26 de setembro de 2019| , , ,

CAMPINAS: professores do Colégio Drummond em greve

O movimento grevista conta com o apoio dos pais e estudantes do Colégio

Os professores do Colégio Drummond de Americana, antigo Universitário, estão em greve desde segunda-feira (23), por falta de pagamento de salários e de 1/3 de férias.

Em assembleia ontem na última terça-feira (24), os professores deliberaram em manter a greve até que o pagamento de salário e abono de 1/3 de férias de todos os professores seja regularizado.

Na sexta-feira do dia 20, a responsável pelo setor financeiro da instituição, Juliana Patrícia Ricardo Zutin, após notificação de greve, entrou em contato por telefone com o presidente do Sindicato, Carlos Virgilio Borges, o Chileno. Juliana afirmou que apenas cinco professores ainda não haviam recebido o pagamento relativo ao mês de agosto. Na assembleia, os docentes afirmaram que as declarações da representante da escola não condiziam com a realidade e há mais de cinco professores que não receberam o salário.

 

Entenda a história

Segundo a reportagem do jornal de Americana, “O Liberal”, a representante da instituição atribui o fechamento da escola à greve e às faltas dos docentes. De acordo com os professores, não houve faltas injustificadas. Pelo contrário, apesar das adversidades, os profissionais mantiveram a qualidade de ensino e compromisso pedagógico com os alunos.

 

Fachada do Colégio Drummond.

 

Além disso, é desleal responsabilizar a greve, direito da categoria garantido pela Constituição Federal,  pelo fechamento da escola. É do conhecimento de todos que os problemas do colégio antecedem o movimento grevista.

A publicação do jornal também afirmou que foi encaminhado um comunicado aos pais dos estudantes no final da tarde de ontem, 23, sobre o fechamento da instituição e a transferência imediata dos alunos para o Colégio Bandeirantes. Os professores não foram avisados sobre o fechamento da escola que continua tratando seu corpo docente com descaso.

A categoria também sofre com falta de condições de trabalho e constantes violações de direitos trabalhistas da instituição. Além dos corriqueiros atrasos de pagamento de salário, a escola não deposita o Fundo de Garantia dos docentes e também não paga o INSS. O departamento jurídico do Sinpro já está tomando providências sobre essas irregularidades.

Os professores estão em assembleia permanente, ou seja, a qualquer momento podem ser convocados pelo Sindicato para deliberarem sobre o movimento.

 

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