatinhava no sistema educacional brasileiro, foi disseminado. Mas do jeito que deu. "A pandemia foi um regime de emergência e todos fizeram o possível para reduzir danos, mas, quando vamos perenizar, precisamos saber o que foi emergencial e o que queremos que seja efetivo nas nossas escolas", afirma Paulo Blikstein, professor da Escola de Educação da Universidade de Columbia (EUA).

O especialista enumera quatro desafios, que vieram à tona durante a pandemia, para a implementação da tecnologia nos processos educacionais. "O primeiro deles é que precisamos distinguir emergência de reinvenção", observa. Além disso, ele cita a questão da carência de infraestrutura e conectividade; a urgência em criar um ecossistema de formação de professores e gestores escolares que englobe universidades, terceiro setor e governo; e, um ponto importante e pouco abordado, a necessidade de legislação e suporte técnico para garantir a proteção de dados dos estudantes. Leia, no link, a entrevista completa.

 

CORONAVÍRUS

Ministério da Saúde volta atrás e libera vacinação de adolescentes
Reuters via Nexo; 22/09
https://bit.ly/3EN8jYu

O Ministério da Saúde voltou atrás nesta quarta-feira (22) e liberou a vacinação contra covid-19 para adolescentes de 12 a 17 anos. A medida, formalizada em uma nota técnica, foi tomada seis dias após a pasta anunciar a suspensão da imunização para esse público e no dia seguinte a uma decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou a autonomia de estados e municípios para aplicarem doses de substâncias aprovadas pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) nessa parcela da população. A única vacina aprovada pelo órgão para uso em adolescentes no Brasil é a da Pfizer.

A decisão de retirar adolescentes sem comorbidades do Plano Nacional de Imunização foi anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga no dia 16 de setembro e foi muito contestada. Técnicos da pasta ameaçaram se demitir e gestores locais afirmaram que iriam ignorar a diretiva.

 

Casos aumentam, mas internações por covid no Brasil seguem em queda
Rede Brasil Atual; 23/09
https://bit.ly/3kADIFFEm seu relatório Observatório Covid-19 divulgado ontem (22), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou tendência de queda sustentável nas internações por covid-19 no Brasil. Enquanto o número de novos casos segue direção oposta, consequência do fim das medidas de distanciamento social, as vacinas seguem comprovando sua alta efetividade. O levantamento da entidade vai de encontro a outro estudo,este do Instituto Butantan, que identificou queda de 88% nas mortes causadas pelo coronavírus entre idosos entre março e agosto deste ano.A Fiocruz reforça seu posicionamento de que, apesar do cenário positivo das internações, não é adequado deixar medidas protetivas de lado. “Conforme temos repetido, apesar da melhoria dos indicadores, ainda é necessário cautela, mantendo-se o uso de máscaras e algumas medidas de distanciamento físico, como acelerar e ampliar a vacinação entre adultos que não se vacinaram ou não completaram o esquema vacinal, entre idosos que requerem a terceira dose e entre adolescentes. Neste contexto, o passaporte vacinal é uma política de proteção coletiva e estímulo à vacinação”, afirmam os cientistas.

 

 

 

Laerte recebe o troféu Juca Pato de intelectual do ano de 2021
Folha de São Paulo; 22/09
https://bit.ly/3kzTkJA

A cartunista Laerte Coutinho foi eleita a intelectual brasileira de 2021 pelo prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores. O resultado da 58ª edição do evento foi anunciado nesta quinta-feira (23).

A paulistana havia sido indicada ao troféu ao lado de nomes como os do escritor Carlos Nejar, da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, da escritora Nélida Piñon e da repórter da Folha Patrícia Campos Mello.

Laerte criou personagens icônicos das HQs nacionais, como os Piratas do Tietê e o Overman. Na década de 1980, ganhou sucesso ao lado de Glauco e Angeli, com o grupo Los Três Amigos.

 

Quer saber mais?
Leia aqui: ‘ Laerte70,
sempre do lado certo:

Laerte é amiga dos
trabalhadores,
dos professores,
dos sindicatos’.
Link:
 https://fepesp.org.br/artigo/laerte-70-sempre-do-lado-certo/

 

 

 

Em junho de 2021, quando completou 70 anos, publicou "Manual do Minotauro", que reúne mais de 1.500 tirinhas, protagonizadas por diversos personagens, que vão desde uma tecelã canibal até um sapo à procura de ideologia.

Criado em 1962, o prêmio Juca Pato é entregue a autores que tenham publicado obras de sucesso nacional —em qualquer área do conhecimento— que contribuíram para o desenvolvimento do país e da democracia. O troféu premia anualmente um intelectual brasileiro que tenha se destacado.

Nos últimos anos, a premiação condecorou nomes como o líder indígena Ailton Krenak, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira e os escritores Ignácio de Loyola Brandão e Milton Hatoum.

O troféu traz as feições de um personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e desenhado pelo chargista Belmonte.

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