Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 20 de abril de 2024

23 de março de 2023

23/03 – A reforma do Ensino Médio e os ‘negócios’ na Educação, entenda o que é o ‘NEM’, Chile vota semana de trabalho de 4 dias, e mais: o papel da escola no combate à violência contra a mulher

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São Paulo (SP), 22/03/2023 – Professores e trabalhadores da rede pública de ensino protestam por reajuste do piso nacional e pela revogação do Novo Ensino Médio, com apoio de estudantes, na Avenida Paulista. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nova manifestação de professores e estudantes pela revogação do ‘novo’ Ensino Médio ocupou as ruas em São Paulo e outras capitais nesta quarta-feira, 22/03. Foi o segundo ato contra o ‘NEM’ promovido neste mês – e, certamente, não será o último, enquanto a ‘reforma’ perdurar.

 

Protesto contra o Novo Ensino Médio bloqueia Avenida Paulista Professores, alunos e movimentos sociais fazem um protesto contra o novo ensino médio em frente ao Masp, na Avenida Paulista. Manifestantes também pedem reajuste do piso salarial nacional dos professores.

Esse é o segundo ato contra a reforma do Ensino Médio. O último, organizado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), ocorreu na manhã do dia 15 de março.

A reforma prevista pela Medida Provisória 746 amplia a carga horária mínima do ensino médio, deixa como obrigatório apenas as matérias de língua portuguesa e matemática e torna facultativas, matérias como artes, educação física, Inglês e Espanhol. G1  22/03  http://glo.bo/3FJZmS7

 

A reforma do ensino médio e a “nova geração de negócios” As manifestações pela revogação da reforma que ocorreram em todo Brasil neste mês de março tiveram efeito no alcance do debate, que ganhou espaço nas redes sociais, na mídia tradicional, assim como chamou a atenção de intelectuais e militantes de outros setores e movimento. a reforma do ensino médio, assim como grande parte das transformações organizacionais e pedagógicas que estão em curso na educação, fazem parte das estratégias de uma ampla dominação empresarial e financeira. Por Carolina Catini em Jornal GGN  22/03  https://bit.ly/3K0NkWK

 


Vai ou volta? Entenda o que é o Novo Ensino Médio, alvo de protestos por revogação e tema polêmico no MEC  Previsto para se consolidar por completo nas escolas brasileiras até 2024, o novo modelo amplia o tempo mínimo do estudante na escola (de 800 para 1400 horas anuais) e institui uma nova organização curricular, incluindo a opção de formação técnica profissional.

As disciplinas são agora divididas em quatro grandes áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Estas devem ocupar 60% da carga horária do ensino médio.

As outras 40% são preenchidas pelos chamados itinerários formativos. São um conjunto de matérias complementares, acopladas de acordo com a área que o estudante escolhe para se especializar, como humanas, exatas ou biológicas.

Os nomes vagos ou incomuns das novas disciplinas têm rendido memes na internet. Entre eles, “O que rola por aí”, “Torne-se um milionário”, “Brigadeiro caseiro”, “Mundo Pets SA”, “Arte de morar”, “RPG” e “Projeto de vida”. Depois de escolher seu itinerário formativo, o estudante não pode mudar de ideia: tem de cursá-lo até se formar.  Brasil de Fato  23/03  https://bit.ly/3TEhxyf

 

ENSINO BÁSICO

MEC lança pesquisa para criar política nacional de alfabetização O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta 4ª feira (22.mar.2023) a realização de uma pesquisa nacional que deve subsidiar a elaboração de uma política nacional de alfabetização de crianças.  Segundo a pasta, o levantamento permitirá compreender qual é o nível esperado de alfabetização de uma criança ao final do 2º ano do ensino fundamental. Poder360 22/03  https://bit.ly/3K0vrr7

 

VANDALISMO

Furto de fios obriga escola de SP a ter aula só enquanto há luz solar Alvo de furo de fiação elétrica há dois meses, a Escola Estadual Marechal Deodoro, no Bom Retiro, no centro da capital está no escuro desde então. A unidade, que recebe alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, continua com as aulas, mas todas precisam ser ministradas enquanto há luz solar.

O caso não é isolado. No Grajaú, zona sul de São Paulo, a Escola Estadual Samuel Wainer teve fios elétricos furtados em duas ocasiões na última semana. Sem luz, as aulas dos ensinos fundamental 1 e 2 e do ensino médio foram canceladas nesta segunda (20). Folha de S. Paulo 22/03  https://bit.ly/40yi5YR

 

Minas Gerais: escola pega fogo em BH e 40 pessoas vão para o hospital por inalação de fumaça Um incêndio atingiu nesta quarta (22) o Instituto de Educação de Minas Gerais, uma das escolas mais antigas de Belo Horizonte. O prédio teve de ser esvaziado. Quarenta pessoas foram levadas ao Hospital de Pronto-Socorro João 23.

Dos 40 atendidos pelo hospital, 39 eram adolescentes e uma era servidora da escola. Todos inalaram fumaça. Até o final da tarde, 28 haviam recebido alta, 11 estavam em observação e um foi transferido para uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), segundo informações da Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais). Folha de S. Paulo 22/03  https://bit.ly/40qU3Pg

 

Adolescente confessa ter incendiado Instituto de Educação e é apreendido em BH Foi apreendido no início da noite desta quarta-feira (22) um adolescente suspeito de ter ateado fogo no Instituto de Educação de Minas Gerais nesta manhã. Segundo um tenente da Polícia Militar, a mãe do jovem teria entrado em contato com a corporação por meio do 190 e afirmando que o filho confessou ter causado as chamas de forma acidental.

À Polícia Militar, a mãe do adolescente contou que filho estava fumando durante o recreio e jogou o cigarro fora, que acabou caindo em cima de um material de plástico que se incendiou. Itatiaia FM 22/03  https://bit.ly/3TEosqZ

 

EMPREGO

Chile abre caminho para semana de quatro dias de trabalho O Chile caminha para aprovar três dias de folga por semana para os trabalhadores. Ontem (21), o Senado aprovou, por unanimidade, a redução da carga horária semanal de 45 horas para 40 horas, sem redução de salário. Inicialmente, a ideia é estabelecer “sistemas excepcionais” de trabalho com uma jornada de quatro dias de trabalho.

O projeto é de autoria do presidente Gabriel Boric, que completa um ano no cargo nesta semana. O socialista vem trabalhando para ampliar os direitos trabalhistas no Chile. Agora, a matéria passará por apreciação na Câmara dos Deputados, onde não deve encontrar resistência. Então, ela volta para sanção do Boric. A expectativa do governo é de publicar a lei no Dia do Trabalhador, em 1° de maio.Rede Brasil Atual  23/03  https://bit.ly/40wz5yi

 

TECNOLOGIA

CEO de gigante educacional quer usar inteligência artificial para construir ‘jornadas de educação e renda’ dos alunos Em escolas, cursos e universidades, alunos deixam uma série de informações que definem o que farão e o que serão. São dados que passam por dinheiro gasto, tempo disponível, traslados, aptidões, vocação e tudo o mais que se vive num sistema de ensino.

CEO da Cogna Educação (Kroton, Anhanguera), uma das maiores empresas de capital aberto de Educação do mundo, Roberto Valério quer utilizar esses dados e inteligência artificial para construir o que ele chama de “jornada de educação, emprego e renda”. Valor Econômico 23/03  https://bit.ly/3FMlTxv

 

Artigo: ‘ChatGPT, inteligência artificial e a nova ‘descoberta do fogo’ da humanidade’ Nós precisaremos desenvolver o que eu qualifico como “coalizões complexas adaptativas” — em que empresas, governos, empreendedores sociais, educadores, superpotências em competição e filósofos da moral se reúnam para definir como podemos obter o que há de melhor e evitar o que há de pior na inteligência artificial.

Nenhum membro dessa coalizão é capaz de solucionar sozinho o problema. Isso requer um modelo de governança muito diferente da política de esquerda-direita. E nós teremos de transicionar para isso em meio às maiores tensões entre grandes potências desde o fim da Guerra Fria e guerras culturais que irrompem virtualmente em todas as democracias. Por Thomas Friedman, do New York Times, em Estadão  22/03  https://bit.ly/3FMlTxv

 

ChatGPT erra, alucina e até pode cometer plágio O ChatGPT não deve ser ‘humanizado’, tratado como uma pessoa, para não confundir as próprias pessoas, recomenda Valdir Barzotto, da Faculdade de Educação da USP. “O mais grave é que [o ChatGPT] escreve parecendo com um humano”, enfatiza Glauco Arbix, professor titular do Departamento de Sociologia da USP, coordenador do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA e do C4AI-USP.

Essa foi uma das preocupações de professores de diversas instituições e especialistas que participaram na terça-feira (21) do seminário ‘ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade’. O evento foi organizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). O sistema de inteligência artificial (IA) apresenta respostas incorretas, alucina e possivelmente comete plágio, dizem os professores. Valor Econômico 23/03  http://glo.bo/3LFwVbHs

 

LEIA TAMBÉM:

O ChatGPT só é monstro se não houver um professor por perto – ‘Virar as costas para a nova tecnologia é se render a um ensino que despreza a evolução em sala de aula’, escrevem Lidiane Christovam e Iberê Moreno (foto), diretores do SinproSP, em artigo para abrir o debate sobre o uso da Inteligência Artificial no ambiente de ensino. Artigo publicado originalmente na revista Carta Capital.  Fepesp  20/03  https://bit.ly/3TsQSUS

 

 

O papel da escola no combate à violência contra a mulher, por Rita Fraga
SinproSP  22/03
https://bit.ly/3FLAFEV

A violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis epidêmicos. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 18,6 milhões de mulheres brasileiras foram vítimas de algum tipo de violência em 2022

A violência contra a mulher no Brasil atingiu níveis epidêmicos, com um crescimento em 2022. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 18,6 milhões de mulheres brasileiras foram vítimas de algum tipo de violência em 2022. Os atos envolvem agressões física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. No ano passado, 1410 mulheres foram vítimas de feminicídio. Em 2021 o registro foi de 1341 mulheres assassinadas, um aumento de cerca de 5%. É importante lembrar que a subnotificação ainda é muito grande no Brasil, até mesmo nos casos de morte. Existem delegados que insistem em não registrar o caso de maneira correta e muitas mulheres não denunciam por medo, constrangimento e todo tipo de pressão social.

É muito importante lembrar que o feminicídio refere-se ao assassinato específico de uma pessoa por ser mulher, um ato de misoginia, ódio às mulheres. Por exemplo, se uma mulher é morta durante um assalto, não entra nas estatísticas de feminicídio, mas sim, de latrocínio, roubo seguido de morte. Mas, se é morta pelo companheiro que não aceita o fim da relação, aí sim, considera-se feminicídio. O uso de termos específicos e a criação de uma lei como a “Maria da Penha” se faz necessário pelos números chocantes de violência contra a mulher, como os elencados acima.

Nesse sentido é fundamental a criação de políticas públicas de enfrentamento a esse quadro, que previnam e desconstruam o machismo que impregna a sociedade brasileira. A educação tem um papel central na construção de uma sociedade menos violenta. Mais do que mudanças nas leis, é necessário colocar em prática o que já existe, caso contrário, teremos um país com uma legislação avançada, mas, que continua sangrando.

No dia 10 de junho de 2021 foi promulgada a lei nº 14164/21, que determina que temas que envolvam o combate à violência contra a mulher, criança e adolescente devem ser incluídos de forma transversal nos currículos de escolas públicas e particulares. Determina, ainda, no seu artigo segundo, que fica “instituída a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, a ser realizada anualmente, no mês de março, em todas as instituições públicas e privadas de ensino da educação básica, com os seguintes objetivos:

I- contribuir para o conhecimento das disposições da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha);

II- impulsionar a reflexão crítica entre estudantes, profissionais da educação e comunidade escolar sobre a prevenção e o combate à violência contra a mulher;

III- integrar a comunidade escolar no desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento das diversas formas de violência, notadamente contra a mulher;

IV- abordar os mecanismos de assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar, seus instrumentos protetivos e os meios para o registro de denúncias;

V- capacitar educadores e conscientizar a comunidade sobre violência nas relações afetivas;

VI- promover a igualdade entre homens e mulheres, de modo a prevenir e a coibir a violência contra a mulher;

VII- promover a produção e a distribuição de materiais educativos relativos ao combate da violência contra a mulher nas instituições de ensino”.

A fiscalização da implementação dessas políticas não existe; por isso, é importante que os professores e professoras construam em suas escolas ações que efetivem a adoção daquilo que é determinado por lei. É urgente a consolidação de uma educação libertadora e democrática, que crie uma cultura de respeito aos direitos humanos e que proteja os segmentos mais fragilizados da sociedade..

Rita Fraga, professora das séries iniciais do Ensino Fundamental,  é diretora do SinproSP. Artigo publicado originalmente aqui: https://www.sinprosp.org.br/noticias/5090

 

Mulheres vítimas de violência poderão ter proteção imediata – A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21) um projeto de lei que determina a concessão sumária de medidas protetivas de urgência às mulheres a partir da denúncia a qualquer autoridade policial ou a partir de alegações escritas. A proposta será enviada à sanção presidencial.

De autoria da ex-senadora e atual ministra do Planejamento, Simone Tebet, o Projeto de Lei 1604 de 2022, do Senado, foi aprovado com emendas de redação apresentadas pela relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). O relatório, que foi lido em Plenário pela deputada Luisa Canziani (PSD-PR), havia sido aprovado pelo Senado.

De acordo com a proposta, as medidas protetivas poderão ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de inexistência de risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes. Rádio Peão Brasil  22/03  https://bit.ly/3JDWyqP

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