Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 18 de abril de 2024

17 de abril de 2023

17/04 – Rodada de assembleias do Superior segue nesta segunda. Novo Ensino Médio não prepara alunos para o Enem. Reclamação contra NEM chega no TikTok. E mais: com a Inteligência Artificial, não podemos mais acreditar em nada do que vemos?

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Ensino Superior: Santos e Jundiaí encerram a rodada de assembleias desta Campanha Salarial 2023. Muito barulho e toda força na nossa mobilização! Saiba mais aqui: https://bit.ly/3ZLHWvt

 

ENSINO SUPERIOR – CAMPANHA SALARIAL 2023

Veja aqui as assembleias de hoje, segunda-feira – e avise suas colegas e seus colegas:

As duas assembleias que encerram a rodada de assembleias do Ensino Superior nesta Campanha Salarial 2023. Na sequência, o Conselho de Entidades Sindicais da Fepesp irá se reunir para consolidar o resultado das deliberações e encaminhar nossa mobilização.

As assembleias de hoje:

17/04, segunda-feira
Jundiaí – 19h, inscrições no site
Santos – 15h, link via email

 

ENSINO MÉDIO, O ‘NOVO’

Alunos do 3º ano do ensino médio de SP não têm conteúdos que caem no Enem – Os alunos do terceiro ano do novo ensino médio da rede estadual paulista não têm aulas de biologia, química, história e geografia. Muito menos de sociologia e filosofia. Pelo currículo antigo, havia duas aulas por semana de cada uma dessas disciplinas em todos os três anos. Para piorar, o ensino de matemática e português sofreu redução de 60%.

A matriz curricular definida no governo Doria concentrou as disciplinas das áreas de humanas e ciências da natureza nos dois primeiros anos do ensino médio. Dessa maneira, no último ano, quando se preparam para tentar uma vaga na universidade, os alunos têm pouco conteúdo exigido nesses testes. E ficam ocupados com o programa dos chamados itinerários formativos, que são outro problema, segundo especialistas e estudantes. Rede Brasil Atual 16/04  https://bit.ly/3ocZgw9

 

No TikTok, aluna conta perrengues no novo ensino médio: ‘Muita aula vaga’ – A estudante Jhennifer Kelly de Castro, 16, viralizou no TikTok após “desabafar” sobre o novo ensino médio. Ela está no segundo ano de uma escola pública de Contagem (MG).

A ideia era ser “só um desabafo”, diz Jhennifer. O conteúdo foi visualizado 1 milhão de vezes, recebendo comentários de alunos e professores de outras escolas que também tiveram experiências negativas com a reforma

Infraestrutura deficiente e falta de apoio institucional aos docentes são os principais problemas levantados pela estudante nos vídeos e em conversa com o UOL. “Me sinto completamente despreparada e desamparada com esse número de aula. Não dá para aprender tudo e os professores precisam se desdobrar.” UOL  16/04  https://bit.ly/43Fwx3y

 

Os milhões das gigantes do material didático no Novo Ensino Médio – Para estes gigantes, o pseudoconceito de Mindset é traduzido literalmente para mentalidade e apresentado como uma questão de escolha. Para ter sucesso, basta seguir os passos da mentalidade vencedora (dicotomia Mindset vencedor x Mindset fixo). Mas o problema não para por aí: escolas públicas, sobretudo e em grande parte de periferias, recebem o mesmo “aprendizado” em seus materiais. Por quê? Porque são os mesmos conglomerados que, em processos de licitação, fornecem suas soluções pedagógicas ao ensino público. DCM  15/04  https://bit.ly/3MOFPEh

 

Texto coletivo: ‘Pela revogação do Novo Ensino Médio!’ – Com a mudança de governo e grande pressão de entidades populares, sindicais e movimentos estudantis, obtivemos no dia 5 de abril a suspensão do cronograma de implementação do NEM por 60 dias assinada pelo Ministro de Educação Camilo Santana. No entanto, sabemos que a influência do setor empresarial é grande e que as propostas de “reforma da reforma” ganham peso significativo para aqueles que não querem admitir e se responsabilizar pelo desastre em curso.

Defendemos, por isso, que só a completa revogação do NEM e a implementação de um modelo mais democrático de Ensino Médio poderá garantir os direitos e interesses reais dos docentes e, principalmente, dos jovens brasileiros em formação. Sinpro Osasco  13/04  https://bit.ly/3MNKZjO

 

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

Polícia nas escolas não evita ataques e pode introduzir outras violências – A presença de polícia ou vigilância nas escolas não é uma ação neutra. Além de não conter ataques, forças de segurança influenciam nas relações estabelecidas nas escolas, pioram o ambiente escolar e podem, inclusive, colaborar para o aumento de outros tipos de violências. Folha de S. Paulo 14/04  https://bit.ly/41vMY0k

 

Diretores e professores começam a receber treinamentos e simulados após ataques em escolas – Diretores e professores de diferentes Estados passaram a receber treinamento e participar de simulações de como atuar em casos de emergência e como realizar atividades de apoio psicossocial a alunos e funcionários. Treinamentos estão sendo implementados ou planejados em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Piauí e Amazonas.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, os treinamentos que serão realizados nas escolas estaduais são voltados para o preparo de docentes em relação ao apoio psicossocial e identificação de possíveis riscos.. Estadão Conteúdo via jornal Meia Hora 15/04  https://bit.ly/41vMY0k

 

O que faz diferença na batalha contra o bullying – Assim como ensinamos nossos alunos a fundamental habilidade de identificar e reportar comportamentos nocivos ao meio ambiente, em grande parte dos ambientes escolares seria também possível ensinarmos nossas crianças a identificar e relatar quando o coleguinha está fazendo algo que não é legal, quando alguém foi agredido ou quando está sendo vítima de bullying. Da mesma forma que temos o dia do meio ambiente, podemos ter um dia para ensinar sobre assédio físico e psicológico na escola. Folha de S. Paulo 14/04  https://bit.ly/41vMY0k

 

SINDICATO

 

STF pode alterar entendimento sobre contribuição a sindicato – O Supremo Tribunal Federal (STF) pode estar prestes a alterar seu entendimento sobre a obrigatoriedade de pagamento da contribuição assistencial a sindicato — que custeia, por exemplo, negociações coletivas. O tema voltou à pauta na sexta-feira, no Plenário Virtual.

Em recurso (embargos de declaração) apresentado contra julgamento desfavorável em ação ajuizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, os ministros começam a formar novo entendimento (ARE 1018459 ou Tema 935).

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, defendeu que é caso de evolução e alteração do seu posicionamento. Ele reconheceu o impacto na fonte de custeio das instituições sindicais. “Tais entidades ficariam sobremaneira vulnerabilizadas no tocante ao financiamento de suas atividades”, diz ele, que já havia votado antes pela inconstitucionalidade da cobrança da contribuição assistencial de trabalhadores não sindicalizados. Valor Econômico 16/04  http://glo.bo/3okurpD

 

Inteligência artificial: ‘Parece que o futuro tão distante chegou’
Rede Brasil Atual  16/04
https://bit.ly/3UJiOET

Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o professor Renato Janine Ribeiro reflete sobre as possibilidades, as interrogações e o futuro da inteligência artificial

Para o professor, as tecnologias recentes de IA, apesar de surpreendentes, “não parecem tão inteligentes assim”. Apesar da rápida evolução, é fato que os problemas são muitos. Como resumiria o célebre linguista norte-americano Noam Chomsky, estes chatbots, até então, não passam de “plagiadores de alta tecnologia”.

Ribeiro é signatário da posição de Chomsky. E vai além. “Treinadas por humanos, essas tecnologias que empregam a IA estão carregadas de vieses preconceituosos, racistas, classicistas. Também não são capazes de ir muito além na criação artística. Um texto produzido pelo ChatGPT ainda está muito longe da maturidade e excelência de um escritor humano, pois mostra muito mais embromação do que criação. Porém, este é apenas o começo de uma caminhada que não temos ideia de quão longe pode ir – e nem em que velocidade”.

Educação e trabalho – São justamente as interrogações, aliadas com a consciência de que a evolução pode ser veloz, que leva à necessidade de regulamentação da IA. “Países da União Europeia já estão debatendo a adoção de regulamentações para garantir a privacidade e proteção dos dados pessoais dos usuários. Na Itália, o ChatGPT foi suspenso. No Brasil, o debate também começa a tomar corpo e chamar a atenção para necessidade de uma legislação que permita que o país faça parte dessa nova corrida tecnológica, mas também que estabeleça os limites éticos para seu desenvolvimento e implementação”, explica o professor.

Contudo, existem impactos já sensíveis na vida das pessoas. Um dos problemas está no uso dessas ferramentas em escolas. “O ChatGPT e seus análogos colocam questões sérias para a educação. Primeira, como saber se o trabalho de um aluno foi redigido por ele mesmo ou pelo GPT? Mas esta questão é ainda pequena perto da segunda: se um instrumento pode escrever rapidamente e bem sobre praticamente qualquer assunto, para que formaremos nossos estudantes? Aparentemente, o GPT já dá conta do que seria um trabalho de graduação, mas não necessariamente de um TCC. Porém, pode ser questão de tempo ele redigir um mestrado.”

 

Não podemos mais acreditar em nada do que vemos? – Ver não é crer há muito tempo. As fotos são falsificadas e manipuladas há quase tanto tempo quanto existe a fotografia.

Agora nem mesmo a realidade é necessária para que as fotos pareçam autênticas –apenas inteligência artificial respondendo a um comando. Mesmo os especialistas às vezes têm dificuldade para dizer se uma foto é real ou não. Você consegue?

O rápido advento da inteligência artificial disparou alarmes de que a tecnologia usada para enganar as pessoas está avançando muito mais depressa do que a tecnologia que identifica os truques. Empresas de tecnologia, pesquisadores, agências de fotografia e organizações de notícias estão se esforçando para se atualizar, tentando estabelecer padrões de proveniência e propriedade do conteúdo.

Recentemente, uma série de novas imagens de IA mostraram o papa, usando seu traje habitual, desfrutando de um alto copo de cerveja. As mãos pareciam quase normais –exceto pela aliança de casamento no dedo anular do pontífice. New York Times via Folha de S. Paulo 15/04  https://bit.ly/41pt1s6

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