23 de setembro de 2020| ,

Ensino Superior, rodada final: agora, depende do patronal

Cláusulas sociais garantidas por dois anos quer dizer que uma importante parte da compensação do professor e do auxiliar está garantida. A questão agora é grana.

Está nas mãos do patronal a última proposta para encerrar as discussões da campanha salarial 2020 no ensino superior privado em São Paulo. Na rodada de negociações realizada nesta quarta-feira, 23/09, a comissão de negociação dos sindicatos cobrou das mantenedoras uma definição sobre cláusulas financeiras que levem em consideração todo o período de dois anos, já acordado para duração de novo acordo para as categorias.

 

“Este já foi um caminho bastante longo, para a construção dessas propostas”, disse Celso Napolitano, na sessão virtual de negociação desta quarta. “Todos sofremos com as agruras da pandemia, todos tiveram que se adaptar com o trabalho remoto. As instituições demitiram e insistimos em uma compensação para os que efetivamente trabalharam neste ano”.

Já houve acordo entre os sindicatos e as mantenedoras para a assinatura de uma convenção coletiva com a duração de dois anos, até 28 de fevereiro de 2022, com a manutenção de todas as cláusulas sociais da convenção atual. Isso garante direitos importantes como garantia semestral de salários, bolsas de estudos para dependentes dos trabalhadores, garantias ao trabalhador em vias de aposentadoria.

“Queremos dos representantes das mantenedoras, também, a garantia de que todas as cláusulas da convenção serão respeitadas igualmente”, disse Napolitano. “A integridade da convenção deve ser respeitada. Não podemos compreender um acordo em que a instituição decida qual cláusula respeitar. Havendo acordo, todas devem ser respeitadas igualmente.

Ao final da sessão desta quarta, o lado patronal se comprometeu a dar seu parecer final até a próxima semana, quando os dois lado voltam a se reunir na manhã do dia 30.

Uma resposta para “Ensino Superior, rodada final: agora, depende do patronal”

  1. Alexandre Barbosa disse:

    A São Judas está alterando sua grade curricular para diminur o número de professores, diminuir salários e precarizar o ensino superior. Os professores estão dando aulas com seu equipamento, sem ajudaa da instituição e com excesso de cobrança em reuniões e metodolgias novas, não discutidas com os professores.

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